quarta-feira, 27 de abril de 2011
José Alencar - herói ou homem comum?
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Abafado
Quando vem a brisa
mesmo que se arrastando
as folhinhas comemoram
dando cambalhotas
pelo amplo calçadão
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Pálpebra açucarada
Sapatos bordados de azul
Sol crepitante no asfalto rasgado
A queda de um anjo
Vermelha aspereza cravada
Na pálpebra açucarada
Da incerteza dos dias.
Tão certos como a agonia crivadaNo mel que não bebemos
O gosto que furtamos da boca
E não falamos porque é sumo
Da queda e da palavra
Privados da infinita beleza
No ácido corrosivo do tempo
Realizando no espectro de incertezas
As ilusões que se desfiguram com o vento.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Convidado Almandrade
O olhar inquieto
do viajante
desloca a paisagem
arranha o memória
depositada
no que restou
da arquitetura.
---
o artista
diante da arma?
Um pesadelo
Um mundo em tédio
Vida estranha
Um grito que quase
ninguém escuta
Um sentimento de medo
A arte busca
o impossível?
Apenas uma
atitude reflexiva.
---
Almandrade
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Adoração
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Entre o espanto e o nada

Existe uma lânguida poesia enclausurada neste portal,
um borrifo de pensamentos anacrônicos, obsoletos,
versos velados marcados de cores e odores habituais.
E existe a poesia calada do cancro infiltrada nas vísceras
a apodrecer palavras reticentes;
um engasgo bruto, uma turbulência de rompantes na língua.
Existe uma língua querendo tornar-se idioma,
um pássaro pousado,
um matiz de arco-íris no meio da noite.
Existe a palavra pingada no oco do céu de uma boca pedindo socorro.
E o poema perdido que ora berro
é só uma mentira
trancafiada
entre o espanto e o nada.
(Celso Mendes)
segunda-feira, 11 de abril de 2011
já viu n´O Bule?
Antologias da Editora Oito e Meio e da Editora Literata (concursos literários)
Concursos literários – Abril, Maio e Junho de 2011
domingo, 10 de abril de 2011
Convidado Adilson Cordeiro Didi
Não economize sorriso!
Doe muito e à vontade
Sem dó nem piedade
Não economize amizade!
Bem acima do teto, sem piso
Faça-as sempre aos montes
Não economize carinho!
No porvir, agora, outrora, dantes
À noite, à tarde, de manhã cedinho
Economize muito o rancor!
O ódio, a dor e o desamor
Economize também a vingança
Jogue fora a forra e a mágoa!
A bronca e a desesperança
Desarme a fome e a falta d´água
Não economize fé e esperança!
Nem alegria, harmonia e bem querer
Gentileza e afeto, é o que vai receber
Não economize fraternidade!
Plante a paz, a bondade e o amor
Sinta a ternura expressa numa flor
Faça da sua vida uma vida só de luz
Siga a estrela-guia que nos conduz
Veja no céu desenhos do rosto de Jesus!
---
Adilson Cordeiro Didi
sábado, 9 de abril de 2011
ONDE TÁ O BAGULHO

Chegando a Búzios
Blitz
Encosta o carro
Tão indo ou voltando?
Indo!
Então têm
É melhor dar na minha mão
Se eu encontrar vai ser pior
E aí...
Só vou perguntar uma vez
Onde tá o bagulho
Vão bancar que não têm nada
Então...
Abre a mala
Dentro...
Violão
Pandeiro
Saxofone
Hehehe...
Aposto que vou encontrar
Achei!
E agora
Dinheiro ou delega
Quanto podem perder
...
É assim...
... O dia a dia dos maconheiros nas estradas brasileiras
Veja bem
Maconheiros classe média indo pra Búzios
Maconheiros pobres indo pra Duque de Caxias
Entram na porrada
Muitos...
!!!Morrem!!!
sexta-feira, 8 de abril de 2011
novenário torto
faz tanto tempo, meu pequeno
leio tuas entrelinhas gritadas
e me escondo nos entremeios
protegida pelos símbolos
escorrego na tua língua
uma imagem quieta e perdida
nessa retina cansada
há tantas nuvens, meu menino
e a chuva caindo
sobre teu sorriso de quem desentende
e se surpreende
com esses barcos desencontrados
a poesia,essa menina danada
trepada num galho
recita versos que caem no meu colo
enquanto durmo
recito teu novenário
feito de sorrisos distraídos e àvaros
sonhos de praia perdida
teus olhos sussurram
deslizam céu e mar
eu presto atenção
mão no queixo
soletrando pelo dia
tuas palavras avessas
construo barquinhos de papel
de versos esquecidos
que guardo bem na curva
perto da aurora
...aquela que não te dei
(rosa cardoso)
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Matar ou Morrer !!!
Começa assim...
O risco profundo da tinta
na pele
O som silencioso das palavras
nos olhos
A cócega estranha da voz
na língua
O sorriso singelo; dela
na boca
O toque sutil dos dedos
na nuca
O suor envenenado escorrendo do colo
aos seios
o abraço eterno dos amantes despencando em gozo sobre e adentro o precipício
suas mortes anunciadas
congelados num instante divino
seu sexo abrindo novas dimensões
trazendo Atlântida submersa à superfície
existindo eternamente num mero segundo etéreo
e à noite rondando suas casas
soturno; o desejo
e d’agora em diante é matar ou morrer
cuidado!!! perigo!!!
à espreita sorrateiro no canto atrás da porta esperando
a hora certa
de pular no seu pescoço
não abra sua janela
não cubra o rosto ao dormir
revólver engatilhado sob o travesseiro
viver na corda bamba, na ponta da agulha, no fio da navalha
sangue coagulado nos lábios depois de tomar surra da própria vida
então
põe gelo, merthiolate e beije a boca de quem você queira
pois antes que morra
de desejo;
mate-o
#
http://hotelsete.blogspot.com/
segunda-feira, 4 de abril de 2011
A TRAVESSIA
domingo, 3 de abril de 2011
interlúdio
descansa um rosário
a sala está fresca
e os mensageiros ondulam
com o vento fraco
peço pouco da vida
não espero quase nada
o cigarro treme
entre os dedos
desaprendi de chorar
não há brilho na caduquice
nem silêncio nas bardanas
o gato com patas para o alto
sabe sorrir dormindo
queria aprender com ele
A voz do vento...
(Sonia Cancine)
.
Uma voz firme nos ouvidos
Seduzia em palavras ardentes
Onde a voz do vento anunciava
Que a noite tinha chegado.
Estava muito frio e eu?
Não queria desafiar o vento.
Eu só peço a Ti, meu Deus.
Que não me deixe assim
Esquecida tão facilmente.
Então, olhei ao longo da margem do rio.
Lá estava ele tão só, e somente
A lua se banhando como deusa prateada.
Tu se deitarás, na hora do crepúsculo
Em pensamentos ardentes numa relva macia.
Uma paixão interna que me foi destinada
Uma lembrança
Que trago do portal empírico.
E recebo neste rosto pálido de sorriso largo
Uma estrela do céu nublado
Imagem induzida a cheiros, nuance de prazer e dor.
No duro chão de pedra
Depois de meus pés cansados não haverá lugar
Que não revele meu semblante
- o perecer do que sou -
Perderia eu a inocência de gente?
sábado, 2 de abril de 2011
Prelúdio
sexta-feira, 1 de abril de 2011
já viu n´O Bule?
'Constelação de ossos', de Bárbara Lia (sorteio)
A dança (conto)
quarta-feira, 30 de março de 2011
Convidado Jean Andrade
Nas minhas andanças pelo Brasil, já vi muitas coisas, algumas absurdas, bizarras até, outras até que nem tanto, mas intrigantes. Já vi enchentes cobrirem cidades inteiras, já vi muitas árvores voarem como se fossem papel em dias de muita chuva, carros rodopiarem na pista lisa, um caminhão que passou direto na curva e caiu em uma ribanceira, comentou-se que ele já havia enfartado antes de sair da estrada. Uma carreta de refrigerantes tombada e com o motorista ainda nas ferragens, e o povo só queria saber de catar os refrigerantes que estavam espalhados. Muitas coisas absurdas eu vi. Já vi um avião cair em um pasto matando simplesmente uma inocente vaquinha, depois de decolar do aeroporto de Vira Copos em Campinas SP, está pensando que é brincadeira? Não é não, realmente eu vi, passou por cima da Rodovia dos Bandeirantes no momento em que eu passava. Quem viu o jornal nacional vai lembrar. Já vi também o Presidente da República e apertei sua mão em Pouso Alegre, Sul de Minas, em uma obra de duplicação da Rodovia Fernão Dias. Ao apertar sua mão, ele me puxou e afundei na terra sujando o terno do Presidente Lula. Foi engraçado e constrangedor ao mesmo tempo, mas aconteceu.
Vi o sol se por em um colorido sem fim, diziam que era DEUS em mais uma de suas pinturas, vi a noite chegar repleta de estrelas brilhantes, algumas delas caiam, eram estrelas cadentes e cada vez que eu as via cair, um pedido eu fazia. Do mesmo modo que vi o por do sol, também vi o nascer de um novo dia, e que lindo também era, outra pintura de DEUS? Com certeza! Vi dias de chuva e também de sol muito quente e também vi, no mesmo dia, sol e chuva ao mesmo tempo, é a natureza e quem observar um pouquinho verá um milagre á cada minuto. Pelas estradas do Norte, apostei corrida com uma raposa às margens da Belém-Brasília, quase ganhei. Vi aranhas do tamanho de uma mão atravessarem a pista, que arrepio me deu! Tamanduá e macacos têm de montão por lá. Na Ceasa de Belém, por ser no meio de uma mata fechada, sempre via casais de arara voando baixinho por ali. Fui, certa vez, perto de um rio e me disseram: cuidado! Tem sucuri por aí! Tá louco - gritei e voltei correndo para o caminhão. Era tudo mentira, só para me ver correr dali.
Éh! Já vi muitas coisas, muitas cidades e estados, sotaques engraçados e incompreensíveis, pessoas muito diferentes e muito legais também. Em Sergipe, um garoto queria que o trouxesse para São Paulo, Perguntei-lhe se ele queria visitar alguém por lá. Apenas me disse que não, que eu o levasse e o deixasse por lá que ele se viraria. Claro que jamais faria uma coisa dessas, pois ele não tinha noção nenhuma de como era São Paulo.Seria apenas mais uma criança de rua e... quem sabe, mais um marginal. Vi amigos se tornarem caminhoneiros e também os vi morrer nessa profissão, momentos tristes eu vi e vivi. Faz parte. Vi bandidos assaltarem um posto e depois matarem um motorista, vi que ninguém entendia nada daquilo que estava acontecendo, vi greves de caminhoneiros sem benefício algum, vi policiais tomando o dinheiro suado dos caminhoneiros dizendo que era o café, vi e me estressei, não queria ter visto. Já vi mulheres ao volante de uma carreta, e vi um brutamonte em um caminhãozinho de pequeno porte, achei legal ver isso. Muita coisa eu já vi e, com certeza, verei muito mais, pois a vida continua e eu continuo vendo tudo por onde eu passar. Faça como eu, pare, veja, reflita. Em toda parte existem coisas belas para serem admiradas, coisas legais, curiosas e até absurdas, mas existem e aí estão. O mundo é para ser visto, admirado, portanto veja, mas com reflexão e proveito. O que não presta você joga, o que for bonito você leva.
---
Jean Andrade
terça-feira, 29 de março de 2011
Dia vinte e (nada de) nova
Mês passado tive sorte, olha só, não houve vinte e nove - ufa, podia fingir não escrever porque o calendário não deixava. Nos anteriores esperava ansiosamente minha hora de postar aqui, mas a vida foi tomando conta, sabe? Me ocupou de resolver papelada, rever velhos amigos, mudar de cidade e de país, procurar emprego e deixar meu apartamento. Me deixou com teto e sem teto, ao mesmo tempo. Em casa e absolutamente estrangeira, ao mesmo tempo. Diacho de mundo velho sem porteira, diria meu vô, que dizia pouco. Talvez fosse esperto o vô Jorge, quieto ficava enquanto as tias fofocavam, e se ocupava basicamente de sua horta e das missas. Já eu, fico aqui tentando escrever, tentando falar, quando às vezes, mesmo com a vida inteira te circundando, te alfinetando, não tenho nada a dizer.
Espero passar, mas às vezes até me canso de esperar. A gente já sabe que a vida não é fácil e nem sempre te dá o que quer, então aceito tranquilamente os períodos de silêncio. Aceito. Vou viver a vida, e deixo meu blog às moscas. Eu posso, ele é meu. Aceito. Espero. E nada!
Diacho!
(Pô, eu também tenho meus limites, dona fada da inspiração)
domingo, 27 de março de 2011
Pontos turísticos do DF
Museu Vivo da Memória Candanga: ocupa as instalações do primeiro hospital instalado em Brasília; hoje possui exposição permanente sobre a construção da cidade.
Santuário de Schoentatt: a capelinha é rodeada de belos jardins e, por estar em um morro no caminho para Sobradinho, permite uma visão privilegiada da capital.
Espaço Lúcio Costa: está no subsolo da Praça dos Três Poderes, possui uma grande maquete de Brasília, constantemente atualizada.
Museu da Cidade: também na Praça dos Três Poderes, abriga painéis que situam a idéia da mudança da capital a partir dos século 18.
terça-feira, 22 de março de 2011
domingo, 20 de março de 2011
Convidada Gisela Rodriguez
quinta-feira, 17 de março de 2011
Réquiem para um sonho
ele não se vai sozinho,
carrega consigo
o seu dono.
é preciso ser fênix
e renascer através
de pequenos sonhos
desalmados.
André Espínola
quarta-feira, 16 de março de 2011
"Perguntei tanto e ninguém nunca respondeu"
Você é minha última recordação em dias frios.Os outros dias frios feneceram em invernos passados. Queria canções e palavras, você bem sabe! Queria tantas outras coisas e queria agora.
Só porque está um frio de nós dois é que te escrevo. Carta de poeta é assim mesmo, imprecisa! Fumo e ouço cigarro. É preciso conhecer Baleiro para que possa me compreender neste momento. Um dia destes, te apresento.
Por aqui não há grandes novidades. Você já sabe que talhei os meus cabelos. Isto nem me feriu. O que me dói é talhar sonhos e decidir. Ambas as coisas não são inéditas, porém incomodam tanto quanto alguma dor sua. Queria saber suas dores. Um dia destes, me apresente!
Não te contei minhas quimeras e não vou despejar meus desgostos . Quem sabe isto seja o bom senso. Perdi meus óculos e isto me dificulta. Astigmatismo, Baby! Neblina de serra em tempo integral. Lembrei agora do primeiro dia que usei meus óculos. Foi na cozinha de casa e ali eu redescobri ou aprendi que o mundo brilhava. Queria o brilho de volta. Um dia destes, vou no oftalmologista.
Domingo houve vida, poesia e samba. Digo isto, pois na última conversa você me disse pra ficar em paz. Eu fiquei, Amor... Me acredite! A paz é um lugar igual as cartas de poetas. Mas existe. E domingo eu andei de mãos dadas com ela e jurei não abandoná-la jamais. Disse a ela que mesmo que a gente se desentenda, pra ela permanecer ao meu lado. E ela jurou fidelidade a mim. Queria mais vida, poesia e samba. Um dia destes, podemos fazer isto juntos.
O dia, dizem, que tem 24 horas. Eu não tenho acompanhado se isto é verdade. Você sabe me dizer? Quando acordo, o dia já se esgotou um tanto. Por isto sempre tento prorrogar os olhos abertos... É muito ponteiro pra pouca vida. Como estão seus ponteiros? Há tempo pra tudo que se sonha? Há tempo pra tanta perspectiva? Queria destruir o tempo. Um dia destes, ele me destrói.
O cigarro acabou cantando que não crê em santos e poetas. E você, acredita Baby?
Beijo de inverno nos desejos!
Ainda Outono de 2010
Barbara Leite
sábado, 12 de março de 2011
Descuido

Bebo uma saudade que não me cabe,
Que reflete em lágrimas
E apaga o brilho da constelação
que já foram meus olhos,
em um passado não muito distante.
Aprecio o escuro da noite,
Onde me escondo das artimanhas
das minhas emoções
Um ar de mistério me persegue e,
Caminho sem saber ao certo onde estou
Descuido.
A mudança da fase da lua expõe
Minha face oculta tão escondida
Pela escuridão.
E apesar das incertezas admito,
É hora de recomeçar
E a sombra das minhas curvas se movem lentamente
Na luz do luar e,
Ao dominar meu fingimento
Sigo sem olhar para trás.
(Ro Primo)
quinta-feira, 10 de março de 2011
Convidado David Michael de Melo Rodrigues
Rostos estranhos, cansados já viram antes a esperança atrás do arco-íris.
Caminhando, continue a caminhar e entenda o seu caminho quando chegar.
Jazem rostos estreitos de escuridão
Cansados talvez pela persuasão.
Cansados de ouvir a esperança chamá-los para mais uma união, entre homem-céu, céu –homem como sol ouro sem trevas, sem nuvens cinzas, sem tristeza e sem escuridão. Carregam pelo obvio estes rostos estranhos e cansados.
Soldados maquinistas, jovens rostos estranhos continuem a vagar por esses caminhos e entenda a chegada.
Pensamentos dissonantes a cada passo
Pensamento altruísta que eleva á esperança.
Eram tempos aonde os amores era vida presente em todas as manhãs.
Pássaros cantavam e voavam.
Cisnes dormiam sob seu travesseiro de penas.
Rostos estranhos
Rostos jazem cansados já viram a esperança.
A caminhada ainda continua e quando chegar entenderá sua chegada.
Se compensares o amor vivo de todas as manhãs.
Se compensares cansar caminhando atrás da esperança e se tornar um estranho quando voltar de lá.
Rostos estranhos
Rostos vazios
Rostos sem esperanças
Esperança de ver mais uma vez a esperança.
---
quarta-feira, 9 de março de 2011
PARA ANDRÉ DAHMER

Não do verdadeiro
Não o conheço tanto assim
Não frequentamos a casa um do outro
Nem trocamos figurinhas
Talvez ele seja outra pessoa
Vou falar do meu Dahmer
Vivente em meu mundo interno
Nos meus pensamentos
O Dahmer que eu inventei, é um pouco.
Um pouco não
É um muito
Um muito dos seus quadrinhos
Um muito de suas entrevistas
Um muito de suas telas
Um muito de suas caronas apavoradas no meu carro
O meu Dahmer não acredita em faixas pretas
Não acredita em bom ou ruim
Não acredita em referencias
Ele se constrói
O meu Dahmer não atribui sucesso a dinheiro
Não considera pauta quem vai ficar rico com arte
E quando perguntam como ganhar grana...
... Fica puto
O meu Dahmer quer que as editoras se fodam
As gravadoras explodam
Os Xiitas das opiniões morram
E não tem medo por isso
O meu Dahmer não da à mínima pra cultura de massa
Defeca andando pro consumismo
Não vê novela
Nem ouve rádio
O meu Dahmer é um libertador
Não acredita no Jornal Nacional
É um anarquista
Um comunista
O meu Dahmer é um crítico ferrenho
Odeia a sociedade moderna ocidental
Não quer ficar rico
Nem pobre... de espírito
O meu Dahmer não leu Nietsche
Nem Schopenhauer
E não tá nem ai pra Freud
Não precisa disso
O meu Dahmer é humano
Se entorpece de vinho
Ajuda o vizinho
Anda muito sozinho
O meu Dahmer é um gênio
Não um gênio qualquer
Um gênio sem vaidade
Meu gênio da lâmpada
terça-feira, 8 de março de 2011
Coração de bolso
quinta-feira, 3 de março de 2011
o redemoinho e a flor
meu perfume se acha
dentro de suas nuvens
num intento
danço como flores
de tempestade
essas que se agitam
com sopro seu
e se despedaçam
com a força das gotas
e o carmim das pétalas
se derrama na correnteza
é invisível e pouco delicado
move-me senhor dos ventos
e faz-se rubro e gigante
aqui dentro
mas saiba
que nunca estou repleta
de uma coisa só






