Trocamos vários sorrisos e olhares
flertando à distância pela parede de vidro
que nos une e separa,
então rabiscamos em nossas cabeças
um enigma sobre quem realmente
somos e o que viveremos.
Movemos peças num xadrez
interpretando personagens
como numa peça teatral,
trajando máscaras e capas
num baile onde os outros
são apenas bonecos.
Entrei em seu jogo enfadonho
então você embaralha as cartas,
eu as corto, aposto minhas fichas
e até blefo para quebrar sua banca.
Não temo o que a vida nos reserva
mas resta saber se você tem coragem
de se despir dessa armadura
para me encarar.
- Mensageiro Obscuro.
Maio/2011.
Foto: "The Wish" de Theodor Von Holst, 1841.
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quarta-feira, 15 de junho de 2011
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Nudez
Escrito por
Mensageiro Obscuro
Tentei calcular sem sucesso
e confinei-me numa cela gélida
onde chacoalhava desesperada
uma fera chamada libido.
Nas nuances do suave e bestial
aderimos aos nossos desejos,
desatando das prisões
para encontrar nosso refúgio.
Entrelaçados e agitados
ignoramos tudo e todos,
encaixando nossas peças
num jogo de movimentos,
no qual o clímax revelava
duas formas de nudez.
- Mensageiro Obscuro.
Abril/2011.
Foto: Modelo da grife Madeleine Chemise com lingerie e máscara pelo site de lingerie Allure Lingerie.
Portal da grife: Allure Lingerie
e confinei-me numa cela gélida
onde chacoalhava desesperada
uma fera chamada libido.
Nas nuances do suave e bestial
aderimos aos nossos desejos,
desatando das prisões
para encontrar nosso refúgio.
Entrelaçados e agitados
ignoramos tudo e todos,
encaixando nossas peças
num jogo de movimentos,
no qual o clímax revelava
duas formas de nudez.
- Mensageiro Obscuro.
Abril/2011.
Foto: Modelo da grife Madeleine Chemise com lingerie e máscara pelo site de lingerie Allure Lingerie.
Portal da grife: Allure Lingerie
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Os Prazeres Solitários
Escrito por
Mensageiro Obscuro
Tenho tendência a me isolar, minha família por várias vezes insistia para que eu me entrosasse com gente da minha idade, mas na infância e adolescência eu não tinha interesse em contatos e julgava que meu mundo era muito distante da mentalidade do pessoal da minha faixa etária. Pensei que ser jovem era péssimo por falta de poder, prestígio, imponência, confiabilidade e tantas coisas que geralmente são alcançadas na fase adulta por algumas pessoas. Com o passar do tempo passei a encontrar pessoas interessantes que regulavam de idade comigo, então o tempo revelou que as pessoas têm um prazo de validade na minha vida. Essa entrada e saída de contatos sociais e a durabilidade das relações envolve muitos fatores e realmente os filósofos, cientistas e outros pensantes não erraram ao dizer que o comportamento humano é um enigma imenso e indecifrável. Aprendi que quando todos vão embora ou sigo meu rumo solitário só resta comigo o conteúdo desenvolvido com elas. É bom ser solitário sem raízes e grilhões que me prendam a pessoas e território, por isso amo desapegado de forma talvez mais racional, lógica, organizada e metódica em tantas realidades distorcidas e distantes do entendimento desse plano, e não sei amar de outra forma.
Amo de forma diferente, e é fundamental que a individualidade e privacidade de meu estilo de vida sejam valorizadas e respeitadas e esse é um trabalho só meu e de mais ninguém. A constância só me faz enjoar de qualquer pessoa ou lugar, é como se meu espírito fosse nômade e tudo ao meu redor precisasse ser mudado. Por mais que exista amor mútuo, é cansativo vivenciar a rotina depois de uns meses, eu certamente não sirvo para ser marido e pai e isso não é defeito, os maiores defeitos são os que nos ferem, o que fere outras pessoas pode ser mera questão interpretativa. Não consigo amar sem ter saudades, por isso considero a distância interessante e saudável para produzir assuntos para conversar quando existirem reencontros com pessoas que aprecio. Gosto de me aventurar pelos tantos mundos nos quais eu possa voltar para contar meus acontecimentos e se estiver tão próximo em todos os momentos perderei o prazer do reencontro que é um momento tão gostoso em nossa existência tão efêmera.
Para apreciar os mundos misteriosos e secretos de prazeres solitários é preciso ser introvertido, a criatividade se faz necessária para nos divertir desde que também tenhamos uma mentalidade avançada para ir além do senso comum. Esse aprofundamento pessoal de vasculhar seu próprio universo interior em busca de mistérios e segredos é tarefa árdua para poucos, muito poucos capazes de viver com o resultado de tamanha aventura. Aqueles que voltarem da caverna platônica de seu universo individual serão dotados de personalidade própria, incompreendidos por não mais estar sob o domínio do senso comum. Alguns dos prazeres solitários mais interessantes são: estudar e pesquisar sua própria personalidade conhecendo seus pontos positivos e negativos; produzir intelectualmente; desenvolver individualidade; criar convicções e limites; amar-se e respeitar-se. Dentre tantos prazeres solitários que descobri e desenvolvi esses são os maiores que conheço, mas outros introvertidos podem ter alcançado diferentes benefícios em suas jornadas íntimas.
- Mensageiro Obscuro.
Fevereiro/2011.
Foto: Logotipo da série de TV "Além da Imaginação" (The Twilight Zone, 1953-1964) criada e apresentada por Rod Serling.
Amo de forma diferente, e é fundamental que a individualidade e privacidade de meu estilo de vida sejam valorizadas e respeitadas e esse é um trabalho só meu e de mais ninguém. A constância só me faz enjoar de qualquer pessoa ou lugar, é como se meu espírito fosse nômade e tudo ao meu redor precisasse ser mudado. Por mais que exista amor mútuo, é cansativo vivenciar a rotina depois de uns meses, eu certamente não sirvo para ser marido e pai e isso não é defeito, os maiores defeitos são os que nos ferem, o que fere outras pessoas pode ser mera questão interpretativa. Não consigo amar sem ter saudades, por isso considero a distância interessante e saudável para produzir assuntos para conversar quando existirem reencontros com pessoas que aprecio. Gosto de me aventurar pelos tantos mundos nos quais eu possa voltar para contar meus acontecimentos e se estiver tão próximo em todos os momentos perderei o prazer do reencontro que é um momento tão gostoso em nossa existência tão efêmera.
Para apreciar os mundos misteriosos e secretos de prazeres solitários é preciso ser introvertido, a criatividade se faz necessária para nos divertir desde que também tenhamos uma mentalidade avançada para ir além do senso comum. Esse aprofundamento pessoal de vasculhar seu próprio universo interior em busca de mistérios e segredos é tarefa árdua para poucos, muito poucos capazes de viver com o resultado de tamanha aventura. Aqueles que voltarem da caverna platônica de seu universo individual serão dotados de personalidade própria, incompreendidos por não mais estar sob o domínio do senso comum. Alguns dos prazeres solitários mais interessantes são: estudar e pesquisar sua própria personalidade conhecendo seus pontos positivos e negativos; produzir intelectualmente; desenvolver individualidade; criar convicções e limites; amar-se e respeitar-se. Dentre tantos prazeres solitários que descobri e desenvolvi esses são os maiores que conheço, mas outros introvertidos podem ter alcançado diferentes benefícios em suas jornadas íntimas.
É importante estar com a cabeça preparada para lidar com a solidão, perdas, fracassos, mortes e tantas outras coisas que colocam terror no interior de qualquer indivíduo, e se eu disser que foi e será fácil lidar com toda essa negatividade perpétua serei um hipócrita e demagogo de sangue sujo. Os sofrimentos desnecessários devem ser evitados, por outras vezes quando sábios os sofrimentos nos fazem perceber que existem dores que nos projetam para a evolução, e há quem diga que o sofrimento faz crescer, eu comprovo a veracidade dessa afirmativa, por isso não nutro esperanças. Os caminhos solitários são fascinantes, são jornadas únicas traçadas pelos interessados em explorar novos mundos dentro de si mesmos, onde realidades colidem, a paz e guerra mentais mesclam-se, realidade e fantasia convergem em interseções oníricas nas quais os filtros mentais separarão a possível veracidade e dessa forma firmamos nossa introversão capaz de nos levar e trazer de volta da zona crepuscular do fundo de nosso ser .
- Mensageiro Obscuro.
Fevereiro/2011.
Foto: Logotipo da série de TV "Além da Imaginação" (The Twilight Zone, 1953-1964) criada e apresentada por Rod Serling.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Troféu Surreal
Escrito por
Mensageiro Obscuro
Esmurrei um padre pegando sua idolatrada cestinha transbosdando de fé verde, vandalizei o quadro vermelho do ditador gigolô com anarquia preta, também destruí os cabos transmissores daquela emissora televisiva e ainda arranquei umas máscaras sangrantes rindo copiosamente.
Au, Au, ou... ou! Chutei a poltrona, manquei feio. Onomatopéias...
O arame farpado prendeu e rasgou um idiota que insistia em babar fezes enquanto resmungava ferido e amedrontado no quintal. Eu não tenho pena, não tenho mesmo. Que se exploda meu cinismo e sujeira moral, assumo mesmo: te desci a porrada!
Te amarrei para assistir sua desgraça, solei em meu baixo elétrico chorando e gritando desesperadamente e duas cordas grossas de metal arrebentaram cortando seu rosto.
Scarrf! Escarrei uma goma grossa e visceral que te encapuzou nessa podreira toda. Cuspi, sim senhor e foi fodido, você quase se sufocou no meu catarro.
Bati palmas e gargalhei do teu medo, pois te odeio, é puro sadismo meu. Pausa para meu riso! Eu quero rir, cacete! Ha, ha, he, he. Satisfeito!
Posso falar mais alto? Posso sim! Nenhum babaca vai me impedir, não podem te ouvir gritar! Eu tenho o megafone e seus ouvidos vão estourar com minha histeria!
Pingue, escorra nesse show desgraçado onde gerarei insanidade com tanta vodka na idéia, vou colocar a culpa nessa cachaça. Tá eu sei que não é cachaça, trepe com o gargalo!
Eu mato e torturo mesmo, eu te torturei e matarei mesmo na insônia voraz que me prostitui nessa merda fedida. Qual é a tua? Diz pra mim!
Só na minha cabeça você existe. Pare de chorar, é o fim!
Engulo risonho a chave para minha fuga, fico trêmulo com minha confissão amassada na mão, então rasgo o chão para longe do meu rastro rubro. Eles chegarão para nos recolher, não se preocupe. Você não foi escondido, sua cabeça está nessa mão. Já finquei teu corpo como troféu no portão de casa. Enrolei eles por meia hora dando prejuízo no fone deles. Agora eles querem me exibir e já estou devidamente trajado para isso.
Setembro/2010.
Foto: "Bloody Trophy", troféu feito de sangue humano e sangue animal por Thyra Hilden e Diaz.
Portal da artista: Thyra Hilden
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Romance Arriscado
Escrito por
Mensageiro Obscuro
Mesmo que estejamos fisicamente distantes estarei emocionalmente próximo, sei que não sou o mais romântico dos seres e talvez eu não tenha as palavras certas para lhe cativar o entendimento de parte do que se passa em mim, não tenho domínio dessa empatia. Desejo-te pelos meus sentidos e pensamentos que voam pelas doces e amargas nuvens que engulo durante minhas jornadas simultaneamente enquanto estou em sua presença. Fingiremos que o tempo parou, que não temos expectativas, que somos inocentes descobrindo o amor pela primeira vez, assim seguiremos, ignorando a inconveniente existência de obstáculos entre nós.
Nesse tempo que nos resta assistiremos o pôr do sol e dormiremos antes que ele se erga novamente, celebrando nossos momentos passageiros como se fossem os últimos. Num encontro entre o etéreo e o material negaremos a cobrança de certezas nessa vida tão incerta. Onde a efemeridade existencial que tanto nos fere ainda nos proporciona prazeres na persistência da convicção. Sejamos então corajosos para nos afundar nessa experiência na qual a virtualidade e realidade revelam nosso romance arriscado, que de tão incógnito nos fascina e envolve.
Nesse tempo que nos resta assistiremos o pôr do sol e dormiremos antes que ele se erga novamente, celebrando nossos momentos passageiros como se fossem os últimos. Num encontro entre o etéreo e o material negaremos a cobrança de certezas nessa vida tão incerta. Onde a efemeridade existencial que tanto nos fere ainda nos proporciona prazeres na persistência da convicção. Sejamos então corajosos para nos afundar nessa experiência na qual a virtualidade e realidade revelam nosso romance arriscado, que de tão incógnito nos fascina e envolve.
- Mensageiro Obscuro.
Setembro/2010.
Foto: Cena do filme "Asas do Desejo" (Wings of Desire) de 1987.
terça-feira, 13 de julho de 2010
Rastejante Maldito
Escrito por
Mensageiro Obscuro
Faminto em profunda decadência
e miséria rasteja o trôpego,
em sua desgraçada vida
o indigente apenas existe.
Farejava dor e putrefação,
ao mastigar restos e carniça
nomeado mordazmente:
Rastejante Maldito.
Rejeitado com chorume nas veias
sua carne repuxada sustentava
uma pele cadavérica
que sorria doentemente.
Distante de nossos sentidos
a fantasmagórica criatura
desejava uma vida verdadeira
mas só levou migalhas e surras.
Morreu! Um sem-número de cabeças
observaram seus restos mortais
negando que sua origem
é o mesmo ventre nos pariu.
- Mensageiro Obscuro.
Março/2010.
Foto: "Escolhas" por William A. R. Ferreira.
Portal do artista: Will Artes
e miséria rasteja o trôpego,
em sua desgraçada vida
o indigente apenas existe.
Farejava dor e putrefação,
ao mastigar restos e carniça
nomeado mordazmente:
Rastejante Maldito.
Rejeitado com chorume nas veias
sua carne repuxada sustentava
uma pele cadavérica
que sorria doentemente.
Distante de nossos sentidos
a fantasmagórica criatura
desejava uma vida verdadeira
mas só levou migalhas e surras.
Morreu! Um sem-número de cabeças
observaram seus restos mortais
negando que sua origem
é o mesmo ventre nos pariu.
- Mensageiro Obscuro.
Março/2010.
Foto: "Escolhas" por William A. R. Ferreira.
Portal do artista: Will Artes
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Nossas Memórias
Escrito por
Mensageiro Obscuro
Lembro de um banquete leve para dois,
sabores sensitivos e afrodisíacos,
a malícia de nossas faces marcantes,
bocas provocantes e corpos quentes.
Nos trajávamos com fantasias,
desejoso a abracei intensamente,
o cheiro e calor me excitaram,
seus pêlos arrepiaram
enquanto te agarrei.
Mascarada e coberta deitou-se
em meu divã enquanto a analisava
para descobrir os encantos
um pequeno corpo libidinoso,
que lentamente se despia
provocando-me com seus lábios.
Na longa e extasiante noite
chocolates derretiam aos beijos,
nossas peles atritavam-se
e atingimos o apogeu do prazer.
Acabou-se tudo, mas lembrarei
Que essas são nossas memórias...
- Mensageiro Obscuro.
Abril/2008.
Foto: Foto romântica sem referências encontradas. Adquirida no Google Imagens.
sabores sensitivos e afrodisíacos,
a malícia de nossas faces marcantes,
bocas provocantes e corpos quentes.
Nos trajávamos com fantasias,
desejoso a abracei intensamente,
o cheiro e calor me excitaram,
seus pêlos arrepiaram
enquanto te agarrei.
Mascarada e coberta deitou-se
em meu divã enquanto a analisava
para descobrir os encantos
um pequeno corpo libidinoso,
que lentamente se despia
provocando-me com seus lábios.
Na longa e extasiante noite
chocolates derretiam aos beijos,
nossas peles atritavam-se
e atingimos o apogeu do prazer.
Acabou-se tudo, mas lembrarei
Que essas são nossas memórias...
- Mensageiro Obscuro.
Abril/2008.
Foto: Foto romântica sem referências encontradas. Adquirida no Google Imagens.
domingo, 11 de abril de 2010
Meu Passeio Com a Milla Jovovich
Escrito por
Mensageiro Obscuro
Na semana passada assisti o filme Ultravioleta com a Milla Jovovich, ela estava linda como era de se esperar, daí depois ao dormir sonhei que eu saía do hospital estadual onde faço estágio na emergência com acadêmico de Enfermagem. Daí veio um Porshe prateado muito bonito que sem dúvidas valia uma nota preta, quando me aproximei do carro para contemplá-lo o vidro fumê abaixou e quem estava lá dirigindo solitária? Ela mesma: Milla Jovovich!- Cara... isso é mentira! Essa mulher não vai me dar mole...- pensei logo.
Milla abaixou o teto do carro, pois o Porshe era conversível e me perguntou se eu estava livre do estágio do hospital, eu disse que acabei tudo e estava pronto para sair. Ela usava um óculos escuro de armação prateada, eu não acreditava, ela falava português fluente com sotaque eslavo, que charme!
- Sobe aqui lindinho que te levo para um passeio. Esqueça o ponto de ônibus hoje, temos muito a fazer juntos - disse Milla com um português com forte sotaque ucraniano, ao mesmo tempo era incomum e sensual ouvir aquela voz delicada e exótica.
Nem pensei em nada, fiquei levemente perdido, entrei logo no carro. Senti a brisa no rosto e o conforto de um carro de luxo europeu.
- Pisa fundo Milla! - eu estava animado. Milla acelereou dentro dos limites permitidos.
Rodamos por Niterói, eu no Porshe prata com aquela mulher linda ao meu lado, aproveitei para esnobar, pois não é todo dia que recebo uma carona de uma mulher desse nível.
Pensei no sonho que trepar com mulher feia agora seria coisa do passado, agora só teria a Milla na jogada. Passei em frente à minha faculdade, olhei para aqueles playboys toscos com suas patricinhas sem cérebro, foi aí que um playboy otário. Empinei a cara enquanto o vento batia em meus longos cabelos, eu me sentia o máximo.
- Aí Obscuro, tá só na carona... Ah... vai "arroz". Só acompanha! - disse um playboy escroto que detesto.
Fiquei puto, odeio babaquice comigo quando estou com mulher ao lado. Estávamos perto da pizzaria, Milla olhou para ele com nojo, e mesmo a cara de zangada dela é um espetáculo.
- Ninguém fala assim com você na minha frente! - Milla falou com tanta firmeza, fiquei impressionado.
Vi aqueles lindos olhos por detrás do óculos, que bela visão... que sensualidade, coisa de louco!
Milla estacionou o carro, saiu e deu a volta, eu saí também e íamos até a pizzaria, o playboy babaca ficou afastado a nos observar, então entramos. Milla disse que pegaria a pizza e refrigerantes para a gente. Eu fiquei ali fora encostado no carrão, já havia tirado meu jaleco. Então o playboy tentou se aproximar e jogou umas cantadas toscas nela. Milla já estava com raiva, tentei chegar junto para tirar satisfações com o babaca, mas antes ela foi mais rápida e enquanto segurava a caixa de pizza com as duas latas de refrigerante a minha musa deu um chute no saco do paspalho. Ela veio até o carro, peguei a caixa de pizza e entramos no carro maravilhoso dela.
- Não vai esnobar mais um pouquinho? - Milla sorriu maliciosamente, mordeu seus próprios lábios e entendi que ela queria um beijo. Beijei-a suavemente segurando a caixa de pizza, ela segurava os refrigerantes. O povo fútil da faculdade ficou impressionado. O Obscuro agora beijava a Milla Jovovich... isso merecia matéria no jornal acadêmico. Não é todo dia que um cara desconhecido fica com uma atriz, ex-modelo, estilista, cantora e musa dos marmanjos e nerds.
Entrei no carro, fiz “piru” para um bando de babacas, aí ela me puxou e meu deu um beijo mais intenso, seguiu com o carro e logo estávamos dando a volta para seguir rumo ao MAC (Museu de Arte Contemporânea) em Niterói, era de tarde, saímos do carro, conversamos, comemos e bebemos por lá. Um baita clima de romance, eu pensava que tinha ganho na loteria, o melhor é que ela falava português e conversava como uma mulher bem inteligente. Que tesão, então namoramos muito observando a paisagem enquanto vinha o pôr do sol, ela sorria e ficávamos abraçados, eu me senti “o cara”.
- Vem comigo... tive uma idéia louca – eu disse a ela com bastante malícia enquanto a beijei no pescoço. Ela entendeu que o clima esquentou entre nós.
Descemos até a escada do bistrô do MAC, nos beijamos e começamos a nos acariciar. Era quarta-feira e tudo estava bem deserto, ela estava com um vestido roxo bonito e elegante com um decote discreto e seus joelhos à mostra, tinha botas roxas curtas de bico redondo e salto médio. Tudo parecia tão real... meus sentidos me enganavam nesse sonho, meus instintos estavam intensos enquanto o desejo onírico me tomava firme com aquela sedução fascinante. Tivemos beijos, mordidas, toques, arranhões e amassos intensos colados a uma parede enquanto a brisa batia em nossos corpos. Sua pele clara já estava vermelha após tantos apertos, então o segurança nos viu.
- Tá certo que a mulher é bonita e gostosa, mas tem motel aqui em Niterói. Fora daqui sortudo! - o segurança ria e sacudia a cabeça, Milla botou a língua para fora em careta e sorriu. Virou-se comigo segurando sua cintura, fiz uma cara de "deixa que eu cuido disso" para o segurança e fui embora.
Voltamos na direção do carro, tiramos fotos pelo pátio do museu, nos comportamos como bons cidadãos quietos e discretos, mas nossos rostos falavam o inverso. Seguimos de mãos dadas só namorando e contando histórias engraçadas. O mais cômico é que ela me conhecia pela internet. Tá certo que já saí com mulheres da internet e não foram poucas, mas nunca dei sorte tão grande na vida real como nesse sonho.
- Tá afim de uma loucura só nossa? - Milla propoz uma safadeza, dando estalinhos na minha boca, então eu fiquei pensativo.
- Diz o que é... Eu decido se vamos ou não – eu não ia dar tanto mole assim de cara.
- Pára de se fazer de difícil! Meninos maus como você apanham mais, sabia? - Milla tirou os óculos e os colocou na bolsinha prateada com que andava. Ela apontava um dedo para minha boca e fingi que ia mordê-lo. Ela sorria de boca fechada e passava a língua pelos lábios... maliciosa e pensativa.
- O que você propõe minha querida? - eu agora estava curioso, adoraria negociar uma diversão a dois.
- Vamos logo para um motel ótimo que conheço... até telefonei para lá, eles estão com muitas vagas hoje – Milla mordeu os lábios e passou a língua entre eles, ainda mais maliciosa que antes. Pensei que aquela noite prometeria surpresas e prazeres incríveis.
Voltamos para o carro, ela fechou o conversível e começamos a nos divertir, no carro mesmo. Milla beijava meu pescoço e bem de leve começava a me morder, retribuí a carícia e comecei a alisar suas coxas. Então ela batia nas minhas mãos dizendo que eu era um menino mau e não merecia tal intimidade. Novamente minhas mãos a alisaram, nos beijávamos, um pouco lentamente e depois ficávamos mais frenéticos, eu alisei suas costas e sentia um zíper ao meio, abaixei devagarinho e senti seu sutiã e toquei sua pele aquecendo ao meu toque, era suave e macia tão lisa e gostosa ao toque que é difícil definir, o perfume dela era o Hypnotic Poison da grife Christian Dior para o qual ela fez propaganda do mesmo, como adoro esse perfume! Com classe e cuidado eu abri com uma só mão a junção de seu sutiã e com a outra mão alisava seus cabelos carinhosamente, o soutien caiu por dentro da roupa.
- Safado! Ainda não vamos fazer aqui...guarde o doce pra festa! – disse ela com a voz ofegante e com uma falsa seriedade.
- Eu garanto que o doce não vai derreter aqui no carro, aqui é só a "entrada". O "prato principal" é no motel – eu ria com a situação e ela fingia que não queria que eu visse seus seios, mas eu os vi, ela me provocava e em poucos minutos vi seus mamilos rosadinhos e aquela pele branquíssima me deixava louco de desejo. Fiquei muito louco com aqueles seios, mas me contive, eu estava eretíssimo, com muito desejo mesmo, mas me segurei e isso aumentava minha tensão e tesão.
- Agora que viu pode brincar com carinho, brinque com meus seios – disse a musa branca ao deixar as alças do vestido caírem, deixando os seios nus. Não me contive e comecei um série de carícias com as mãos e boca nos seios dela, então ela abriu minha camisa com ferocidade e chupou e mordeu meus mamilos ávida por me provocar desejo. Eu acariciava aqueles cabelos macios suavemente e aquele pescoço pequeno e delicado estava com os pêlos da nuca arrepiados enquanto ela me chupava no peito, ela estava com o corpo quente e gemia forte durante a brincadeira, até me mordia só para me ouvir gemer baixinho.
Fomos para o banco de trás e nos acariciamos muito, estávamos excitados, mas não queríamos transar no carro, ainda não era o momento. Ela estava sentada no meu colo de frente para mim rebolando sobre minha calça e arranhava minha barriga, então eu lhe dei uns tapas na bunda, ela ria com a maior cara de sem-vergonha, chegou a me lembrar as mulheres criadas por Nelson Rodrigues, grande escritor e cronista. Mandei a Milla para o banco da frente, ela foi uma boa menina e obedeceu-me fazendo um biquinho de triste, puro teatrinho dela. Adorei!
- Dessa vez eu dirijo e por favor, não faça gracinhas senão a gente bate e aí vai ser um problema sério para nosso encontro – eu a desejava demais e me continha, estávamos com as roupas amarrotadas e quase suados se não fosse o ar condicionado potente do carro dela.
Dirigi e segui até o motel, estacionamos lá dentro. Saímos do carro, passei no balcão e ela falou com o balconista sobre reservas, então pegamos um bom quarto. Paguei o balconista uma pernoite em espécie e subimos. Nos corredores não tinha ninguém, estávamos tão excitados... Milla me atirava contra a parede com tesão e fúria e me beijava frenética até rosnando, me mordeu os lábios duas vezes e quase sangrei. Fiquei mais agressivo e também passei a correr atrás dela pelo corredor com cuidado para não fazer barulho. Ela corria muito e como era bem cautelosa não incomodava os outros quartos. O corredor era enorme, mas ela sempre se fingia de lerda só para que eu a puxasse com força pelos braços ou pela cintura. Ficamos brincando assim por uns tempos, mas ela sempre dava um mole para levar uns puxões de cabelo e tapas na bunda sem exagero, que brincadeira gostosa!
Quando Milla estava perto eu a beijava no pescoço e ela ria, tentava fugir risonha e fingia não querer nada, mas era tudo um jogo e ela era boa em brincar.
Entramos no quarto finalmente, 4º andar, quarto 404. Entramos e fomos logo tirando a roupa, então entramos na banheira juntos completamente nus. No sonho ela não tinha seus 1,73 m, Milla era pequena do jeito que gosto, devia ter cerca de 1,60 m enquanto eu tinha meus 182 centímetros de altura que marcavam uma certa grandeza física que a excitava. Nos banhamos ainda excitados, mas sem transar, foi nesse momento que nos banhamos e deixamos a banheira encher para então desfrutar da mesma.
- Gosto de jogos de sedução, Ursão. Foi ótimo escolher a pernoite, pois 4 horas de estadia nesse motel não são suficientes para saciar nossos desejos – ela ria sarcasticamente e me olhava agora levemente tímida, mas era tudo brincadeira, ela sabia o que queria e não recuaria.
Nos beijamos na banheira, fizemos massagens, nos tocamos e as coisas se intensificavam, retomávamos o ritmo das brincadeiras do corredor. Mas que desagradável... aqui no meu mundo real meu celular tocou de manhã para me acordar. Levantei da cama com uma cara de raiva, então minha mãe abriu a porta e me encontrou só de bermuda com um grande volume e perguntou.
- Obscuro, como você explica essa cara de raiva e essa ereção? - minha mãe foi incisiva e perguntou o que não devia.
- Dessa vez começo pelo fim: a causa da ereção é a Milla Jovovich, que você vai dizer que nunca ouviu falar nela. Já a minha cara de zangado é idêntica a careta que você fez quando interrompi seu sonho erótico com o Richard Gere. Estamos quites! - respondi rispidamente.
Lá se foi meu sonho erótico, nem deu para completar o sonho. Tive um dia tedioso na faculdade, encontrei aquele mesmo payboy babaca da faculdade com aquelas piadas sem graça, passei naquela pizzaria e apenas olhei as pizzas na vitrine pois estava somente com a grana da passagem. Não tive nenhuma conversa interessante em nenhum local pelo qual passei durante o dia, ao chegar em casa ninguém interessante apareceu no orkut e MSN, só notei gente sem assunto que me adicionou por alguma razão. Mesmo tendo um dia ferrado tive um bom sonho interrompido, então será dificil esquecer esse meu passeio com a Milla Jovovich.
- Mensageiro Obscuro.
Setembro/2008.
Foto: Milla Jojovich em campanha publicitária para o perfume "Hypnotic Poison" por Christian Dior.
quinta-feira, 11 de março de 2010
A Vida é Curta Para Fugir
Escrito por
Mensageiro Obscuro
Diante de tua presença
Pêlos arrepiam e a boca treme,
Palavras não saem
E assumo o animal que sou.
Tomo-a de surpresa
Arrancando tuas vestes,
Dominando teu corpo
Quero teu prazer e entrega
Chame-me de bruto e libertino,
É dessa forma que te amo.
Continue fingindo frieza
Com teu jogo de sedução
Brinquemos hoje
Só temos o agora
Agarre-se em minha pele
Amanhã poderá ser o fim,
Pois a vida é curta para fugir.
- Mensageiro Obscuro.
Maio/2008.
Foto: "The Lady of Shallot" de John William Waterhouse.
Pêlos arrepiam e a boca treme,
Palavras não saem
E assumo o animal que sou.
Tomo-a de surpresa
Arrancando tuas vestes,
Dominando teu corpo
Quero teu prazer e entrega
Chame-me de bruto e libertino,
É dessa forma que te amo.
Continue fingindo frieza
Com teu jogo de sedução
Brinquemos hoje
Só temos o agora
Agarre-se em minha pele
Amanhã poderá ser o fim,
Pois a vida é curta para fugir.
- Mensageiro Obscuro.
Maio/2008.
Foto: "The Lady of Shallot" de John William Waterhouse.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Saqueador de Almas
Escrito por
Mensageiro Obscuro
Ele dormia envolto em nobres vestes com ricas jóias,
Um vampiro faminto saqueador de almas corruptas,
Suas habilidades e poderes são tão intensos quanto sua fome,
Possuía um desejo pervertido e insaciável por sangue.
O Poder consumia sua sanidade ao correr por suas veias,
Sua energia exalava terror pelas noites nebulosas de caça,
O usurpador saía faminto de seu túmulo à noite,
Sua luxúria era saciada em caçadas por carne e sangue.
Há muitos séculos perdera seus traços de humanidade,
Seu Ka fora amaldiçoado, não chegaria ao Amenti,
Ganhou uma existência amaldiçoada pelos deuses,
Agora o Egito adquiriu um novo demônio sanguinolento.
Passou suas garras e presas nos corpos de suas vítimas,
Dilacerou carnes e ossos por fome e prazer,
Corpos em espasmos foram consumidos pelo monstro,
Gritos e violência contagiavam ambientes invadidos.
Sobraram paredes e um assoalho manchado após sua visita.
Correu para banhar-se, ainda com mãos e lábios vermelhos.
Gargalhou de si mesmo vendo seu reflexo turvo,
Olhou seu próprio rosto pálido e brilhoso no espelho.
Na banheira cochilou como se fosse seu valioso sepulcro.
Sua ira e gula fizeram-no chorar parcas lágrimas inconsistentes.
Sua noite estava acabando, tinha de fugir do sol,
Vestiu outras roupas e retornou voando como névoa.
Sangue corrupto era o seu alvo, o Néctar do Justiceiro,
Era o Saqueador de Almas, um semideus sugador de sangue.
Seus leais servos enalteciam de seu egocentrismo divino,
Somente espíritos nobres salvavam-se de sua fome agressiva.
Novas noites sangrentas ainda alimentariam o insano usurpador infeliz.
- Mensageiro Obscuro.
Junho/2007.
-- Glossário --
Amenti = Habitação dos mortos, a segunda etapa da Viagem, morada de Osíris onde são julgados os mortos.
Ka = Estranha dualidade do morto: Alma e Guardião, Corpo Vital e Gênio Protetor.
Néctar = Alimento dos deuses. Dava imortalidade aos que o comiam e tornava-os eternamente jovens e radiosos.
Segunda Morte = Para os egípcios a morte material pouco importava, para eles era bem pior ser um espírito perverso a receber altas punições na sua pós-vida no Além, então a Segunda Morte sem dúvida era a pior punição acima de maldições divinas.
Foto: Boris Karloff como Imhotep no filme "A Múmia" (1932).
Um vampiro faminto saqueador de almas corruptas,
Suas habilidades e poderes são tão intensos quanto sua fome,
Possuía um desejo pervertido e insaciável por sangue.
O Poder consumia sua sanidade ao correr por suas veias,
Sua energia exalava terror pelas noites nebulosas de caça,
O usurpador saía faminto de seu túmulo à noite,
Sua luxúria era saciada em caçadas por carne e sangue.
Há muitos séculos perdera seus traços de humanidade,
Seu Ka fora amaldiçoado, não chegaria ao Amenti,
Ganhou uma existência amaldiçoada pelos deuses,
Agora o Egito adquiriu um novo demônio sanguinolento.
Passou suas garras e presas nos corpos de suas vítimas,
Dilacerou carnes e ossos por fome e prazer,
Corpos em espasmos foram consumidos pelo monstro,
Gritos e violência contagiavam ambientes invadidos.
Sobraram paredes e um assoalho manchado após sua visita.
Correu para banhar-se, ainda com mãos e lábios vermelhos.
Gargalhou de si mesmo vendo seu reflexo turvo,
Olhou seu próprio rosto pálido e brilhoso no espelho.
Na banheira cochilou como se fosse seu valioso sepulcro.
Sua ira e gula fizeram-no chorar parcas lágrimas inconsistentes.
Sua noite estava acabando, tinha de fugir do sol,
Vestiu outras roupas e retornou voando como névoa.
Sangue corrupto era o seu alvo, o Néctar do Justiceiro,
Era o Saqueador de Almas, um semideus sugador de sangue.
Seus leais servos enalteciam de seu egocentrismo divino,
Somente espíritos nobres salvavam-se de sua fome agressiva.
Novas noites sangrentas ainda alimentariam o insano usurpador infeliz.
- Mensageiro Obscuro.
Junho/2007.
-- Glossário --
Amenti = Habitação dos mortos, a segunda etapa da Viagem, morada de Osíris onde são julgados os mortos.
Ka = Estranha dualidade do morto: Alma e Guardião, Corpo Vital e Gênio Protetor.
Néctar = Alimento dos deuses. Dava imortalidade aos que o comiam e tornava-os eternamente jovens e radiosos.
Segunda Morte = Para os egípcios a morte material pouco importava, para eles era bem pior ser um espírito perverso a receber altas punições na sua pós-vida no Além, então a Segunda Morte sem dúvida era a pior punição acima de maldições divinas.
Foto: Boris Karloff como Imhotep no filme "A Múmia" (1932).
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Cadeia Alimentar
Escrito por
Mensageiro Obscuro
Teu sangue está temperado para o banquete,
Eles estão às tuas costas a seguir seu aroma,
Corra, pule os muros, arme-se e esconda-se,
Não deixe que eles lhe peguem, corra!
Na noite a sede aplaca os famintos,
Tu és a presa, eles os caçadores,
Não deixes tua vida escapar do corpo,
Fujas enquanto pode, combata teu inimigo,
O terror e mistério lhe caçam.
São bestas de sede insaciável, malditos!
A gula implacável de imortais noturnos,
Corra dos sanguessugas que lhe farejam,
Vidas humanas são teu alimento.
A existência frágil contra existência trágica,
A sentença mortal contra a sentença eterna,
Humanos e vampiros, duelo de dois monstros,
Resolução de apenas mais uma cadeia alimentar.
Eis a cadeia alimentar: mais um vivo saciou um vampiro.
- Mensageiro Obscuro.
Fevereiro/2007.
Foto: Conde Stradh por Clyde Caldwell.
Página do artista: http://www.clydecaldwell.com
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Fúria Selvagem
Escrito por
Mensageiro Obscuro
Meu ódio é extenso e implacável,
É uma fera faminta e voraz
Que corre sobre tua sombra.
Não espere que eu tenha piedade
Ao hesitar em lhe atacar.
Em minha mente tu sofres demais,
Com meus olhos calculo tua distância,
Com meu nariz sigo teu rastro,
Com meus ouvidos busco teus sons
E com minha boca hei de lhe rasgar.
Minhas mãos estão armadas,
Minhas pernas lhe perseguem,
Chore e esconda-se
Cale-se e finja que sumiu
Eu vou encontrá-lo.
Tua pele será separada da carne
Em uma bruta tortura sem igual.
Acabou-se tua existência!
Tu és caça, eu sou caçador
Essa é minha fúria selvagem.
- Mensageiro Obscuro.
Novembro/2009.
Foto: "Dante and Virgil in Hell" de William Adolphe Bouguereau, 1850.
É uma fera faminta e voraz
Que corre sobre tua sombra.
Não espere que eu tenha piedade
Ao hesitar em lhe atacar.
Em minha mente tu sofres demais,
Com meus olhos calculo tua distância,
Com meu nariz sigo teu rastro,
Com meus ouvidos busco teus sons
E com minha boca hei de lhe rasgar.
Minhas mãos estão armadas,
Minhas pernas lhe perseguem,
Chore e esconda-se
Cale-se e finja que sumiu
Eu vou encontrá-lo.
Tua pele será separada da carne
Em uma bruta tortura sem igual.
Acabou-se tua existência!
Tu és caça, eu sou caçador
Essa é minha fúria selvagem.
- Mensageiro Obscuro.
Novembro/2009.
Foto: "Dante and Virgil in Hell" de William Adolphe Bouguereau, 1850.
sábado, 14 de novembro de 2009
Bela Dama Exótica
Escrito por
Mensageiro Obscuro
Minha bela dama exótica,
Que prazer é tê-la ao meu lado,
Tuas cartas exaltaram meu peito.
Tais mensagens intensas
Sustentaram sonhos saborosos.
Agora não estou tão só,
Detrás de tua voz infantil
Existe uma mulher amável.
Com linguagem mansa,
Tuas palavras extasiam,
Como se eu nunca amasse
Nessa vida breve.
Em mistérios de teu íntimo
Faço-me um detetive
E descubro tuas facetas
Enquanto as horas passam.
Penso em nossa inconstância
E busco-te entre tantos rostos.
Liberemos agora nossos instintos
Para viver o indefinido.
- Mensageiro Obscuro.
Abril/2005.
Foto: "Dance" por Alphonse Mucha, 1898.
Que prazer é tê-la ao meu lado,
Tuas cartas exaltaram meu peito.
Tais mensagens intensas
Sustentaram sonhos saborosos.
Agora não estou tão só,
Detrás de tua voz infantil
Existe uma mulher amável.
Com linguagem mansa,
Tuas palavras extasiam,
Como se eu nunca amasse
Nessa vida breve.
Em mistérios de teu íntimo
Faço-me um detetive
E descubro tuas facetas
Enquanto as horas passam.
Penso em nossa inconstância
E busco-te entre tantos rostos.
Liberemos agora nossos instintos
Para viver o indefinido.
- Mensageiro Obscuro.
Abril/2005.
Foto: "Dance" por Alphonse Mucha, 1898.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Sonhos Entre Escombros
Escrito por
Mensageiro Obscuro
Ainda me divirto entre os escombros,
Ruínas de nossa civilização.
Construímos nossas próprias covas
Quando abusamos do mundo.
Sofro com nossa incompetência
Em fazer um mundo melhor.
Dizem que sou pessimista...
A realidade é que é péssima.
Ainda temos conhecimentos e prazeres,
Mesmo assim não basta para melhorar.
Para muitos sou louco por perceber
Que o mundo é um lixo há séculos.
Vivemos um drama, uma tragédia,
Ainda sobra energia para mudar.
O humanismo é uma grande solução,
Assim como a sofrida ecologia.
Entre escombros sonho com um mundo melhor, podem rir de mim.
- Mensageiro Obscuro.
Junho/2008.
Foto: Escombros da II Guerra Mundial.
Ruínas de nossa civilização.
Construímos nossas próprias covas
Quando abusamos do mundo.
Sofro com nossa incompetência
Em fazer um mundo melhor.
Dizem que sou pessimista...
A realidade é que é péssima.
Ainda temos conhecimentos e prazeres,
Mesmo assim não basta para melhorar.
Para muitos sou louco por perceber
Que o mundo é um lixo há séculos.
Vivemos um drama, uma tragédia,
Ainda sobra energia para mudar.
O humanismo é uma grande solução,
Assim como a sofrida ecologia.
Entre escombros sonho com um mundo melhor, podem rir de mim.
- Mensageiro Obscuro.
Junho/2008.
Foto: Escombros da II Guerra Mundial.
domingo, 13 de setembro de 2009
Dupla Existência, Existência de Duplo
Escrito por
Mensageiro Obscuro
Caminhei como um fantasma em matéria e também em espírito,
A mortalha que me cobre é mutável como minha forma,
Hoje sou amigo de vivos e mortos, com ressalvas lógicas,
A alcova onde durmo é um sarcófago em um mausoléu.
Descobri mistérios da morte e agora recebo oferendas,
Tenho sentidos e habilidades incompreensíveis aos vivos,
Libertei-me da fragilidade mortal, estou imortalizado,
Tenho ciência de outros planos, sou parte de algo maior.
Anúbis me guia até os portões, Thoth relata minha vida,
Maat retira sua pluma, Seth me acusa, todos me observam,
Osíris, Ísis e Hórus aguardam meu espírito transfigurado.
Parte de mim é Ba, parte é Ka, juntos sou Akh,
Tenho quarenta e dois juízes antes do Amenti ou Abismo,
Meu coração será avaliado, apenas aguardo o resultado.
- Mensageiro Obscuro.
Janeiro/2008.
A mortalha que me cobre é mutável como minha forma,
Hoje sou amigo de vivos e mortos, com ressalvas lógicas,
A alcova onde durmo é um sarcófago em um mausoléu.
Descobri mistérios da morte e agora recebo oferendas,
Tenho sentidos e habilidades incompreensíveis aos vivos,
Libertei-me da fragilidade mortal, estou imortalizado,
Tenho ciência de outros planos, sou parte de algo maior.
Anúbis me guia até os portões, Thoth relata minha vida,
Maat retira sua pluma, Seth me acusa, todos me observam,
Osíris, Ísis e Hórus aguardam meu espírito transfigurado.
Parte de mim é Ba, parte é Ka, juntos sou Akh,
Tenho quarenta e dois juízes antes do Amenti ou Abismo,
Meu coração será avaliado, apenas aguardo o resultado.
- Mensageiro Obscuro.
Janeiro/2008.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Meu Habitat
Escrito por
Mensageiro Obscuro
Corri firme pelos campos nevados das montanhas,
O céu era branco e pouco estrelado,
Árvores, pedras, rios e lagos... congelados,
Algo diferente havia em mim,
Sentia pelo corpo, sentia-me mais instintivo,
Eu mudei e buscava minha egrégora.
Notei cavernas escuras e geleiras imponentes,
Granizos caíam como estrelas pouco vívidas,
Na serenidade mortífera tudo era inóspito,
O frio e ventos incomodavam-me menos,
Minha aventura estava mais próxima do fim,
Abismos e cavernas agora eram meu território.
Vivi a edificante misantropia naquele lugar incrível,
Lá eu era livre de fardos da humanidade,
Em meu lar distante eu podia ser eu mesmo.
No alto da montanha observei o abismo,
E senti um poder interno crescente.
Rosnei e urrei, logo senti-me maior e poderoso,
Pesado e peludo, meus trajes sumiram,
Transformei-me em um grande urso polar.
Descansei em uma carverna escura,
Dormi entre meus parentes ursídeos.
Hibernei até a próxima estação, esperando por dias melhores.
- Mensageiro Obscuro.
Dezembro/2008.
O céu era branco e pouco estrelado,
Árvores, pedras, rios e lagos... congelados,
Algo diferente havia em mim,
Sentia pelo corpo, sentia-me mais instintivo,
Eu mudei e buscava minha egrégora.
Notei cavernas escuras e geleiras imponentes,
Granizos caíam como estrelas pouco vívidas,
Na serenidade mortífera tudo era inóspito,
O frio e ventos incomodavam-me menos,
Minha aventura estava mais próxima do fim,
Abismos e cavernas agora eram meu território.
Vivi a edificante misantropia naquele lugar incrível,
Lá eu era livre de fardos da humanidade,
Em meu lar distante eu podia ser eu mesmo.
No alto da montanha observei o abismo,
E senti um poder interno crescente.
Rosnei e urrei, logo senti-me maior e poderoso,
Pesado e peludo, meus trajes sumiram,
Transformei-me em um grande urso polar.
Descansei em uma carverna escura,
Dormi entre meus parentes ursídeos.
Hibernei até a próxima estação, esperando por dias melhores.
- Mensageiro Obscuro.
Dezembro/2008.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Mercadores de Almas
Escrito por
Mensageiro Obscuro
Párias malditos, semeadores da Mediocridade Humana,
Prisioneiros de suas crenças decadentes e vazias,
Acorrentados em dogmas e conceitos inferiorizantes,
São moralistas e contraditórios em negar sua realidade.
São picaretas e intolerantes, demonizadores de culturas,
Proselitistas religiosos, fundamentalistas arcaicos,
Pobres seres estagnados, mortificados em seu credo lixo,
Crentes no discurso apologético de um livro morto.
Grandes inimigos da razão e lógica, caçadores da perfeição,
São todos especistas, hipócritas, demagogos e machistas,
Cultistas fiéis do deus Dinheiro e seu poder distorcido,
Eis seu deus material e suas crias de almas viciadas e torpes.
Lânguidos são esses tristes fundamentalistas radicais,
Vestem seus símbolos de decência e abraçam seu diabo,
Travestem seu deus de esterco em mercadoria em templos,
Compram, vendem e alugam almas em prol de alienações.
Mercadores de Almas são os vermes consumidores viscerais da Humanidade.
- Mensageiro Obscuro.
Setembro/2007.
-- Glossário --
Mercadores de Almas = nome pejorativo para líderes religiosos proselitistas, aplicado para definir clérigos católicos, pastores cristãos, aiatolás, gurus e assim por diante. Esse termo é associado a líderes religiosos manipuladores de massas de alienados, escravizados, manipulados e limitados pelo Sistema.
Prisioneiros de suas crenças decadentes e vazias,
Acorrentados em dogmas e conceitos inferiorizantes,
São moralistas e contraditórios em negar sua realidade.
São picaretas e intolerantes, demonizadores de culturas,
Proselitistas religiosos, fundamentalistas arcaicos,
Pobres seres estagnados, mortificados em seu credo lixo,
Crentes no discurso apologético de um livro morto.
Grandes inimigos da razão e lógica, caçadores da perfeição,
São todos especistas, hipócritas, demagogos e machistas,
Cultistas fiéis do deus Dinheiro e seu poder distorcido,
Eis seu deus material e suas crias de almas viciadas e torpes.
Lânguidos são esses tristes fundamentalistas radicais,
Vestem seus símbolos de decência e abraçam seu diabo,
Travestem seu deus de esterco em mercadoria em templos,
Compram, vendem e alugam almas em prol de alienações.
Mercadores de Almas são os vermes consumidores viscerais da Humanidade.
- Mensageiro Obscuro.
Setembro/2007.
-- Glossário --
Mercadores de Almas = nome pejorativo para líderes religiosos proselitistas, aplicado para definir clérigos católicos, pastores cristãos, aiatolás, gurus e assim por diante. Esse termo é associado a líderes religiosos manipuladores de massas de alienados, escravizados, manipulados e limitados pelo Sistema.
sábado, 13 de junho de 2009
Um Pedaço de Meu Ser
Escrito por
Mensageiro Obscuro
Tenho fé em mim mesmo e não em deuses criados por minha espécie,
Tenho pensamentos e sentimentos complexos por não ser um homem simples,
Tenho quem me ame e me odeie pelos meus pensamentos e atos,
E tenho o prazer em ser eu mesmo por não ser alienado pelo sistema.
Por onde passo causo impacto, seja este positivo ou negativo,
Por onde passo aprendo e ensino algo como parte de minha missão,
Sou caloroso para tratar bem a todos que precisam de mim
Sou frio para solucionar seus problemas sem afundar neles.
Vivo o agora por não crer na estabilidade do amanhã,
Vivo o que quero e quando quero sem grandes medos e pressas,
Das vitórias crio marcas de meu poder,
Das derrotas novos desafios para saborear o mundo.
Não tenho tribo urbana definida por ser um livre-pensador,
Não finco raízes por ser um nômade aventurando-me pelo mundo,
Não sigo padrões por estar distante deles,
E não desisto dos sonhos por saber que posso realizá-los.
- Mensageiro Obscuro.
Julho/2007.
Tenho pensamentos e sentimentos complexos por não ser um homem simples,
Tenho quem me ame e me odeie pelos meus pensamentos e atos,
E tenho o prazer em ser eu mesmo por não ser alienado pelo sistema.
Por onde passo causo impacto, seja este positivo ou negativo,
Por onde passo aprendo e ensino algo como parte de minha missão,
Sou caloroso para tratar bem a todos que precisam de mim
Sou frio para solucionar seus problemas sem afundar neles.
Vivo o agora por não crer na estabilidade do amanhã,
Vivo o que quero e quando quero sem grandes medos e pressas,
Das vitórias crio marcas de meu poder,
Das derrotas novos desafios para saborear o mundo.
Não tenho tribo urbana definida por ser um livre-pensador,
Não finco raízes por ser um nômade aventurando-me pelo mundo,
Não sigo padrões por estar distante deles,
E não desisto dos sonhos por saber que posso realizá-los.
- Mensageiro Obscuro.
Julho/2007.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Marcha Funérea
Escrito por
Mensageiro Obscuro
O cortejo suave de quem chorou
Extinguiu-se em cor mortal.
A mortalha longa tremulou,
Tornou-se capa espectral.
Esgueiro-me entre lápides,
Vestido em tecidos mortuários,
Sugando o calor de vários,
Má notícia em tablóides.
Pele cianótica, inerte carcaça,
Nesse baile de máscaras,
Somente vida pútrida e escassa.
Só esquecimento, vida etérea,
Ofereçam-me vinho e uma taça
Para brindar essa marcha funérea.
- Mensageiro Obscuro.
Outubro/2008.
Extinguiu-se em cor mortal.
A mortalha longa tremulou,
Tornou-se capa espectral.
Esgueiro-me entre lápides,
Vestido em tecidos mortuários,
Sugando o calor de vários,
Má notícia em tablóides.
Pele cianótica, inerte carcaça,
Nesse baile de máscaras,
Somente vida pútrida e escassa.
Só esquecimento, vida etérea,
Ofereçam-me vinho e uma taça
Para brindar essa marcha funérea.
- Mensageiro Obscuro.
Outubro/2008.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
O Rosto Trágico
Escrito por
Mensageiro Obscuro
Pensei que minhas lágrimas desceriam
Esperei em meu sepulcro sórdido.
Da boca que a alegria saía,
Também escapava ternura...
Da boca nada mais escapou.
A pele pálida era sem reação,
Nenhum riso amável,
Minha dor ninguém entende.
Com o espírito cansado,
A têz virou mármore,
Retrato pétreo do inevitável.
Eis o rosto maldito,
Face louca deprimente,
Meu pesadêlo terrível!
Sofri amargamente,
Minha humanidade perdida,
Quem fui... morreu.
Agora sou um espectro,
Decadente máscara mortuária.
Restou um rosto trágico
Ironicamente desfigurado.
- Mensageiro Obscuro.
Agosto/2007.
Esperei em meu sepulcro sórdido.
Da boca que a alegria saía,
Também escapava ternura...
Da boca nada mais escapou.
A pele pálida era sem reação,
Nenhum riso amável,
Minha dor ninguém entende.
Com o espírito cansado,
A têz virou mármore,
Retrato pétreo do inevitável.
Eis o rosto maldito,
Face louca deprimente,
Meu pesadêlo terrível!
Sofri amargamente,
Minha humanidade perdida,
Quem fui... morreu.
Agora sou um espectro,
Decadente máscara mortuária.
Restou um rosto trágico
Ironicamente desfigurado.
- Mensageiro Obscuro.
Agosto/2007.
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