Sem ter uma casa para levar desaforo, armou o barraco
sábado, 22 de fevereiro de 2014
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
Sob o manto da lua negra
Escrito por
Angela Gomes
Sob o manto da
lua negra os astros tornavam-se archotes para o seu caminho. Velar-se entre as ramagens
densas do sombrio bosque, que era acometido pelo gélido e ruidoso vento, não
facilitava o seu caminhar, mas, já se acostumara a transitar pela sinuosidade
das madrugadas. Fora a vida que escolhera nestas pesadas horas.
A lua não era
mais sombria que àqueles tempos... Nem, a rusticidade do bosque, nessas horas
mortas, era mais trevosa que a intransigência humana hostilizando através da
violência e sob o signo da ignorância, atos que julgassem pagãos.
Logo, a água
fresca da fonte lamberia os seus cabelos e refrescaria o seu corpo, encobertos
pelo pesado capuz da longa capa, vestes necessárias para a segurança nessa
época de trevas.
As nascentes d’água
traziam a energia curativa da Mãe, eram bálsamos para os enfermos. Também, as
ervas se tornavam mais frescas sob o orvalho. Apressou-se para encher o seu
cantil e coletar algumas ervas; sempre muito atento, pois as sombras eram tão
perigosas quantos os seres.
Não muito
distante, havia um grupo de pessoas a esperá-lo; os recursos xamanísticos faziam
parte dos antigos costumes e atuais ritos.
Destinaram-lhe
as incumbências de demarcar o círculo e acender a fogueira central. Não demorou,
um agrupamento de pessoas o rodeou, ocultos em trajes semelhantes.
Bebeu do
cálice da vida, entoou cânticos sagrados, reverenciou a Terra. Retirou o néctar
dourado de um favo e o saboreou. Repartiu o dourado fraternalmente, agradecendo
pela colheita, pelos frutos do trabalho e à fertilidade do solo. Festejou com
os próximos a luz do sol, a divindade das chuvas, a temperança das estações do
ano. Rompeu as noites e os dias e atravessou portais temporais. Vestiu novos
trajes, participou de novas ordens cerimoniais, assimilou transformações
sociais..., mas, continuou a pisar com os pés voltados para as estrelas.
Após sentir em
sua nuca a água fresca da fonte, todo o seu corpo estremeceu. Despiu-se do
tempo que oprime as eras e os passos e, pôs-se a nadar nu no lago.
Sua aura
purificara-se e tornara-se translúcida com os primeiros raios do sol.
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
Convidada Belén Greece
Escrito por
Bardo
50 RAZONES PARA AMARTE
Porque
siempre estás cuando se te necesita.
Por tu
corazón tan generoso.
Porque nunca
falta un palabra de ánimo.
Porque nunca
me dejas desfallecer.
Porque haces
de cada momento el más especial.
Porque
iluminas mi mirada con solo pensarte
Porque eres
mi cómplice.
Porque pensar
en ti me da la vida.
Porque mi
madre aún te debe una receta.
Porque en
cinco años nunca me has fallado.
Porque sueño
contigo cada noche.
Porque me
gusta dormir abrazado a ti.
Porque cuando
me acaricias siento un escalofrió recorrer todo mi cuerpo.
Porque haces
de mis problemas los tuyos propios.
Porque a tu
lado, mi mundo es perfecto.
Porque cada
recuerdo tuyo es un recuerdo feliz.
Por el calor
de tus abrazos.
Por la
dulzura y sabor de tus besos.
Porque haces de
nuestra relación algo mágico.
Por tu
compañía impagable.
Por tu amor
desinteresado.
Por el
sentimiento de tus lágrimas.
Por el
resplandor de tu sonrisa.
Porque das
sentido a mi vida.
Porque me
haces volar en la tierra.
Porque eres
mi compi de camino.
Porque nunca
me falta tu mano.
Por nuestras
interminables charlas en el sofá.
Por enseñarme
a sentir.
Porque nunca
me has abandonado, pese a tener motivos para ello.
Por quererme
como soy.
Por soportar
todos mis defectos.
Por tu apoyo
incondicional.
Por darle
sentido a mi vida con tu regreso.
Por regalarme
un donuts.
Por enseñarme
a expresar sentimientos.
Por tener el
blog más bonito que he visto.
Por dejarme
escribir en él.
Por darme la
oportunidad de disfrutarte.
Por dejarme
esta a tu lado.
Por dejarme quererte.
Por hacerme
sonreír cada día.
Por aquella
preciosa postal de cumpleaños que me enviaste.
Por hacerme
tocar el cielo al escuchar tu voz.
Porque
necesito cada día que esa letra verde me diga que me tengo que mover.
Por esa
comida juntos tan maravillosa.
Por el olor
de tu pelo.
Por el tacto
de tus manos.
Y porque te
quiero, no por lo que eres, sino por quien soy cuando estoy contigo.
---
Belén Greece
belen_greece@hotmail.es
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
Livros, filmes e músicas.
Escrito por
André Bortolon

Quisera eu ter a funcionalidade do cérebro de uma mulher. De fazer várias coisas ao mesmo tempo. A bem da verdade, duas coisas ao mesmo tempo já estaria de bom tamanho.
Pensei nisto no momento em que levantei a cabeça para ver meus livros na estante de casa, e vi três obras a meio caminho do fim – incompletas, que não acabei de ler, que simplesmente estacionei para iniciar outras que tiveram o mesmo destino: o de ficar pelo meio do caminho.
Mas calma. Nada está perdido. Sem muito drama. Posso continuar do ponto que parei. Ou melhor, preciso entrar na história de novo. Talvez recomece a leitura de um deles do início. Ou talvez de dois dos três livros. Ou de todos. Ou de nenhum. Ah, que se dane, vou ver um filme.
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Quando o assunto é filme, as opções são ainda maiores. No meu acervo particular gozo de uns 300, quase 400 filmes não vistos. Eles estão ali, guardados em gavetas. Por quê? Bem, não há muito espaço no apartamento para expô-los, e como filmes tem tamanho padrão, diferentemente de livros, decidi por deixa-los momentaneamente escondidos em gavetas, onde já sei exatamente quantos filmes posso guardar (exemplo, trinta por gaveta no criado-mudo ao lado da cama, setenta e três por gaveta na penteadeira que foi de vovó, etc...).
Pena que o mesmo problema que acontece com os livros, se repete com os filmes: alguns ficam pela metade, na maioria das vezes culpa do sono, ou daquela visita inesperada que bate à sua porta num domingo à noite, por exemplo. Menos mal. Com os filmes, tudo fica mais fácil, uma vez que em sua maioria consumem duas horas. Recoloco o filme no aparelho, se estiver boiando, recomeço (bom não precisar “rebobinar”, né?) e assisto-o por inteiro então.
Filmes não demandam tanto tempo quanto livros. Exceções feitas, claro, para o caso de você estar assistindo a, por exemplo, Berlin Alexanderplatz; ou para o caso dos que são adeptos à leitura dinâmica e aplicam a técnica para cada livro lido – como ficar pela meio do caminho nesta situação?
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Bem, enquanto busco respostas, vou ouvindo um pouco de boa música, para repousar a mente em solo criativo... coloco no fone de ouvido a oitava sinfonia de Beethoven e começo a... ops, acho que ainda não acabei de ouvir a sétima por inteiro.
Mas que droga!
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
Água
Escrito por
Zulmar Lopes
Fora um dia próximo do
improdutivo. Parcas moedas haviam pingado em suas mãos carcomidas. Já os
olhares de nojo e desprezo, estes tinham se multiplicado com a passagem das horas. Noite. Para
sentir-se um pouco gente, o mendigo quase se afogou em goles da garrafa de
Perrier roubada de um supermercado
próximo. Naquele momento, gozou de um luxo que poucos da mesquinha classe média
ousaram experimentar. Saciado, dormiu o sono dos reis e sonhou que uma chuva de
água da fonte francesa inundava a cidade. As vítimas morriam felizes. Consumidores ao menos na hora derradeira. Acordou com a garrafa vazia. Sentiu
tristeza. Pegou o engradado elegante e foi até a pastelaria mais próxima. O
chinês demorou a entender que mendigo queria encher o recipiente esmeralda. As
aparências enganam, mas entorpecem.
Advinhos de Nós Mesmos
Escrito por
ofilhodoblues
abri-me as entranhas hoje
a fim de ler
os presságios;
a dor surgiu de súbito,
enquanto o sangue jorrava
pelas minhas mãos trêmulas
que deixavam cair, impotente,
o gládio.
e então eu vi, amor,
sim, eu consegui ver
com meus olhos ainda arregalados,
trespassado por correntes
elétricas de dor,
assim como tu também o viste...
o sinal era bem claro:
seremos felizes.
André Espínola
Nova Antologia do Bar do Escritor - QUINTA BARNASIANA
Escrito por
Giovani Iemini
A nova antologia do Bar do Escritor está recebendo inscrições.
Acesse o blog da Factotum (http://factotumdf.blogspot.com.br/) para ver o chamamento público.
A lista de participantes pode ser conferida na página da antologia no Facebook:
https://www.facebook.com/quintabarnasiana
Acesse o blog da Factotum (http://factotumdf.blogspot.com.br/) para ver o chamamento público.
A lista de participantes pode ser conferida na página da antologia no Facebook:
https://www.facebook.com/quintabarnasiana
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
Passados
Escrito por
Jessiely Soares
Quiçá,
meu antigo mundo
tenha sido construído
em redor de um poço,
no meio do laranjal,
assistido pelos pardais e grilos.
Quiçá, veja só,
nós tenhamos tido
um balanço muito grande
onde embalávamos nossas tardes
e nossos mitos
Em que todas as noites
eram poluídas apenas
pelo medo do desconhecido.
Quiçá,
nas tardes velhas
você sorrisse - como sorri agora
enquanto lê essa inesperada poesia.
E seu sorriso ainda seja
constituído pela mesma centelha
que iluminava a estrada
da nossa antiga vida.
(Jessiely Soares)
domingo, 16 de fevereiro de 2014
Ontem fez muito calor, fiquei puto da cara e o dia se resumiu nisso
Escrito por
Júlio Freitas
A história se repete
todo dia
as caras se repetem
seus atos se repetem
suas novidades se repetem
Café com pastel é melhor
rabiscar no papel
o que quer que seja
é infinitamente melhor
do que encarar rostos vazios
O cara da mesa ao lado
me pergunta que tanto escrevo
- Qualquer merda- digo
nas outras mesas
há grupos de amigos
e todos riem e se divertem
eles não entenderiam
- Qualquer merda, cara,
qualquer merda.
sábado, 15 de fevereiro de 2014
A Reforma
Escrito por
Sergio Vinicius Ricciardi
Faltava apenas um ano para o ano 1000. As pessoas estavam apreensivas sobre o que viria: o fim do mundo? O Apocalipse? Águas ou fogo? O temor era geral e os Senhores viam seus ganhos nas vilas diminuirem.
Foi quando o Senhor da Vila de Ginzburg decidiu chamar o Sábio para que o ajudasse. Há trinta anos aquele homem estava recolhido em sua morada fortificada, desde que voltara das guerras contra os infiéis, estudando as ciências ocultas e o milagre da transmutação do vil metal em ouro. Adquirira muita sabedoria nesse período. Essa sabedoria, aplicada ao quotidiano dos aldeões de Guinzburg, era o que interessava ao senhor.
Atendendo ao chamado, o Sábio largou seus livros e seu laboratório e foi ter com o povo. Ensinou os agricultores sobre as fases da lua e as conjunções planetárias. De repente, esses produziam verduras, legumes e frutos em maior quantidade e em tamanhos nunca antes vistos. Aos ferreiros ensinou as corretas práticas com os metais e a temperatura do fogo. Surgiam espadas e escudos mais fortes e mais brilhantes, em abundancia. Aos trabalhadores das guildas e ao povo em geral versou sobre a correta arte de guardar e estocar os bens. O Senhor impressionou-se: naquele Inverno, recolheu mais impostos do que em toda a história da vila e, ainda assim, o povo de Guinzburg era o mais rico da região.
Foi quando o Burgomestre procurou o Cardeal. Ele era Burgomestre desde quando o seu pai, o Burgomestre anterior, partira para a morada celeste, e isso fora há muito, muito tempo. Falou sobre a chegada do milênio e sobre o Anticristo. Toda aquela “prosperidade” não seria um truque do Diabo para perder as almas dos aldeões? Ademais, quem era aquele homem para ensinarem-lhes novas formas de fazer as coisas? Seus pais, seus avós e bisavós e os que vieram antes deles já faziam o que faziam do seu jeito! Era assim e deveria continuar sendo. A mudança, afinal, era obra do Diabo.
O Sábio acompanhou, atônito, a chegada de todo o povo reunido em sua busca. Do seu lugar na pira de toras, viu o rosto resignado e triste do Senhor em meio ao seu povo, sem nada poder fazer. Antes do fogo roubar-lhe a consciência, pensou em como é difícil transmutar o coração do homem em algo melhor, muito mais que mudar o vil metal em ouro.
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
Reclamar Sempre! (DBS)
Escrito por
DBS
Reclamar Sempre!
A empresa planeja uma mudança e envolve uma galera.
A minha parte era mudar 183 links.
Eu passei o dia automatizando a operação.
Na hora H, o cara autoriza a minha mudança.
Eu rodo o 'programa'.
Em 3 minutos está tudo mudado.
O cara manda essa: "Porra, foi rápido demais, não estava no plano ser tão rápido."
Eu mando: "Desculpem por ter sido tão rápido!"
Ahahaha!
* A frase original: 'Wow - pretty much bang on schedule!'
A empresa planeja uma mudança e envolve uma galera.
A minha parte era mudar 183 links.
Eu passei o dia automatizando a operação.
Na hora H, o cara autoriza a minha mudança.
Eu rodo o 'programa'.
Em 3 minutos está tudo mudado.
O cara manda essa: "Porra, foi rápido demais, não estava no plano ser tão rápido."
Eu mando: "Desculpem por ter sido tão rápido!"
Ahahaha!
* A frase original: 'Wow - pretty much bang on schedule!'
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
Nos seios fartos do meu travesseiros
Escrito por
André Foltran
Mais uma vez acordo
no auge dos meus 17 anos.
Ainda estou em casa e os sonhos
ainda são aqueles.
A poesia sexual
dança debaixo
do edredom
— são as mãos febris lutando
no escuro.
Flutuam no ar imagens
de um pornô qualquer
que fogem, feito salamandras,
pra debaixo da cama onde
dormem natimortos.
É meu trabalho decifrar esses códigos
diariamente. Trabalho duro
que me arranca o gozo.
***
poema publicado originalmente no blog do autor
Pensamentos Apoucados de Mossoró: 1 - 4
Escrito por
Daniel Delgado Queissada
Nº1
“A poeira incide como neve
Não são grãos, são flocos
Se não resvalo o pano a cada três
minutos na mesa ínfima
Dunas se formam”
Nº2
“Percorro até meu destino. São
vinte minutos marchando
Contudo, cada gota de suor pesa um
quilo
A cada passo estou um metro mais
distante do fim
O sol pune, a poeira talha como
navalha que é
Nos óculos, uma miscelânea de suor e
poeira
O barro da aflição
Até que enfim chego
Para mim, após três dias e quinhentos
quilômetros"
Nº3
“No
teto, sem forro, as teias foliam
Aracnídeos
inertes, mas atentos, aguardam o bródio
E
a poeira ainda advém
Mesmo
ao anoitecer”
Nº4
“A
sabatina principia
Mesmo
assim o fiscal não se cala, conversa e estorva minha concentração
Ouço
o ranger de cadeira, a algazarra de um papel de bala, o rasante de uma mosca, a
cantiga de um pássaro, o açoitar das folhas secas ao vento, o alento ofegante
de um candidato acabrunhado
Não
consigo me concentrar”
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
A Saga de José
Escrito por
Quintela
José, a festa é furada!! toma cuidado, José!!
.
falei com o Montana e ele concordou em fechar a boate pra gente. então é o seguinte, hoje a noite a transação vai ser lá. os japoneses não tem pinto mas são tudo uns tarados. querem as latinas, então vão ter. o irmão do alemão ficou de arrumar essas putinhas lá da faculdade onde dá aula. o problema é que não confio nesse pessoal. só querem saber de cheirar e beber às custas dos outros. fica de olho.
.
porra mano, controla aí!! o Suzuka e o Akira tão demorando com a Fernanda! tão se fodendo faz duas horas!! vai com o Paixão lá e arrebenta esses filhos da mãe. essa parada aqui é minha. a bebida é minha, a droga é minha, o dinheiro é meu, TÁ ME ENTENDENDO??!! tão querendo foder com meu negócio?? me dá tua arma aí, vou mostrar quem é que manda aqui!!!
.
José, hoje é dia de luto! mas não é por você, José
.
Dom Matteo morreu. foi envenenado por sua doméstica que, descobriram agora, era agente infiltrada pela família Rossi. guardemos luto pois, embora rivais, respeitamos a dor humana. hoje quero nossa família mais unida do que nunca. cruzdemalta, mande chamar sua irmã lá do suriname. sem dinheiro, ela está vivendo de vida. andorinha, prepare-me duas carreiras e um duplo sem gelo. hoje não vou trabalhar. quero pensar na vida e na morte que quero pra mim.
.
não posso negar que era gostosa. uma viciada, mas gostosa. e daí que fodesse com aquele mafioso? tá pra nascer a puta confiável. dane-se! o Limeira deve tá chegando aí. vou com ele pra Santos resolver umas pendências com os equatorianos. tu fica aí, abre o olho e fecha o bico. tem muita coisa correndo por aí e que tu nem imagina. manda tománoku quem perguntar por mim.
.
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falei com o Montana e ele concordou em fechar a boate pra gente. então é o seguinte, hoje a noite a transação vai ser lá. os japoneses não tem pinto mas são tudo uns tarados. querem as latinas, então vão ter. o irmão do alemão ficou de arrumar essas putinhas lá da faculdade onde dá aula. o problema é que não confio nesse pessoal. só querem saber de cheirar e beber às custas dos outros. fica de olho.
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porra mano, controla aí!! o Suzuka e o Akira tão demorando com a Fernanda! tão se fodendo faz duas horas!! vai com o Paixão lá e arrebenta esses filhos da mãe. essa parada aqui é minha. a bebida é minha, a droga é minha, o dinheiro é meu, TÁ ME ENTENDENDO??!! tão querendo foder com meu negócio?? me dá tua arma aí, vou mostrar quem é que manda aqui!!!
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José, hoje é dia de luto! mas não é por você, José
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Dom Matteo morreu. foi envenenado por sua doméstica que, descobriram agora, era agente infiltrada pela família Rossi. guardemos luto pois, embora rivais, respeitamos a dor humana. hoje quero nossa família mais unida do que nunca. cruzdemalta, mande chamar sua irmã lá do suriname. sem dinheiro, ela está vivendo de vida. andorinha, prepare-me duas carreiras e um duplo sem gelo. hoje não vou trabalhar. quero pensar na vida e na morte que quero pra mim.
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não posso negar que era gostosa. uma viciada, mas gostosa. e daí que fodesse com aquele mafioso? tá pra nascer a puta confiável. dane-se! o Limeira deve tá chegando aí. vou com ele pra Santos resolver umas pendências com os equatorianos. tu fica aí, abre o olho e fecha o bico. tem muita coisa correndo por aí e que tu nem imagina. manda tománoku quem perguntar por mim.
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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
Convidada Cristina Rangel
Escrito por
Bardo
Engravidar
Eu engravido todas as manhãs outra vez
quando ao fazer as camas,
sou invadida pelos cheiros dos meus filhos.
Me arredondam as formas tais aromas.
A nítida sensação de que estão
impregnados dentro de mim
Sem cortes em seus cordões
E me circulam as lembranças
Dos movimentos sensíveis,
no meu ventre!
E lanço o meu olhar sobre a vida
Renascendo, como mãe!
---
Cristina Rangel
https://www.facebook.com/cristhinangel
domingo, 9 de fevereiro de 2014
ROLA É MEIA CURA DO MUNDO
Escrito por
Pablo Treuffar
Ter tomado porrada foi a prova inequívoca do meu sucesso
Ninguém contrata um cara pra espancar outro sem ter sido atingido
Sem estar muito possesso
E nada deixa alguém mais possesso do que a verdade estampada diante dos olhos
Minhas palavras foram setas certeiras nos ouvidos da gorda
Dizeres nocauteiam mais que chute na cara
Ter apanhado foi o retrato do meu sucesso frente ao fracasso do gordo ser
- Porque você sabe, né?
Toda gorda vive de migalha
A gorda é um pombo que vive ciscando
De tanto ciscar vira uma espécie de galinha gigante
Um desenho animado
O problema da gorda é ter sentimento
Gorda não pode ficar ofendida
É como blusa em prateleira de loja, não fala, espera ser escolhida.
Mandada pro espaço viraria satélite de Plutão
Tem massa suficiente para gerar gravidade
São Jorge foi morar na lua fugindo de uma gorda modelo hipopótamo
Azar o meu de topar com o Panzer
Bow! Bow! Bow!
Ipanema tremia a cada passo seu
Um dinossauro ressurgido dos filmes
O Godzilla com um saquinho de pão na mão veio em minha direção
Não aguentei
Virei pra ela e disparei:
- Cadê o Godzuki?
Ela fez um escândalo
Falei muitas verdades
Daí o episódio da porrada, o tio dela é policial.
Enfiou-me porrada em nome da sobrinha balofa
Sobrinha, esse era o único diminutivo que cabia na vida daquela gorda escrota
Foda-se
O titio dela é policial
Eu sou técnico de futebol
No meu banco de reserva tem sempre um veado e uma gorda
O veado serve pra não comer a mulher que a gente tá afim
- E a gorda, serve pra quê?
Pra chupar nosso pau depois que a mulher que o veado negou não quiser dar pra gente
Aprendemos no primário
Gorda é a cinderela às avessas
Baleias bípedes têm duas horas de existência
Entre quatro e seis da manhã
Olhos só enxergam gordas como seres comíveis depois das quatro da madruga
Regados a muito álcool e cocaína, é claro!
Depois que o sol nasce não podemos estar ao lado de uma gorda
Elas voltam ao seu estado permanente
Sacos de merda podre
- Saca areia movediça?
Pois é, te engole.
Verbo que gorda entende é esse, engolir.
A gorda tem a xereca na boca
Ela chupa pau como quem dá a boceta, e pelo amor de deus, sempre vestida.
Duas regras primordiais no trato com as gordas
É proibido as gordas tirarem a roupa
É proibido dormir com as gordas
Dito isso
Naquele dia eu tinha que mexer no time
Estava perdendo
O jogo tava no segundo tempo
Bastava um empatezinho pra não ir pra zona
Virei pro meu assistente pirutécnico e dei a ordem:
- Bota à gorda no aquecimento, hoje ela vai mamar.
Eram quatro e meia da madruga
E como já concordamos, a essa hora podemos com gordas.
A bolofa baranga mora no meu prédio, é minha vizinha.
Ela fica na janela esperando meu retorno
Rezando pelo meu insucesso
Minha desgraça é sua glória
Meu infortúnio
Volto pra casa totalmente derrotado
Mas a gorda sempre deixa eu fazer um golzinho aos 44 do segundo tempo
Ela abre a boca e aí meu amigo, gol feio não existe.
Feio é não fazer gol
Gol de canela também vale três pontos
Quando uma gorda abre a boca temos duas opções, ir embora ou meter a pica.
Ir embora é bem mais sensato
Sensatez nunca foi o meu forte
Se a balofa me ouvisse
Mas não
O azar dela foi não crer em minhas profecias
Eu falei pra aquela filha da puta não aparecer de batom
Minha ideia pra ela era curta e grossa
Botar o pau pra fora
Dar-lhe uns três tapas na cara
Gozar e ir dormir
Como sempre, a derrota que não se justifica.
Mas não, ela tinha que aparecer de batom.
Um hipopótamo maquiado
Eu não sou dado a animais
Tenho uma máxima a qual levo muito a sério: “rola é meia cura do mundo”
Mas como curar um hipopótamo de batom?
Usei o meu revólver
Dei seis tiros na cara da gorda
Depois disso nunca mais precisei lavar sorrateiramente o pau sujo de batom na pia antes de dormir com minha linda e amada mulher
Pablo Treuffar / Leandro Gama
ROLA É MEIA CURA DO MUNDO de Pablo Treuffar e Leandro Gama é licenciado sob uma Licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Unported.
Based on a work at www.pablotreuffar.com
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