terça-feira, 27 de março de 2007

Sonolência Grave

Hipnos assombra as alegrias menos isentas
E semelhante ao grito rouco dos devassos
Ele também arrasta seus pesados passos
Pelos jardins de flores nuas e sonolentas.

Poucos resistem ao rumor rasgado e escuro
Que afronta sonhos, corações e pesadelos
Quando ele chega no silêncio dos apelos
Para alargar nosso sorriso mais impuro,

E ao despertar banhado em sangue novamente
Homem nenhum conseguirá dormir calado
Vendo deitar esse sombrio monstro ao seu lado.

Mas sempre há aqueles que vivendo o inconseqüente
Bebem, assim como eu, soníferos mais fortes
Para dormirem por prazer milhões de mortes!


Eduardo Borges (Rebellis)
________________________


Hipnos, segundo a mitologia grega, foi o deus do sono, filho da noite, Nix, e do caos primordial, Érebo. Seu filho mais importante foi Morfeu, o deus dos sonhos.
Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hipnos

15 comentários:

Me Morte disse...

Eduardo, um lindo sonêto, parabéns. Vc tem o dom de fazer lindos poemas, não esperava nada diferente hoje. Beijos

Muryel De Zoppa disse...

Sou seu maior fã. tens faca e o queijo para a produção de lindas trovas, grandes 'canções' dotadas de lirismo e significado. poeta de mão cheia.

Anderson disse...

Eduardo e seus sonetos. rsrsrs Não gosto de soneto, mas gosto da tua temática.

Thin White Duke disse...

Sou fã de Mitologia e gosto muito do seu estilo de escrever. Associando os dois, já sabe npé?
eaiuhaeaegaeyea

flew!

Lameque Hyde disse...

Fiquei com medo dormir agora, hehehe

Não entendo de métrica, ou o diabo a quatro, mas sei quando estou em frente a algo belo.

Saudações

Lameque Hyde disse...

Fiquei com medo dormir agora, hehehe

Não entendo de métrica, ou o diabo a quatro, mas sei quando estou em frente a algo belo.

Saudações

[barba] Uonderias disse...

soneto devidamente explicado
então, cumprido o comentário

Larissa Marques disse...

Não poderia deixar de comentar o "negro gato", que conheci sábado passado, junto com a Rita.
Quanto ao poema já disse lá na comunidade, não gosto de métrica, nem de escanção, mas seu poema está ótimo!
Beijo grande.

Anaconda de Deus disse...

doido, curti, viajei, dormir milhoes de mortes viajei

Deveras disse...

Metricamente bem trabalhado, com ótima temática (o André que o diga, rs) e uma mensagem muito boa.

Bom domínio de nbola, condução e sabe a hora de sinalizar... Acho que poderia te escalar pro Fla-flu,rs

ficanapaz, conterrâneo!

Fernando disse...

Bonzão! Mesmo. Um soneto clássico moderno. :-)

(Coleguinhas, como podem não gostar de métrica e sonetos?...)

Paulo Fardado disse...

Eu gosto de dormir.


Apesar de volta e meia sonhar pesadelos.

Eduardo Perrone disse...

O tema me incomoda. O texto me arrebata.

Eduardo Perrone disse...

O tema me incomoda. O texto me arrebata.

Rebellis disse...

O autor, após ser expulso desse Blog por divergir em idéias do dono do local, exige que seus poemas sejam apagados. Este blog não tem mais permissão para exibir meus textos. Aguardo pacientemente a remoção dessa poesia.

Grato.