vida pulsante
vida que vibra
em cada traço
do semblante
em cada nuance
em cada gesto
o riso do ser grato
que elege
valer a pena
cada cena
cada segundo
neste mundo
vida que contagia
quem diria
o cético descrente
vida que dá vida
à pobre vida da gente
(em 18/07/2014)
Mostrando postagens com marcador Cesar Veneziani. Mostrar todas as postagens
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quarta-feira, 26 de agosto de 2015
domingo, 26 de julho de 2015
sexta-feira, 26 de junho de 2015
Inefável
Escrito por
Cesar Veneziani
eu tenho um palpite
de como a geração "beat"
fazia poesia
com um "snif" no pó
ou tomando num gole só
a doidera
gera
o verso/vômito
galopar indômito
de imagens e sensações
caleidoscopicamente
na velocidade da luz
da alucinação
da ação
da mente/sonho
randômico
filmessequenciadeslides
a expor vaidades
e mitos
rito xamânico
a evocar o inefável
(em 23/05/2014)
de como a geração "beat"
fazia poesia
com um "snif" no pó
ou tomando num gole só
a doidera
gera
o verso/vômito
galopar indômito
de imagens e sensações
caleidoscopicamente
na velocidade da luz
da alucinação
da ação
da mente/sonho
randômico
filmessequenciadeslides
a expor vaidades
e mitos
rito xamânico
a evocar o inefável
(em 23/05/2014)
terça-feira, 26 de maio de 2015
Fazer Poesia
Escrito por
Cesar Veneziani
(a Manoel de Barros)
meu canto é atento
lento alento
do que leio em tudo
grito mudo
que tropeça
em traços e letras
é pena, formão e lira
que ocupa espaços
entre a invenção e a mentira
(em 19/05/14)
meu canto é atento
lento alento
do que leio em tudo
grito mudo
que tropeça
em traços e letras
é pena, formão e lira
que ocupa espaços
entre a invenção e a mentira
(em 19/05/14)
domingo, 26 de abril de 2015
quinta-feira, 26 de março de 2015
Ícaro
Escrito por
Cesar Veneziani
"Le Poète est semblable au prince des nuées
Qui hante la tempête et se rit de l'archer ;
Exilé sur le sol au milieu des huées,
Ses ailes de géant l'empêchent de marcher."
Charles Baudelaire
O poeta é um ser dotado de magia.
A lavra da palavra é seu ofício.
Constroi estrofes, versos - poesia!
Faz fácil o que pra todos é difícil.
A arte do poeta o torna alado
que voa, leve, a cada verso lido,
porque pra ele nada é censurado,
porque pra ele tudo é permitido.
Mas asas de um poeta são de cera
tal qual as de Ícaro - do Olimpo o deus.
Seus voos vão longe, tanto quanto o queira,
fazendo inveja até ao próprio Zeus!
No entanto se do Sol ele se acerca,
sonho que nele sempre se repete,
será seu triste fim porque, na certa,
a cera que sustenta a asa derrete!
(02/12/2013)
Qui hante la tempête et se rit de l'archer ;
Exilé sur le sol au milieu des huées,
Ses ailes de géant l'empêchent de marcher."
Charles Baudelaire
O poeta é um ser dotado de magia.
A lavra da palavra é seu ofício.
Constroi estrofes, versos - poesia!
Faz fácil o que pra todos é difícil.
A arte do poeta o torna alado
que voa, leve, a cada verso lido,
porque pra ele nada é censurado,
porque pra ele tudo é permitido.
Mas asas de um poeta são de cera
tal qual as de Ícaro - do Olimpo o deus.
Seus voos vão longe, tanto quanto o queira,
fazendo inveja até ao próprio Zeus!
No entanto se do Sol ele se acerca,
sonho que nele sempre se repete,
será seu triste fim porque, na certa,
a cera que sustenta a asa derrete!
(02/12/2013)
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
Fique Atento
Escrito por
Cesar Veneziani
na fresta
da vista
arisca
a chance
de luz
do Sol
pra dentro
do negro
do só
(em 18/11/2013)
da vista
arisca
a chance
de luz
do Sol
pra dentro
do negro
do só
(em 18/11/2013)
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
Ciclos
Escrito por
Cesar Veneziani
Sou semente
que desgarra e renasce
a cada primavera.
Sou dia
que a luz traz
e a treva engole
e regurgita a cada manhã.
Sou computador
que se auto-formata,
que se readapta,
a cada falha do usuário.
Sou poeta auto-libertário.
(em 13/11/2013)
que desgarra e renasce
a cada primavera.
Sou dia
que a luz traz
e a treva engole
e regurgita a cada manhã.
Sou computador
que se auto-formata,
que se readapta,
a cada falha do usuário.
Sou poeta auto-libertário.
(em 13/11/2013)
sexta-feira, 26 de dezembro de 2014
Encanto
Escrito por
Cesar Veneziani
Sem forma foste feita
e o acaso tornou rara,
formosa e assim perfeita,
qual encomenda para
se encaixar, na certa,
nos braços do poeta.
Do encanto o canto fez-se
e o verso ao pé do ouvido
faz arrepio nesse
corpinho aturdido.
Pra vida então desperta
nos braços do poeta.
E o anjo agora humano
num corpo de menina
descobre o quão insano
é o tom da sua sina
e vive a vida incerta
nos braços do poeta...
(em 13/11/2013)
e o acaso tornou rara,
formosa e assim perfeita,
qual encomenda para
se encaixar, na certa,
nos braços do poeta.
Do encanto o canto fez-se
e o verso ao pé do ouvido
faz arrepio nesse
corpinho aturdido.
Pra vida então desperta
nos braços do poeta.
E o anjo agora humano
num corpo de menina
descobre o quão insano
é o tom da sua sina
e vive a vida incerta
nos braços do poeta...
(em 13/11/2013)
quarta-feira, 26 de novembro de 2014
Branca de Neve da Silva
Escrito por
Cesar Veneziani
Com nuvens negras, num fim de tarde,
após trabalho o povo é um mar de
gente à espera pra ir embora
pras suas casas. Não vêem a hora
do seu descanso. Este é o motivo
pro seu aperto no coletivo.
E o dia todo não teve jeito:
foi um abuso, um desrespeito.
O olhar desvia, a boca calada,
por mais que queira não fala nada,
no fim do dia, cansado e mudo.
E o ônibus chega e engole tudo...
A sua estória, tão repetida,
outro retrato da triste vida,
não tem princesa ou castelo enorme,
não tem fascínio, só dor e fome,
chegar em casa é só o que lhe agrada.
Do pobre é este o conto de fada.
(em 04/11/2013)
após trabalho o povo é um mar de
gente à espera pra ir embora
pras suas casas. Não vêem a hora
do seu descanso. Este é o motivo
pro seu aperto no coletivo.
E o dia todo não teve jeito:
foi um abuso, um desrespeito.
O olhar desvia, a boca calada,
por mais que queira não fala nada,
no fim do dia, cansado e mudo.
E o ônibus chega e engole tudo...
A sua estória, tão repetida,
outro retrato da triste vida,
não tem princesa ou castelo enorme,
não tem fascínio, só dor e fome,
chegar em casa é só o que lhe agrada.
Do pobre é este o conto de fada.
(em 04/11/2013)
domingo, 26 de outubro de 2014
Triste Outubro
Escrito por
Cesar Veneziani
outubro tenebroso
de traumas e provas
de atritos e entraves
uns conflitos graves
outros meras travas
outubro de encrencas que se agravam
de gritos, de crimes
de brigas, de pragas
de atitudes atrozes
de atrasos ferozes
de vozes que se vão em vagas
outubro que ainda é esboço
mas que já é poço infindo
de transes e trânsitos
de espinhos nos cravos
de odores pútridos
outubro negro de primavera fria
que se faz poesia
e complacente
- que remédio -
assiste a tudo em tédio
outubro triste
(em 11/10/2013)
de traumas e provas
de atritos e entraves
uns conflitos graves
outros meras travas
outubro de encrencas que se agravam
de gritos, de crimes
de brigas, de pragas
de atitudes atrozes
de atrasos ferozes
de vozes que se vão em vagas
outubro que ainda é esboço
mas que já é poço infindo
de transes e trânsitos
de espinhos nos cravos
de odores pútridos
outubro negro de primavera fria
que se faz poesia
e complacente
- que remédio -
assiste a tudo em tédio
outubro triste
(em 11/10/2013)
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
Nuance
Escrito por
Cesar Veneziani
vida pulsante
vida que vibra
em cada traço
do semblante
em cada nuance
em cada gesto
o riso do ser grato
que elege
valer a pena
cada cena
cada segundo
neste mundo
vida que contagia
quem diria
o cético descrente
vida que dá vida
à pobre vida da gente
(em 18/07/2014)
vida que vibra
em cada traço
do semblante
em cada nuance
em cada gesto
o riso do ser grato
que elege
valer a pena
cada cena
cada segundo
neste mundo
vida que contagia
quem diria
o cético descrente
vida que dá vida
à pobre vida da gente
(em 18/07/2014)
Stalingrado
Escrito por
Cesar Veneziani
rastejo
entre escombros e corpos
escalo
quieto
os pontos-chave:
tocaia
espero
miro
e o tiro atinge
e tinge em rubro
o manto cinza
era ele ou eu
eram eles ou eu
eram vidas
e a minha
ainda viva
morreu
(Inspirado no filme "Enemy at the Gates" de 2001 que conta a história do atirador de elite do exército russo Vasily Zaitsev na defesa de Stalingrado durante a Segunda Grande Guerra - Maio/2012)
entre escombros e corpos
escalo
quieto
os pontos-chave:
tocaia
espero
miro
e o tiro atinge
e tinge em rubro
o manto cinza
era ele ou eu
eram eles ou eu
eram vidas
e a minha
ainda viva
morreu
(Inspirado no filme "Enemy at the Gates" de 2001 que conta a história do atirador de elite do exército russo Vasily Zaitsev na defesa de Stalingrado durante a Segunda Grande Guerra - Maio/2012)
sábado, 26 de julho de 2014
Fome
Escrito por
Cesar Veneziani
desejo não é fome
é falácia
flácida artimanha
dos que tem egoísmo obeso
e não medem o peso
do não ter
fome é necessidade
nada a ver com vaidade
independe de sabor
aparência
serviço
não é vício da gula
é o mingau que mantém vivo
quem está à míngua
a fome não arregala o olho gordo
ante o prato do antepasto
deixa-os inertes
insensíveis
inanes
à espera não do caviar
mas do caixão
é falácia
flácida artimanha
dos que tem egoísmo obeso
e não medem o peso
do não ter
fome é necessidade
nada a ver com vaidade
independe de sabor
aparência
serviço
não é vício da gula
é o mingau que mantém vivo
quem está à míngua
a fome não arregala o olho gordo
ante o prato do antepasto
deixa-os inertes
insensíveis
inanes
à espera não do caviar
mas do caixão
quinta-feira, 26 de junho de 2014
Pra Sempre
Escrito por
Cesar Veneziani
o ato feito
é fato
o pensamento
é bruma
o fato feito
se prova
o sonho é etéreo
se perde
o ato é eterno
cuidado
é fato
o pensamento
é bruma
o fato feito
se prova
o sonho é etéreo
se perde
o ato é eterno
cuidado
segunda-feira, 26 de maio de 2014
Tipos
Escrito por
Cesar Veneziani
Há poetas de rosas brancas
Loiras tranças
de musas de fartas ancas
Mas há poetas dos espinhos
Amargas vinganças
Tortuosos caminhos
Ora pois
Independente do tema
De tipos só há dois:
O bom e o mau poema
Loiras tranças
de musas de fartas ancas
Mas há poetas dos espinhos
Amargas vinganças
Tortuosos caminhos
Ora pois
Independente do tema
De tipos só há dois:
O bom e o mau poema
sábado, 26 de abril de 2014
quarta-feira, 26 de março de 2014
Brisabraço
Escrito por
Cesar Veneziani
A areia em brasa...
Sento na praça
e a brisa que passa
é vento que abraça:
Bento Calaça!
(Ao amigo poeta do Bar do Escritor Bento Calaça)
Sento na praça
e a brisa que passa
é vento que abraça:
Bento Calaça!
(Ao amigo poeta do Bar do Escritor Bento Calaça)
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
Incertezas
Escrito por
Cesar Veneziani
O destino,
menino levado e esperto,
é incerto...
Traz na surpresa
a incerteza
e na via contrária
a alegria libertária
de quem sabe o que quer:
ser feliz se puder,
mas livre do arrependimento
porque vive plenamente o momento.
O destino,
menino levado e esperto,
é certo quando o objeto à frente
é o que se quer,
é o que se sente!
menino levado e esperto,
é incerto...
Traz na surpresa
a incerteza
e na via contrária
a alegria libertária
de quem sabe o que quer:
ser feliz se puder,
mas livre do arrependimento
porque vive plenamente o momento.
O destino,
menino levado e esperto,
é certo quando o objeto à frente
é o que se quer,
é o que se sente!
domingo, 26 de janeiro de 2014
Musa
Escrito por
Cesar Veneziani
Tua beleza estética
me excita...
Tua beleza etérea
me incita...
E a cardio-bomba
taqui-tomba
e palpita!
me excita...
Tua beleza etérea
me incita...
E a cardio-bomba
taqui-tomba
e palpita!
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