domingo, 24 de dezembro de 2017
sexta-feira, 24 de novembro de 2017
terça-feira, 24 de outubro de 2017
sábado, 21 de outubro de 2017
domingo, 24 de setembro de 2017
quinta-feira, 21 de setembro de 2017
Agora
Escrito por
Angela Gomes
"(...) O tempo passado e o tempo futuro / O que podia ter sido e o que foi / Tendem para um fim, que é sempre presente." T.S. Eliot
Como um vulto na janela
Como passam os pássaros
Como um precipício
Se revela
Os passos permanecem
Desafiadores em astro
Que transita espaço
Em trilha fixa esférica
Como tudo deixa rastro
Segue sem lastro
Passageiro
Persegue caminhos
Aventureiro
Se alinha
Fia e tece
Tecido de linho
Se despe
Forja nicho
Desfaz ninho
Recompõem ritmo
Abissal
Contínuo cristal de sal
Precipitado no mar
Lançado para a encosta
Vidrado no olhar
Desidratado com o sol
Partir fremente
Colossal
Rito de passagem
(Angela Gomes)
(27/09/2017)
terça-feira, 19 de setembro de 2017
O Poder da Palavra
Escrito por
André Bortolon
Esse é um pequeno texto dedicado a você, leitor
ou leitora.
Houve uma época em que só havia a palavra
escrita. Isso foi antes do rádio, do cinema ou da TV e muito, muito antes da
internet. Quando a palavra detinha um poder avassalador sobre as pessoas. A
palavra escrita era, primeiramente, possível de ser alcançada apenas a um
restrito número de indivíduos - os que, normalmente, detinham ou estavam ao
lado do poder. Com o tempo, a palavra foi se espalhando através da leitura, e
mais e mais pessoas foram adquirindo conhecimento através dela.
Toda essa gente descobria na leitura um mundo
diferente. Uma porta a um infinito de possibilidades se abria diante delas.
Desde a informação, o conhecimento difundido pela palavra, às estórias mais
criativas e originais que advinham das mentes sublimes de seus escritores –
tudo estava na leitura, que era tudo para aquela época.
E houve muita gente boa nesse meio magistral e
soberano da escrita. Não vou citar nomes, mas estilos, tamanha a riqueza da
literatura mundial. Autores iluministas, barrocos, modernistas, parnasianos,
romancistas e demais se multiplicavam pelas bibliotecas do novo e do velho
mundo, criando, aprimorando ou reinventando estilos e tendências, chancelando a
escrita como a toda poderosa forma de conhecimento da humanidade.
Pensadores, filósofos, poetas... toda uma
classe de escritores diversos que ainda existe e respira a literatura agora, no
século XXI. Nesse nosso século XXI. Onde a tecnologia chegou e continua
chegando implacavelmente nos quatro cantos do globo, sem sequer bater à porta.
Ela, a senhora tecnologia, que criou e perpetuou a classe dos blogueiros. Que seguem, ao seu modo, com
seu estilo próprio, imprimindo a sua marca através da palavra na mente das
pessoas.
Ao mesmo tempo que vemos a irrefreável
tecnologia nos meios de comunicação, é com pesar que ainda hoje, muitas almas
vivem sobre a terra sem saber ler uma linha sequer. Que vieram e vão desta para
uma melhor sem escrever o próprio nome em uma linha na folha de papel. E esse
fato, mesmo que chocante, serve para nos mostrar que a escrita ainda hoje
denota PODER. O poder da palavra.
Essa simples constatação - ao mesmo tempo tão
aterradora e tão verdadeira - faz com que o homem do século XXI, que detêm para
consigo o poder da palavra (seja ela lida ou escrita), tenha mais poder que o
seu semelhante que não lê, ou que não escreve.
Isto é em sua essência,
senhores e senhoras, o poder da palavra.
quinta-feira, 24 de agosto de 2017
segunda-feira, 21 de agosto de 2017
Amor fluido
Escrito por
Angela Gomes
Amor fluido
flui abstrato.
Ainda que termine
difuso éter
propaga réstias sobre corpos;
arestas que se encontram
não deformam cantos.
Mas, não há mais sentido
para sons, rimas, magia.
E, ainda que absorto,
revolvendo nuvens, não há espera.
Incauto, permaneço à flor da pele
Desenhando frases na estratosfera.
Amor fluido
flui abstrato
à quinta-essência de um nome
sussurrado
Entre, palavras não ditas.
Tateias pétalas na flor;
Nas entrelinhas tatuo teu retrato.
Tudo deixa marcas no tempo.
O amor, nós em nós,
cravados.
Feito gota de chuva
que despenca do céu;
no sabor da dor
cristaliza na saliva
de corpos quebrados.
Tudo quando acaba
sobra um pouco?
Mas, não ouço mais tua voz.
As folhas se desprenderam no outono
e, dentro de mim o silêncio grita.
No arquivo morto
pó de estrelas dançam sobre as árvores.
As lembranças continuam vivas:
sempre-vivas
como as flores secas.segunda-feira, 24 de julho de 2017
sexta-feira, 21 de julho de 2017
Tarrafa
Escrito por
Angela Gomes
Noite translúcida.
Orvalho perfume de flor...
Trama entre a teia
Partículas de suor.
Sedutora escama,
Solitária cor...
Náufraga aquarela
Tingia nuances de azul
Do céu até formar o mar...
Beijo das ondas
Umedecendo os teus passos.
Nossos abraços
Às estrelas,
Soltos no grito dos astros.
Emaranhados nas pegadas,
Nossos rastros
Desenharam areia.
Sereia, peixe bordado de luz
Na manhã que principia...
quarta-feira, 12 de julho de 2017
Espere por mim
Escrito por
Daniel Delgado Queissada
A consternação não cabe
Sobeja salgadamente pela face
O sentimento se esvai
O que era hoje torna-se saudade
Perpetrei o melhor
Para ser mais próximo
Sei que não foi o bastante
Tornou-se contraditório
Contrário ao meu bel-prazer
E ao que é correto
Foi-se antes da hora
Como se o tempo estivesse ao inverso
O lento acelerou
O eterno findou
O antes se tornou
A saudade que ficou
A efígie é o que resta
A saudade pinta a tela
A pintura eu já tenho
Impressa na minha cela
Eterna se torna
No momento que vai embora
Mas.....mais presente agora
Nos olhos que aflora
Com sua beleza tísica
Ainda era a mais bela das castas
Sensível ao toque....suave como seda
No seu coração....as mais ternas belezas
Fugiu aos nossos olhos
Mas outros agora a veem
Aprecie quem sempre te esperou
Segure sua mão e aproveite
Um dia nos depararemos
E deixarei de ser elegíaco
Na voragem da saudade viveremos
E então.....jaz um timorato choramingo
Início....não
é
Nem o......fim
Até logo......até
Espere......por mim
sábado, 24 de junho de 2017
sábado, 17 de junho de 2017
Poema relativo
Escrito por
Jessiely Soares
A noite só fica triste
quando é, de fato, preciso.
Há noites em que toda a luz
vem pousar aqui comigo
em um silêncio cheio de canções.
Há noites que nem os clarões
cortam a telha de vidro.
E nada, nada, nada
faz qualquer alarido.
A noite só se enche de escuro,
de cacos cortantes no muro,
quando chorar é preciso.
quando é, de fato, preciso.
Há noites em que toda a luz
vem pousar aqui comigo
em um silêncio cheio de canções.
Há noites que nem os clarões
cortam a telha de vidro.
E nada, nada, nada
faz qualquer alarido.
A noite só se enche de escuro,
de cacos cortantes no muro,
quando chorar é preciso.
segunda-feira, 12 de junho de 2017
PERPENDICULARES
Escrito por
Daniel Delgado Queissada
O rascunho do que escrevo
O gosto eterno de um beijo
Ao som abafado do que vejo
Tornam ilógicos os
sentimentos
Quando encontramos duas
retas
Perpendiculares
Mefistofélicos atropelamos
com pressa
O que já era reto e vergamos
os olhares
A janela
Antes com a mais suntuosa
paisagem
Agora abraça
O muro....desconfortante
miragem
Vivo cada dia como se
fosse o penúltimo
Pois não tenho pressa
A fruta que amadurece
antes do tempo
Estraga-se de véspera
Viva
Aos pacientes da
estrada....à paciência na caminhada
Mesmo sendo nós
perpendiculares
Atropelamo-nos
Cedo ou tarde
Viva
Os rascunhos....os gostos
Os sons...os sentimentos...os
abrolhos
Lógicos...ilógicos...como
tantos outros
Mesmo retos ou tortos
Com razões ou devaneios
São somente nossos
Perfeitos
quarta-feira, 24 de maio de 2017
domingo, 21 de maio de 2017
quarta-feira, 17 de maio de 2017
Da plenitude
Escrito por
Jessiely Soares
N'alguma hora de infinita solidão
alguém, por essa serra
abre a janela.
A noite devassa
se põe devagar na sua cama.
Nada mais lá fora,
nem mesmo os gatos ronronam,
tal negrura se apresenta.
Tem noites em que tudo é tão frio
que a lua não se atreve a aparecer
então, só a névoa
é plena
alguém, por essa serra
abre a janela.
A noite devassa
se põe devagar na sua cama.
Nada mais lá fora,
nem mesmo os gatos ronronam,
tal negrura se apresenta.
Tem noites em que tudo é tão frio
que a lua não se atreve a aparecer
então, só a névoa
é plena
sexta-feira, 12 de maio de 2017
FALTAM SOBRAS
Escrito por
Daniel Delgado Queissada
Sobram
pessoas......faltam
Faltam
sentimentos......faltam
Faltam
verdades......sobram
Sobram
momentos......faltam
Faltam
palavras.......faltam
Sobram
crueldades.......sobram
Faltam
famílias......faltam
Com
sobras de bondade.......faltam
Sobram
inimigos.......sobram
Faltam
tecidos.......faltam
Para
pararem tremidos.......faltam
Sobram
gemidos.......sobram
Sobram
malefícios......sobram
Sobram
céticos.......faltam
Falta contigo.......falta
Sobro
sozinho.......sobro
Faltam
calafrios......faltam
Para
esquentarem o frio......faltam
Sobra
o frio.....sobra
Sem
você comigo.......falta
Faltam
alegrias......faltam
Com
sobrinhos.......sobram
Somente
tristezas.......sobram
Você
comigo......faltam
Sobram
faltas
Faltam.....sobram
Sobras.....faltam
Faltam
sobras
quarta-feira, 26 de abril de 2017
segunda-feira, 24 de abril de 2017
sábado, 22 de abril de 2017
Capacidade
Escrito por
Rodrigo Domit
Desde que o tempo é tempo, as pessoas desejam ter a capacidade de enxergar através das outras. Sensações, sentimentos e os mais profundos pensamentos. E a essa capacidade, deu-se o nome de compreensão.
Nos tempos atuais, caminhando pela rua, percebe-se que as pessoas têm a capacidade de enxergar através das outras; A essa capacidade, dá-se o nome de indiferença.
Nos tempos atuais, caminhando pela rua, percebe-se que as pessoas têm a capacidade de enxergar através das outras; A essa capacidade, dá-se o nome de indiferença.
sexta-feira, 21 de abril de 2017
Outono
Escrito por
Angela Gomes
folhas
pelo chão
galhos de árvores se despem
cobrem-se
de outono
Foto: Efigênia Rolin, artista plástica e poetisa, na Feira do Poeta, em Curitiba.
Angela Gomes (arquivo pessoal).
segunda-feira, 17 de abril de 2017
Desesperación
Escrito por
Jessiely Soares
De todas as faces das minhas angústias
essa, aqui, refletida na mesa
entre corais e bandejas
essa é a que mais me domina.
Essa, coberta de tantas esferas
essa que a tudo se assemelha
essa que reflete e verseja
essa que mais me ilumina
é a que mais me amedronta.
Essa que me acompanha
quando nada mais me encontra.
Essa que eu nunca confesso,
essa com a qual nunca sonhei
essa completa e disforme
que me prende e não some
essa estranha insone
essa, meus caros leitores,
essa que sou eu mesma
embebida em tantas tristezas
que eu já nem lhe sei mais o nome.
essa, aqui, refletida na mesa
entre corais e bandejas
essa é a que mais me domina.
Essa, coberta de tantas esferas
essa que a tudo se assemelha
essa que reflete e verseja
essa que mais me ilumina
é a que mais me amedronta.
Essa que me acompanha
quando nada mais me encontra.
Essa que eu nunca confesso,
essa com a qual nunca sonhei
essa completa e disforme
que me prende e não some
essa estranha insone
essa, meus caros leitores,
essa que sou eu mesma
embebida em tantas tristezas
que eu já nem lhe sei mais o nome.
quarta-feira, 12 de abril de 2017
A BRECHA
Escrito por
Daniel Delgado Queissada
Tanto tempo sem
escrever
Tudo por fazer
Me preocupa a
falta criativa
Ou seria a sobra
com falta de tentativa
Tanto trabalho à
prescrever
Me subestima sua
tentativa
Ou seria a falta
do que fazer
Para fazer
faltar minha sobra criativa
Soberba
militância a sua
Só não arquitetava
o que acontecia
Enquanto pairava
no ar a falta criativa
A cabeça cheia
de sobras esperava a tentativa
Finalmente me
deu a brecha
Agora pairam no
papel as sobras criativas
Falhou sua
tentativa
Findou, por não
arquitetar o que acontecia
Não volto
plenamente, pois há trabalho à prescrever
Quase tudo por
fazer
Porém, já não me
preocupa a falta criativa
Sei que são
sobras esperando a tentativa
Dê brecha para
você vê
sexta-feira, 24 de março de 2017
quarta-feira, 22 de março de 2017
Espetáculo
Escrito por
Rodrigo Domit
A noite de estreia é um espetáculo, mágico, incomparável.
As noites seguintes já não têm o mesmo encanto. Os sorrisos já não são mais os mesmos.
Algum tempo depois, ela junta as tralhas e toma outros rumos, paixão itinerante.
sexta-feira, 17 de março de 2017
Apoética
Escrito por
Jessiely Soares
Quando a poesia
some
sobra algo que eu desconheço
um souvenir,
um endereço,
uma carta sem destinatário,
meu átrio esquerdo dilatado
e a minha boca seca
e insone.
Quando a poesia
se esconde
deixa pistas,
poeira,
sustos,
deixa ferida aberta nos pulsos
deixa a sutura
imperfeita
e ridícula
Essa poesia
fêmea
dominante da manada
irmã gêmea do nada
trôpega,
amanhecida,
poesia-menstruada,
útero à ferro e brasa
gritando uma dor felina
me jogando num manto de breu;
Essa poesia me sangra
me deixa sobre areia quente
acha que me esqueceu...
poesia meu nome é guerreira
se você se afasta,
não temo,
se faltar-me a poesia,
se sobrar-me apenas agonia,
a poesia sou eu.
some
sobra algo que eu desconheço
um souvenir,
um endereço,
uma carta sem destinatário,
meu átrio esquerdo dilatado
e a minha boca seca
e insone.
Quando a poesia
se esconde
deixa pistas,
poeira,
sustos,
deixa ferida aberta nos pulsos
deixa a sutura
imperfeita
e ridícula
Essa poesia
fêmea
dominante da manada
irmã gêmea do nada
trôpega,
amanhecida,
poesia-menstruada,
útero à ferro e brasa
gritando uma dor felina
me jogando num manto de breu;
Essa poesia me sangra
me deixa sobre areia quente
acha que me esqueceu...
poesia meu nome é guerreira
se você se afasta,
não temo,
se faltar-me a poesia,
se sobrar-me apenas agonia,
a poesia sou eu.
quinta-feira, 16 de março de 2017
terça-feira, 14 de março de 2017
domingo, 12 de março de 2017
OUTRO MUNDO
Escrito por
Daniel Delgado Queissada
Hoje
Repeti
o mesmo mundo....no fim
Viver
de amor....e depois
Morrer
brandamente em mim
Outro castelo recriei
Após
rochas caírem
Até
a pintura borrei
Com
as mais belas alvitres
Agora
procure o que te desperta
O
que te deixa em alerta
O
que queima, mas não arde
O
que, mesmo no fim, nunca é tarde
O
que ficou para trás
São
esfumaturas embranquecidas
Perde-se
o tom da tinta
Mas
não a importância adquirida
Pois
mesmo manchas abstrais
Ainda
borram a pintura que já fora
A
vida em sete cores iniciais
Torna-se
cinza, diferente de outrora
E
não segui seus passos
Preferi
os meus
Eram
mais suaves
E
livres do que os teus
Pesadas
eram as rédeas
Que
determinavam a direção
Dos
raios e das pedras
Que
atingiam o coração
Amanhã
Vou
reinventar outro mundo.....se der
Morrer
de amor....e depois
Ressuscitar
num domingo qualquer
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