segunda-feira, 3 de março de 2008
Gemas
dos meus ovos
São que te engordam
o zóio.
Paulo Eduardo de Freitas Maciel de Souza y Gonçalves
domingo, 3 de fevereiro de 2008
Existenciais ismos
E ainda eu ainda alço-
me ao chão sozinho
parapeitando pombinhos
em andanças rituais.
Ainda que ainda eu seja
ainda o “aquele que insiste”
negando a razão que existe
na mente de todos demais.
Paulo Eduardo de Freitas Maciel de Souza y Gonçalves
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
Vampiração
É que eu não existia, era o que todos diziam. Mas se assim fosse, então pra quê?
Paulo Eduardo de Freitas Maciel de Souza y Gonçalves
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Fixação
Por facas
armas de fogo
e dentes de tubarão.
Por merda
pus e catarro
e toda e qualquer secreção.
Por cus
bucetas e falos
e órgãos de reprodução.
Por luz,
bíblias, sudários
e formas de salvação.
Paulo Eduardo de Freitas Maciel de Souza y Gonçalves
sábado, 3 de novembro de 2007
Remediado estou
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
Inseminação artificial
Fodeu, fodeu, fodeu, fodeu. Fodeu a noite inteira a bunda da mulher, e já de manhãzinha recolheu com o dedo médio espessa gota de porra que aflorava em seu sorridente caralho, introduzindo-a fundo na buceta quente e sonolenta.
Paulo Eduardo de Freitas Maciel de Souza y Gonçalves
sexta-feira, 3 de agosto de 2007
Poema em verso frouxo
solitos, por detrás dessas macegas,
receio que sequer te apercebeste
o tanto que rasgaram-te as pregas.
Jurando-te total fidelidade
logo ao descabaçar-te em tenra infância
jurei afiançar-te só verdade
a despeito de qual a circunstância.
Portanto ante o amor que me domina
não há como esconder que ora sinto
mais largas que as paredes da vagina:
frouxas pregas, a envolver-me o pinto.
Paulo Eduardo de Freitas Maciel de Souza y Gonçalves
terça-feira, 3 de julho de 2007
Incógnita
nariz,
bigode.
Por cima um saco de pão.
Corada sob a maquiagem,
incógnita.
Multidão.
Paulo Eduardo de Freitas Maciel de Souza y Gonçalves
quarta-feira, 23 de maio de 2007
As mulheres de hoje em dia
Paulo Eduardo de Freitas Maciel de Souza y Gonçalves
quinta-feira, 3 de maio de 2007
Zé colméia
Quando o destino é servir, pouco importa a quem. Talvez seja algum tipo de sabedoria da natureza, algum know-how ou filosofia disfarçada em atavismo, que faça com que abelhas criadas em diferentes colméias não se insurjam quando postas a servir nova rainha.
Paulo Eduardo de Freitas Maciel de Souza y Gonçalves
segunda-feira, 23 de abril de 2007
Crônicas Juvenais III – Exame de próstata
terça-feira, 3 de abril de 2007
Ainda me restam duas bolas
O que é difícil para muita gente entender é que a vida é como um jogo de pinball: por mais habilidosos e persistentes que sejamos, não há como impedir que num lance qualquer, por puro capricho do destino, a sua bolinha vá para o buraco.
Ps: As idéias e opiniões emitidas neste texto não refletem a posição adotada pela emissora deste blog ou sequer a do próprio autor, sendo de responsabilidade das entidades que lhas insuflam em sua pobre mente influenciável. E os anjos digam amém.
Paulo Eduardo de Freitas Maciel de Souza y Gonçalves
sexta-feira, 23 de março de 2007
Sentidos
Paulo Eduardo de Freitas Maciel de Souza y Gonçalves