Você
Razão do meu sim.
Anjo cego, poeta
Djinn.
Contigo
Sem pensar eu pulo sim.
Ponte velha, tapete
Trampolim.
Nós dois
Feito giz eu pinto em mim.
Pós beijo, minha boca
Carmesim.
Essa vida
Com você até o fim.
Ou qualquer outra
Não necessariamente
Assim.
---------------
Me fez sair
do capulho,
só eu sabia.
Caminhamos
deitados
em tardes
vazias
Eu,
me entregando
á umas garras
de cetim
Ele,
me testando
com umas balas
de festim
Descobrindo
tantos pontos
entremeando
conjunções
Só eu sabia
naquela viagem
seria ele
o meu fim de estiagem.
--------------
O vi
transparente,
lembrança de água
Era o encontro
do fio de cabelo
no palheiro
Os braços
abertos e olhos
sozinhos
Um querer
até onde o mundo
acaba, ou começa
A ânsia
tê-lo bem perto
vontade, desejo
Um amor
núbil e recém
A eterna procura
findada
Um amor
pra dizer
amém.
Allanna Rocha Menezes
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Série Mulheres - Anita*
Escrito por
Leonardo Quintela

o sorriso malicioso prenunciava o fim. como se padre Amaro e Anita num fuso de histórias se encarnasse nela. predileta entre os de mais idade e consciente de seu poder de sedução, levava a vida na galeria de suas fantasias. ninfeta, rara espécie de menina, fingia a mim um discreto orgasmo enquanto em público... uma batida de maracujá nunca mais foi uma batida de maracujá.
*nome fictício pra preservar a identidade
foto: Scarlett Johansson
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Identidade
Escrito por
AmandaCosta
. . . . . . r
. . . . . or
. . . . .ior
. . . .rior
. . .erior
. . terior
. nterior
Anterior
Nenhuma Das Anteriores
Fraude de 24 horas
Nenhuma Das Próximas
Próxima
Próxim
Próxi
Próx
Pró
Pr
P
o problema da inconstância
são os intervalos
onde se perde
a memória
a vontade
a graça
o sossego
o aconchego
não sobra nenhuma conchinha...
. . . . . or
. . . . .ior
. . . .rior
. . .erior
. . terior
. nterior
Anterior
Nenhuma Das Anteriores
Fraude de 24 horas
Nenhuma Das Próximas
Próxima
Próxim
Próxi
Próx
Pró
Pr
P
o problema da inconstância
são os intervalos
onde se perde
a memória
a vontade
a graça
o sossego
o aconchego
não sobra nenhuma conchinha...
DESEJO
Escrito por
Blog Bar do Escritor
.
Oh carne de mulher
Fonte inesgotável
De prazeres orbitantes
Doce sublimação
Ternura louca
Argila ideal dos encantos meus
Ser inspirador de um poeta
Lúcido, eternamente profano
Vida minha doce vida
Loucura do meu ego egoísta
Desejo eterno
De um amor transcendental
Mulher tu és tudo, tudo!
Após o prazer...
Não somos nada
.
.
Josue Ramiro Ramalho
Oh carne de mulher
Fonte inesgotável
De prazeres orbitantes
Doce sublimação
Ternura louca
Argila ideal dos encantos meus
Ser inspirador de um poeta
Lúcido, eternamente profano
Vida minha doce vida
Loucura do meu ego egoísta
Desejo eterno
De um amor transcendental
Mulher tu és tudo, tudo!
Após o prazer...
Não somos nada
.
.
Josue Ramiro Ramalho
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
convidado Tchello d’Barros
Escrito por
Giovani Iemini
moda
me dá
medo
mede
o meu
modo
muda
o meu
mundo
me dá
medo
mede
o meu
modo
muda
o meu
mundo
...................................
amor
não
se
computa
................................
há fogo
em teu
afago
....................................
em teu
afago
....................................
posso ir
te
possuir
?
....................................
o poeta
tinha o poema
na ponta da língua
e
na ponta da língua
tinha a musa
o poeta
tinha o poema
na ponta da língua
e
na ponta da língua
tinha a musa
o poeta
--
www.tchello.art.br
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
As Aventuras de Um Folião Fracassado
Escrito por
Anônimo
Peço perdão pelas apressadas linhas, mas os primeiros acordes das marchinhas carnavalescas já chegam a minha sala e tenho pouco tempo para buscar o meu exílio voluntário. Sou um folião fracassado, confesso. Não consigo me imaginar no meio da Banda de Ipanema, vestido de árabe ou pirata, latinha de cerveja em uma das mãos, cantando “alalaô ôôô ôôô/mas que calor ôôô ôôô”. Tal atitude estaria fora do compasso da personalidade quase monástica deste que escreve. Já estou até providenciando os DVDs que assistirei nos quatro dias (quatro?) de retiro cinematográfico enquanto a folia come solta Brasil afora. Traumas de infância, talvez Freud ou um menos conceituado terapeuta explique.
Tenho uma certa fobia de me fantasiar desde o dia em que minha mãe me vestiu de palhaço para uma apresentação na festa de encerramento do Jardim de Infância. Tente se imaginar com cinco anos de idade dentro de uma roupa de Clown, guizos por todos os lados, peruca improvisada com uma meia feminina e cabelinhos de lã, cara lambuzada de maquiagem pesada, um calor sufocante de começo de verão, tendo o pobre infante que dançar, dar cambalhotas e, o pior da tragicomédia, não estar com a mínima vontade de participar do evento. Imaginaram? Querem mais uns minutos para montar a cena em suas mentes? Certamente já decifraram o porquê da minha verdadeira aversão a fantasias.
Voltando a festa momesca, meu pai costumava me levar todo sábado de carnaval a um baile infantil no clube próximo a casa onde morávamos. Com trajes civis, em meio a odaliscas, piratas, fantasmas e baianas mirins, ia eu meio sem graça, peixe fora d’água, tentar me divertir até que em um carnaval, um garoto maior desentendeu-se comigo (impossível lembrar o motivo da contenda) e me deu um empurrão mais forte do que aqueles utilizados pelos empurradores da carros alegóricos. Fui aterrissar debaixo de uma mesa, sob as pernas de sei lá quem, joelho lanhado, cotovelo roxo e a certeza de que não era talhado para os dias gordos de folia. Ao menos carrego o orgulho de contar que já briguei em um baile de carnaval, sempre procurando ocultar que se tratava de uma inocente matinê.
Por conta deste incidente, fiquei longe dos bailes até o momento em que eles começaram a ser transmitidos pelos canais de televisão, época que coincidiu com o advento da minha adolescência e a ebulição de hormônios. Nos anos oitenta pêra quase impossível para o meninos espinhentos verem um corpo nu e o carnaval era a oportunidade de ao menos apreciar as cabrochas semi-despidas e super-rebolativas (como as coisas mudaram!). Passava os quatro dias de folia em claro testemunhado as bacanais orquestradas. Anos mais tarde descobri que os organizadores de certos bailes contratavam meninas e casais mais desinibidos para se exibirem diante das câmeras, reduzindo assim a orgia a um espaço mínimo do salão, enquanto o resto da festa transcorria numa civilidade possível para a ocasião.
Então vieram as Escolas de Samba. Decorava sambas-enredo, pesquisava a fundo os enredos a serem apresentados e varava duas madrugadas assistindo aquela ópera em linha reta passar pela minha TV. Nunca estive na Marquês de Sapucaí, só a venda dos ingressos e suas filas colossais, serpenteantes, me desanimava à aventura. E desfilar então. Nem pensar! O fantasma do palhaço ainda me assombrava.
E as Escolas de Samba cansaram – quem vê uma, vê todas, já dizia o turista japonês que abandona seu lugar na arquibancada do Sambódromo após a passagem da segunda agremiação – e hoje fico longe desta loucura necessária, válvula de escape do brasileiro, que ao menos durante quatro dias pode ser um Rei, uma princesa, um destaque na avenida, dar seu sangue pela escola, manchando em vermelho o couro do surdo, sem deixar o ritmo cair. São heróis. Viva essa gente! Viva o bravo povo Brasileiro! E que todos aqueles que amam o carnaval brinque em paz estes dias gordos e que retornem sãos e salvos aos seus lares para tudo recomeçar na quarta-feira.
Alguém tem uma dica de filme imperdível para este folião fracassado?
Tenho uma certa fobia de me fantasiar desde o dia em que minha mãe me vestiu de palhaço para uma apresentação na festa de encerramento do Jardim de Infância. Tente se imaginar com cinco anos de idade dentro de uma roupa de Clown, guizos por todos os lados, peruca improvisada com uma meia feminina e cabelinhos de lã, cara lambuzada de maquiagem pesada, um calor sufocante de começo de verão, tendo o pobre infante que dançar, dar cambalhotas e, o pior da tragicomédia, não estar com a mínima vontade de participar do evento. Imaginaram? Querem mais uns minutos para montar a cena em suas mentes? Certamente já decifraram o porquê da minha verdadeira aversão a fantasias.
Voltando a festa momesca, meu pai costumava me levar todo sábado de carnaval a um baile infantil no clube próximo a casa onde morávamos. Com trajes civis, em meio a odaliscas, piratas, fantasmas e baianas mirins, ia eu meio sem graça, peixe fora d’água, tentar me divertir até que em um carnaval, um garoto maior desentendeu-se comigo (impossível lembrar o motivo da contenda) e me deu um empurrão mais forte do que aqueles utilizados pelos empurradores da carros alegóricos. Fui aterrissar debaixo de uma mesa, sob as pernas de sei lá quem, joelho lanhado, cotovelo roxo e a certeza de que não era talhado para os dias gordos de folia. Ao menos carrego o orgulho de contar que já briguei em um baile de carnaval, sempre procurando ocultar que se tratava de uma inocente matinê.
Por conta deste incidente, fiquei longe dos bailes até o momento em que eles começaram a ser transmitidos pelos canais de televisão, época que coincidiu com o advento da minha adolescência e a ebulição de hormônios. Nos anos oitenta pêra quase impossível para o meninos espinhentos verem um corpo nu e o carnaval era a oportunidade de ao menos apreciar as cabrochas semi-despidas e super-rebolativas (como as coisas mudaram!). Passava os quatro dias de folia em claro testemunhado as bacanais orquestradas. Anos mais tarde descobri que os organizadores de certos bailes contratavam meninas e casais mais desinibidos para se exibirem diante das câmeras, reduzindo assim a orgia a um espaço mínimo do salão, enquanto o resto da festa transcorria numa civilidade possível para a ocasião.
Então vieram as Escolas de Samba. Decorava sambas-enredo, pesquisava a fundo os enredos a serem apresentados e varava duas madrugadas assistindo aquela ópera em linha reta passar pela minha TV. Nunca estive na Marquês de Sapucaí, só a venda dos ingressos e suas filas colossais, serpenteantes, me desanimava à aventura. E desfilar então. Nem pensar! O fantasma do palhaço ainda me assombrava.
E as Escolas de Samba cansaram – quem vê uma, vê todas, já dizia o turista japonês que abandona seu lugar na arquibancada do Sambódromo após a passagem da segunda agremiação – e hoje fico longe desta loucura necessária, válvula de escape do brasileiro, que ao menos durante quatro dias pode ser um Rei, uma princesa, um destaque na avenida, dar seu sangue pela escola, manchando em vermelho o couro do surdo, sem deixar o ritmo cair. São heróis. Viva essa gente! Viva o bravo povo Brasileiro! E que todos aqueles que amam o carnaval brinque em paz estes dias gordos e que retornem sãos e salvos aos seus lares para tudo recomeçar na quarta-feira.
Alguém tem uma dica de filme imperdível para este folião fracassado?
domingo, 8 de fevereiro de 2009
RESGATE
Escrito por
Betty Vidigal

Esta cidade que pertence aos carros,
será possível amá-la ainda, amá-la
como quem ama a um filho que se desviou,
a uma querida irmã extraviada?
Minha cidade mãe desnorteada,
que parece ter perdido o seu sudeste:
que pólo magnético é este,
que a faz tão atraente
para tanta gente?
Minha querida desorientada!
Minha cidade norte e oriente,
que bandeirantes tão intimidados
não te reconquistamos,
não tomamos posse,
não vimos desbravar-te?
Minha cidade enchente;
vêm de toda parte
os que te entopem as veias,
que te invadem
sem te amar
os que te bebem,
te devoram,
que destroem tua arte,
os que te exaurem, jurando
não poder suportar-te
nem mais um dia: precisam
fugir de ti, minha amada.
E vão-se, os bárbaros, a cada
pequena oportunidade.
Escoam-se pelas estradas,
estrangulam-nas,
mas temporariamente partem,
os não-amantes da cidade.
É quando quem te ama,
teus filhos e imigrantes,
pode reencontrar-te
como antes:
tuas lânguidas ruas,
teus bosques suaves,
teus prédios antigos,
tua maravilhosa nova arquitetura.
E assim te sei, Cidade,
ainda a mãe mais pura
apesar de tudo que te invade.
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Enxame
Escrito por
Blog Bar do Escritor

.
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.
.
.
.
.
Deus deve gostar muito de mim.
Mas muito mesmo.
Amigos à beça. Pessoas loucas em volta.
Alegria e tristeza na exata medida. Às vezes invertida e do avesso.
Vai saber o que bebeu o velho Deuzinho na noite anterior.
Mas muito mesmo.
Amigos à beça. Pessoas loucas em volta.
Alegria e tristeza na exata medida. Às vezes invertida e do avesso.
Vai saber o que bebeu o velho Deuzinho na noite anterior.
Meus demônios agora já eram, exorcizados em sessão de descarrego depois dum
Domingo Maior que exibia um qualquer filme do Chuck Norris.
Coisa boba, e eu achando que era problema demais.
Simplicidade agora é lei em meu reino. Instituída em forma de decreto, redigida na palma da mão dos mendigos. Meus amigos mais sinceros. Me pedem e oferecem cigarros sempre que tem.
Amor, eu não quero mais te abandonar.
Mas o amor não existe.
Você o tem ou o procura.
Eu fui achado.
Amor.
O resto são fezes.
Merda. Excremento.
Tolice, mundinho pequeno abarrotado de fichários verdes
amarrados com cordinhas em processos e mais processos
me acusa
eu nego sempre ... sou mesmo inocente
Singelo desejo, enorme entrega.
Tolice
Me sinto o melhor homem do lado de cá dessa rua.
Nada de especial, e ao mesmo tempo poderia morrer agora. Feliz.
Me abraça filho da puta.
Não quer !!!
Vai a merda.
Me beija na boca.
Não quer !!!
Vai a puta que pariu.
Isso, digo desde já, não é poema, é outra coisa. É o que quiser, é o que for.
Isso não é poesia. Poesia fala sobre pôr do sol, coisinhas bonitas.
Todas vírgulas bem postas.
Isso não é nada. Erros de português e horríveis parágrafos
Pára logo de ler. Vai se foder.
Tô mandando você, leitorzinho de merda, se foder.
E pouco me importa.
Não quero afagos, quero murros e socos no estômago.
Chega de frescura e bom caratismo falso, bla bla bla, conversa de buteco
Ou é pra ser ou já era
Pra mim é
de coração aberto, peito inflado, cabelo cortado e morte adiada
Nunca mais morrer em vida
Isso é expurgo. Mandar tomar no cu.
Vontade de brigar sacou. E não é por grilo. É por vontade, força.
É porque sei que te arrebento de porrada. Te encho a cara de soco
E daí ...
Acha que é pouco ?
Você não sabe de nada. Acha que você é mal ?
Você não sabe o que é ser mal.
Vai que nem eu né.
Que se dane. Quer brigar, quer fazer roleta russa no sinaleiro ?
Vai a puta que pariu.
Você sabe do que eu to falando. Nunca mais. Mais nunca mais mesmo. Sacou ?
Vai à merda, vai dar o cu. Lamber sabão.
Mundinho pequeno
pena nos encontrarmos
Eu sempre perdido
mas de você não quero mais saber...
.
Coisa boba, e eu achando que era problema demais.
Simplicidade agora é lei em meu reino. Instituída em forma de decreto, redigida na palma da mão dos mendigos. Meus amigos mais sinceros. Me pedem e oferecem cigarros sempre que tem.
Amor, eu não quero mais te abandonar.
Mas o amor não existe.
Você o tem ou o procura.
Eu fui achado.
Amor.
O resto são fezes.
Merda. Excremento.
Tolice, mundinho pequeno abarrotado de fichários verdes
amarrados com cordinhas em processos e mais processos
me acusa
eu nego sempre ... sou mesmo inocente
Singelo desejo, enorme entrega.
Tolice
Me sinto o melhor homem do lado de cá dessa rua.
Nada de especial, e ao mesmo tempo poderia morrer agora. Feliz.
Me abraça filho da puta.
Não quer !!!
Vai a merda.
Me beija na boca.
Não quer !!!
Vai a puta que pariu.
Isso, digo desde já, não é poema, é outra coisa. É o que quiser, é o que for.
Isso não é poesia. Poesia fala sobre pôr do sol, coisinhas bonitas.
Todas vírgulas bem postas.
Isso não é nada. Erros de português e horríveis parágrafos
Pára logo de ler. Vai se foder.
Tô mandando você, leitorzinho de merda, se foder.
E pouco me importa.
Não quero afagos, quero murros e socos no estômago.
Chega de frescura e bom caratismo falso, bla bla bla, conversa de buteco
Ou é pra ser ou já era
Pra mim é
de coração aberto, peito inflado, cabelo cortado e morte adiada
Nunca mais morrer em vida
Isso é expurgo. Mandar tomar no cu.
Vontade de brigar sacou. E não é por grilo. É por vontade, força.
É porque sei que te arrebento de porrada. Te encho a cara de soco
E daí ...
Acha que é pouco ?
Você não sabe de nada. Acha que você é mal ?
Você não sabe o que é ser mal.
Vai que nem eu né.
Que se dane. Quer brigar, quer fazer roleta russa no sinaleiro ?
Vai a puta que pariu.
Você sabe do que eu to falando. Nunca mais. Mais nunca mais mesmo. Sacou ?
Vai à merda, vai dar o cu. Lamber sabão.
Mundinho pequeno
pena nos encontrarmos
Eu sempre perdido
mas de você não quero mais saber...
.
de Robisson Sete
SEMENTE
Escrito por
Eduardo Perrone

Só mente
Quando dizes
Que amou-me
Como nunca.
Ou , quem sabe,
Amou-me
Sim.
A semente que não plantei ,
Parece que germinou ao contrário,
E foi assim...
Quase um relicário
Que adormeceu
No teu útero.
O filho que não tivemos
Ainda nascerá.
Posso até sentir
A sua presença,
Quando vem meu cansaço
Sobre a crença,
De que fiz o certo
Me afastando de tí.
Hoje sei que errei,
Mas afirmo:
Nunca menti,
Quando disse
Que te amava
Com a força que me restava,
E com a qual
Eu buscava
Pretéritas
Soluções.
E te amo, ainda.
E pouco posso fazer,
Pois
A semente
Que é semente,
Recusa-se
A morrer.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Quando eu morri . . .
Escrito por
Edson Rufo
Edson Rufo
Eu juro que não vi mais nada.
Somente uma luz que clareou, passei pelo tempo
Senti medo. Mas algo me abraçou, uma energia forte.
Eu só pensei aonde esta você? (ela)
Você não poderia estar ao lado mesmo porque já havia partido e eu estava lá somente por você não estar.
Não sei deu para entender, mas quando estava só, senti ainda mais o vazio e procurava por você.
Fui muito longe acompanhado de várias mãos, seguras e sorridentes olhos que brilhavam e me acalmavam.
Alguém me disse: Quem você procura não esta aqui, esta lá em baixo.
Tenha calma, pois você é nosso Mestre é nossa luz é com você que aprendemos e é com você que conseguimos aliviar a dor de outras pessoas
Eu juro não entendi nada. Pareciam horas, dias, meses e eram simplesmente segundos.
Alguém então me disse: Mestre olhe para baixo.
Eu olhei e o que consegui ver foi a mim mesmo tentando sobreviver.
Alguém então disse:
_ Não se esforce, tenha calma você vai voltar.
Queremos somente, Mestre que entenda que alguns sentimentos nos fazem fracassar.
Veja ao seu lado quanta luz que brilha, quanta energia flutua.
Alguém me disse: _ Mestre por mais que ela seja sua, somente ela um dia vai se conscientizar.
Seu coração parou por emoção, tristeza, decepção, desilusão, mas Mestre a solidão é companheira dos nossos dias e por mais que você a entenda assombra.
Quando meu coração parou, eu não senti mais nada, eu só me vi voando disparado ao infinito e pensei: _ Como farei agora para ela entender o amor que tenho.
Algo me abraçou e me confortou foi quando consegui me sentar junto a milhares de pessoas. Muitas delas conhecidas e triste pelo que acontecia
Todas atentas esperando eu falar. Eu respirei abri meus braços e perguntei:
_ Por que deixamos o vento passar? Não respondam.
Essa é uma resposta que eu tenho mais é ela quem vai ter que entender e responder
Pode demorar uma eternidade mais esse é o enigma das nossas vidas que não se cruzam somente por cruzar.
Eu queria dizer a vocês que quando eu vinha para cá ouvindo a sirene alta tocando parecia uma sinfonia, e eu consegui ver a vida em segundos, entendi que agora meu coração que parava era um coração que amava de verdade.
Talvez a hora que eu tiver que voltar e fazê-lo funcionar eu não sei quanto tempo da vida isso levar. Mas eu vou tentar e tentarei.
Agradeço por me receberem e me desculpem o desespero eu não conseguia entender o que estava acontecendo.
Eu sei que morri e agora sei que vou voltar.
Morri por alguns minutos para saber que tudo sempre foi verdadeiro.
Quando olho para baixo e vejo todas aquelas pessoas chorando me corta o coração principalmente por saber que ela não está lá e que todos sabem, por que estou aqui.
Alguém se levantou entre todos e disse:
_ Permita-me falar, Mestre.
Eu sorri.
_ A vida é designada e o senhor sabe por que ela esta na sua vida e sabe por que vai voltar.
O Senhor que as pessoas são materialistas e controladoras e vão te desafiar.
Sabemos da tua força sabemos que iluminado e com certeza você a fará entender de uma forma ou de outra.
Respondi: _ Sim eu sei que posso ajudá-la e ela sabe muito bem disso e posso dizer-lhe que meu sentimento aqui é outro e lá também, sei que ela precisa de mim. Mas se temos que seguir o curso da vida talvez ela tenha que sofrer até entender a unicidade das almas e das energias.
Eu preciso, ou melhor, tenho que voltar àquelas pessoas lá não precisa sofrer nesse momento.
Minha vinda é longa e rápida, mas de uma valia enorme. Somente por saber que todos estavam me esperando, fico feliz e digo que estou desapegado dos sentimentos ruins a ela.
Talvez eu não quisesse mais voltar sei que preciso e vou, mas quero falar algo.
_ A alma ama com o corpo, a vida nos faz chorar, deparamos com pessoas que precisam de nossos conselhos e ajuda.
Alguém que chamamos de alma gêmea, aparece só não sabe que veio pra ficar, por um desespero desconhecido comete erros que nos fazem desesperar.
Não precisamos de ódio, raiva, sentimentos que ferem a nossa alma pura. Não eu disse por dizer que alguém caiu do céu feito uma estrela e que veio para brilhar.
Talvez ela nunca saiba disso e muito menos do laço que temos. Ela talvez ouça palavras que se façam distanciar, mas acreditem que somente o tempo que para nos é nada a fará voltar, por que ela sabe quem eu sou.
Amigos de luz de carinho de amor preciso voltar.
Nesse momento eu abri meus braços senti o vento forte. Voltei a respirar.
Uma voz feminina negra sorridente dizia calma esta tudo bem, você esta aqui.
Eu havia retornado e comecei a chorar feito desesperado, essa negra me perguntou se estava me sentido mal.
Olhei para ela e disse: _ Obrigado por você estar aqui, sei que é sua função, mas também entenda foi sua missão me receber de volta.
Fechei meus olhos e adormeci, naquele lugar frio.
Edson Rufo/final de 2008
Eu juro que não vi mais nada.
Somente uma luz que clareou, passei pelo tempo
Senti medo. Mas algo me abraçou, uma energia forte.
Eu só pensei aonde esta você? (ela)
Você não poderia estar ao lado mesmo porque já havia partido e eu estava lá somente por você não estar.
Não sei deu para entender, mas quando estava só, senti ainda mais o vazio e procurava por você.
Fui muito longe acompanhado de várias mãos, seguras e sorridentes olhos que brilhavam e me acalmavam.
Alguém me disse: Quem você procura não esta aqui, esta lá em baixo.
Tenha calma, pois você é nosso Mestre é nossa luz é com você que aprendemos e é com você que conseguimos aliviar a dor de outras pessoas
Eu juro não entendi nada. Pareciam horas, dias, meses e eram simplesmente segundos.
Alguém então me disse: Mestre olhe para baixo.
Eu olhei e o que consegui ver foi a mim mesmo tentando sobreviver.
Alguém então disse:
_ Não se esforce, tenha calma você vai voltar.
Queremos somente, Mestre que entenda que alguns sentimentos nos fazem fracassar.
Veja ao seu lado quanta luz que brilha, quanta energia flutua.
Alguém me disse: _ Mestre por mais que ela seja sua, somente ela um dia vai se conscientizar.
Seu coração parou por emoção, tristeza, decepção, desilusão, mas Mestre a solidão é companheira dos nossos dias e por mais que você a entenda assombra.
Quando meu coração parou, eu não senti mais nada, eu só me vi voando disparado ao infinito e pensei: _ Como farei agora para ela entender o amor que tenho.
Algo me abraçou e me confortou foi quando consegui me sentar junto a milhares de pessoas. Muitas delas conhecidas e triste pelo que acontecia
Todas atentas esperando eu falar. Eu respirei abri meus braços e perguntei:
_ Por que deixamos o vento passar? Não respondam.
Essa é uma resposta que eu tenho mais é ela quem vai ter que entender e responder
Pode demorar uma eternidade mais esse é o enigma das nossas vidas que não se cruzam somente por cruzar.
Eu queria dizer a vocês que quando eu vinha para cá ouvindo a sirene alta tocando parecia uma sinfonia, e eu consegui ver a vida em segundos, entendi que agora meu coração que parava era um coração que amava de verdade.
Talvez a hora que eu tiver que voltar e fazê-lo funcionar eu não sei quanto tempo da vida isso levar. Mas eu vou tentar e tentarei.
Agradeço por me receberem e me desculpem o desespero eu não conseguia entender o que estava acontecendo.
Eu sei que morri e agora sei que vou voltar.
Morri por alguns minutos para saber que tudo sempre foi verdadeiro.
Quando olho para baixo e vejo todas aquelas pessoas chorando me corta o coração principalmente por saber que ela não está lá e que todos sabem, por que estou aqui.
Alguém se levantou entre todos e disse:
_ Permita-me falar, Mestre.
Eu sorri.
_ A vida é designada e o senhor sabe por que ela esta na sua vida e sabe por que vai voltar.
O Senhor que as pessoas são materialistas e controladoras e vão te desafiar.
Sabemos da tua força sabemos que iluminado e com certeza você a fará entender de uma forma ou de outra.
Respondi: _ Sim eu sei que posso ajudá-la e ela sabe muito bem disso e posso dizer-lhe que meu sentimento aqui é outro e lá também, sei que ela precisa de mim. Mas se temos que seguir o curso da vida talvez ela tenha que sofrer até entender a unicidade das almas e das energias.
Eu preciso, ou melhor, tenho que voltar àquelas pessoas lá não precisa sofrer nesse momento.
Minha vinda é longa e rápida, mas de uma valia enorme. Somente por saber que todos estavam me esperando, fico feliz e digo que estou desapegado dos sentimentos ruins a ela.
Talvez eu não quisesse mais voltar sei que preciso e vou, mas quero falar algo.
_ A alma ama com o corpo, a vida nos faz chorar, deparamos com pessoas que precisam de nossos conselhos e ajuda.
Alguém que chamamos de alma gêmea, aparece só não sabe que veio pra ficar, por um desespero desconhecido comete erros que nos fazem desesperar.
Não precisamos de ódio, raiva, sentimentos que ferem a nossa alma pura. Não eu disse por dizer que alguém caiu do céu feito uma estrela e que veio para brilhar.
Talvez ela nunca saiba disso e muito menos do laço que temos. Ela talvez ouça palavras que se façam distanciar, mas acreditem que somente o tempo que para nos é nada a fará voltar, por que ela sabe quem eu sou.
Amigos de luz de carinho de amor preciso voltar.
Nesse momento eu abri meus braços senti o vento forte. Voltei a respirar.
Uma voz feminina negra sorridente dizia calma esta tudo bem, você esta aqui.
Eu havia retornado e comecei a chorar feito desesperado, essa negra me perguntou se estava me sentido mal.
Olhei para ela e disse: _ Obrigado por você estar aqui, sei que é sua função, mas também entenda foi sua missão me receber de volta.
Fechei meus olhos e adormeci, naquele lugar frio.
Edson Rufo/final de 2008
A Faixa de Gaze
Escrito por
Carlos Cruz

Alvejada, mas não perfurada. Atingida, mas não lesionada. Explodida, mas não estilhaçada. Transtornada, dilacerada, enlouquecida, a filha de Allah - o clemente, o misericordioso - empenhava-se em atar os pedaços do pequeno Ahmed, recolher ao causticado ventre exposto as vísceras esparramadas, unir aquilo que o míssil enviado pelos filhos de YaHVeH - o clemente, o misericordioso - havia desagregado, esperança desesperada e insana de genetriz. Por fim, desmoronada, vencida, a mulher lançou de si a rubra atadura, que revoluteou, antes de imergir no profundo, revolto mar de fogo, lágrimas, sangue. Não longe dali, uma sinagoga, um rabino lê a Torah.
Carlos Cruz - 29/01/2009
Carlos Cruz - 29/01/2009
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Adiamento
Escrito por
Iriene Borges
Eu espero o amanhã
Hoje não, hoje há medo
espreitando-me a alma
Hoje o trivial, a rotina.
Amanhã o extraordinário,
a vida que vale a pena.
Hoje a carne flácida
caída no lençol sujo
não merece a glória
da experiência plena
desse amor ideal
ou desse poder criador
dando-me asas
para alcançar a essência
do que é matéria inerte
e forma aparente.
Hoje não. Hoje o chôro
contido como um segredo
pois essa vida medíocre
é simples e previsível
mas também mete medo,
que é o medo do nada
além de dia após dia
viver um dia após outro
esvaindo-me aos poucos
numa resignada agonia.
Amanhã, amanhã quem sabe
eu seja diferente.
Hoje eu sou a minúscula
e insignificante partícula
da grande massa
na qual posso sumir
sem precisar pensar.
Na qual posso me esgotar
até o esquecimento
da liberdade de sonhar,
da maldição de querer
o que não posso me dar.
Hoje é melhor morrer
sem precisar me matar.
Morrer assim, calada
sufocada no buraco
do meu próprio não-ser
ouvindo-me respirar.
Iriene Borges
Hoje não, hoje há medo
espreitando-me a alma
Hoje o trivial, a rotina.
Amanhã o extraordinário,
a vida que vale a pena.
Hoje a carne flácida
caída no lençol sujo
não merece a glória
da experiência plena
desse amor ideal
ou desse poder criador
dando-me asas
para alcançar a essência
do que é matéria inerte
e forma aparente.
Hoje não. Hoje o chôro
contido como um segredo
pois essa vida medíocre
é simples e previsível
mas também mete medo,
que é o medo do nada
além de dia após dia
viver um dia após outro
esvaindo-me aos poucos
numa resignada agonia.
Amanhã, amanhã quem sabe
eu seja diferente.
Hoje eu sou a minúscula
e insignificante partícula
da grande massa
na qual posso sumir
sem precisar pensar.
Na qual posso me esgotar
até o esquecimento
da liberdade de sonhar,
da maldição de querer
o que não posso me dar.
Hoje é melhor morrer
sem precisar me matar.
Morrer assim, calada
sufocada no buraco
do meu próprio não-ser
ouvindo-me respirar.
Iriene Borges
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Beleza mórbida
Escrito por
ivone fs
Reveste a luz
em lúcida quietude
Beleza mórbida
Dança que enlaça
a forma decifrada
de um ponto imóvel
que não apreendo
Pairando sob a retina
da lembrança
como pinceladas
de indefinidas cores
Avenidas cheias
Asfalto molhado
Luzes, cidade
Vidros cerrados
Calor incendeia o ponto imóvel onde se movem a música, a palavra
e o silêncio do poema pronto sem beijo no destinatário
em lúcida quietude
Beleza mórbida
Dança que enlaça
a forma decifrada
de um ponto imóvel
que não apreendo
Pairando sob a retina
da lembrança
como pinceladas
de indefinidas cores
Avenidas cheias
Asfalto molhado
Luzes, cidade
Vidros cerrados
Calor incendeia o ponto imóvel onde se movem a música, a palavra
e o silêncio do poema pronto sem beijo no destinatário
Pesquisa Científica: as diferentes espécies do "Homo orkutiano"
Escrito por
Deveras
Analphabetus de pai-Mãesis.
Esta espécie não consegue escrever uma única frase sem cometer pelo menos 10 atentados à língua portuguesa. Durante algum tempo foi combatido pelos demais membros da comunidade, mas anda meio raro topar com algum pelas pradarias.No geral é ignorado pela maioria pois ensiná-lo a escrever é missão quase impossível, além do que, com a nova regra gramatical, há uma baita confusão que faz com muita gente se sinta um A.P.M...
Dibotucus raivosus.
Esta espécie costuma marcar e perseguir implacavelmente outros membros da comunidade. Não comenta mais nada em tópico nenhum ficando apenas de tocaia aguardando a manifestação de sua vítima.Quando encontra algum comentário do seu perseguido imediatamente escreve outro contrário ou ironizando...
Leitorus ocultus.
Esta espécie acessa todos os dias e lê todos os tópicos recentes mas nunca comenta nada. Devido à sua grande discrição não é muito conhecido e não se sabe se não escreve por timidez ou simplesmente por preguiça...
Argumentadorus sensatus.
Esta espécie é conhecida por sua inteligência e pelos comentários sempre equilibrados e bem articulados. Sabe falar e ouvir a opinião dos outros.É uma espécie raríssima e acredita-se que esteja em extinção...
Irônicus engraçadinhus.
Esta espécie gosta de fazer sempre comentários curtos e irônicos com senso de humor refinado. Provoca a simpatia de uns e a ira de outros. Obviamente não está nem aí nem para uns nem para outros, e ainda têm o bônus de ser engraçado. ..
Corneterus assumidus “mal-humoradus”.
Esta espécie é encontrada em abundância tanto nas comunidades como no meio radialista e televisivo. Sua principal satisfação é reclamar de tudo e de todos.Se é verde reclama porque não é branco e se é branco reclama porque não é verde. Os C.a´s reais possuem bom domínio da técnica e são dados ao culto do soneto, desprezando os versos livres, o dedalismo e as prosas bukowskianas
Baba-Ovus inveteratis.
Baba-Ovus inveteratis.
Esta espécie era pouco encontrada mas atualmente tem crescido em número e atividade. Ao contrário do Corneterus assumidus acha que tudo sempre está muito bem. É um tipo alegre e pacato mas se encontra um comentário que contraria sua ilusão reage com fúria incontrolável. É facilmente identificado por deixar um rastro açucarado por onde passa....
Loucus por comunidadis.
Esta espécie vive criando comunidades novas e convidando outros membros sem sucesso. É facilmente confundido com os membros da espécie Analphabetus de Pai-Mãesis...
Ligadaçus nasnovas.
Esta espécie passa o dia ligado na web e acompanha fofocas tanto na tv como no rádio além de frequentar todos os sites de notícias conhecidos da Internet. Seu objetivo é ser o primeiro a postar uma notícia nova.
Homos enciclopédius
Esta espécie caracteriza-se pelo domínio tanto das leis da escrita quanto do bom senso. É visto em geral dando bons pitacos para os iniciantes, apontando as falhas textuais, promovendo debates interessantes e citando de cabeça (possui uma alergia grave e congênita ao wikipedismo) grandes obras e autores. É uma subdivisão do Argumentadorus Sensatus, do qual é primo-irmão.
Moderadorus execradus
É uma espécie hour-concour e mutante: transmutado de sua espécie original em um Moderadorus, atua com afinco em sua nova missão, sobrevivendo geralmente até a primeira grande confusão devido à questões salomônicas envolvidas (ao se meter entre os antagonistas acaba por ser criticado por ambos os lados. Se toma alguma atitude, é ditador; se não faz nada, é um banana). No geral tem vida curta, transmutando de volta em sua espécie original e mandando tudo à p.q.p. (poultha-quewou-parrwill).
Escrevedoris evolutivus
Esta espécie caracteriza-se por um início via de regra meio tosco, postando textos de qualidade duvidosa. Como sabe ouvir as críticas e reagir bem à elas, geralmente começa evoluir a partir do 13º. tomate (um número cabalístico no reino da tomatada) deixando para trás o cognome de E.E. podendo vir a se tornar um Argumentadorus Sensatus, um Homos enciclopédius ou até um Irônicus engraçadinhus. É o raio de esperança da humanidade, a luz do fim do túnel que não é a locomotiva, o perpetuar da raça humana, a... Ah, vocês entenderam.
.
.
Esta pesquisa científica ainda se encontra em andamento. Se você identificar uma espécie nova sua contribuição para a ciência será muito bem vinda. O texto original também não é meu, encontrei-o na web, achei-o parecido com o andar da carruagem e fiz algumas pequenas mudanças...
Homos enciclopédius
Esta espécie caracteriza-se pelo domínio tanto das leis da escrita quanto do bom senso. É visto em geral dando bons pitacos para os iniciantes, apontando as falhas textuais, promovendo debates interessantes e citando de cabeça (possui uma alergia grave e congênita ao wikipedismo) grandes obras e autores. É uma subdivisão do Argumentadorus Sensatus, do qual é primo-irmão.
Moderadorus execradus
É uma espécie hour-concour e mutante: transmutado de sua espécie original em um Moderadorus, atua com afinco em sua nova missão, sobrevivendo geralmente até a primeira grande confusão devido à questões salomônicas envolvidas (ao se meter entre os antagonistas acaba por ser criticado por ambos os lados. Se toma alguma atitude, é ditador; se não faz nada, é um banana). No geral tem vida curta, transmutando de volta em sua espécie original e mandando tudo à p.q.p. (poultha-quewou-parrwill).
Escrevedoris evolutivus
Esta espécie caracteriza-se por um início via de regra meio tosco, postando textos de qualidade duvidosa. Como sabe ouvir as críticas e reagir bem à elas, geralmente começa evoluir a partir do 13º. tomate (um número cabalístico no reino da tomatada) deixando para trás o cognome de E.E. podendo vir a se tornar um Argumentadorus Sensatus, um Homos enciclopédius ou até um Irônicus engraçadinhus. É o raio de esperança da humanidade, a luz do fim do túnel que não é a locomotiva, o perpetuar da raça humana, a... Ah, vocês entenderam.
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Esta pesquisa científica ainda se encontra em andamento. Se você identificar uma espécie nova sua contribuição para a ciência será muito bem vinda. O texto original também não é meu, encontrei-o na web, achei-o parecido com o andar da carruagem e fiz algumas pequenas mudanças...
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
O VASO
Escrito por
Flávio Mello
ou estava ruim de mira
.
.
Foi mais que um vaso que se partiu na enorme queda da janela à calçada, de fora, sorte do carteiro que desviou, levaria uns oito pontos, fora a dor de cabeça de semanas, os estilhaços fuzilaram as pequenas formigas, tidas como pestes, desmembrando as mais graúdas e dilacerando as pequenininhas. A cor azul da porcelana se banhou com sangue artrópode. Eu sempre quis ser formiga, menos quando chove. Acontece que o tal vaso, que não é chinês, porra nenhuma, se acha... nem a pau... o tal vaso era pra rachar a cabeça do condenado, mas ele se esquivou... filho da puta... fazer o quê, azar das formigas.
.
conto faz parte do livro: Amar, só se for armado... (livraria cultura)
É preciso parar !
Escrito por
Liege Marla - RS
Dizem que quando acontece alguma fatalidade em nossa vida, devemos prosseguir e que a vida continua..., mas não é bem assim, A VIDA PÁRA !
E pára para que possamos sentir e viver todo o sofrimento necessário, reavaliar nossos valores, olhar para os pedaços que quebraram dentro de nós e descobrir alguma maneira de remontá-los para aí sim, continuar...
Outro dia ouvi uma frase que diz bem o que acontece:
E pára para que possamos sentir e viver todo o sofrimento necessário, reavaliar nossos valores, olhar para os pedaços que quebraram dentro de nós e descobrir alguma maneira de remontá-los para aí sim, continuar...
Outro dia ouvi uma frase que diz bem o que acontece:
"A dor não passa nunca, mas a vida nos dá condições de conviver com ela, para poder seguir..."
Força ou coragem não é o que falta, pelo contrário, precisamos de muito mais para simplesmente não ignorar nosso sofrimento. Covarde e fraco é aquele que tenta seguir sua vida normalmente por não querer enfrentar tudo isto, que se fecha num outro mundo que diz ser de alegrias... falsas! Pois só consegue ser feliz, aquele que suportou uma dor e soube transformá-la em degraus a mais em sua “escada” da vida...
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Os amantes
Escrito por
Maria Ligia Ueno
A luz do dia dissipa os dissabores em forma de canto em que ouço sem atenção. As janelas murmuram sua presença no meu jardim, rosa das brancas, vermelha de sangue e de vergonha.
— Vergonha de mim?
Talvez não, talvez não seja isso, ou seja. A noite se expande pelo céu enraizando sua escuridão nas nuvens. O véu da noite separa os amantes do tempo e a escuridão os acoberta do espaço.
— Mas, e quem disse que somos amantes?
— E quem disse que não somos?
— Os amantes se olham com os ouvidos, se vêem com a boca e se falam com o olhar.
O beijo dos amantes nada mais é que um selo de uma carta, palavras que não precisam ser ditas, escritas com sorrisos de sentimentos, pensadas com a alma. Palavras de amantes não tem morfologia ou sintaxe, só a semântica dentro da mente deles.
Amantes são o desejo da felicidade consolidado na Terra.
— Vergonha de mim?
Talvez não, talvez não seja isso, ou seja. A noite se expande pelo céu enraizando sua escuridão nas nuvens. O véu da noite separa os amantes do tempo e a escuridão os acoberta do espaço.
— Mas, e quem disse que somos amantes?
— E quem disse que não somos?
— Os amantes se olham com os ouvidos, se vêem com a boca e se falam com o olhar.
O beijo dos amantes nada mais é que um selo de uma carta, palavras que não precisam ser ditas, escritas com sorrisos de sentimentos, pensadas com a alma. Palavras de amantes não tem morfologia ou sintaxe, só a semântica dentro da mente deles.
Amantes são o desejo da felicidade consolidado na Terra.
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Sobre prazer, medo e motoqueiros
Escrito por
Giovani Iemini

- por que esta máquina no meio das minhas pernas me dá tanto prazer?
Não falava do meu pênis, foi meu pensamento numa manhã, enquanto acelerava minha moto pela avenida W3. Rodei por dias sempre com essa pergunta na cabeça. Queria escrever a poesia definitiva sobre motociclismo. Relacionei vários sentimentos, porém nenhum transmitiu nem de leve a delícia que é pilotar uma motoca. O que mais se aproximou foi, curiosamente, o medo.
O medo de cavalgar um motor de 450 cilindradas e 180 quilos sobre duas rodas aumenta com a velocidade. Quando acelero a 100km/h entre os carros ou quando travo as rodas antes de curvas traiçoeiras, imediatamente penso em acidente, ossos quebrados, carne dilacerada e, talvez, morte. A adrenalina vai à estratosfera, sinto um calafrio subir pela coluna me lembrando que estou vivo,então aperto os dentes e termino a manobra, satisfeito, pois sou capaz de superar o pavor. Não é para todos.
Adoro este perigo no dia-a-dia, faz o sangue rodar mais rápido nas veias, é uma aventura em que sou o personagem principal. Com o risco de andar de moto, não sou apenas um pacato cidadão que tem uma vida tediosa, quando estou pilotando o meu corcel de aço, sou um cavaleiro indomável e errante. Bastante errante, diga-se. Quase um vilão*. Mas só na aparência, pois continuo a ser o bundão de sempre.
Esse risco, claro, é controlado. Sigo fielmente as regras de segurança mesmo quando a moto instiga o espírito a se superar, a fazer coisas que são vistas com reserva pelos chamados motociclistas, aqueles que conseguem seguir todas as normas.
Sou um motoqueiro, embora não me veja como um desordeiro. Um leve outsider, talvez, pois também descumpro outras regras sociais imbecis (que não vêm ao caso). No trânsito, nunca faço as besteiras dos motoboys, trabalhadores que usam a moto como equipamento de serviço, pessoas que não sentem tesão pela motocicleta.
Eu sinto tesão. E medo. Juntos, o tempo todo. Esta antítese cria o tal sentimento que explica a delícia que é andar de moto. Também me preserva a integridade, impedindo que me arrisque em besteiras, e me salva do tédio, me tirando do seguro e chato sofá da sala. Talvez eu deva criar um novo termo. É uma mistura de liberdade com mistério, de potência com limite, de amor com temor, parecido com a fé em algum deus.
É isso. Por que a motocicleta me dá tanto prazer? Pois eu tenho fé que o prazer será sempre maior que o medo!
Ser um motoqueiro, assim, acaba sendo uma metáfora para a vida: enquanto eu não temer me arriscar, e errar, em busca da satisfação, continuarei acelerando pela estrada da vida cheio de tesão!
---
* vilão era o nobres sem título, que perambulavam pelos feudos atrás de pilhagens, conquistas e aventuras.
* outsider = fora de enquadramento
Liberdade Condicional
Escrito por
Blog Bar do Escritor

Me Morte. Emblemática, misteriosa, paradoxal, lúbrica, criativa, escritora, mulher. Me Morte, a mulher de burka, inseparável, contraditória, interessante burka. Me Morte, a mulher que desperta os pensamentos mais loucos e faz fervilharem os hormônios masculinos, especialmente quando sobrevém a constatação inevitável de que embaixo daquela negra burka, existe uma mente brilhante e apaixonante.Esbarrei com Me Morte, casualmente, numa de minhas incursões internéticas, quando pesquisava comunidades góticas no site de relacionamentos Orkut. Aquela figura estranha, com grandes olhos e indumentária muçulmana chamou minha atenção. “Fuçando” suas comunidades, cheguei ao Bar do Escritor, onde tive o prazer de ler vários poemas e contos por ela escritos. Daí, veio a agradável surpresa: não é que aquela mulher – que de muçulmana-talibã-xiita só tinha os trajes – tinha talento? Dona de um estilo peculiaríssimo, Me Morte aborda, com destreza, arrojo, precisão e uma boa dose de refinado humor negro, temas conflitantes e por vezes antagônicos, como amor, ódio, vida, morte, traição, ciúme, avareza, crueldade, beleza, virtude e sexo, muito sexo. Tudo isso “sin perder la ternura jamás”. O sentimento, a emoção, o sublime está sempre presente em sua obra. Me Morte não é uma personagem, é humana, demasiado humana.E é essa explosão de criatividade que nos chega agora em forma de E-book. “Liberdade Condicional” narra a história de Paulo e Falcão, policiais civis de Belo Horizonte, os quais, estressados com sua desgastante rotina profissional, decidem tirar férias e refugiar-se num rancho localizado num canto esquecido da zona rural, longe do corre-corre urbano, dos crimes, dos problemas, das ocorrências, do delegado e... das esposas. Entretanto, o plano dá errado, ambos não conseguem distanciar-se da delegacia nem tampouco de suas respectivas mulheres. As aprazíveis e merecidíssimas férias tornam-se um “revival” narrativo de crimes investigados por eles. Aliás, casos bem interessantes. Como o de Luíza, cujo clitóris foi arrancado com os dentes durante uma “cheirada”, com uma cena em particular, das mais originais:“... O que vai fazer? Onde está minha sobrinha? O que fez com ela seu louco? Ele pegou uma colher de carne moída da bacia de cima do balcão e direcionou até perto de meus lábios com um sorriso no rosto. Não! Você é louco! Diga que não é ela... Abra a boca... Vamos! Abra a boca, sua cadela...”
.
Carlos Cruz
.
Baixe aqui no RECANTO DAS LETRAS ou no OVERMUNDO.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Reflexão nostálgica
Escrito por
Anônimo
Quando dei por mim, já estava delirando com o som futurista e com uma tecnologia não pertencente à este plano. Olhava ao meu redor, todos dançavam o ritmo alucinante. Sincronismo do tempo, com a música e as pessoas. Tudo estava belo, o sol estava belo, as pessoas eram belas, o lugar era fantástico. Sentia-me seguro, com amigos ao redor, nada de ruim por ali. Um lugar onde a maioria das pessoas possuiam uma mente ampla o suficiente para voltar a atenção às coisas que realmente importam... O mal não existia ali. Entrei neste mundo, ilusório ou não, exuberante! Nessa viagem onde parti, fiz muitas coisas, conheci muitas pessoas, em especial... a fada:
"Abrimos e expandimos os horizontes em uma viagem astral, na qual atingimos um grau em nossas mentes onde nos permitimos ser tudo e estar em tudo.. Fomos para os mais bonitos lugares e descobrimos as mais belas pessoas. Conhecemos a bondade e a ruindade, fomos a bondade e a ruindade. Entramos em um universo onde existiam balões coloridos, chicletes sortidos e o Arco Mágico Colorido. Lá, eu era o Deseínho e ela a Sininho, a fada. Ambos voávamos e tinhamos o poder de nós dois juntos, conseguir o que quisessemos. Consigo ainda me lembrar dos olhares malevolentes, como que nos invejando por sermos seres em total sintonia. Tinhamos o poder! Éramos do bem em um lugar onde dificilmente pudesse haver. Em um mundo ilusório construido pelo malígno, conseguiamos nos adaptar e tirar tudo de letra. Há quem diga, que eramos Almas Gêmea. Diz a lenda, que quando uma alma encontra sua outra, tudo torna-se mágico e belo, tudo torna-se fácil. De uma hora pra outra, o mundo torna-se nosso, abrimos a mente e conquistamos a Via-Láctea! Vivemos entre o céu e a terra..."
Essa foi a relação que tivemos.
Até hoje não sei bem o que foi aquilo, mais com certeza algo platónico!
(Primeiro post, prazer em conhecer quem quer que seja)
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Desjejum da apatia
Escrito por
Rita Medusa

Teatro alquímico dos detalhes
Tão incendiário, que tenho provas
Palmilhas de ferro instaladas no peito
E um estranho passatempo de medir a solidão
Mordidas vasculhando lados secretos
Sapateiam meu tempo acelerado
Não é justo,não é válido
Morar do lado de fora dos pavios
Recebendo os convites das entranhas inceneradas
E esta seria uma sentença
De ter a língua amargando teus banquetes
Mas não sou livre o suficiente
Para a estricnina dos teus olhos
foto:Cartier Bresson
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Projeto Literário - Fanzine "O Observador"
Escrito por
Glauber Vieira
Desde a adolescência pensava em um meio de expressar minhas idéias; não pensava apenas em publicar minhas histórias, mas também em uma maneira para meter o pau em um político ou comentar sobre algum fato do momento.
A "luz" chegou quase vinte anos depois, em 2007, quando finalmente resolvi criar um fanzine. Até hoje foram seis números, publicados trimestralmente e distribuídos gratuitamente por bares culturais de Brasília.
O objetivo agigantou-se: não se resume a textos do Glauber e a pitacos do próprio. Ironicamente, o que menos tem são textos de minha lavra. Escrevo contos um pouco longos que não cabem em uma publicação de duas páginas... sobrou para meus amigos poetas e minicontistas.
Já há alguns anos tenho o hábito de reunir textos que me agradam, como o devido crédito, claro. O que tenho feito é reunir esses textos, garimpados na internet, e publicá-los pouco a pouco.
Acrescentando, minha meta hoje não é apenas mostrar o que penso através desses textos, mas também incentivar a leitura: é o motivo pelo qual os fanzines não são vendidos, mas distribuídos para os participantes de cada edição, para os bares, e em eventos culturais.
A biblioteca pública da cidade missionmeira de Roque Gonzales (RS) também recebe alguns exemplares. A cidade é sede do Jornal Igaçaba, cujo dono organiza anualmente concursos literários da qual já tive a honra de fazer parte. Aliás, soube depois que uma velha conhecida nossa, a Me Morte, também participou de algumas dessas edições, usando seu nome verdadeiro.
Então é isso. Criei também uma comunidade no orkut para o fanzine, onde publico os textos que enriquecem a versão impressa. Estão todos convidados a entrarem e a opinarem sobre o material. Eis o endereço:
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=37953093
A "luz" chegou quase vinte anos depois, em 2007, quando finalmente resolvi criar um fanzine. Até hoje foram seis números, publicados trimestralmente e distribuídos gratuitamente por bares culturais de Brasília.
O objetivo agigantou-se: não se resume a textos do Glauber e a pitacos do próprio. Ironicamente, o que menos tem são textos de minha lavra. Escrevo contos um pouco longos que não cabem em uma publicação de duas páginas... sobrou para meus amigos poetas e minicontistas.
Já há alguns anos tenho o hábito de reunir textos que me agradam, como o devido crédito, claro. O que tenho feito é reunir esses textos, garimpados na internet, e publicá-los pouco a pouco.
Acrescentando, minha meta hoje não é apenas mostrar o que penso através desses textos, mas também incentivar a leitura: é o motivo pelo qual os fanzines não são vendidos, mas distribuídos para os participantes de cada edição, para os bares, e em eventos culturais.
A biblioteca pública da cidade missionmeira de Roque Gonzales (RS) também recebe alguns exemplares. A cidade é sede do Jornal Igaçaba, cujo dono organiza anualmente concursos literários da qual já tive a honra de fazer parte. Aliás, soube depois que uma velha conhecida nossa, a Me Morte, também participou de algumas dessas edições, usando seu nome verdadeiro.
Então é isso. Criei também uma comunidade no orkut para o fanzine, onde publico os textos que enriquecem a versão impressa. Estão todos convidados a entrarem e a opinarem sobre o material. Eis o endereço:
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=37953093
sábado, 24 de janeiro de 2009
Escrito por
Lena Casas Novas
Pra trás

nossa noite à luz vermelha
foi somente para afirmar
que para causar a centelha
é preciso ousar.
debulhei minhas pétalas
para te embebedar de mim
foram nuvens da primavera
e acabou assim:
os seus gestos da meia-noite
do meu travesseiro eliminei
assim como meus vício
s desde a nossa primeira vez
minha força vai muito além
e esta é a minha razão,
o tempo é quem sabe
da gangorra de um coração
Autora:Lena Casas Novas
Todos os direitos reservados
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Convidado Edson Rufo
Escrito por
Blog Bar do Escritor
Pedir e Conquistar
Existem muitas diferenças na vida.
Aquele que pede e o que conquista.
A vida é uma busca constante e não devemos deixar de respirar por um minuto.
A diferença esta em quem tem tudo na mão e que sem se conscientizar é manipulado por uma questão só de aparência.
Sim, existem aqueles que toda a dias pensa em mudar, melhorar, buscar cada vez mais.
Precisamos de parceiros, pessoas que se espelhem e tenham a mesma energia flutuante.
Não devemos nos enxergar como concorrentes mas sim com força esplendorosa.
De certo que aqueles que têm tudo na mão a primeira reação e se afoitar buscando abrigo aonde jamais terão que fazer força.
E até quando fugir?
O desafio da vida é o contrario, é essa briga constante pela felicidade num todo devemos nos unir e não pisar na cabeça, afundando assim aqueles que nos ajudaram a levantar.
A diferença talvez esteja na inferioridade que se sinta. E o pretexto é a melhor rota de fuga.
O novo não se conquista em um mês um ano, tudo começa a se ajeitar a partir desse tempo.
Temos nossa característica própria, lutador, estar sempre buscando o melhor mais de maneira limpa.
Lógico que também erramos, mas não somos concorrentes nos erros somos parceiros na felicidade.
A diferença é assim entre pedir e ter ou entre conquistar.
Certo, que também temos fraquezas de espírito aonde a força é o disfarce e tudo acontece.
Reflita sempre seja quem for seu parceiro ou parceira jamais em momento algum desista tão rapidamente, não seja fraco, nem tire conclusões, e não se tornara a decepção e sim a construção cada qual tem o seu papel aprenda conquistar-lo.
Uma frase que finaliza, seria:
“Se não pode, junte as forças e se tornem uma única potencia.”
Edson Rufo
ecritor.poeta@terra.com.br
Edson Rufo, brasileiro, Paulista, nascido em 24 de junho. Escritor, poeta, roteirista, diretor, autor teatral, colunista. Escreve para vários jornais, revistas e matérias Internacionais e é autor de Haicai. Já publicou os livros: "Fragmentos"; "Pedaços"; "Um Grito de Solidão"; "Pior que eu Gosto"; "Tinhão o rato Sonhador" (infantil) e "Livrai-nos de todo mal". É terapeuta e trabalha com o equilíbrio do corpo e da mente. Condecorado com o Título: "Comendador Colar Gran Cruz Mérito da Medicina". Medalha Colaboradora - 2007 Aurélio Miguel – Câmara dos Deputados. Atua como consultor de Feng Shui e presta serviços de harmonização de ambientes para empresas e residências. Ministra Palestras em todo Brasil visando a qualidade de vida, temas como "Detalhes que fazem diferença" e "Na verdade você pode tudo." Anualmente administra Campanha para ajudar familias carentes. Foi homenageado no livro Berço do Haicai Kiologia e Antologia - Edição Internacional da Imigração Japonesa em 1996 MEMBRO: Academia Brasileira de Poesia Casa de Raul de Leoni Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores Sua Frase: “Somente o tempo diz, que confiança é vidro, que ganância é pedra, que desprezo é arrependimento, que ilusão é tombo, que mentira é espelho." Conheça o escritor em seu Blog: http://escritorpoeta.blogspot.com/
Aquele que pede e o que conquista.
A vida é uma busca constante e não devemos deixar de respirar por um minuto.
A diferença esta em quem tem tudo na mão e que sem se conscientizar é manipulado por uma questão só de aparência.
Sim, existem aqueles que toda a dias pensa em mudar, melhorar, buscar cada vez mais.
Precisamos de parceiros, pessoas que se espelhem e tenham a mesma energia flutuante.
Não devemos nos enxergar como concorrentes mas sim com força esplendorosa.
De certo que aqueles que têm tudo na mão a primeira reação e se afoitar buscando abrigo aonde jamais terão que fazer força.
E até quando fugir?
O desafio da vida é o contrario, é essa briga constante pela felicidade num todo devemos nos unir e não pisar na cabeça, afundando assim aqueles que nos ajudaram a levantar.
A diferença talvez esteja na inferioridade que se sinta. E o pretexto é a melhor rota de fuga.
O novo não se conquista em um mês um ano, tudo começa a se ajeitar a partir desse tempo.
Temos nossa característica própria, lutador, estar sempre buscando o melhor mais de maneira limpa.
Lógico que também erramos, mas não somos concorrentes nos erros somos parceiros na felicidade.
A diferença é assim entre pedir e ter ou entre conquistar.
Certo, que também temos fraquezas de espírito aonde a força é o disfarce e tudo acontece.
Reflita sempre seja quem for seu parceiro ou parceira jamais em momento algum desista tão rapidamente, não seja fraco, nem tire conclusões, e não se tornara a decepção e sim a construção cada qual tem o seu papel aprenda conquistar-lo.
Uma frase que finaliza, seria:
“Se não pode, junte as forças e se tornem uma única potencia.”
Edson Rufo
ecritor.poeta@terra.com.br
Edson Rufo, brasileiro, Paulista, nascido em 24 de junho. Escritor, poeta, roteirista, diretor, autor teatral, colunista. Escreve para vários jornais, revistas e matérias Internacionais e é autor de Haicai. Já publicou os livros: "Fragmentos"; "Pedaços"; "Um Grito de Solidão"; "Pior que eu Gosto"; "Tinhão o rato Sonhador" (infantil) e "Livrai-nos de todo mal". É terapeuta e trabalha com o equilíbrio do corpo e da mente. Condecorado com o Título: "Comendador Colar Gran Cruz Mérito da Medicina". Medalha Colaboradora - 2007 Aurélio Miguel – Câmara dos Deputados. Atua como consultor de Feng Shui e presta serviços de harmonização de ambientes para empresas e residências. Ministra Palestras em todo Brasil visando a qualidade de vida, temas como "Detalhes que fazem diferença" e "Na verdade você pode tudo." Anualmente administra Campanha para ajudar familias carentes. Foi homenageado no livro Berço do Haicai Kiologia e Antologia - Edição Internacional da Imigração Japonesa em 1996 MEMBRO: Academia Brasileira de Poesia Casa de Raul de Leoni Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores Sua Frase: “Somente o tempo diz, que confiança é vidro, que ganância é pedra, que desprezo é arrependimento, que ilusão é tombo, que mentira é espelho." Conheça o escritor em seu Blog: http://escritorpoeta.blogspot.com/
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Cacos
Escrito por
Angela Gomes
No caminho em desalinho
Encontro ontem em pedaços.
Batismo de vinho
Sobre a carcaça de um cisne
Num charco sombrio.
Encontro ontem em pedaços.
Batismo de vinho
Sobre a carcaça de um cisne
Num charco sombrio.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
(Des) PRETENSÃO (a) CULTURAL
Escrito por
Blog Bar do Escritor

(por favor, clic na imagem para ampliá-la)
Em uma de minhas aulas, dentre tantas onde, felizes, abordamos o assunto, a questão cultural (não estou preocupado se vão ter ou não pessoas a favor ou contra esse pequeno texto/desabafo, ou crônica hemorrágica, pois, honestamente, passei da fase de me preocupar se vão gostar ou não de mim, das coisas que escrevo ou penso... cada um com sua pena e sua dor), bom, enfim, em uma de minhas aulas meus alunos e eu paramos para analisar a Cultura e o Meio de Comunicação, e pasmem – alunos de sétima série, oitavo ano, ou seja, doze anos, que acompanho desde o sexto ano, e tivemos grandes saltos e avanços, onde discutimos Poe, lemos Pessoa, falamos de filosofia, da matéria que sou pago para lecionar, e tantas coisas mais que não fazem parte da grade curricular, mas que me vejo obrigado a expor, pois como educador, e educadores, mesmo não sabendo disso, têm a obrigação de moldar, ou lapidar, o aluno para que seu amanhã seja reflexo de sua boa educação e culturação, mesmo que em casa não haja isso.
...
O fato é que nessa aula discutimos sobre algumas emissoras, desde a mais famosa, não sei por que, até a mais apelativa, emissora que adoro dar como exemplo do que é a má-educação ou a não-educação... para não dizer coisa pior... e não encher o ouvido alheio de um “VEJA...” ou “olhe quem esta de namorado novo...” ou apenas, “super pop com...” que de super só tem o nome... (não gosto de dar nomes...), e a discussão era como controlar o que aprendemos se se em casa desconstruímos todo o conhecimento defumando o cérebro diante de um aparelho, que hoje concordo ser do diabo, mesmo achando injusto atribuir a ele tal culpa, veja bem, não sou contra a televisão, pelo contrário, mas não vou dizer aqui as suas qualidades, acho que você é capaz de encontrá-las por si só.
...
E no furor dessa discussão, ou apenas debate, uma de minhas alunas, sabiamente, disse, em outras palavras que os maiores culpados são as pessoas que colaboram para que programas como esses (que difamam a mulher, desabonam o poder público, ridicularizam os simples, e dentre tantas abominações), pessoas essas que se aninham no conforto de suas casas para rir, chorar ou apreciar a morte alheia na hora do jantar.
...
E analisando bem, obvio que sim, a massa é a grande culpada, não precisaríamos de uma visão de raio-x para vermos que em uma casa, a mais simples, tendo como exemplo, tem em cada cômodo um aparelho de TV, outra falha da má instrução, o aparelho dividiu e afastou a família.
...
Na minha época de garoto meu pai lia para nós cordéis, nos contava histórias de sua época de meninice; meu avô, veterano da segunda grande guerra, nos contava algumas coisas do front, e falava palavrões nos dez idiomas que dominava, meu irmão mais velho ouvia em seu quarto, enquanto desenhava nas paredes, The Beathes, Rolling Stones, Led Zeppelin, dentre tantas bandas que cultuo até hoje, meu pai nos mostrava a beleza de um Gonzagão, de um Nelson Gonçalves, mas também tínhamos o aparelho de TV, só que nele não víamos o AQUI E AGORA, e sei lá quais programas inúteis apareciam na minha época de jovem, sentávamos todos na sala, de paredes rústicas, e por tempos sem janelas e assistíamos VHS em um vídeo-cassete de duas cabeças (e sem controle remoto), conto isso aos meus alunos, e nos divertimos muito, e muitos deles me contam que seguirão alguns dos meus exemplos no seio de suas famílias, pois cultura não se nasce com ela e não apenas se herda, mas se muni, se nutri, se faz... cultura é adquirida através de bons exemplos.
...
Termino com uma pergunta simples, você leitor, amigo, você transpira cultura aos seus (seus filhos, sobrinhos, amigos, alunos...), você se faz cultura?
Abraço.
Flávio Mello – 27/12/2008
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Pó nos ossos.
Escrito por
Eliane Alcântara.
Navego pensamentos sombrios
e mexo em guardados perfeitamente inúteis,
talvez algo valha no sentido observado.
Sou a sombra de uma esquiva paixão
no desvelo abominável
das marias que tecem saudades.
Caibo no desvão das coisas mortas,
prece sustentável
no peito dos sábios loucos.
Por hora moro esquizofrênica,
frenética impaciência.
Infelizmente descobri que também sou passado.
Eliane Alcântara.
domingo, 18 de janeiro de 2009
Poeta será que sou
Escrito por
alercio
Um poeta tem que comer
não vive só de idéias
cantante em outros planos
Um poeta tem que vender
um milhão de idéias
uma explosão semântica
que ninguém sequer irá ler
Um poeta, que poeta?
poeta será que sou?
porque escrevo assim
assim em versos
crescentes estrofes, poeta sou?
Nem penso,
será que sou?
mentira,
pois só sou porque penso
ser
uma questão de pensar...
Convidado Assis de Mello
Escrito por
Blog Bar do Escritor
A Casta Judith
( Ao poeta Antonio Cisneros )
A casta Judith
beata de óbito e nascença
não foi de se cheirar
Há boatos de que sobre nada meditou na vida
e a todos execrava
prescrita por antigos sacerdotes
Bebês lhe eram gosmentos
a juventude transversa
homens ficassem longe
mulheres: vacas
Deambulou por cerca de 700 anos
Trancafiada num quintal
estercava canteiros de flores
e solfejava, pra si mesma, hinos celestiais
Pobre alma
resumida em revirar estrume
e a espiar o mundo em malogro
Como a tia-avó do poeta Cisneros
preocupou-se mesmo
em manter a boca e as pernas bem fechadas
Nunca estimou bichos de pêlo
e botava veneno pros gatos
Tão rude foi - e tão mesquinha -
que ao arrumarem seu corpo para o esquife
não careceu de algodão nas ventas
Mulher azeda que amava flores aquela Judith
Amava-as sem desconfiar da orgia
que as plantas faziam em seu quintal
e jamais cismou que semente e fruto
são denúncias de um conluio genital
Passava manhãs e tardes a glorificar abelhas
que lambiam as pequenas anteras dos falos vegetais
cobertas de pólen
e sorviam o doce dos gineceus
- aveludadas vulvas
A morte libertou-a pouco
de seu diário louco:
inumada num cascalho
onde mal cresce o mastruço
um cãozinho chamado Torresmo
irriga sua lápide
Assis de Mello é zoólogo e docente na UNESP. Escreve um pouco, pinta um pouco e fotografa um pouco. Apesar de cientista, passa 50% de seu tempo abominando Descartes e tudo aquilo que é excessivamente racional, pois está convicto de que certa irracionalidade deve trazer felicidade. Como zoólogo, especializou-se no estudo de grilos e insetos afins; ele suspeita que, se não for o maior especialista em grilos, deve ao menos ser o mais completo, uma vez que possui tanto grilos nas gavetas de seu laboratório quanto em sua cachola perturbada, porém lírica. Mantém o seguinte blog: http://coisasdochico.blogspot.com
( Ao poeta Antonio Cisneros )
A casta Judith
beata de óbito e nascença
não foi de se cheirar
Há boatos de que sobre nada meditou na vida
e a todos execrava
prescrita por antigos sacerdotes
Bebês lhe eram gosmentos
a juventude transversa
homens ficassem longe
mulheres: vacas
Deambulou por cerca de 700 anos
Trancafiada num quintal
estercava canteiros de flores
e solfejava, pra si mesma, hinos celestiais
Pobre alma
resumida em revirar estrume
e a espiar o mundo em malogro
Como a tia-avó do poeta Cisneros
preocupou-se mesmo
em manter a boca e as pernas bem fechadas
Nunca estimou bichos de pêlo
e botava veneno pros gatos
Tão rude foi - e tão mesquinha -
que ao arrumarem seu corpo para o esquife
não careceu de algodão nas ventas
Mulher azeda que amava flores aquela Judith
Amava-as sem desconfiar da orgia
que as plantas faziam em seu quintal
e jamais cismou que semente e fruto
são denúncias de um conluio genital
Passava manhãs e tardes a glorificar abelhas
que lambiam as pequenas anteras dos falos vegetais
cobertas de pólen
e sorviam o doce dos gineceus
- aveludadas vulvas
A morte libertou-a pouco
de seu diário louco:
inumada num cascalho
onde mal cresce o mastruço
um cãozinho chamado Torresmo
irriga sua lápide
Assis de Mello é zoólogo e docente na UNESP. Escreve um pouco, pinta um pouco e fotografa um pouco. Apesar de cientista, passa 50% de seu tempo abominando Descartes e tudo aquilo que é excessivamente racional, pois está convicto de que certa irracionalidade deve trazer felicidade. Como zoólogo, especializou-se no estudo de grilos e insetos afins; ele suspeita que, se não for o maior especialista em grilos, deve ao menos ser o mais completo, uma vez que possui tanto grilos nas gavetas de seu laboratório quanto em sua cachola perturbada, porém lírica. Mantém o seguinte blog: http://coisasdochico.blogspot.com
sábado, 17 de janeiro de 2009
Revoada
Escrito por
Jessiely Soares
.
Alguns gestos esperançosos largados pela janela e a vastidão de tudo abraça aquela pétala.
Não, não foi flor que abriu as asas e voou. Foram os olhos dela.
De partida, alguns lenços desbotados sobre a espessura rachada da mesinha. Sabe como é, pequenas relíquias partidas, algumas manchas no carpete e um bom soneto...
Para as luas indevidas.
Coube ainda um raio furta-cor, que caiu como vento de Julho sobre os cabelos. Um tom de sobremesa e dois versos de ilusão.
Não era fúnebre, era de uma melancolia profundamente despida de beleza.
E, de tanta beleza, com uns acordes que não me recordo, me corroia.
Fui abandonando em pequenas poças de lama, aqueles pedidos que ela me fez quando pela primeira vez viu os meus olhos: "casa rosa-chá, álbum de gravuras, pequenas porcelanas aplicadas nas paredes da cozinha branca"
E os sentidos, já isentos de qualquer iluminação poética, espalharam manhãs por aquela noite indecisa que se atrevia além da coluna de vidraças.
"Que se faça saudade."
Foi isso. E nunca mais brilhou a íris sobre a minha tez.
Sobraram uns gestos esperançosos largados pela janela e, dizem, que uma revoada de borboletas fincou raízes naquela noite, no jardim alterado, nas últimas luzes de um dia triste enquanto os desejos partiam, lá em casa.
(Jessiely Soares)
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