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segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Sem título

Que lucidez despertará tua manhã
que maça morderá teu desejo
que vociferar rugirá tua coragem
que janela abrirá teu peito
que sexo revigorará teu corpo
que poesia começara de novo
quando o sol parir teus versos e beijos
que olhar pupilará o céu do teu pensamento
que surpresa presenciará tua essência una
que brancura de horizonte beberá teu deleite
que cara lavada terá tua consciência
quando a poesia lavares na pia
que grito desabafara teu mundo
quando cargas d'Água levantares tua cabeça
que caminho levará teu passo ao outro lado do presente
que cosmo arrepio sussurrará em tua pele
quando ventos solares assobiarem em teu ouvido
quando pássaros cantarem as asas do teu ser
que ruga do tempo apanhará teu sorriso preso
que ruga da tua história lembrará aquele que ficou vivo de ti vivo
quanta alegria dormira tua realidade
quando teu sonho silenciar a vida
que precipício jogará teus sonhos
que sente sentirá nossos ossos
que chuva matará nossos corpos
que recordação carregara no bolso d memória
que que se queixara tua querencia
que olá dirá tua saudade
que distância liga teu reencontro
que desejo reciproca teu caminho
que estrela gritará teu voo noturno insólito na madrugada
quando o silêncio gritar mais alto em tua liberdade
que procura encontrará teu pensamento a reencontrar-se
que loucura repousará teus olhos estasiados e habitará teu reino
quando habitar em ti os sonhos mais deusvaneios
que sorrir sorrei sorrirá teu seio
que vento penteará teus longos cabelos
quando ele passar anunciando
que turbilhão fará teu coração
quando a tempestade tocar-te com fúria e som
que partituras comporá com a visão de novos sóis
que tropeço acentuará tuas sobrancelhas alto como faróis
que caminhar acalmará tua alma
que fruto morderá teus dentes
quando o néctar solar irradiar tua mente
que dengo fará tua vontade
quando o que querias era outro alguem
que feridas esconderá no escuro
quando alguem amares demais
que falta não terão mil palavras
quando beijares tua mulher
quão ventos loucos serás
quando cavalgares nas crinas do vento
que maturescência terá tua juventude
que juventude terá tua maturescência
que musica tocará tuas pálpebras nas noites insones
quando grilos velarem as estrelas
que espada empunhará tua mão
quando começar a guerra de teu coração
que deuses adorará
quando de só um precisar
quem estará contigo
quando não tiveres mais ninguém para estar
que será do teu ser
quando sendo ele não se foi
que será dos teus escritos
quando não tiveres mais que escreve-los
que céus descansará tua alma
quando o teu corpo estiver morto
que poder terá tua palavra
quando não disseres nada de novo
que sentido terá teu sentido da vida
que resposta responderá tua pergunta
quando a própria interrogação foi você
que grave espanto no rosto brilhará tua certeza
que dor no peito sofrerá tua duvida
que camisa de força aprisionará teus sonhos de viver
que sombra inundara teu sono
quando dormires no acalanto estelar
que silêncio fará tua vida
quando a morte em ti chegar
que abraço estará seguro
quando o sol amanhecer e afastar as sombras
que imenso vazio preencherá tua realidade
quando mais nada existir
que lama levantará teu corpo da cama
que bençãos receberam teu corpo
que ar tomará tua alma livre
que riso de criança derrubará teu orgulho
que pegadas deixará teus passos
quando caminhares na estrada da vida
que espinhos pisaram teus pés
que calmaria fará teu tormento
que ais sentirá tua dor
que será do teu amor?

sábado, 17 de setembro de 2016

Vida'mor

Quero a poesia madura
fruto recém colhido do pé
sabe-se lá o que é

não quero rascunho, esboço, nem tristeza
quero a palavra suculenta
antes que o fruto apodreça

quero as estrelinhas do teu corpo
afago de brisa
e sopro

quero a loucura escaldante
comer a polpa, a carnadura
a infinita tessitura do instante

quero a saliva
o sabor-a-ti, o orgasmo revigorador
antes de mais nada

quero a vida e o amor

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Poetizo-me

Faço de mim carne
Corpo para Deus manifestar-se
Faço de mim mente
Para Deus meus pensamentos povoar
Faço de mim espirito
Alma para Deus abençoar-me
E enfim faço de mim pássaro
Para com a liberdade poder voar.

domingo, 17 de julho de 2016

Flor dos meus pensamentos

Meus pensamentos
são como uma flor
que desabrocha com o tempo
chamuscada pelo sol
despetalada pelo vento

sexta-feira, 17 de junho de 2016

domingo, 17 de abril de 2016

MinhA'lma

Minha alma é repleta de flores, 
onde cultivo meus amores,
onde minha felicidade habita, 
e só a bondade sobrevive.

Ao sol

No
Esforço
que sou
meu ser
secou
o caroço
ao sol

Virou arte

Te amar
     amar
       mar
          ar
          arte.


sábado, 30 de janeiro de 2016

Ser

O pássaro é deus
É vôo
É vida

O homem é pássaro
É criança
É desejo

A vida é um vôo
Por entre nuvens de desejos
Em que o homem escolher ser
Ser pássaro
Ser criança
Ser vida
Ser

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Amanhã

Sabe-se  lá o que vira
amanhã a manhar
pela manhã e ao tardar
sabe-se lá o que será do amanhã

sabe-se é que o dia nascera
com o sol exponencial a permear o céu
gritando luz, ecoando vida

trazendo esperança sob toda e qualquer parte
fazendo arte como encarte essencial do mundo

terça-feira, 17 de março de 2015

O abrigo do poeta

Sob a luz e o oculto
nas palavras de poemas
o abrigo do poeta
entre os planetas

Canto punhados de azul
de sol, de brisa, de mar e luar
no acalanto das estrelas
vaga-lumes vagam

no endereço dos teus prazeres
aceno intensos desejos
redemoinhos e ventos 
abalançados

Canto punhados de azul
de sol de brisa de mar e luar
no acalanto das estrelas
vaga-lumes vagam

Prótons, elétrons e nêutrons
Netuno risca nos papéis
amores, lírios, víeis


Canto punhados de azul
de sol de brisa de mar e luar
no acalanto das estrelas
vaga-lumes vagam


quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Quero ter o antidoto, um lenitivo pra toda essa dor
que o abandono proporciona

Mas não tenho escapatória você inebriou eternamente
meu coração

Quero que você esteja aqui
pra mim satisfazer os meus desejos mais voláteis
e poder contar os meus segredos, os meus viveres e anseios

Quero clorar toda sua estupidez
em falta de clemencia e compreensão
obliterar e interditar toda sua ininteligência e inconsciência

Afinal de contas, eu te perdoo e tenho compaixão e procuro compreender a ti
sendo franco coisas que você não fez quando foi a minha vez numa pior ou parecida... é passado!





A
Mais
Outra
Remessa
-
Eu sei do céu que
Ultrapassa
-
Tamanhos
Existentes
-
Além do que o
Mundo
Ostenta




Eu quero um mundo diferente
em que toda gente
seja felizmente
pacificamente cooperativa
sensível e consciente
e que junto vivam em um mundo inefável

Incomparável eu faço todo possível
quero te salvar, ser conseguente
em um mergulho nas profundezas
da imensidão do'mar bonançoso
te tirar desse mundo revolto, vazio e indiferente
virado em conflito em sua mente pensante


Até lá, enquanto isso agora aqui
só me resta a esperança em demasia
a espera calma e inquietante espera
da estupidez da tua mente fenecer
deiscente e florescer na redenção
perdão, paz, jubilo, compaixão a si mesma
sem desdém a outrem

Eu, em minha loucura estou bem
loucura consciente, vivaz, leal e remediável
até certo ponto,quando o alvorecer
de um novo estado tomar forma

naquele instante tal tão esperado
voar pra fora do mar feito peixe voador
com o mar nas garras dos céus
voar ao léu, bastar.



sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Melancolia Mortífera

                 Uma historia difusa, confusa, um tanto alusiva e imprudente, cheia de parafasias, muito contingente... escrita em meados de maio/abril, tempo em que muito pouco se sabia sobre o que acontecia, e muito menos sobre o que aconteceria. Tempo em que a filosofia era fraca e as meras poesias eram horizontes utópicos, ilusórios, inatingíveis, inalcansaveis, ou não. historia perfazida em outubro.
                Na soma das contas de ambos os lados, cada um chega a um pensamento concludente cabível, desmedido, negativo, diferente ou não. Mas aos que muito sabem, restara uma conclusão mais perto do real acontecido , talvez algo como "uma verdadeira tragédia". Porém só mesmo o ator principal dessa obra sabe de verdade o que aconteceu.


                                              


                                   

                Melancolia Mortífera
                                                 
                    Inspirado nos contos de Edgar Allan Poe


                Sob o parapeito da janela paira uma tênue mariposa megera, e com o peito sobrecaido sob o mesmo parapeito um corpo embriagado e quase já inoperante, a observar num olhar longínquo a linha do horizonte, tão distante. Ansiando pelo deleite de ver o sol no expoente nascer, trajando nos olhos as olheiras esculpidas pela insônia e pelo choro quase incessante, choro que durante dias dançou suas lagrimas tristes da alma a saudade eterna que é o sentimento inquietante que atormenta infindo seu coração, ao remexer das lembranças escritas na memória.
                Haviam se passado dias após a morte de sua amada e embora não tivesse pronunciado nenhuma palavra sequer a ninguém, também porque ninguém quis escuta-lo, seu semblante taciturno dizia tudo, lastimava sua falta, pois fora ela a razão de sua vida, fora ela que o salvou da solidão, ela que agora deixava-o para sempre de onde o tirou. Ao decorrer, dias de tempestades, grandes nevoeiros e fortes ventos haviam saturado de medo e de fome o pobre homem, inconformado, sentia-se sozinho em seu amor por vezes demasiado outrora efêmero
                 Na noite passada o pipocar tormentoso no seu telhado e a cabeça fadigada estarrece e pode repousar algumas horas sob o alivio do barulho da chuva. são nessas poucas e duradouras horas interferiveis senão apenas pelo despertar pavoroso,  que tem um sonho, o mesmo sonho pesado de outras vezes, sonho em que acordado desfruta ter tudo que se quer ao seu lado, de repente num momento inesperado, tudo se desmancha, se destrói, se desfaz, acorda suado, vê-se acorrentado por galhos de um grande arbusto de onde emergem milhares de pássaros negros a voar, que o fazem acordar num susto, dessa vez na realidade de dentro de seu quarto escuro.
                O quarto reproduz um cenário sombrio e de tristeza, no qual rodeado de mobílias antiguadas pelo descuido, livros caídos da estante e um quadro de um pintor surrealista mal pendurado na parede deixa o ambiente com um tom mais sombrio e velharesco. Lá fora o cachorro morre de fome .
                O café frio acolhe as moscas numa curiosidade mortífera, as bitucas no cinzeiro viraram cinzas e mofaram no amargo tempo de solidão em que já não se alimenta direito e nem sente vontade de fazer nada além do que ficar ali naufrago, perdido no tempo, trancado no quarto em estado profundo de depressão, olhando o constante vai vem dos carros e o pendulo do velho relógio na parede oscilando o tic tac; a espera do que lhe foi programado no final, A Morte.
                 Uma voz silenciosa e fria, se aloja cada vez mais em sua cabeça ,fixando a ideia de um caminho a seguir, tornando todas as outras estradas impercorriveis, atropelando os sonhos, despedaçando-os, transformando-os em poeira que o vento se encarregara de levar para longe logo depois, querendo ou não construindo uma muralha cada vez mais impenetrável na sua oposição á vida. Estava vivendo do lado de fora do castelo que um dia tanto sonhou e vendo ele se desmoronar diante seus olhos, sem ao menos poder fazer algo.
                Lhe restara apenas a solidão de um amor, e o ganho de algumas garrafas de wiske e maços de cigarros como consolação pelo mal ocorrido, além de preciosos minutos de vida recheados das mais doces amargas recordações, os pensamentos descordenados voando em sua cabeça deixando-o de certa forma inebriado, absorto, pois do trago foi a deriva, bebeu tanto quanto não devia, fumou até ofegar, guardando o ultimo cigarro para o momento esperado.
                O cachorro lá fora uiva anunciando a chegada hora esperada, o sol estronda o céu com suas cores fulgidas e gritantes e ao mesmo tempo cálidas, e aquela voz que antes o chamava silenciosamente agora ecoa cada vez mais alta pensamentos mortíferos em sua cabeça, sofre o incidiu desejo derradeiro da voz que contamina totalmente seu espirito de assombro e terror. Se dirige com passos arrastados na direção da estante do quarto de onde em meio a livros emaranhados, abre um recipiente  empoeirado, parecido com um baú, de onde tira um frasco de veneno, e volta a se sentar próximo a janela com o frasco na mão, pega o cálice de wiske e despeja o liquido do frasco de cor roxa dentro do cálice, a junção das substâncias torna-se mortal, então bebe daquele cálice como se beijasse a morte, acende o cigarro que esperou, o efeito é quase instantâneo, em segundos o dia amanhece, contemplação e terror, projeta-se uma sombra por trás dele, senti sua  visão embaçar e escurecer sofre uma midríase (dilatação das pupilas) apesar da forte luminosidade do sol impregnando e cobrindo com seus raios de luz cada pequeno espaço do seu quarto e aquecer seu corpo e alma melancólica, deduz ser seu fim, fecha os olhos e senti sua alma escorregar para os braços da morte.

O mundo parou descontinuou ao silencioso triunfar da morte.



- Joel Lavino


quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Fado

Meu coração emotivo e ingenuo, 

fardado com milhares de filamentos,
vividos cardiopétalos e hematopoéticos, 
a brotar de amores eviternos e dores cardiopatias.             
                                                     
Minha mente inteli'Gentil e sorrateiramente fértil
toma novos ares, novos pilares, 
o clarear de ideias,
vulgares aos olhos de gente indiferente.

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Eu mutável 


Minha cabeça, toma novos ares

minha boca, novos cantares
meus olhos, novos olhares
meu corpo, novos alegrares e cansares
nas diferentes fases lunares
em meio a tantos lugares
haverá sempre novas facetas, novas façanhas, novos ares.

domingo, 17 de agosto de 2014

Oh chuva

Chove chuva, chove lá fora,
a chuva molha, molha a calçada,
os carros vem e vão, vão e vem pela estrada,
a chuva escorre pelos telhados das casas,
a chuva molha na minha horta, minha salada,
a Couve-flor, mas que amor,
a chuva molha, lá no varal,
a minha roupa que eu esqueci de recolher,
mas que horror, mas que desgraça,
amanha  eu vou  sair de cobertor,
E aqui dentro a nostalgia chora,
Oh chuva lava minha alma e manda a tristeza embora.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Poeta, Pobre poeta




O café esfriou
A inspiração acabou
Pobre poeta descontinuou

Perdeu
O jeito do inventivo
O conceito do rito
O fio da meada
A ginga da dança
O suingue da balada

Na andança que transcorria
Errou o caminho da estrada
Tropeçou o passo no descaso
Perdeu o compasso do traço...
...do verso que escrevia

Perdeu
A magia
A melodia
A poesia


Enfim, perdeu a arte.

sábado, 17 de maio de 2014

Amigo cigarro



Tenho um amigo pra desabafar,
não digo nada e nem preciso dizer,
só preciso acender e tragar,
ele me entende, ele me acalma.
sacio nosso relacionamento do inicio ao fim
e no final eu mato ele.


quinta-feira, 17 de abril de 2014

Uma história louca com um final sem sentido

Cai a noite, e Bartolomeu esmolando cigarros por ai já exausto de tanto vagabundear pelas ruas da cidade de Araripa das Cruzes, pensava em se mandar, mas não tinha um custão no bolso. Então, pensou em trabalhar.
    Por sua sorte não foi tão difícil de encontrar emprego. Caminhando nas ruas de lugar algum Barto avista uma placa em frente a uma velha igreja onde havia uma inscrição indicando "procura-se acendedor de velas", um emprego tão fajuto, mas, era a solução em suas mãos. Não era um trabalho difícil. Em poucos dias de trabalho já teria o suficiente para voltar a sua cidade natal.
    De repente em um súbito surpreendente aparecimento viu ele uma linda mulher, entrando pela grande porta da igreja, mulher na qual lhe despertou saliente desejo carnal. A moça denominava-se Nina, que notando o jovem homem estático e perplexo a olha-la dirigiu-se em sua direção e lhe perguntou se estava interessado na oportunidade de trabalho. Bartolomeu instigado aceitou e começou no mesmo dia.
    Antes mesmo da missa começar na antiga capela na qual deveria trabalhar, acabou por conhecer o padre da igreja que chamava-se José e que deveria pagar pelos seus serviços. Propôs a ele 5 tacos ( Moeda da região) para cada vela acesa e que no final da missa haveria uma ceia entre eles "Servos de Deus". Barto aceitou.
    Terminada a missa e apagada as velas, Bartolomeu se surpreende novamente com a bela moça Nina a sua frente de exuberantes pernas amostra, indicando oral que a ceia estava pronta para ser servida. De repente em um súbito instante momento relâmpago nada impede sua novamente surpresa diante Nina que se aproxima dele e agarra-o pela cintura e pela nuca beijando-o fervorosamente seus lábios, Barto assustado se afasta sem saber o que se passa, logo se anima e torna a beijar a bela mulher de pernas nuas.
    Passa lá alguns minutos, Nina leva-o até o saguão onde ocorre a ceia. Sentado a mesa garfando um pedaço de aipim com galinha, padre José, e um enorme galão de vinho a sua frente ( Bebida favorita de Barto). Não há mais ninguém no local se não os três que agora já estufados se poem a beber sua taças de vinho de quinta, mas tão forte quanto eu nem sei.
    Em meio a goles e Gutis&Gutis o padre sumiu.
    Bartolomeu exaltado no ápice da bebedeira, recostando sua cabeça sobre a mesa, só teve tempo de ver a bela moça que agora de semblante mórbido e febril, lhe empunha uma faca de dois cumes no estomago. Tudo se apaga, Bartolomeu cai por terra sem ao menos ter vencido atoa o que nem perdido ganhou.