sexta-feira, 19 de abril de 2013
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sábado, 19 de novembro de 2011
Hoje.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Amores.
E todos residem em comunhão em um mesmo lugar e comungam quase os mesmos sentimentos como se no anonimato da alma pudessem andar de mãos dadas.
E aqueles que fogem para outra dimensão não desaparecem nunca, estão sempre com um sorriso a dizer do que poderia ter sido.
Sem esquecer dos amores que nunca serão e brincam que são donos dos momentos cavando seu lugar junto aos que foram e insistem em ser pele em alguma situação.
O melhor de tudo isso é que nos marcam de leve, deixam um gosto bom até quando conseguiram ser ruins. E são recordados até depois de confirmarmos para nós que não queremos nem um fio deles.
Recolho as pessoas que conheci, os amores que vivi e não faço coleção, mas observo o espaço que cada um conseguiu conquistar em minha vida e comparo como cada qual é diferente. Passado. Um passado que no presente é alegria, carinho, dor e amizade. Instantes tão diferentes e tanta emoção parecida.
Há os que são amigos e juntos não vivemos mais nada do que sonhávamos, mas somos quase irmãos.
Os que por personalidade forte demais não deixaram endereços ou sequer algo que justificasse o vivido e ficam ali, do lado de fora do portão olhando para dentro.
Os não importantes que foram brincadeiras ou desejos e esquecemos, só sendo lembrados com muita insistência da mente.
Os amores carinhosos e brincalhões que não passam nunca, e não interferem, são somente gosto bom.
Os amores da carne, os mesmos dos desejos, passatempo para ambos. Uma sintonia entre beijo, sexo e tchau.
Os virtuais em sua excelência que não vingam e em sua transparência que acalentam. Que é um conhecer o outro no mais íntimo e não conhecer. Ou mesmo para muitos, o altar.
Amores descoloridos, proibidos e amores brilhantes. Tantos e adormecidos. Pequenos fragmentos na saudade a nos fazer melhores. Pequenos pedacinhos de vida a nos ensinar mais da própria vida. Aprendizado com rota certa: um único e insubstituível amor entre as pernas de tantos amores.
domingo, 19 de dezembro de 2010
Costura.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Sexo sem complexo.
Deixa de lado o preconceito, quero sexo,
seu ar de lobo, fera e riso no sal da carne
a aprofundar garras e dentes as claras.
Vem que abocanho sua tara
e tudo o que restar será começo
até que perplexo você peça mais farra.
No horizonte do seu corpo serei língua
qualquer íngua sem dor a incomodar,
sedução intempestiva, calor a provocar.
Não finja não gostar da febre que tenho entre as pernas,
louca tortura e vontade de gozar
no demente aconchego de quem sabe se dar.
Rasga minha pele com ternuras,
copula dentro das entranhas sem vergonha
a tingir de alegria minha encenação de meretriz.
E se ainda assim for pouco devora-me,
quero seu sexo no meu a incendiar,
prazer a toda hora, enquanto a alma aguentar.
Eliane Alcântara.
sábado, 19 de junho de 2010
A simplicidade é a inspiração.
do que eu poderia em versos escrever,
mas também compreendi que em cada peça
um verso em minha mente amadurecia.
Shorts, meias, calças, vestidos...
Cores tantas no vento a balançar
em doses de pura Poesia
a instigar novo poema ao meu caminhar.
No silêncio da tarde pássaros cantavam emoções,
lindas promessas de felicidade ao alcance
de todo aquele que se permitisse sonhar
com as belezas que a vida nos dá.
Fechei os olhos por um momento
e a Deus agradeci pela vida que em mim,
Ele a cada segundo recriava
até nas simples tarefas que feitas com amor
enchiam de graça e certeza de sonho realizado
o pequeno mundo de uma dona de casa,
sonhadora incorrigível disposta a transformar
tudo no sublime ato de amar.
Eliane Alcântara.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
As fatias e o todo.
Embora eu tenha medo é na solidão que reconstruo-me,
é no silêncio profundo do mar que infiltro sonhos
e de lá só volto à tona quando estou leve das falhas.
Tudo o que aprendo são motivos para inteirar-me
no mundo dos homens de dores e crescimento.
Nunca vou ou volto antes do tempo. O outono concilia-me.
As sombras no prisma luz são crianças,
escadas desejosas de serem encontradas,
pisadas, desvendadas ao gosto único.
Nada abala-me em meu lar de reais fantasias
onde danço e canto sem olhares definhadores.
Olho-me e basta a aprovação da alma.
Coleciono silêncios, retalhos e asas.
São as cores a fonte dos meus passos
e os íngremes caminhos a certeza do melhor.
Ninguém tira-me da pele o viço
ou acorrenta meus pés ao desfiladeiro,
se caio permito-me o levantar. Há outras primaveras à espera.
Entre apelo e escolha eu nado e afundo...
Dentro de mim existe a força que contagia o fora,
embora eu tenha medo, eu existo, procuro-me,
banho-me de encontro e transpiro
não a que incentivam, mas a que resiste
e faz da construção a base da que sou: uma mulher feliz.
Eliane Alcântara.
sexta-feira, 19 de março de 2010
Somente... Amor!
Busco um amor que venha tão de mansinho que todas as estrelas olhem para ele e sejam coniventes ao acontecer.
Não precisa ser do tamanho do infinito, mas não reclamarei se for o próprio.
Não exijo que seja daqueles que a gente lê nos livros, que nos ensinam na infância ou que projetam como imortal, mas se tiver essas características também aceito – desde que seja mais que encenação.
Durante todo o dia quero existir nele e que ele exista em cada poro do meu corpo mesmo ausente. Tipo parasita e hospedeiro, cada qual a doar ao outro o necessário para a existência.
Amor desse que não enlouquece de ciúmes, pois sabem os amantes o que representam um para o outro e respeitam os sentimentos. Mas se acontecer em dado momento de pintar um ciúme que a gente saiba espantar, juntos, qualquer dúvida que queira estragar a beleza.
Que venha suave e incendeie a cama, a casa. Que deixe impregnado nas paredes o seu cheiro, a sua imagem, os seus risos, as suas lágrimas. Que apresente suas feridas, mas que nenhuma delas seja forte o suficiente para ferir e nos lançar ao canto solidão.
Que esse amor não deixe ninguém destruir nossas certezas porque a inveja os domina e não são capazes de compreender a força e a magia que envolve tudo o que é abençoado.
E quando a gente entrar na dança das almas e sorrir inocentes crianças, que o céu nos conceda caminhos juntos caso o regresso nos habite. Que a gente nunca, nunca esteja separado em mundo algum.
Se a matéria de um tiver tempo a menos que a do outro, que o que ficar acredite no próximo encontro e continue a amar o corpo ausente no silêncio do coração, nos labirintos da mente e na alma eterna.
Busco um amor que não seja ilusório, amor que preencha a vida de flores, de paixão, de sol e chuva. Amor que não precise exigir de mim coisa alguma, pois toda eu, serei dele, a realização plena de tudo o que anseio.
Amor só amor.
Eliane Alcântara.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Chave própria.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Sem desistir.
Não venha com dramas já não choro ou descabelo,
da sua menina resta a mulher sem pressa,
a parte mais forte daquela que por você ressuscitava
a coragem de quem gozava dos carinhos o melhor.
Passei da fase de ter alguém pelas metades
se é isso o que quer procure outra qualquer,
meu passo é longo e mais longe estão meus olhos,
os dedos querem geografia carnal de alguém com fome.
Não ouse ligar ou pense em surpresas,
cansei de brincar com quem não sabe jogar,
respiro a beleza dos que sabem amar sem temores
os recortes enluarados dos meus destinos de fêmea.
Eu quero sugar dos delírios os risos alados,
as rebentações de todos os gozos mordidos
e adormecer suada em braços exaustos
sem noção de que possa no aconchego haver perigo.
Há em meu peito o tremor de mil silêncios,
basta de dores e amores vadios, vazios.
Caía fora, já passou o seu tempo,
agora só cabe em mim aquele que for para sempre.
(E nem sempre há o para sempre, mas eu insisto).
Eliane Alcântara.
sábado, 19 de dezembro de 2009
Do humano.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Ele em estado líquido.
sábado, 19 de setembro de 2009
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Necessário.

(Imagem retirada do Google).
Necessário.
Imaginá-lo cena de cinema... Não! Cena real. O rápido desabotoar do meu vestido. A mão atrevida a encher-me de carícias, mais. O pênis firme, ereto, roçando.
O olhar de deus; o meu deus – socorrei-me os céus!
Mas era pouco, eu queria bem mais. Queria o todo e este foi o erro; erro feminino.
E? E? Nada. Ele bem distante e minha vagina molhada, escancarada, cheia de desejos, enquanto ele, o besta, era figura fictícia e o dito amor escorria pelo ralo em um bom banho, hummm...
Ele valia a pena – de vez em quando.
Eliane Alcântara.
domingo, 19 de julho de 2009
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Inquietação.

Inquietação.
E nas muitas tramas de um caminho sem voltas prossigo e retorno,
deve existir no fundo de mim uma manhã que ainda não nasceu.
O mistério de mundos não descobertos. A saudade não sentida.
Qualquer palavra para expressar a rima contente do extravasar.
Um passeio de volta, encontro definitivo, beijos e abraços
no solitário monólogo, diálogo nosso de cada dia, pão e cama.
Divino sustento de quem de frente encara vontade e coragem
só para sorrir nos olhos outros o belo do corpo, o bom do gozo,
vidas e retinas diluídas em um só desejo com nome paixão.
É que eu espero o sol da alma dele e caminho a chuva do querer,
loba em aprendizado, felina gata no cio, puta de nome proibido,
Eva moderna de pernas soltas, úmida abertura, convite ao pecado língua.
E em outra estrada que não há, eu respiro dele o começo sem fim,
afinal, é ele quem constrói em mim, o simples poema amar.
terça-feira, 19 de maio de 2009
SESSÃO DUETOS.
A boca com sede invade,
o corpo desejo aceita.
E ela faz da noite segredo,
revelado...
Quando ele , pura tara,
a entala.
Eliane Alcântara.
*
e a boca quente chega perto da pele que arrepia
arreda os cabelos, beija a nuca
mamilos eretos, convidam ao sugo
o sexo reage
lubrifica
esperando encontro
preenchimento
a alma anseia descanso dos anjos,
os seres metades são um por instantes
êxtase de vontades satisfeitas
que os fazem prisioneiros
quando sozinhos, querem encontro, querem mais
querem completar sua vontade de completude
que todo ser humano só encontra no corpo do outro.
Ana da Cruz

E&F – dueto (a) dentro.
Subitamente
Molha-me
Dentro
Recebo-te
Felizes Reinam
Olhos de desejo
No trampolim
Dos nossos chamegos
Dentro
muito dentro
teus tecidos
acolhem minha fibra
Dentro
sempre dentro
ardem os músculos em movimento
tua boca espera
o que em mim se faz água
Eliane Alcântara.
Fernando Rozano
quinta-feira, 19 de março de 2009
Parasita do seu sexo.
Parasita do seu sexo.
Incandescente mistério nos corpos
Encontro no seu o que sei meu destino,
Prazerosa estação, inocente vício.
Divina alegria todas às vezes
Enraízo das razões botões a sua vontade,
Flores a adiantarem primavera na garganta,
Pormenores de minha boca cheia.
Perco dos dias sinais, horas, ganho alimento.
É sua pele o adubo certo ao meu fogo de germinar
(falo - doce suicídio).
Luzes em seus olhos explicam coisas mais,
A língua abraça sua fúria, molha a boa ventura,
Pernas formam um arco ao seu desejo de fecundar,
Visto é o caminho da cova, fértil terreno.
Revolve minhas entranhas,
Entranha devagar o escuro e preparado íntimo,
Conhece o tempo de chuva, volta aos meus lábios.
Bom semeador sabe bem, é sua a missão de florir-me,
Em seu gozo, minha doce ressurreição
(Parasita chovo flores).
Eliane Alcântara.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Urgente.
Já não há tempo para esperas toma o meu corpo,
este sim as suas vontades, clima erótico.
Aumenta o desejo com beijos molhados
e deixa os cabelos escorregarem para grudar ao suor.
Beija suave ombros, nuca, pescoço, seios...
Devasta minhas fantasias com toques,
descubra o gosto do meu gozo antes do seu
e prosseguirei excitada ao seu olhar.
Chama-me os nomes todos e sorria,
sua morderei os lábios em resposta (os meus e os seus).
Retoma carinhos e gozarei outra vez
a espera de que mais assanhado diga que é meu dono
e vasculhe intenções quietas de uma fêmea alucinada.
Devora-me fita e laço, eis o embrulho ao seu alcance.
Exausto sem ceder ao cansaço envolva-me pulsação
e já sem tempo para avisar gema seu prazer,
prêmio aos múltiplos gozos de minha fome,
loucura que é amá-lo deus dos meus desvarios
_ urgência n' alma.
Eliane Alcântara.










