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quarta-feira, 12 de julho de 2017

Espere por mim


A consternação não cabe
Sobeja salgadamente pela face
O sentimento se esvai
O que era hoje torna-se saudade
 
Perpetrei o melhor
Para ser mais próximo
Sei que não foi o bastante
Tornou-se contraditório
 
Contrário ao meu bel-prazer
E ao que é correto
Foi-se antes da hora
Como se o tempo estivesse ao inverso
 
O lento acelerou
O eterno findou
O antes se tornou
A saudade que ficou
 
A efígie é o que resta
A saudade pinta a tela
A pintura eu já tenho
Impressa na minha cela
 
Eterna se torna
No momento que vai embora
Mas.....mais presente agora
Nos olhos que aflora
 
Com sua beleza tísica
Ainda era a mais bela das castas
Sensível ao toque....suave como seda
No seu coração....as mais ternas belezas
 
Fugiu aos nossos olhos
Mas outros agora a veem
Aprecie quem sempre te esperou
Segure sua mão e aproveite
 
Um dia nos depararemos
E deixarei de ser elegíaco
Na voragem da saudade viveremos
E então.....jaz um timorato choramingo
 
 Início....não é
Nem o......fim
Até logo......até
Espere......por mim



segunda-feira, 12 de junho de 2017

PERPENDICULARES

O rascunho do que escrevo
O gosto eterno de um beijo
Ao som abafado do que vejo
Tornam ilógicos os sentimentos
Quando encontramos duas retas
Perpendiculares
Mefistofélicos atropelamos com pressa
O que já era reto e vergamos os olhares
A janela
Antes com a mais suntuosa paisagem
Agora abraça
O muro....desconfortante miragem
Vivo cada dia como se fosse o penúltimo
Pois não tenho pressa
A fruta que amadurece antes do tempo
Estraga-se de véspera
Viva
Aos pacientes da estrada....à paciência na caminhada
Mesmo sendo nós perpendiculares
Atropelamo-nos
Cedo ou tarde
Viva
Os rascunhos....os gostos
Os sons...os sentimentos...os abrolhos
Lógicos...ilógicos...como tantos outros
Mesmo retos ou tortos
Com razões ou devaneios
São somente nossos
Perfeitos

sexta-feira, 12 de maio de 2017

FALTAM SOBRAS

Sobram pessoas......faltam
Faltam sentimentos......faltam
Faltam verdades......sobram
Sobram momentos......faltam
Faltam palavras.......faltam
Sobram crueldades.......sobram
Faltam famílias......faltam
Com sobras de bondade.......faltam
Sobram inimigos.......sobram
Faltam tecidos.......faltam
Para pararem tremidos.......faltam
Sobram gemidos.......sobram
Sobram malefícios......sobram
Sobram céticos.......faltam
Falta contigo.......falta
Sobro sozinho.......sobro
Faltam calafrios......faltam
Para esquentarem o frio......faltam
Sobra o frio.....sobra
Sem você comigo.......falta
Faltam alegrias......faltam
Com sobrinhos.......sobram
Somente tristezas.......sobram
Você comigo......faltam
Sobram faltas
Faltam.....sobram
Sobras.....faltam
Faltam sobras

quarta-feira, 12 de abril de 2017

A BRECHA

Tanto tempo sem escrever
Tudo por fazer
Me preocupa a falta criativa
Ou seria a sobra com falta de tentativa
Tanto trabalho à prescrever
Me subestima sua tentativa
Ou seria a falta do que fazer
Para fazer faltar minha sobra criativa
Soberba militância a sua
Só não arquitetava o que acontecia
Enquanto pairava no ar a falta criativa
A cabeça cheia de sobras esperava a tentativa
Finalmente me deu a brecha
Agora pairam no papel as sobras criativas
Falhou sua tentativa
Findou, por não arquitetar o que acontecia
Não volto plenamente, pois há trabalho à prescrever
Quase tudo por fazer
Porém, já não me preocupa a falta criativa
Sei que são sobras esperando a tentativa
Dê brecha para você vê

domingo, 12 de março de 2017

OUTRO MUNDO

Hoje
Repeti o mesmo mundo....no fim
Viver de amor....e depois
Morrer brandamente em mim
Outro castelo recriei
Após rochas caírem
Até a pintura borrei
Com as mais belas alvitres
Agora procure o que te desperta
O que te deixa em alerta
O que queima, mas não arde
O que, mesmo no fim, nunca é tarde
O que ficou para trás
São esfumaturas embranquecidas
Perde-se o tom da tinta
Mas não a importância adquirida
Pois mesmo manchas abstrais
Ainda borram a pintura que já fora
A vida em sete cores iniciais
Torna-se cinza, diferente de outrora
E não segui seus passos
Preferi os meus
Eram mais suaves
E livres do que os teus
Pesadas eram as rédeas
Que determinavam a direção
Dos raios e das pedras
Que atingiam o coração
Amanhã
Vou reinventar outro mundo.....se der
Morrer de amor....e depois
Ressuscitar num domingo qualquer

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Liberdade Cativa

Na esperança da liberdade da entrega
Mas preso nos temores deformados pelo tempo
Questionando as certezas da espera
Certamente duvidosas geram medo
Clareando o breu da alma
Faltando o que antes era sobra
Sobrando o que agora mata
Auspicioso continuo na entrega
Entregando o que mais me afeta
Afetivamente preso na liberdade que auferi
Displicente ao que se passa ao redor
Mas consciente ao que se passa em mim
Hoje liberto nos desígnios que hoje pelejo
Mas cativo nos anseios presos a mim
Criados pela certeza que hoje vejo
Mas ainda esperançoso na liberdade que sinto em ti
Tendo certeza do que hoje almejo
Tão certo do que apeteço
Tão clara como a luz que cega
É a dúvida que tudo isso acarreta
Nada mais intenso me inspira
Do que a liberdade cativa

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

LIBERDADE APRISIONADA

Na esperança da liberdade da entrega
Entrego a ti todas as minhas amarras
Preso nos medos deformados pelo tempo
Libertas os sentimentos prisioneiros da alma
Questionando as certezas
Certamente duvidosas
Afirmando negações
Negativamente silenciosas
Clareando o breu da alma
Faltando o que antes sobejava
Sobrando o que agora mata
Auspicioso continuo na entrega
Entregando o que mais me afeta
Afetivamente preso na liberdade que recebi
Displicente ao que se passa ao redor
Mas consciente do que se passa em mim
Todavia liberto na prisão em si
Criada pela certeza que hoje vejo em ti
Mas ainda esperançoso na liberdade da entrega
Entrega que me aprisionará na liberdade enfim

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

DOR NÃO SE COMPARA

Dor não se compara
Não se compara a dor da perda
A dor do coração corado de tristeza
A dor da fome na praça
Dor não se compara
A dor de perder um filho
Não se compara a dor de perder qualquer ente querido
A dor de sentir a pedra na vidraça
Dor não se compara
Não se compara a dor da religião extrema
A dor da invasão sangrenta
A dor de uma mãe perder a guarda
Dor não se compara
A dor da cara suja de lama
Não se compara a dor de nenhum drama
A dor de quem foi levado com a casa
Dor não se compara
Não se compara a dor de se ganhar um rótulo
A dor da intolerância sem modo
A dor do dedo apontado na cara
Dor não se compara
A dor do desgosto pelo trabalho
Não se compara a dor da mãe do presidiário
A dor da mãe da vítima caída na sacada
Dor não se compara
Não se compara a dor do refugiado
A dor do europeu explorado
A dor do extremismo da nossa alma
Dor não se compara

domingo, 12 de abril de 2015

LIBERDADE APRISIONADA


Na esperança da liberdade da entrega
Entrego a ti todas as minhas amarras
Preso nos medos deformados pelo tempo
Libertas os sentimentos prisioneiros da alma

Questionando as certezas
Certamente duvidosas
Afirmando negações
Negativamente silenciosas

Clareando o breu da alma
Faltando o que antes sobejava
Sobrando o que agora mata
Auspicioso continuo na entrega

Entregando o que mais me afeta
Afetivamente preso na liberdade que recebi
Displicente ao que se passa ao redor
Mas consciente do que se passa em mim

Todavia liberto na prisão em si
Criada pela certeza que hoje vejo em ti
Mas ainda esperançoso na liberdade da entrega
Entrega que me aprisionará na liberdade enfim

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

LIBERDADE CATIVA


Na esperança da liberdade da entrega
Mas preso nos temores deformados pelo tempo
Questionando as certezas da espera
Certamente duvidosas geram medo

Clareando o breu da alma
Faltando o que antes era sobra
Sobrando o que agora mata
Auspicioso continuo na entrega

Entregando o que mais me afeta
Afetivamente preso na liberdade que auferi
Displicente ao que se passa ao redor
Mas consciente ao que se passa em mim

Hoje liberto nos desígnios que hoje pelejo
Mas cativo nos anseios presos a mim
Criados pela certeza que hoje vejo
Mas ainda esperançoso na liberdade que sinto em ti

Tendo certeza do que hoje almejo
Tão certo do que apeteço
Tão clara como a luz que cega
É a dúvida que tudo isso acarreta

Nada mais intenso me inspira
Do que a liberdade cativa

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

OUTRO MUNDO


Hoje
Repeti o mesmo mundo....no fim
Viver de amor....e depois
Morrer brandamente em mim

Outro castelo recriei
Após rochas caírem
Até a pintura borrei
Com as mais belas alvitres

Agora procure o que te desperta
O que te deixa em alerta
O que queima, mas não arde
O que, mesmo no fim, nunca é tarde

O que ficou para trás
São esfumaturas embranquecidas
Perde-se o tom da tinta
Mas não a importância adquirida

Pois mesmo manchas abstrais
Ainda borram a pintura que já fora
A vida em sete cores iniciais
Torna-se cinza, diferente de outrora

E não segui seus passos
Preferi os meus
Eram mais suaves
E livres do que os teus

Pesadas eram as rédeas
Que determinavam a direção
Dos raios e das pedras
Que atingiam o coração

Amanhã
Vou reinventar outro mundo.....se der
Morrer de amor....e depois
Ressuscitar num domingo qualquer