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segunda-feira, 28 de julho de 2014

QUANDO NA ALMA

Quando na alma o desespero bate
O coração chora sozinho...
Vítima de um duro debate
Pela falta de carinho;

Quando a lágrima enfim cair
Dos olhos em solidão...
Vai-se embora o sorrir
Do meu rosto sem paixão;


sábado, 28 de junho de 2014

AO TE QUERER

Foi ao te querer
Que eu pude perceber...
Que eu jamais poderia compreender
Quem nunca teve nada para me dizer;

Foi ao te perder
Que de tudo nada mais quis ter...
Parei de sorrir, de te ver
Para conseguir te esquecer;                                                


quarta-feira, 28 de maio de 2014

SANGRANDO

Como eu poderei aguentar… a dor
Que carrego no coração… sangrando...
Tão longe de encontrar… amor
E de sentir paixão… amando;

Como não chorar… pelo desamor..
Pelo sentimento em vão… mudando...
Que está aqui dentro a gritar… por...
Por libertação… lutando;                                                         

segunda-feira, 28 de abril de 2014

PRISÃO

Almas sempre prisioneiras
Das emoções persistentes...
Nunca encontramos maneiras
De quebrar estas correntes;

Sentimento desconexo...
Corpos sempre dominados...
Não fazem amor, só sexo...
Humanos tão controlados;

sexta-feira, 28 de março de 2014

ALÉM DO OLHAR

Os nossos olhos humanos
Não enxergam mais além...
No invisível os pianos
Sempre tocam para alguém;

Nossos olhares tem véus
Duma ilusão infinita;
Nunca enxergamos os céus
Nem cada estrela bonita;


sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

BUSCAS

Nas buscas quase infinitas
Do meu ser por liberdade...
Nunca vi moças bonitas
Suspirando de saudade;

Do amor sempre quis beber...
Terminei com lábios secos
Sempre tentando entender
O que fazia nos becos;


terça-feira, 28 de janeiro de 2014

JURAS

Estou chorando num canto
As dores do coração...
Que perdeu o real encanto
Depois de ouvir o teu não;

Lágrimas cobrem o chão
Nas madrugadas escuras...
Todas mortas na paixão
Que alimentava tais juras;

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

ELEVAÇÃO

Canalização dos versos eleitos;
Palavras que se moldam lindamente
No papel branco onde os sonhos perfeitos
Vão reluzindo tão divinamente;

Elevação dos mundos satisfeitos;
Esferas de brilho único e luzente;
Degraus celestes de tempos refeitos
Lapidados pela alma transparente;

Pensamentos de luz no coração
Que bate forte na real emoção
De alcançar as estrelas infinitas;

Madrugadas eternas e bonitas
Vestida por luares majestosos
Nas noites de segredos luminosos;

Soneto

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

MINHA ALMA

Minha alma na balbúrdia dos dias
Grita as dores dos tempos já passados;
Não se cansa de erguer lindas poesias
Para outras almas de sonhos sonhados;

Molda os amores reais em melodias
Tocadas por anjinhos destronados...
Que vivem presos pelas rebeldias
De todos nós humanos arranjados;

Alma que sente os medos desta vida...
Mas não se cala diante da ferida
Que rompe sentimentos tão profundos;

Alma latente, dos límpidos sonhos
Zelados pelos anjos mais risonhos
Dispensados dos tronos de outros mundos;



sábado, 28 de setembro de 2013

SONETO AO BAR

Bebemos versos feitos de palavras
Lapidadas na mente sempre ativa;
Pureza das purezas mais que raras
Numa visão astral contemplativa;

Bebidas que nos dão idéias tão claras
Deixando nossa alma alegre e festiva;
Vivemos traduzíveis e reais farras
De palavras sonoras em nós viva;

Bebemos tudo, menos a tal água
Que não é capaz de curar a mágoa
Dos amores que sempre carregamos;

Os versos se derramam como vinhos
Finos envoltos por doces carinhos
Ganhos da pessoa que muito amamos;

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

VINHO

Vinho tinto, vinho fino...
Aroma dos parreirais;
Bebida do Deus menino...
Dos deuses, dos imortais;

Vinho que acalenta o ser...
Que alegra a alma descontente...
Que seduz nosso querer
Quando o amor se faz presente;

Vinho que é só tentação...
Bebido em noites de amor;
Fazendo do coração
Um lindo jardim de flor;