Mostrando postagens com marcador Flá Perez. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Flá Perez. Mostrar todas as postagens
sábado, 5 de outubro de 2013
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Último Capítulo
Escrito por
Flá Perez (BláBlá)
Seria tão mais fácil estar em novela da Globo,
onde após o auge
tudo se resolve.
Tenho andado por demais no clímax,
ápice,
do momento-chave
e nada acontece,
nenhum acidente grave,
morte, tsunami,
não chegam ets pilotando naves
com a resolução de todos os problemas
para me oferecer.
o meu roteirista é incompetente
ou deve ter Alzheimer.
onde após o auge
tudo se resolve.
Tenho andado por demais no clímax,
ápice,
do momento-chave
e nada acontece,
nenhum acidente grave,
morte, tsunami,
não chegam ets pilotando naves
com a resolução de todos os problemas
para me oferecer.
o meu roteirista é incompetente
ou deve ter Alzheimer.
domingo, 2 de dezembro de 2012
Esparta
Escrito por
Flá Perez (BláBlá)
A lágrima do macho forte
derramada diante da mulher
que lambe das suas costas toda a dor da guerra
deveria mesmo ser colhida em frascos.
Nunca chorar na frente da amada
é para os homens fracos.
domingo, 2 de setembro de 2012
Iniciática
Escrito por
Flá Perez (BláBlá)
Esgarça
a gaze branca que me cobre.
Na meia-taça
derrama qualquer bebida,
mesmo a menos nobre.
Tinge de chamas, aguardentes,
se embriaga em auréolas rosadas
- de anjo elas não têm nada -
Asas caídas, no meu céu ungido:
Segue esse líquido até perto do umbigo.
Percorre um Zênite, a anca
junção do Elísio e Inferno,
e dorso-ventral
e inversamente
desemboca sua boca na nascente.
Absorve o seu Karma
meu gozo e presente:
Absolvo sua alma,
conservo seu corpo,
éter e semente...
a gaze branca que me cobre.
Na meia-taça
derrama qualquer bebida,
mesmo a menos nobre.
Tinge de chamas, aguardentes,
se embriaga em auréolas rosadas
- de anjo elas não têm nada -
Asas caídas, no meu céu ungido:
Segue esse líquido até perto do umbigo.
Percorre um Zênite, a anca
junção do Elísio e Inferno,
e dorso-ventral
e inversamente
desemboca sua boca na nascente.
Absorve o seu Karma
meu gozo e presente:
Absolvo sua alma,
conservo seu corpo,
éter e semente...
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Masoquismo
Escrito por
Flá Perez (BláBlá)
Tem uma faca na boca
e com ela me sangra
- mas depois de cortar,
me estanca -
Essa faca tem força,
busca sempre o pescoço
me esvai e cega,
expõe nervo e osso.
depois desce assim pelo corpo
misericordiosa e precisa.
Sem perguntar
trata-me como fruta madura
e me cauteriza.
sábado, 2 de junho de 2012
Espiral
Escrito por
Flá Perez (BláBlá)
Meu passado
ora me chicoteia as costas
e sangro,
lanhada e roxa
ora me morde a nuca
docemente
e me encoxa.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Érebo, três horas da tarde
Escrito por
Flá Perez (BláBlá)
Esses Páris e Orfeusnão chegam ao fim de nada.
E os que chegam, como Teseu
logo depois se vão embora.
Não sou Helena ou Eurídice
já lhe disse!
Prefiro ser essa Revolta
(deusa brasileira da cor da Caipora).
Faço feitiços, tomo aviões, me desfaço
e se ele não me quiser
digo que me mato, me vingo
morro e renasço.
Assim sou uma dorzinha lá no fundo
que não passa.
Arrume uma Ariadne, uma coitada
tenha os filhos que eu não posso
e mesmo assim não me esqueça
(pro meu antídoto
só eu tenho a doença)
e saiba, não volto
nem que de joelhos
me peça.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Ultimato
Escrito por
Flá Perez (BláBlá)
Vem cá benzinho,
para de pensar se sua amada merece.
Ou dá ou desce!
As deusas não se negam
para de pensar se sua amada merece.
Ou dá ou desce!
As deusas não se negam
aos seres humanos.
Não vai gastar de usar
e mil podem aproveitar,
antes que caia o pano.
Escuta bem
e decide:
Ou te dou,
ou me dano...
sexta-feira, 2 de março de 2012
Hedonista
Escrito por
Flá Perez (BláBlá)
Foi mesmo pra isso que vim:
a propósito do prazer
Porque
enquanttro você me der,
fico e aceito ser sua mulher.
Fala só o que quero ouvir
senão
peço uma segunda opinião
e dou
ouvidos,
subo
a saia,
cruzo
as pernas,
aguço
os sentidos,
lanço no ar
o cheiro
de caça
e fico aberta
à temporada
de mata.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Separação de Corpos
Escrito por
Flá Perez (BláBlá)
Eu, camiseta, calcinha
e meia amarela,
Le(n)do Ivo
- destesto novelas -
Ele, cueca samba canção,
apenas um pênis
que não mais me apetece
e assiste ESPN.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Possuído
Escrito por
Flá Perez (BláBlá)
Eu quero um homem complexo
e cheio de marcas,
com erros sem volta nas linhas do rosto,
no corpo, na alma.
Eu quero um homem que pense
que ele não tem cura,
nem paz, nenhum porto
e que eu lhe seja uma nova aventura,
mudança de rumo, refresh na tela.
Em suma:
eu quero alguém
que ao sentir o meu cheiro,
meu beijo, meu sexo
se esqueça um pouco da vida
tão dura.
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Exilada de Nêmesis
Escrito por
Flá Perez (BláBlá)
Ela tem uns olhos desbocados,
onde nadam peixes de outras eras.
Traz neles medos cambrianos
e a ambição desenfreada das moneras.
Esse abismo recoberto de folhagens,
quando abre em armadilha
para o tempo, os bandolins, as aves,
num silêncio precedente de desastres.
Essa força incontrolável,
quando encontra um alvo
a gente logo sente o vórtice,
anticiclone fundo e sem barulho.
É como um deus imenso
tomando fôlego antes do mergulho.
onde nadam peixes de outras eras.
Traz neles medos cambrianos
e a ambição desenfreada das moneras.
Esse abismo recoberto de folhagens,
quando abre em armadilha
para o tempo, os bandolins, as aves,
num silêncio precedente de desastres.
Essa força incontrolável,
quando encontra um alvo
a gente logo sente o vórtice,
anticiclone fundo e sem barulho.
É como um deus imenso
tomando fôlego antes do mergulho.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Carnívora
Escrito por
Flá Perez (BláBlá)
Talvez tenha entendido erradoe se encolheu num canto,
feito menino intimidado.
- Loba em pele de Chapeuzinho,
sempre levo a culpa pelo estrago -
O gatinho ficou assustado.
Então faço ron ron no peito,
seus pelos
e falo
:
- Felino...
Pra ficar mais relaxado.
(Ai, que porre ser perigosa
a animais domesticados!)
sábado, 2 de julho de 2011
Semi deus
Escrito por
Flá Perez (BláBlá)
Escreve uma história de heroísmo no meu dorso:
começando pelos ombros
e descendo,
vai desafiando meus demônios
e vencendo todos,
até a curva das minhas costas
- estrada tão macia
para o que há tempos fantasias
receber em troca de toda essa luta -
e pontua tatuando a tua boca
no teu prêmio
e dele, desfruta.
começando pelos ombros
e descendo,
vai desafiando meus demônios
e vencendo todos,
até a curva das minhas costas
- estrada tão macia
para o que há tempos fantasias
receber em troca de toda essa luta -
e pontua tatuando a tua boca
no teu prêmio
e dele, desfruta.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Perseguição
Escrito por
Flá Perez (BláBlá)
Ando fazendo versos como um condenado
que foge pela floresta as vésperas do cadafalso.
Ando fazendo versos enlameados,
arranhados das quedas desesperadas por chegar.
E chegam esbaforidos, descompassados
pra descobrir, no fim de tudo
que serão expostos
e postos,
inúteis, numa espécie de altar.
Quem sabe assim esgote o poço
onde me alimento de mim,
e então me sobre um pouco.
Vou talvez roer as patas,
escapar da armadilha, transbordar o copo
pra que me deixem de vez em paz
as Musas e os poetas mortos.
*Catopeblas é um animal que se alimenta dele mesmo.
Borges o descreve em seu livro" Livro dos Seres Imaginários"
Lhosa compara o escritor ao Catopeblas.
(poema de 23/07/09, agora com vídeo da Casa das Rosas)
(antes porém, declamo o poema Alegoria, já postado em meu blog)
que foge pela floresta as vésperas do cadafalso.
Ando fazendo versos enlameados,
arranhados das quedas desesperadas por chegar.
E chegam esbaforidos, descompassados
pra descobrir, no fim de tudo
que serão expostos
e postos,
inúteis, numa espécie de altar.
Quem sabe assim esgote o poço
onde me alimento de mim,
e então me sobre um pouco.
Vou talvez roer as patas,
escapar da armadilha, transbordar o copo
pra que me deixem de vez em paz
as Musas e os poetas mortos.
*Catopeblas é um animal que se alimenta dele mesmo.
Borges o descreve em seu livro" Livro dos Seres Imaginários"
Lhosa compara o escritor ao Catopeblas.
(poema de 23/07/09, agora com vídeo da Casa das Rosas)
(antes porém, declamo o poema Alegoria, já postado em meu blog)
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Não dizes,
Escrito por
Flá Perez (BláBlá)
mas sei.
Eu sei, meu bem,
que gostas,
de escrever poemas de amor
em minhas costas,
para que eu não perceba
mais do que mostras
e acabe por dobrar
as apostas.
Eu sei, meu bem,
que gostas,
de escrever poemas de amor
em minhas costas,
para que eu não perceba
mais do que mostras
e acabe por dobrar
as apostas.
Boto by Ruy Villani, no lançamento de Poesia se escreve com Tesão.
sábado, 2 de abril de 2011
Prelúdio
Escrito por
Flá Perez (BláBlá)
Tua boca descreve apocalipses.
A minha devolve espasmos,
ipsis literis.
Tua boca manda coisas,
inconteste.
Meus dedos
deslizam orgasmos
em teu vértice.
Engastados em minhas órbitas,
fractais dos teus olhos sábios.
Enquanto teus dedos molhados
contornam
pequenos
e grandes
lábios.
(do livro Leoa ou Gazela, Todo Dia é Dia Dela)
Assinar:
Postagens (Atom)















