
Teatro alquímico dos detalhes
Tão incendiário, que tenho provas
Palmilhas de ferro instaladas no peito
E um estranho passatempo de medir a solidão
Mordidas vasculhando lados secretos
Sapateiam meu tempo acelerado
Não é justo,não é válido
Morar do lado de fora dos pavios
Recebendo os convites das entranhas inceneradas
E esta seria uma sentença
De ter a língua amargando teus banquetes
Mas não sou livre o suficiente
Para a estricnina dos teus olhos
foto:Cartier Bresson
2 comentários:
Ah, Rita e suas imagens que explodem no subconsciente da gente...
Os versos finais são matadores (pudera, são movidos à estricnina!)
ficanapaz
Fantástico Rita
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