
“Sonho no chão e um dia uma estrada. Um estranho silêncio na rua. Um incêndio calado no homem que passa por mim”
Lô Borges
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Eram olhos desesperados de paralelepípedos
vasculhando restos de sonhos pelo chão
Imaginei tempo demais
deixando-os esquecidos
Me debrucei da janela
e tentei o meu maior sorriso
ofertado em aquarela
Mas ela não podia ver
além das pernas cansadas
pisoteando o que amava
Eu não sabia que sonhos naufragavam
no asfalto
Perguntei o que a vida lhe fez
cantando outubros que virão
E supliquei em silêncio
Mas eram passos de última vez
“Sonho no chão e a festa não apaga o estranho silêncio na rua” Lô Borges
Barbara Leite
4 comentários:
Aterradoramente bem construído e belo. Segui-los-ei.
texto bonito, forte e honesto.
gostei.
fan tás ti co!
Adoro Lô Borges...
...Mas eram passos de ultima vez...
pra pensar...
Bjins entre sonhos e delírios
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