quinta-feira, 12 de março de 2009

Poema do Desperdício da Vida

por ter perdido
parte
(a que me dói)
da vida

eu parto
(e rasgo a página)
eu corro
(e rompo o corpo)
eu choro
(e risco do mapa)
eu mato
(a que me trai)

imediato
(o instante)
da re-vida...

eu juro
(e não cumpro)
eu vingo
(não tem cabimento)
eu chuto
(o balde)
e eu me acho
(pela última vez).

terça-feira, 10 de março de 2009

Convidadas - Escritoras do Bar do Escritor




1ª EXPOSIÇÃO LITERÁRIA FEMININA “MULHERES NUAS”.

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É com grande satisfação que o ESPAÇO CULTURAL DO POUPATEMPO do CORINTHIANS ITAQUERA vem nos proporcionar a presença literária de 17 poetisas de todo o Brasil. Venha prestigiar essas celebridades da nossa literatura brasileira. Do dia 13 de à 30 de abril de 2009De segunda à sexta-feira das 7:00 às 17:00 e aos sábados das 7:00 às 12:00

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ESTARÃO PRESENTES COM SEUS TEXTOS:

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Angela Oiticica

Flá Perez

Larissa Marques

Mariângela Padilha (Me Morte)

Sônia R.Cancine

Maria Julia Pontes

Barbara Leite

Iriene Borges

Lili Ribeiro

Érica Cristiane

Carla Abreu

Betty Vidigal

Ivone F. Santos

Mali Ueno

Rosangela Primo

Alana Nunes

Jessiely Soares
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POUPATEMPO DE ITAQUERA-dentro do complexo do Metrô CORINTHIANS ITAQUERA- ZONA LESTE DE SÃO PAULO.

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Maiores informações: 0800 7723633

domingo, 8 de março de 2009

Convidado Allan Vidigal

(eu achava Dia da Mulher meio desrespeitoso com as mulheres em geral. Mas depois achei que não: que num mundo em que a gente ainda tem que lidar com mutilação genital feminina, com mulher ganhar menos que homem pra fazer o mesmo trabalho, com a "dupla jornada" que -- na maioria dos casos -- não é bem dividida, é importante ter pelo menos um dia em que essas questões e outras são discutidas. Melhor seria se em vez de discutir uma vez por ano, o problema fosse atacado todos os dias... Segue textinho mais ou menos sobre isso).
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Porcos
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Tem uns caras por aí (e não são poucos) que me dão vergonha de pertencer ao mesmo gênero. Às vezes parece que quase todos os homens que conheço são uns putos de uns misóginos, assumidos ou não. Deve ser por isso, aliás, que tenho poucos amigos. Uns dois ou três. Todos os outros são conhecidos com quem simpatizo, na melhor das hipóteses, ou que execro, na pior. E mesmo esses com quem simpatizo às vezes soltam umas que não dá para engolir.
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Me revolta, enoja, ver que um monte de carinha por aí fala, fala, fala, bota banca de moderninho, mas, na verdade, acha mesmo que lugar de mulher é em casa. Que mulher não é nada além de uma máquina de fazer sexo, fazer filho, fazer comida, fazer faxina. E nem sei se esses são os piores. Porque também tem aqueles que acham que mulher tem que trabalhar, sim, dividir as contas da casa. E, nas horas vagas, ser máquina de fazer sexo, fazer filhos, fazer comida e fazer faxina. Normalmente são os mesmos imbecis que ligam pra mamãe quando têm uma dorzinha de garganta. E soltam, depois de jantar e nem fazer menção de lavar a louça, "por que você não pede para a minha mãe te dar a receita do tempero dela?". Palhaços.
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Os mesmos proto-humanos que ficam nervosinhos se a mulher tem amigos no trabalho, mas vão pro happy-hour e não param de olhar para a bunda da garçonete, o decote da menina 20 anos mais nova na mesa da frente, as costas da hostess do bar. E trocam com os amigos olhares cúmplices de pseudo-sátiro, como quem quer dar a entender: "se quisesse, comia muito essa aí". E falam dos puteiros que freqüentam (comentário impertinente: vai dar uma trabalheira parar de usar trema), como se pagar uma mulher por sexo fosse prova de macheza.
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Os mesmos babacas, porcos, limitados, que parecem acreditar que o ápice da realização masculina é não ter qualquer interesse ou assunto que não seja futebol ou mulheres de quem jamais irão chegar perto. Que agem como se fosse direito inalienável de uma classe superior olhar para qualquer membro do sexo oposto como se fosse um pedaço de carne. Que reclamam que a namorada está gorda, quando eles mesmos são flácidos, moles, ensebados por dentro e por fora e no cérebro; que reclamam que ela não está depilada, quando eles mesmos fazem a barba para ir ao trabalho (provavelmente esperando que a gostosinha da recepção lance olhos em sua direção), mas, em casa, no fim-de-semana, dão folga para a espuma e a gilete; que reclamam que a casa está bagunçada quando eles mesmos são incapazes de pendurar uma toalha, ou limpar a pia depois de fazer a barba (admitindo, claro, que seja dia de ver a menina da recepção).
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Então chega de enrolação e vamos lá: minhas caras, por favor, aceitem as minhas mais sinceras desculpas em nome de todos nós por essas bestas-feras com quem compartilho mictórios e o "sexo: M" dos formulários. Não desistam da gente: tem alguns que se salvam e, quem sabe, com o tempo, a categoria como um todo não melhora um pouco?
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(mas tem um negócio: vocês precisam ter uma conversa séria com as suas amigas que toleram esse tipo de coisa porque enquanto elas deixarem, eles não vão tomar jeito).
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Allan foi especialmente convidado pela LIZ pela excelente crônica postada no Bar do Escritor no Dia Internacional da Mulher.
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sábado, 7 de março de 2009




VÁ PARA A PUTA QUE PARIU








Porque não navegar comigo Baby?
Te conduzo pelo obtuso
Do teu miolo!
Eu enrolo uma bagana fedorenta,
E, quem sabe você agüenta
O tamanho da pressão?




Tente ao menos Porra!




Não adianta vir fantasiada de cachorra,
Tampouco envolta
Em véus...
Navegue comigo para o céu,
E tenha todo o tempo do mundo
Para se arrepender.




Vá se foder!


Conduza-se para o saltitante mundo
Da puta que pariu!
Finja novamente que não me viu
E engula em seco
O que restou da minha saliva
Na tua boca.






Vá a merda Sua louca!




Mas viaje assim comigo....
Assim...
Bem gostosinho,
Caprichando no carinho,
Melhorando o que já era
Uma coisa a toa,
Uma coisa assim,
Tão boa.




Vá tomar no cu
Sua baroa!




Pronto!
Xinguei por versos,
E deixo a prosa
Para outra hora.
Sei que fui brilhante
E que haverá
Quem acredite
Tratar-se de obra-prima...




São só imbecis
Que como você,
Hão de fazer força
Para entender,
Que a força do discurso
É a inexata percepção,
De que, mesmo um palavrão,
Não extingue
A porra da semântica.






Amanhã te reservo uma manhã romântica.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Bom dia Alegria !!!!!

Bom dia Alegria!!!!!!



Quando alguém te der Bom dia com alegria - Responda Bom dia coração!

Não importa o que as pessoas te desejam se for bom abrace e transforme em ouro.
Caso seja ruim nem repare.
Sorria intensamente para que você possa ter energia o dia todo
Abra a janela e veja que o dia esta lá, esperando você sorrir e abraçar.
Caminhe se for possível, isso fará com que você deixe seu corpo em paz.

Pense com muita alegria em tudo de bom que a vida já lhe trouxe.
Esqueça o que não vale a pena isso só cria tristeza.
Entenda o quanto as pessoas precisam do seu bom dia.
Ah! E se você tiver alguém maravilhoso ao seu lado abrace intensamente.
Sinta seu peito ao dele e perceba as batidas do coração isso é muito bom.
De sua mão mesmo que tremula e suada de emoção.

E diga: Bom dia Minha Alegria! A resposta será: Bom dia coração!

Não deixe o dia passar despercebido faça dele o momento da sua vida.
Por mais obstáculos que possam aparecer mostrar-se forte e vença todos.
Persista para que jamais se sinta fracassado
Veja que o melhor valor da vida é conquistar e ser cúmplice sem recuar.

Muito bom ter a força que você me dá e muito mais ver você firme sem se importar com nada e entender que o meu sorriso e meu bom dia e tudo que temos para vencer.

Ah! Que bom te dizer: Bom dia! Minha Alegria!

Sentir que o dia é nosso, eu e você Alegria.
Vibre sempre em pensamentos positivos e nunca diga talvez, seja sempre firme e determinada.
Por que somente a alegria verdadeira é que prevalece.

Então Minha Alegria, Bom dia!
Bom dia Coração!


“um novo olhar é para mim vida que sempre existiu, alegria atrai alegria”


Edson Rufo

Disfarce

Disfarce

Para um dia comum um medo inevitável

Dias coloridos, sonhos apagados.

Às vezes é difícil, tomamos tombo e temos que respirar ao mesmo tempo, tão profundo que perdemos o sentido da vida.

Ai é o momento que percebemos o que fizeram com gente.

A vida vira inferno o tempo vira nada.

Mas a energia flui e você se levanta.

A vida te espera.

Não disfarce suas fraquezas, com sorriso e gentileza

Não mascare seu caráter com atitudes, inevitável.

Querer ser você disfarçada de alguém.

Alguém que você não existe.

Disfarce.

Disfarce seus soluços e suas lagrimas

Disfarce seus impulsos, que destrói.

Só não disfarce sua face que não mente.

Seus gestos que são contundentes.

Sua lagrima.

Um dia que pra você jamais será comum.

Não dá para disfarçar a dúvida

De quem esta ao meu lado.

Meu amado ou para me usar.

Seria medo da alegria ou dúvida de pagar.

Disfarce o quanto dá.

Disfarce e somente assim.

Nunca saberá que sinônimo do amor é o amar

Edson Rufo

Surpreenda-me

Surpreenda-me
De todas as maneiras que você puder.
Com seu sorriso, livre e alegre
Com teus pensamentos vivos e divertidos.
Com seus sonhos que me incluem.
Surpreenda-me
De maneira que você sempre fez.
Da maneira como sempre faz.
Desse jeito que me fascina.
Da vida que sempre quis.
Adoro vê-la acordar com esse sorriso.
E acima de tudo com a sua beleza.
Com esse humor distinto de todos que já vi.
Superando-me e me surpreendendo-me, como nunca vi.
Já vi alegria na vida, mas a sua é do universo.
É de um infinito incomparável
De luz absoluta.
E qualquer movimento ou atitude que você sempre toma é superar.
Você surpreende-me de maneira que não imaginava.
Aonde não existia alegria, você levou.
Aonde o riso desapareceu você chegou.
Quando a estrada estava fechada você abriu.
E pedir agora: Surpreenda-me.
E imaginar o que você fará amanhã.

Cinzeiros (da série "Úteis & Fúteis")

Execro pensamentos bestas deflagrados por comentários idiotas de pessoas e objetos imbecis que nada sabem acerca de mobilidade e calor. Minha vida inexistente permeada sempre foi e será de movimento, emoção, energia, sentimento e aventura. Pra lá e pra cá, no vai-e-vem, acompanho, sempre calado, o ritmo, por vezes frenético, por vezes "piano" dos fumacentos humanos a soprar os fumos dos fumos coados e escoados por seus pulmões azeviches. Curto os calores, dos homens, dos fumos. Tem os cubanos, fedor assaz, calor demais, fumante loquaz. Tem os mentolados, aspirados por viados de olhos amendoados e mancebos amancebados com encéfalos desvairados. Tem os baratos sem filtro, subproduto destinado ao mercado interno cognonimamente chamado populacho. Tem variegados mais além. Malgrado malgrados, com grado ou sem, vêm todos a mim, aquecer-me, inocular-me vida das e de cinzas. Tão-só peço que me não peçam que aprecie ébrios. Atabalhoados, dificulta-lhes sobremaneira manter-me preso entre os dedos. Invariavelmente, deslizo por suas frias mãos úmidas. Destroço-me com estardalhaço. Grito, mudo, ao surdo mundo imundo rotundo. Desprovido de som e de forma, encerro meus dias de glória no fétido lixão. Sina ingloriosa. Vilipêndio de cadáver. Absoluto desrespeito. Sacrilegio o destino de meus algozes: apinhados de tubos, sarapintados de manchas, amarelecidos, macilentos, estúpidos, fumarão à sorrelfa, aspirarão a desgraça através de diminutos buracos na traquéia, olhos buliçosos e néscios. Nostálgicos, súplices, buscar-me-ão. Em vão.
Carlos Cruz

quinta-feira, 5 de março de 2009

Eu vi uma mulher morrer

Em seu rosto todas as idades pereceram
serenamente.

De seus olhos lembranças jorraram
até secar.

De sua boca suspiros vários
em seu último alento

Eu dormi em seu corpo rígido e frio
até de manhã

Quando acordei me recobria
sua carne dura
e seus ossos me aprisionavam severamente
estrangulavam-me a alma

Eu não me debati
Sequer tentei gritar
Mas tinha fome de viver
e comecei a mastigar

Iriene Borges

Assassinato na Avenida paulisrta


Exercício proposto pelo Prof. Marco Antunes na oficina literária da Câmara dos Deputados: Conte-nos como, onde e quem matou Adelaide Santoro numa história de suspense que não pode ter mais que dez linhas.

Era tarde, por volta das oito horas da noite. Antes de sair tranquei os arquivos e levei um café para a doutora Adelaide Santoro. Ela estava pálida, estranha. Perguntei se ela estava bem. Agitada, estalava os dedos e olhou duas vezes para o enorme relógio da parede. Jamais tive liberdades com a doutora, mesmo assim ainda perguntei se ela queria desabafar comigo. Respondeu-me que não, que eu poderia ir embora e que já havia chamado um táxi para levá-la para casa. Todos nós, do escritório, sabíamos que o doutor Santoro guardava um revólver na gaveta direita da escrivaninha. Tenho certeza que não havia mais ninguém nas salas. Todos já haviam saído. Juro que não fui eu quem matou a Doutora Adelaide Santoro.

quarta-feira, 4 de março de 2009

O OUTRO

Sou outro, outra vez
refletido em um rosto que não reconheço
não sei onde me encontro
não sei qual é o preço
da sanidade que não controlo
da ingenuidade que me consola
da concordância com o mundo
ou da revolta que ainda guardo
há na mente tantos quartos !
Tantas lembranças, tantos fardos
mas vou à luta novamente
erguendo-me da lona
onde atirado estava
no fundo da minha vala
que cavei para me defender
dos assaltos ao coração
da covardia e da traição
da minha própria condenação !
sem defesa e sem juiz
me acuso continuamente
por teimar em ser feliz
por sorrir serenamente
enquanto o caos me consumia
levando os socos ainda sorria
fingindo ser tão poderoso
inatingível e inalcançável

Era outro eu que se valia
da bravura e covardia
que dissimuladamente exibia
Estóico !
era o brado que retumbava
por qualquer lugar que eu passava
Heróico !
feitos meus que não contei
que nem mesmo acreditei
terem sido obras minhas...

Mas isso é passado de um outro
que guardo longe dos olhares
e me acompanha aos lugares
sem ser visto por ninguém...

Mesmo comigo ele insiste
quer provar que ainda existe
quer provar que é alguém

Sonho sólido em tintas frescas

Não me chame no escuro. não me chame no escuro
não me chame
eu já quase me acostumo

Fico pensando e pinto um quadro

Perdi mais um sorriso
Mas esta manhã não me perdeu
Estou no quadro
Ar-te
Penso horas

Eu tenho agora a imagem dele sem as distorções de ontem
A imagem que me inspira limpa
Olho
Ele indiferente. Desenho com os dedos contornos, linhas

Quero explicar
que aqui dentro deste quadro imóvel tem pouca luz
a lâmpada do quarto é de 20 watts. só por isso

Pergunto:
Daí, de onde você está, pode ver?
Eu sei que não dá.

terça-feira, 3 de março de 2009

Instante da Poesia*



(Monólogo para Charles-Pierre Baudelaire)



Ah! Áridos tempos, no âmago da poética vida.

Lembro-me de Goethe, alias, de Fausto... ou seria o jovem Werter!?

Foste tu, Ó Esperança, sobre a tênue mágoa que míngua a nódoa cadavérica?

Sim, provido por cá estou, do invólucro escuro, em meu estômago, pela lógica das lágrimas antagônicas num espetáculo melancólico. Bêbado em dionísico bálsamo, num sarcófago êmulo, num título métrico, num monólogo improlífico.

O indébito Amor não pode ser poesia, pois assim, hastear a ânsia e com ela fervilhar o ódio, seu Cornífero Ser faz-se presente e rege o tremor: - Pântano Erótico!

Deveras, tudo é poesia!

Em meu cérebro lêvedos litófilos, em lúgubres veleidades, da poética, da mórbida, do solilóquio vagaroso. Entretanto, já lânguido o ânimo evita-me.

Deixe cair sobre a mobília à pétala efêmera, ascenda à vela, alumie o crânio... mesmo o texto mais lúgubre, tétrico nos eleva a instantes de poesia!

E o hálito de cânhamo e álcool faz-se presente, o óbolo artificial. Baudelaire diria, em palavras simbolistas, que o mais importante seria tecer versos e morrer de amor, e seus séqüitos fariam tímidos, o êxodo cultural e a pictórica cena, seria vista, e a poesia bem quista!

Ó recôndito amor platônico!


* Texto escrito para o trabalho de lingüística (Que Coisa Mais Esdrúxula – Capitulo do Livro – A língua de Eulália de Marcos Bagno) sob orientação da Profª Angélica – Ung.

ANIMAIS SEM DESTINO






O que podemos fazer por eles?Acordo cedo e abro a janela para receber mais um lindo dia, mas vejo cenas que me entristecem:

Vejo um cão faminto comendo lixo, vejo um homem que atira água nele, para que saia de frente da sua casa, onde faz, provavelmente, sua única refeição, por quanto tempo, não sei... Covardemente fecho a janela e os olhos, mas peço a São Francisco de Assis, que proteja aquele animalzinho tão indefeso e frágil. Sigo o meu dia, tenho muitas coisas pra fazer, logo mais vou sair.Saio em busca de tantas coisas, dia comum de trabalho, vou ao banco, correio, faço tudo certo, rápido e volto pra casa. Mas quando andei por aí, ainda vi coisas que não gostaria de ter visto.No centro da cidade, em frente a bares e lanchonetes, mais animais abandonados, ignorados, com um semblante de fome, implorando um pouco de comida e atenção, mas as pessoas passam por eles como se fossem invisíveis, ninguém percebe que eles têm sentimentos mais fortes e melhores que os nossos, ninguém se compadece, ninguém nada! E eu, mais uma vez, covardemente, volto pra casa, inerte e impotente diante a tanto descaso.Mas já sei o que fazer:- Quando chegar à noite, reunirei restos de comida, colocarei num pote e deixarei do lado de fora do muro para que algum cão faça sua refeição. Aquele animal faminto pode passar por aqui novamente e na madrugada, ninguém o enxotará, ninguém lhe dirá “chô!”, com um balde d’água nas mãos. Então, terei feito minha parte.Terei mesmo feito a minha parte??

Liege Marla

TEXTO DE MEU LIVRO: “HERÓIS ANIMAIS DE RUA”

segunda-feira, 2 de março de 2009

Manifesto dos Textos de Álcool Contruídos

Para a alma destilada ao vinho, termos da fuga do passado se revelam mau caminho. E do presságio se fazem destinos mal traçados de tinta escorrida. Vermelha tinta, pingada e maltratada. Riscados os papéis que se acumulam, numa trilha de sons assonoros, folhas de areia pétrea que se esvaem na mais fina brisa, e espalham suas palavras que se infiltram no céus e nos mares, viajando nas veredas aos pares.

Tecelagens de frases imperfeitas, que de serem partidas de sentido falta de ser sabido o paradoxo que é o fascínio. Encanto, vislumbre e sabor, mágicas palavras de alto de álcool teor. Física mal-calculada e regrada, de normas e regras quebradas. De rachado servem-se o legado das Memórias e do Rancor.

Partes de um mesmo todo, acasos e imoralidades. Peças de um quebra-cabeças que do encaixe se fazem atrasadas. Anacrônicos pedaços de um cérebro sem coração, fios que se ligam sem qualquer emoção ou sensação, culpados pelo seu próprio homicídio sem causa, sem dolo, sem culpa, sem nada. E das suas cinzas só resta a efêmera lembrança da palavra que um dia foi, e que numa próxima corda vocal pode vir a ser.

domingo, 1 de março de 2009

Problema de Memória

O problema de Gilles com a memória é que ele se lembrava de tudo. Tudo mesmo. Uma dia tentou se lembrar de antes da própria gestação, que dizia ter sido aterrorizante por sentir os órgãos e membros se desenvolvendo.

- essa não! – Lembrou, repentinamente, da vida anterior. Nela, ele também se lembrava de tudo. E já tinha tentado se lembrar da vida anterior a aquela. Cascatas de memórias antigas jorraram, ele sempre tentando se lembrar da vida anterior. Era atordoante.

Sentiu-se mal. Foi mais difícil que aprender a conviver com os próprios sentidos depois de instalados no corpo recém formado. E ele já tinha com o que se preocupar. O problema de Gilles era com a memória. Ele se lembrava de tudo.

poeMetos...

Eu sou assim
Meio verdade, meio mentira
Eu sou concreto, meio abstrato
E se não gostas
Me basto
Sou assexuada
Dona de mim
Maldito!
Toma tua cria
Tua composição química
Pois que sem ti pereço
Em podridão...
Me toque!
Em ritual e mãos
Deu a volta quase nua
Trocando as horas, minutos,
Total e cafajestemente,
Chorou devagarinho...
Bocas, carnes e bunda,
Potra única, vadia
Com gosto de inocência




Quer ver mais? Clique nas fotos e baixe o seu...



sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Série: O DF não é só Brasília - Museu Vivo da Memória Candanga



Quem sai de Brasília em direção a Valparaíso de Goiás já deve ter reparado: a beira da rodovia, pouco depois do Parkshopping e um pouco antes do Núcleo Bandeirante, descortina-se sobre um morro um conjunto de casinhas coloridas de madeira.
As tais casinhas margeiam a estrada desde 1957, quando ali foi construído o primeiro hospital de Brasília, erguido para atender os candangos que construíam a capital.
O prédio amarelo, o maior, era o hospital propriamente dito. As demais construções serviam como residência de médicos e demais funcionários. Interessante notar que as casas que possuíam duas portas, na verdade, abrigavam duas residências, utilizadas por funcionários casados. As casas que possuíam apenas uma porta era usadas pelos solteiros.
Após a inauguração de Brasília, o lugar foi rebaixado a posto de saúde, e, na década de 70, abandonado. No entanto, alguns funcionários permaneceram morando algum tempo no local.
Ocorre que tradicional sanha imobiliária de Brasília passou a abrir os olhos para aquela área. A cultura e a preservação venceram através do esforço de antigos funcionários e dos moradores da região, que se mobilizaram para preservar o local; os ex-moradores foram remanejados para outros pontos do DF e o antigo HJKO transformou-se no Museu vivo da Memória Candanga (MVMC). É hoje o maior complexo de construções da época da construção mantidas de pé.
O Catetinho certamente é mais famoso, por ter servido de residência para JK. No entanto, trata-se de apenas uma edificação, ao contrário do complexo do MVMC.
No antigo prédio do hospital, encontra-se uma biblioteca, uma maquete atualizada de Brasília e a exposição permanente “Poeira, Lona e Concreto”, com ambientes simulados de quarto de hotel, salão de barbeiros, com materiais da época da construção. Em algumas das antigas residências funcionam hoje oficinas culturais de cerâmica, etc.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

IMPURO



tua embriaguez

serve para matar a ressaca

.

da minha verve

sedenta por versos

.

com vícios

de linguagem

.

em um paradoxo

que me embriaga

e me deixa sóbria


IMGAGEM: Franz von Stuck (1863 - 1928) pintor, escultor e arquitecto alemão identificado com o simbolismo e o “art nouveau”.


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Conivência e Cumplicidade

Sobre a poltrona inertes, as vestes; quietas, não largadas; mas sobrepostas cuidadosamente, aguardam. No chão os calçados são como se rissem uma felicidade desordenada, cada qual, em separado de seu par.Um vento suave gelando a pele suada, antes quente.As paredes refletindo cores quentes, o toque suave de sol que se depõe e aos poucos desvanecerá perdendo os tons alaranjados. O som de água sendo movida se faz ouvir alternada de risos e gargalhadas, os olhares brincam, as mãos descobrem, as mentes passeiam... Tudo ali é conivência e cumplicidade, harmonia e alegria, assim cessados os ruídos, as gargalhadas aumentam... logo pelo espaço duas crianças surgem correndo com a toalha na mão enquanto atrás, a mulher desesperada tenta detê-los. Pois para alivio dela a hora do banho acabara em fim.
.
Poesia e Parceria
(Catiaho Alcântara & Diogo Viana)
.
.

Ato de Ouvir



Assimilar subsídios.
Acumular elementos .
Perceber nuances
diversificadas,
disfarçadadas,
escondidas.


Ouvir é mais que um ato.
Mais que o aparelho auditivo.
Muito mais que a soma de
palavras
ao ar,
ao vagar,
ao escutar.
Ouvir é não
pronunciar.
Nem mesmo proferir
Muito menos vociferar
é calar,
se postar,
se elevar.



Ouvir é aquietar o coração.
Estar pronto pra sentir.
Para deixar-se embalar
pronto
disposto,
pré disposto,
totalmente exposto...


Em fim...
Ouvir é simplesmente
pela voz do outro
deixar -se
embalar!
.
Catiaho Alcantara TA

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Sufocada

Presa naquela relação, rotina de brigas e discussões, começou a sentir-se sufocada. Não tinha voz e, por mais que resistisse, acabou sem ação.

Ironicamente, ela adorava sentir o cheiro dele naquele travesseiro.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Muda

Com açúcar, mas
Sem palavras.
Foi a última partitura rasgada.
As notas soltas, descompensadas,
Ignoram com passos quebrados
O equilibrado ritmo.
Bemóis, sustenidos, harpejos?
Nada, nenhum solfejo.

Algumas claves inértes no asfalto,
Um beija-flor devorado por um gato,
O mimetismo de um lagarto.
O útero crepuscular do tempo
Enchendo-se de estrelas
Num canto mudo.

Hippies of Cyber

Era véspera de natal.

Uma sexta-feira insana. No telão, cenas de um filme esquisito.

Uma garrafa de catuaba divido em três pessoas, algumas latinhas de cerveja, talvez quatro, e uns fortes goles em uma bebida ardente, acho que era vodka. Isso foi o necessário para prestar bastante atenção em um telão que, sincronizado com o som pesado, nos dava medo e delírio!

Entendam-me...

Saí de casa sabendo que a lua estava cheia. No céu, dava sinais de que proporcionaria-nos momentos únicos. O misticismo pairava!
O Sábio me aguardando com uma garrafa de catuaba na mão e falando alguma coisa com alguém no celular, pessoas vizinhas aprontando-se para a noite com seus carros estacionados, alguns vagabundos jogados na rua e um menino inocente pedindo alguns trocados para um bêbado no boteco afim de comprar qualquer coisa. Isso era o começo da sexta-feira noite na São Paulo afastada. Claro, nada comparado com as noites em Frisco ou Denver, mas ainda sim, bela por sua melancolia natural. Daria um bom retrato. Como percebi que o velho no bar nem os olhos conseguia abrir, do bolso tirei alguns trocados e dei para o menino que me agradeceu, olhei para a lua uma última vez e sai rumo à liberdade!

No ônibus com destino ao centro elitizado, onde a festa tomaria cor, aniquilamos a garrafa inteira em poucos minutos de viagem. Agora já estávamos em três, o Rodrigo já havia entrado no ônibus em algum dos pontos anteriores. O som dos fones de ouvido faziam o espírito elevar-se. Pessoas ao redor notavam nossa inlúcida loucura. Andávamos em sinergia, loucos pela vida! Três alguéns que buscam extrair tudo o que a metafísica vida nos oferece de mais intenso, desde as mais simplórias coisas até aquelas que chamamos de pecado. Intensidade é pouco para classificar-nos nesse dia! Ocupávamos o fundão do veículo, naqueles assentos últimos que formam uma fileira completa de cadeiras, eu sentava na janela direita ouvindo a transcendencia em música atravez do fone, enquanto os outros dois tratavam de planear aquela noite, davam-me a entender que mirabolizavam, conseguia ouvir as risadas dementes saindo daquele outro lado. A luz da lua vinha de encontro em seus rostos através da janela, faziam deles grandes guardiões templários pelo retrato místico que formavam. O Rodrigo com seu boné e as enormes levas de cabelo saindo por volta dele, parecia um maníaco iluminado gargalhando. O Sábio olhou pra mim e riu maquiavélicamente...

No bar de uma esquina, decidimos tomar umas cervejas antes de entrar. Cada um com uma lata enquanto andávamos na rua luminosa da avenida Paulista devidamente decorada pelas datas comemorativas à seguir, como todo ano. Luzes flamejantes lembravam o nascimento de Jesus, enormes arranha-céus enfeitados padronizavam aquilo que já estamos acostumados, pessoas andando pra lá e pra cá com pressa, vestidas formalmente para reuniões à portas fechadas. Alguns vagabundos com fome pedindo esmola do outro lado da rua cinzenta e esvoaçante. O centro!

Lá dentro, já estava normalmente alto. O telão chamava atenção por suas cores. O som no começo era progressivo.
Tratei de pegar mais cervejas enquanto os dois admiravam débilmente tentando entender a 'decór fluor'* àquele som fino. Peguei três latas, vorazmente extintas dentro de poucos instantes. Dançavamos e encontrávamos alguns amigos que também celebravam libertos. O Sábio tratou de pegar mais algumas latas, também em poucos minutos, nem mais uma gota. Mais tarde, o som já era outro, sessão descarrego! Algo que lembrava um maracatú, porém, não era necessário ninguém usar seus instrumentos para fazer o barulho, a tecnologia fazia tudo. Virou bagunça. Pesado e psicodélico, Disfunction o nome do projeto, fez todo mundo pular e dançar, todos celebrando estarem vivos e paralelos à qualquer preceito normativo de uma sociedade sistemática. Ali éramos todos um! Um grupo de "loucos" em busca da real inteligência humana. Abraços eram trocados. O guardião iluminado descarregava suas energias bem no centro da pista, todos notavam seu espírito, seu colar no pescoço sacolejava a cada movimento de seu corpo em sincronia com o som. Talvez umas duzentas batidas por minuto, e seu corpo as acompanhava em completa naturalidade, seus olhos estavam fechados... O Sábio permanecia estático, com um copo de vodka nas mãos, peguei aquele copo de sua mão e fui para outro ambiênte, subi as escadas e golava vez por outra aquela bebida forte. Lá em cima, hipnotizei... Descarregava as energias como alguém que à tempos não fazia. Sentia todas aquelas vibrações pulsantes de minha melancólica vida, jorrando-se para fora ao infinito desconhecido mundo de confusões, as duzentas batidas por minuto eram poucas para mim, meu corpo inteiro se mechia, perdi o controle, tudo o que fazia era pensar, enquanto meu corpo movia-se por si só, fiquei à mercê 'daquilo'!
Ah, o telão...


Decór fluor = Decoração fosforescente. Utilizadas geralmente em festas trance, psicodélica.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Urgente.


Urgente.

Já não há tempo para esperas toma o meu corpo,
este sim as suas vontades, clima erótico.
Aumenta o desejo com beijos molhados
e deixa os cabelos escorregarem para grudar ao suor.
Beija suave ombros, nuca, pescoço, seios...
Devasta minhas fantasias com toques,
descubra o gosto do meu gozo antes do seu
e prosseguirei excitada ao seu olhar.
Chama-me os nomes todos e sorria,
sua morderei os lábios em resposta (os meus e os seus).
Retoma carinhos e gozarei outra vez
a espera de que mais assanhado diga que é meu dono
e vasculhe intenções quietas de uma fêmea alucinada.
Devora-me fita e laço, eis o embrulho ao seu alcance.
Exausto sem ceder ao cansaço envolva-me pulsação
e já sem tempo para avisar gema seu prazer,
prêmio aos múltiplos gozos de minha fome,
loucura que é amá-lo deus dos meus desvarios
_ urgência n' alma.

Eliane Alcântara.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

para um amigo

Tenho alguns amigos,
amigos meus;

Declamam poesias
arrancam suspiros
movimentos instintos
o álcool corrosivo
transpirando
o corpo úmido
colado em contato
um beijo entrecortado
palavras que se perdem
não soam, ressoam
produzindo outros lugares
outros sentidos

Um novo sotaque
uma nova dicção
ao meu tão encarecido
único (conhecido) favorito
poeta, Drummond.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Quarto de dormir



hoje

as paredes
eu pintei com teu cheiro
e no colchão
eu pus o teu gosto,

para senti-los no entorpecimento
de mais uma madrugada.

os sons da noite
que vinham de fora
usavam tua voz,

e os sons que em mim
vinham de dentro
recorriam à tua voz.

por fim
os teus olhos eu pus na lua,

e, acordada a noite inteira,
saudoso,
tu me viste dormir.




André Espínola

aethereu



Leve,
tão leve,

que se teu sorriso
me soprar

é possível
que me leve...


(Jessiely Soares)



Imagem de: Marlon Francisco

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Círculo de Fogo

(Sonia Cancine)



Abrasa-me aforismos insanos
Em agravo e erupções vulcânicas
Ah! Guerreiro, serena tua indiferença
Dos ditos danos, do que julga cabal
Da veracidade inquieto-atraída

Atraída pela onda desconhecida, difícil e perigosa
De mente e peito aberto, rumo ao desconhecido
Tento me encontrar, na tua crença e distanciamento.

Pelas vibrações de notas sensuais, desperto e
Possuída pelo amor, abro o círculo de fogo.

A força da terra pulsa a ira dos deuses
É o toque que domina a dor que te inflige

- ateio fogo em tuas mãos sem queimá-las,
invoco o mover das pedras e, neste desalinho
me toma em teus braços incandescentes -

O caminho do fogo é estonteante e
Na luz da ilusão da força bruta, a destruição.
No véu da noite: espectros, penumbra e medo.

Ofusco feito pássaro de luz o oponente
No holocausto arquétipo de tua alma
Ante o fogo que cai do céu num ritual de anistia e
Tua índole debaixo do sol desta adversidade

Tem a ver com tua condição rescindida em ti mesmo?

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Esfinge







.
.
.


Sou esfinge marcada pela própria dor,


ofereci a chave de entrada para o princípio de minha lucidez


mas você recusou,


Atordoada...


Atropelo as palavras tornando-me um hieróglifo incompreensível


E arrastada pela sua negação


vou ao ponto mais obscuro da minha condição de deusa


E estrangulo -me.


.


(Ro Primo)

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Nau


quando em mim ousas

me invento ventania



iço velas

nau às vagas



cais em mim

Buceta Caso eterno


Pelas ruas de Paris ela falava sem para com um e com outra: "BOnjour Coment allez vous?...
em resposta oovia sempre:
Ça va! Mademoiselle!
E olhar que era muito rua em Paris pra ela andar; mais olhar que ela nem estava pensando nisso sua cabeça estava perdida num turbilhão de ideias a cerca do amor da novela da oito que ela assitia ou simplesmente amar-se a si prpria mais olhar como el tinha medo do espirito do santo sepulco.
era queria apenas viver da arte viver do l'amour.
mais o Brasil não aceita isso o presidente da nação mandar pra fora do pais como exilado quem faz isso e foi isso que aconteceu com luisa garota modelo de uma grande revista nacional ; luisa que agora viver exilada em paris na França por ter feito amo no museu nacional; agora em pari tendo que aos poucos esqueçe a lingua de sau partia mãe gentil, tendo que pouco a pouco se encanta com o françês até esquece o brasil por completo.
mais o brasil estar no sangue de luisa que este barsil que vez por outra aperece na midia. agora então com esse caso de Cessari bastiti envolvendo brasil e itália onde os itáliano tem como humilhação aceita ondes do brasil pais inferior.
acabou por deixar luisa muito exporta até que um grupo de artista encontararm luisa na rua de um cabaré e dizem nos somos artistas do vinho et vous?
ela diz: Je M'appelle Luisa. sou do brasil e estou com medo do que possar acontece no jogo do brasil com a itália possar ser que aja algum assassinato neste jogo poda ser que Anacaran sue primo podia causa não se sabia em que fosse descontara a raiva se no seu pai brasileiro ou na sua mãe italiana não sabia se ficava com a bota ou com assa da borboleta.
mais deixa isso pra lá Anacaran ouvir sempre o que seu tio Marcos prefeito de alguma cidade santarritense da paraiba falava era loucura mais niguem sabia ate agora qual era a nacionalidade deste marcos se era brasiliero ou italiano.
mais o jogo veio e enquanto tocava em algum maisons cafe em paris she (tous les visages de l'amour) de charles azanavour docemente na vitrola; entrava em campo brasil e italia em algum campo de london onde o frio fazia fumaça de canhamo sair da boca do jogadores no campo.
anacaram pintava um quadro dentro do estadio bem proximo ao campo perto de onde dunga os reservas e a comunicação tecnica da seleção ficava.
Anacaram estava bem a avontade gostava do cachimbo de Canhamo que existia em London
ouvindo bem a vontade charles aznaour e o pintando dentro do campo com cores das bandeiras do brasil e da itália.
O jogo nem se realizou pois quando Buffon e dunga entravam em campo Anacaram jogava dois pinceis ao mesmo tempo um foi na cabeça de dunga e outro no coração de buffon que morreram quase ao mesmo tempo.
como foi triste aquele dia que nem com suas lindas musicas milton nascimento nem edith piaf conseguiram anima-la naquela pavarosa noite de fevereiro; luisa so sorriu um pouco quando ouvir il faust savoir- de charles azanavour musica propria para ser ouvir ao recebe a noticia do assassinato de Dunga e buffon.
No mais corrupção falta de sexo na minha cidade.
Obrigado por me lerem amigos desconhecidos.
Postado por nostalgia-perdida às 09:35 0 comentários