sábado, 21 de janeiro de 2012
Inusitado
O novo chega de repente.
De maneira inusitada.
Quebrando a vidraça da janela,
Subindo pelas paredes...
Ignorando as escadas.
O novo chega com o corpo ausente.
Mas, a alma estilhaçada.
E, refaz-se juntando os pedaços
De outras almas que encontra na estrada.
Corpo e alma, vidas novas...
Novos rumos, rastros indecisos.
Não sabe aonde ir,
Mas é preciso.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Convidado Rui Werneck de Capistrano
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Rui Werneck de Capistrano, de Curitiba, é autor de NEM BOBO NEM NADA, primeiro romancélere brasileiro. Contato: rwcapistrano@gmail.com
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terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Pisciano
que sente saudade
das vontades
que nunca teve.
o que existiu em mim
foi como devaneio,
que ao sinal do
primeiro passo,
fechasse os olhos
e morresse.
André Espínola
Mensalmente
De onde brota sangue grosso.
Forte, quente e vivo.
Lágrimas de algo que foi morto.
Ele jorra aos montes.
Escorre entre as minhas pernas
Limpando a dor ou o amor antigo.
E muitas vezes, suja o meu vestido.
O sangue se esparrama pelo chão,
Não faz cerimônias ou concessões
Apenas me afoga em seus braços lânguidos.
E reafirma algo que tento esconder.
Não há fruto, não há semente
Nem espera ou desespero
Apenas uma mulher que colore
De vermelho, o banheiro.
domingo, 15 de janeiro de 2012
A escuta
e o dedo alcança
sangro esta palavra
em riste, como peito
em lança sem escudo
como água em pedra cristalina
como o rugido do fogo
silêncio de horizonte sem auroras
bocejo de luas amanhecidas
solares sorrisos de criança
nos lábios, as digitais
olhos viajam repletos de sonhos e sílabas
nas falanges distais, o início
e quando o grito rompe
o eco das estrelas
calo
contemplativo
a escutar o ruflar do universo
pulsando infinitos
(Celso Mendes)
sábado, 14 de janeiro de 2012
A Pescadora de Luas
(Sonia Cancine)
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Eternizam-se na memória
- no embalo do vento -
Absorvidas pelo nó sorvido
- com gosto de maçã -
Emoção em gotas cítricas e hortelã.
Das pupilas e das contas d’água
- do verde mar de seus olhos -
Da bruma espuma, nódoas de solidão
O vinho escorre nas veias, rompendo o chão.
Arranco calhetas e cascalhos
Do ferrolho de meu peito
- sou pescadora de Mim -
Húmus mudos
Fragmentos que perdi...
A Luz espalha o seu aroma
Na Terra que fenece
Irrompe em tempos estranhos
Onde se tinge de sangue
Precipita-se ao Sol e
Só se detém, ao amanhecer.
Vislumbro o oceano
- no marejar de meus olhos -
E ao trazer a alma azul do mar e do céu
Eu chorava ao voltar para a Terra.
O imaginário da Lua inspira-me
- a mulher guerreira -
No fundo do lago ou de Yaci...
Qual espelho da Lua, na face refletida
O antes e o agora
- pescadora e cavalgante -
De águas e terras distantes
Neste agreste mundo aquoso
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Dúvida
Como encontrar um retorno? ou Sobre o entendimento
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
venda de produtos do BdE
O Bar do Escritor, a Factotum e a Incessante Presentes firmaram parceria para vender e enviar os produtos do BdE. Por enquanto, estão disponíveis apenas as três antologias, mas em breve teremos camisetas, canecas, ímas de geladeira, copos, lápis, canetas, borrachas, cadernos de anotação e outros mais. Aguarde. E conheça:
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Convidada Roberta Doelinger
Na linha da vida
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Roberta Doelinger
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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
A LOURA DO CARA

Três da madruga
Um carro parado
Dentro uma loura gostosa discute com um cara
Posso ver claramente no meu telescópio
Seu decote
Sua minissaia
Suas cochas
Tenho uma ereção
Saio da janela
Sirvo-me uma dose de uísque
Meu pau não abaixa
Aperto um verdinho
Dou vários catrancos na erva
Meu pau não abaixa
Volto pra janela
O carro ainda está lá
Miro meu telescópio pra gostosa
Eles ainda discutem
Penso várias coisas
Ela deve ter o traído e ele descobriu
Vadia deliciosa
Meu pau não abaixa
A loura da um tapa na cara do cara
Com certeza ele descobriu que foi corneado
Ela sai do carro batendo a porta, com raiva.
Passional
O cara do carro vai embora
Caralho, ela é muito mais gostosa em pé.
Desisto do telescópio
Olho a olho nu
Da minha janela constato suas curvas
Sua minissaia preta colada ao corpo oferece-me sua bunda
Seu decote dourado serve-me suas tetas siliconadas
Meu pau não abaixa
Lá está ela, abandonada, andando de um lado pro outro.
Desfilando suas carnes pra mim
Dou um baita gole no uísque
Um tapa no bagulho
Ela me vê
Pegou-me de bagulho na mão
A vadia ri pra mim
Fico imóvel na janela
Ela grita:
- Posso subir e dar um dois aí com você?
Não acredito
Continuo imóvel na janela
Ela grita de novo:
- Tô falando com você
Mando-a subir
Meu pau não abaixa
Ôôô... Sooorteee...
Em minutos a loura estará no meu apartamento
Crio um clima à meia luz
Deixo a vista uma garrafa de uísque e um paco de maconha
Ela toca a campainha
Abro a porta e ajeito a pica
Que visão
A cadela vai direto ao meu telescópio e pergunta-me:
- Você espiona muita gente com isso?
Respondo sim
Ela continua:
- Gostou do que viu dentro do carro do meu namorado?
Respondo sim
Ela não para de falar:
- Aquele otário acha que eu tô sempre dando pra outro, acredita?
Eu tenho certeza
Respondo não
Ela senta no sofá, cruza as pernas e ascende um cigarro.
Cavala
Em pé na porta eu posso ver bem
Ajeito a pica e fecho a porta
Ela olha pra minha pica e da um trago no cigarro
Silêncio
Sento-me ao seu lado e aperto um baseado
Silêncio
Ascendo o verdinho e dou pra ela
Silêncio
Ela da um tapa no bagulho, depois outro, e mais outro.
De repente ela bota a mão na minha perna e fala:
- Isso não tá me dando onda, você tem cocaína?
Respondo não
Porra, a maluca grita-me na janela querendo fumar um, e agora quer cocaína, tô sentindo cheiro de merda.
Sem tirar a mão da minha perna ela diz:
- Vou ligar pro moto-taxi, tem problema?
Claro que tem problema
Respondo não
O telefone dela toca, ela não atende.
Batem na porta
Não estou esperando ninguém
Uma voz masculina grita:
- Eu sei que você está aí sua piranha, abre essa porta porra!
Calmamente ela olha pra mim, da um trago no cigarro, levanta, abre a porta, e vai embora.
Corro pra janela e vejo o mesmo carro na esquina, vazio.
Os dois saem do meu prédio e andam na direção do carro
Ainda a escuto falando pro cara:
- Eu te amo seu bobo, o Mauricio é viado, eu nunca te traí.
Meu pau não abaixa
domingo, 8 de janeiro de 2012
Celofânica
Deslizam
Cordas imaginadas
Pendem sobre abismos
Tensas
Dedilho com cuidado
Velocidade de dobra
Desfolho sonhos apressados
Penso catecismos
Conselhos didáticos
Vagueiam pelas cercas
Em vôos celofânicos
Tudo vão
Recolho as asas
Imensas dentro do alambrado
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Adágio Prestíssimo de Adalgisa Pitonisa
A terra engole a prole
de Adalgisa
Esconjuros de ebós de mandingas de "viernes santo"
Um negro ancião estala a língua e os ossos
Socializando o fogo fluido engarrafado na fonte
O futuro é um gato preto com futum de pelo molhado
Jesus Fura-bucho masca mato e cospe cospe cospe
Mariposas em revoada (mariposas revoam?)
antecipam o eclipse vaticinado pelo velho
a barba cofia desconfiado nauseabundo e lúgubre
Se esvai o dia do augúrio mau
Adalgisa chora
Adalgisa grita
Adalgisa cai
A terra devoradora de "niños"
revolve
e rega
Desesperai, filhos do homem!
Adalgisa vê
a luz de Jesus
Adalgisa arrebata
o prateado revólver
cano boca cano boca
estrépito silêncio
sete palmos
dor pungente
finis
mezinha quente
Adalgisa sabia
os mortos não mentem.
Carlos Cruz - 28/07/2010
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Gripe Literária
Acordar gripado é terrível. Com a garganta inflamada e torcicolo então, aí é pesadelo. A constipação da gripe afeta o cérebro e o pensar, a inflamação das cordas vocais te deixa afônico e sem condições de se expressar corretamente e o pescoço imóvel, apontado sempre na mesma direção ilustra muito bem aqueles que não movem o seu pensamento, que não veem outros horizontes e são habituados só com uma visão de mundo.
Junte à isso estar editando um livro, fazendo uma monografia e estudando para provas finais. Punk, né? C´est la vie.
Aproveito que ainda é manhã madrugada e vou pagar contas na lotérica. A fila da manhã é melhor do que a da tarde e o danado do ar-condicionado não está ligado. Corria o risco de despertar a sinusite e aí é que a coisa teria tudo para desandar.
Cubro-me igual a um explorador antártico (São Shakleton, rezai por nós), com tudo a que tenho direito: blusas em dobro, gorro, um cachecol do tempo de criança, calças de moleton e pantufas. Não, melhor deixar esse negócio de pantufas só para dentro de casa. Vou de coturno. Por educação ao meu semelhante, caio na besteira de usar uma máscara clínica, daquelas de médico. Sou o último de uma fila de tamanho médio, recheada de velhinhos e aposentados. A senhora à minha frente fica me olhando meio de esgueira, meio assustada. Meu andar frankesteiniano e o tom apocalíptico dos telejornais podem ter alguma coisa com isso, deduzo. Tentando fazer uma brincadeira para animar o ambiente e diminuir seus receios, solto a máxima:
− Rigidez cadavérica post mortem.
O resto da fila se abre em bandas dignas do Mar Vermelho. Sem graça com a graça que não deu certo, pago minhas obrigações e ainda faço uma fezinha. Vai que hoje é o dia?
Retorno ao meu espaço virtual, obstinado. No caminho pela cozinha, faço todas as receitas de chá que a família recolheu nos últimos trezentos anos. Enquanto as chaleiras apitam e o microondas solta faíscas, adentro o ciberespaço. Vou aproveitar que estou infectado para espalhar isso aos quatro cantos. Quero inocular este vírus em todos, lançar uma pandemia (que bem podia se iniciar aqui, em tupiquimlândia), atingir você do Msn, do Skype, do Orkut, do Facebook, dos três tipos de e-mail, dos sites e blogs afins, você que navega porque é preciso.
I have a dream! Na verdade, mais de um, mas é que a citação cai bem. Um deles é disseminar a novíssima (ok, nem tão nova assim) gripe literária. Aquela que não se trata com comprimidos ou drágeas, chazinhos da vovó ou infusões; mas com escritos reais, virtuais, ideias (com ou sem acento), incutir nos outros a vontade de ler, se informar, tornar-se crítico diante dos fatos que o cercam, que o fascinam, que o afligem.
Eu quero um País com “p” maiúsculo e que leia bastante, seja criterioso o suficiente, cidadão em suma, antenado com o mundo e cumpridor daquela velha promessa que citava o futuro.
E para isso precisamos de você. E de mim, das velhinhas das lotéricas, dos adolescentes irados, dos cidadãos desiludidos e daqueles sonhadores que ainda não jogaram a toalha, dos jogadores de futebol e das personalidades da tevê; das empregadas, dos varredores de rua, mecânicos e professores, independente da fé que professem, das...
Agora vou tomar um chá com oito mil comprimidos que minha mãe mandou avisar que estou tendo alucinações... Ou será que estou mais sóbrio que nunca?
P.S – Se alguém souber como arrumar textos em .pdf, a ajuda seria bem vinda...
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
sol de janeiro e ano inteiro
descobriu-me mulher
giro em sua órbita
provoca em mim estações
e desconhece-me esfera
causou-me amanheceres meridianos
as belas horas brilharam aqui
vogaram tanto e como que declinaram
no desespero de seu poente
ah, meu amor, minhas dúvidas!
seus lábios queimaram os meus
fizeram juras que não podem cumprir
não sou júpiter ou urano
nem sou saturno e em segredo
trago seu anel no polegar esquerdo
meus olhos devotei aos dias
que choram durante a noite
é madrugada agora
sinto a frieza da solidão
um medo tão meu
obedeço a ordem que impôs
apertam-me suas margens
privam-me do seu calor
tento esquecer o que foi
todas as manhãs.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Possuído
Eu quero um homem complexo
e cheio de marcas,
com erros sem volta nas linhas do rosto,
no corpo, na alma.
Eu quero um homem que pense
que ele não tem cura,
nem paz, nenhum porto
e que eu lhe seja uma nova aventura,
mudança de rumo, refresh na tela.
Em suma:
eu quero alguém
que ao sentir o meu cheiro,
meu beijo, meu sexo
se esqueça um pouco da vida
tão dura.
domingo, 1 de janeiro de 2012
início de ano
gastei as horas inúteis desses últimos dias relendo mulheres, do bukowski, e conhecendo dentes negros, do andré de leones. tb passei as vistas por “Douze preuves de l'inexistência de Dieu” ("Doze provas da inexistência deDeus"), este virtual, de Sébastien Faure, um anarquista francês da virada do séc. XIX. recomendo.
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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
BdE - Terceira Dose - lançamento em breve.
A antologia Bar do Escritor - Terceira Dose - está sendo distribuída aos autores de todo o Brasil (Manaus, Fortaleza, Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Salvador, Curitiba, Porto Alegre, entre outras cidades) para o lançamento nacional, que ocorrerá em breve. A edição desta obra alcançou 2000 exemplares, possui 37 escritores, foi publicada pela Netebooks e determina a maturidade da comunidade de literatura barnasiana, em sua função precípua de incentivar a leitura e divulgar novos autores nacionais. Conheça. Participe. Divulgue.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Culpa
Os pássaros até hoje assobiam, fazendo-se de desentendidos.
Texto presente no http://livrocolchaderetalhos.blogspot.com
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Convidado Elton SDL
Seria bom se com um CTRL+Z eu pudesse desfazer
Os erros da minha vida
Formatar o drive, deletar os vírus, alternar entre as janelas
Com um ALT+TAB
Dar um Enter nas coisas sabe?
Com o F1 obter a ajuda necessária (o que seria o F1?)
Ter uma precisão exata nas buscas, não errar
Nunca
Se eu quisesse aprender a dançar, matemática, escalar montanhas, ser infalível no amor, mil tarefas executar, seria fácil: era só um programa correspondente instalar
Em mim
Sem rumo digitaria o endereço
Pra (me) encontrar
Fazer um Logoff se eu não estivesse bem...
Mas um dia me desligarei e com um CRTL+Z me desfarei.
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Elton SDL
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sábado, 17 de dezembro de 2011
Trânsito Intenso
Vaga Lux
Vagalumes constituem
uma serenata visual
para poetas.
Decerto que para alguns lagartos
as mesmas lamparinas voadoras
constituem, cocomitantemente
um jantar-jantar à luz de velas.
mas, o fundamental
é que à noite
quando saem para um passeio de bicicleta
os poetas costumam perder o ritmo.
e não conseguem permanecer
no
um-dois-feijão-com-arroz.
Normalmente eles vão pedalando
e olhando para o inabitável escuro
lá de trás.
É como se de repente
todos os matagais noturnos
pudessem espelhadamente
refletir estrelas cadentes
e inquietas.
No chão do mundo dos poetas.
(Jessiely Soares)
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Impressão boêmia e entorpecida sobre a rua, postes e afins
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
O GRITO

Agachado em cima da pia da cozinha
Grito
Maconheiros
Maconheiros
Eu vou ligar pra policia
Os vizinhos
Violões
Bafafá
Não vão me deixar relaxar
Acordo cedo
Todo dia
Eu trabalho
Eu também fumo maconha
Agachado em cima da pia da cozinha
Grito
Maconheiros
Maconheiros
(somos todos egoiguais)
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
querido
¸¸.*♡*.¸¸.*☆*¸.*♡*.¸¸.*☆*.¸¸.*♡*.¸¸.*☆*
sei bem que não te amo,
mesmo quando te chamo assim
guardo teu olhar e meu susto
num frasco
o vidro reflete essa coisa nua e estranha
repetes no escuro o que já sei. Não te amo, amor
recitas cantilenas febris e obedeço à calma
traças amarras rendadas nos meus lábios
mas são teus olhos, honey.
não te amo.
agendamos ao acaso esse desencontro, essa fome
nisso concordamos. Carne, alguma alma e tuas mãos
esparramadas no prato minhas novenas cifradas
é libertador não te amar, Love. Confesso.
pode comer essa menina fosca, essa ninfa
essa estranha que entrevejo e amo
e só aparece nos teus olhos.
¸¸.*♡*.¸¸.*☆*¸.*♡*.¸¸.*☆*.¸¸.*♡*.¸¸.*☆*
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
domingo, 4 de dezembro de 2011
Dos perdões nunca pedidos
I know you'll be a star
In somebody else's sky, but why, why, why
Can't it be, can't it be mine”[1]
Eu sei que você será como uma estrela
No céu de um outro alguém
Mas por que?
Por quê?
Por que não poderia?
Por que não poderia ser no meu?
sábado, 3 de dezembro de 2011
a dobra do origami
nascendo sobre seus braços
tomando suas mãos
enquanto outras criaturas
de papel voavam
esses seres alados se reuniam
sobre seus glúteos
sobre sua vulva
erguiam-se em dobras
enfim eram saias que ocultavam
um corpo marcado
um coração desfeito
dois pés dilacerados
a musa rubra descansa
sobre os mesmos olhos
que passivamente fere
e cega
não entende os males
que prolifera e paira
quase meiga e só
sobre a terra devastada.












