segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Amor fluido

Amor fluido
flui abstrato.
Ainda que termine
difuso éter
propaga réstias sobre corpos;
arestas que se encontram
não deformam cantos.
Mas, não há mais sentido
para sons, rimas, magia.
E, ainda que absorto,
revolvendo nuvens, não há espera.
Incauto, permaneço à flor da pele
Desenhando frases na estratosfera.

Amor fluido
flui abstrato
à quinta-essência de um nome
sussurrado
Entre, palavras não ditas.
Tateias pétalas na flor;
Nas entrelinhas tatuo teu retrato.

Tudo deixa marcas no tempo.
O amor, nós em nós,
cravados.
Feito gota de chuva
que despenca do céu;
no sabor da dor
cristaliza na saliva
de corpos quebrados.

Tudo quando acaba
sobra um pouco?
Mas, não ouço mais tua voz.
As folhas se desprenderam no outono
e, dentro de mim o silêncio grita.
No arquivo morto
pó de estrelas dançam sobre as árvores.
As lembranças continuam vivas:
sempre-vivas
como as flores secas.


sexta-feira, 21 de julho de 2017

Tarrafa












Noite translúcida.
Orvalho perfume de flor...
Trama entre a teia
Partículas de suor.
Sedutora escama,
Solitária cor...
Náufraga aquarela
Tingia nuances de azul
Do céu até formar o mar...
Beijo das ondas
Umedecendo os teus passos.
Nossos abraços
Às estrelas,
Soltos no grito dos astros.
Emaranhados nas pegadas,
Nossos rastros
Desenharam areia.
Sereia, peixe bordado de luz
Na manhã que principia...

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Espere por mim


A consternação não cabe
Sobeja salgadamente pela face
O sentimento se esvai
O que era hoje torna-se saudade
 
Perpetrei o melhor
Para ser mais próximo
Sei que não foi o bastante
Tornou-se contraditório
 
Contrário ao meu bel-prazer
E ao que é correto
Foi-se antes da hora
Como se o tempo estivesse ao inverso
 
O lento acelerou
O eterno findou
O antes se tornou
A saudade que ficou
 
A efígie é o que resta
A saudade pinta a tela
A pintura eu já tenho
Impressa na minha cela
 
Eterna se torna
No momento que vai embora
Mas.....mais presente agora
Nos olhos que aflora
 
Com sua beleza tísica
Ainda era a mais bela das castas
Sensível ao toque....suave como seda
No seu coração....as mais ternas belezas
 
Fugiu aos nossos olhos
Mas outros agora a veem
Aprecie quem sempre te esperou
Segure sua mão e aproveite
 
Um dia nos depararemos
E deixarei de ser elegíaco
Na voragem da saudade viveremos
E então.....jaz um timorato choramingo
 
 Início....não é
Nem o......fim
Até logo......até
Espere......por mim



sábado, 17 de junho de 2017

Poema relativo

A noite só fica triste
quando é, de fato, preciso.

Há noites em que toda a luz
vem pousar aqui comigo
em um silêncio cheio de canções.
Há noites que nem os clarões
cortam a telha de vidro.
E nada, nada, nada
faz qualquer alarido.
A noite só se enche de escuro,
de cacos cortantes no muro,
quando chorar é preciso.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

PERPENDICULARES

O rascunho do que escrevo
O gosto eterno de um beijo
Ao som abafado do que vejo
Tornam ilógicos os sentimentos
Quando encontramos duas retas
Perpendiculares
Mefistofélicos atropelamos com pressa
O que já era reto e vergamos os olhares
A janela
Antes com a mais suntuosa paisagem
Agora abraça
O muro....desconfortante miragem
Vivo cada dia como se fosse o penúltimo
Pois não tenho pressa
A fruta que amadurece antes do tempo
Estraga-se de véspera
Viva
Aos pacientes da estrada....à paciência na caminhada
Mesmo sendo nós perpendiculares
Atropelamo-nos
Cedo ou tarde
Viva
Os rascunhos....os gostos
Os sons...os sentimentos...os abrolhos
Lógicos...ilógicos...como tantos outros
Mesmo retos ou tortos
Com razões ou devaneios
São somente nossos
Perfeitos

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Da plenitude

N'alguma hora de infinita solidão
alguém, por essa serra
abre a janela.


A noite devassa
se põe devagar na sua cama.
Nada mais lá fora,
nem mesmo os gatos ronronam,
tal negrura se apresenta.

Tem noites em que tudo é tão frio
que a lua não se atreve a aparecer
então, só a névoa
é plena

sexta-feira, 12 de maio de 2017

FALTAM SOBRAS

Sobram pessoas......faltam
Faltam sentimentos......faltam
Faltam verdades......sobram
Sobram momentos......faltam
Faltam palavras.......faltam
Sobram crueldades.......sobram
Faltam famílias......faltam
Com sobras de bondade.......faltam
Sobram inimigos.......sobram
Faltam tecidos.......faltam
Para pararem tremidos.......faltam
Sobram gemidos.......sobram
Sobram malefícios......sobram
Sobram céticos.......faltam
Falta contigo.......falta
Sobro sozinho.......sobro
Faltam calafrios......faltam
Para esquentarem o frio......faltam
Sobra o frio.....sobra
Sem você comigo.......falta
Faltam alegrias......faltam
Com sobrinhos.......sobram
Somente tristezas.......sobram
Você comigo......faltam
Sobram faltas
Faltam.....sobram
Sobras.....faltam
Faltam sobras

sábado, 22 de abril de 2017

Capacidade

Desde que o tempo é tempo, as pessoas desejam ter a capacidade de enxergar através das outras. Sensações, sentimentos e os mais profundos pensamentos. E a essa capacidade, deu-se o nome de compreensão.

Nos tempos atuais, caminhando pela rua, percebe-se que as pessoas têm a capacidade de enxergar através das outras; A essa capacidade, dá-se o nome de indiferença.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Outono



folhas pelo chão
galhos de árvores se despem
cobrem-se de outono











Foto: Efigênia Rolin, artista plástica e poetisa, na Feira do Poeta, em Curitiba. 
Angela Gomes (arquivo pessoal).

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Desesperación

De todas as faces das minhas angústias
essa, aqui, refletida na mesa

entre corais e bandejas
essa é a que mais me domina.

Essa, coberta de tantas esferas
essa que a tudo se assemelha

essa que reflete e verseja
essa que mais me ilumina

é a que mais me amedronta.

Essa que me acompanha
quando nada mais me encontra.

Essa que eu nunca confesso,
essa com a qual nunca sonhei

essa completa e disforme
que me prende e não some

essa estranha insone

essa, meus caros leitores,
essa que sou eu mesma
embebida em tantas tristezas
que eu já nem lhe sei mais o nome.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

A BRECHA

Tanto tempo sem escrever
Tudo por fazer
Me preocupa a falta criativa
Ou seria a sobra com falta de tentativa
Tanto trabalho à prescrever
Me subestima sua tentativa
Ou seria a falta do que fazer
Para fazer faltar minha sobra criativa
Soberba militância a sua
Só não arquitetava o que acontecia
Enquanto pairava no ar a falta criativa
A cabeça cheia de sobras esperava a tentativa
Finalmente me deu a brecha
Agora pairam no papel as sobras criativas
Falhou sua tentativa
Findou, por não arquitetar o que acontecia
Não volto plenamente, pois há trabalho à prescrever
Quase tudo por fazer
Porém, já não me preocupa a falta criativa
Sei que são sobras esperando a tentativa
Dê brecha para você vê

quarta-feira, 22 de março de 2017

Espetáculo


A noite de estreia é um espetáculo, mágico, incomparável.

As noites seguintes já não têm o mesmo encanto. Os sorrisos já não são mais os mesmos.

Algum tempo depois, ela junta as tralhas e toma outros rumos, paixão itinerante.



sexta-feira, 17 de março de 2017

Apoética

Quando a poesia
some
sobra algo que eu desconheço
um souvenir,
um endereço,
uma carta sem destinatário,
meu átrio esquerdo dilatado
e a minha boca seca
e insone.


Quando a poesia
se esconde
deixa pistas,
poeira,
sustos,
deixa ferida aberta nos pulsos
deixa a sutura
imperfeita
e ridícula

Essa poesia
fêmea
dominante da manada
irmã gêmea do nada
trôpega,
amanhecida,
poesia-menstruada,
útero à ferro e brasa
gritando uma dor felina
me jogando num manto de breu;

Essa poesia me sangra
me deixa sobre areia quente
acha que me esqueceu...
poesia meu nome é guerreira
se você se afasta,
não temo,
se faltar-me a poesia,
se sobrar-me apenas agonia,
a poesia sou eu.


domingo, 12 de março de 2017

OUTRO MUNDO

Hoje
Repeti o mesmo mundo....no fim
Viver de amor....e depois
Morrer brandamente em mim
Outro castelo recriei
Após rochas caírem
Até a pintura borrei
Com as mais belas alvitres
Agora procure o que te desperta
O que te deixa em alerta
O que queima, mas não arde
O que, mesmo no fim, nunca é tarde
O que ficou para trás
São esfumaturas embranquecidas
Perde-se o tom da tinta
Mas não a importância adquirida
Pois mesmo manchas abstrais
Ainda borram a pintura que já fora
A vida em sete cores iniciais
Torna-se cinza, diferente de outrora
E não segui seus passos
Preferi os meus
Eram mais suaves
E livres do que os teus
Pesadas eram as rédeas
Que determinavam a direção
Dos raios e das pedras
Que atingiam o coração
Amanhã
Vou reinventar outro mundo.....se der
Morrer de amor....e depois
Ressuscitar num domingo qualquer

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Mundano


O golpe ditatorial teve, no exército, seu braço armado
E na imprensa, o desalmado





domingo, 19 de fevereiro de 2017

Doutor Edgar, Psicólogo


O homem olhou fixamente para o cartão de visitas que havia recebido. Nele, a inscrição:

Edgar Christian
Doutor em Psicologia e Mestre em Meditação Transcendental

Já fazia tempos que ele queria fazer aquela ligação. Agora era o momento. Procrastinar não adiantava mais, especialmente àquela altura do campeonato. O homem passou a mão no celular e ligou. Uma voz feminina atendeu. Tratava-se da secretária do doutor. Muito solícita, a jovem (pelo tom de sua voz) marcou um horário para uma conversa com o doutor. Ao final da ligação, contudo, ela salientou: “Se você recebeu o cartão do doutor, é porque foi por indicação. Portanto, saiba desde agora que só divulgamos esse trabalho para quem realmente precisa do doutor. As demandas pelos serviços dele são enormes, e o doutor não pode atender a todos. Então, peço-lhe por gentileza que não comente com ninguém a nosso respeito...”
O homem já sabia aquele papo todo. O doutor vivia corrido. Era “concorrido”. Ele só atendia figurões, gente graúda. Não tinha tempo para qualquer um, para povão. Só podia ser. O homem sabia disso, e ficou feliz que, depois de tudo o que tinha passado, feito e vivido nos últimos anos, finalmente teria a oportunidade de tirar de dentro o que lhe incomodava. “Antes tarde do que nunca” pensou, feliz por ter um horário para si já na tarde seguinte.
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O lugar parecia mais com um prédio abandonado. Uma porta com um pequeno interfone, e pronto, lá dentro estava o homem. “Ao menos, o interior é bem confortável” pensou o homem, sentando-se num sofá de couro, enquanto a secretária – uma menina nova, de fato – o pedia para aguardar um instante. Em seguida, ela perguntou:
- O senhor trouxe o pagamento em espécie?
- Sim. Está aqui. Só preciso de uma nota fiscal, pois sairá como pagamento da empresa.
- Tudo bem. Ao final da consulta estarei lhe entregando a nota, que será para o tratamento todo já.
- Ok, de acordo. – disse o homem, tirando de dentro do paletó uma carteira forrada de notas de cem.
Com a rapidez e a precisão de quem conhece dinheiro, a jovem secretária contou os cinco mil reais, e agradeceu ao homem. Em seguida levantou-se, e disse:
- Vamos? O doutor já pode atende-lo agora.
Entrando na sala, o doutor recebeu-o com um sorriso amigável em seu rosto. Sem um divã para se deitar, havia na sala do doutor apenas uma confortável poltrona de couro preto, que ficava virada de costas para a porta, bem de frente para a do doutor. Atrás do psicólogo, uma estante forrada de livros, que ia de fora a fora. O homem teve a impressão que já conhecia o doutor Edgar de algum lugar, mas não sabia ao certo de onde.
- Sou um tipo físico comum. Muita gente acha que me conhece, seu Firmino... prefere que o chame assim ou por seu primeiro nome?
- Pode ser Oscar mesmo doutor...
- Edgar, me chame só de Edgar. Aqui somos amigos. Nada do que acontece dentro desta sala sai daqui, jamais. Sabe que a minha reputação é algo que estimo muito. E se está aqui, Oscar, você pode me contar absolutamente tudo nos mínimos detalhes, que lhe prometo desde já: sua vida irá mudar drasticamente a partir do fim desta sessão. Você não está aqui por acaso. Ninguém vem aqui por acaso...
- Eu sei Edgar, eu sei. Só espero mesmo que adiante de verdade para mim...
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E a consulta transcorreu muito bem, superando as expectativas de um antes cético Oscar Firmino. Sim, o famoso empresário Oscar Firmino, dono de uma fortuna outrora estimada em 100 milhões de reais, mas que vinha passando por uma série de problemas recentes, a maioria deles, para não dizer todos, por culpa única e inteiramente sua. Após um desabafo profundo e sincero, como Oscar nunca havia feito em toda a sua vida para ninguém, é que o doutor lhe deu as considerações finais:
- Muito bem Oscar, você está de parabéns por hoje. Já tenho tudo o que preciso de você para a mudança, que começará a surtir efeito nos próximos instantes. Antes de lhe dar as instruções de como o senhor procederá para a sua mudança de vida, uma pergunta: estava bom o chá servido por Ágata?
- Hum, sim, delicioso... até por sinal, me parece que agorinha mesmo eu fiquei um pouco tonto...
- É? Nesse exato momento?
- Sim, parece uma sensação de leveza, não normal... mas fale-me doutor, digo Edgar, o que devo fazer a partir dessa semana?
- Sim, só um momentinho... – o doutor voltou-se ao seu laptop e falou: - Ágata? Sim, paciente já concluído aqui...
Voltando sua atenção para Oscar, olhando bem fundo em seus olhos – que já pareciam mais cansados, ligeiramente vermelhos – é que o doutor Edgar disse:
- Pois então, Oscar Firmino, você tem plena consciência que roubou dinheiro grosso de seus ex-sócios... correto?
- Sim Edgar, mas como lhe falei, foi porquê...
- Não, Oscar. Agora você não precisa justificar mais nada. Apenas concorde comigo, se o que eu lhe falar realmente aconteceu, independente de motivo. Tudo bem? Apenas diga “sim” a cada pergunta, para seguirmos com o tratamento, OK?
- Sim, pode ser – dizia Oscar, deixando o nó da gravata mais frouxo, evidenciando o mal-estar repentino.
- Então vamos lá, novamente: você tem plena consciência que roubou dinheiro grosso de seus ex-sócios, Oscar?
- Sim.
- Você negou e/ou abandonou dois filhos legítimos seus fora do matrimônio?
- Ah... sim.
- Você subornou pessoas públicas para conseguir benefícios fiscais ou vantagens sobre outras pessoas?
- Sim, várias vezes...
- Você pegou parte bem maior do que a reservada para você da herança de seu falecido pai, através de esquema ilícito com advogados, para ficar com mais dinheiro que seus irmãos e irmãs?
- Sim...
- Você deveu e até hoje deve dinheiro para fornecedores, alguns dos quais inclusive que tiveram de fechar suas portas, devido principalmente ao rombo financeiro causado pelo senhor?
- Sim, sim!
Nessa hora o suor na testa de Oscar já era visível a olho nu. Que perguntou:
- O ar condicionado tá desligado? Não tô legal...
Gentilmente abrindo a porta do consultório, Ágata entrou delicadamente no recinto, sem que Oscar a percebesse. O doutor prosseguiu:
- Pois então seu Oscar Firmino, a sua tontura e o seu mal-estar não são em vão...
- Como assim?
- O chá que o senhor acabou há pouco de tomar, continha uma quantidade de veneno capaz de matar um ser vivo de até 150 quilos em menos de uma hora... o senhor, como deve pesar uns... noventa, estou certo?
- O quê?!? O que você disse, seu maldito, O QUÊ?!?
Fazendo menção que iria levantar-se atabalhoadamente de sua poltrona, o doutor Edgar, apenas com um olhar assertivo para Ágata, deu o sinal. Com uma agilidade de quem sabe o que faz, antes que Oscar Firmino levantasse da poltrona, Ágata segurou-o firme pela testa com sua mão esquerda, enquanto com a mão direita firme atravessou uma reluzente navalha pela garganta de Oscar Firmino.
Um esguicho de sangue atravessou a pequena mesa de centro que separava doutor de paciente, deixando a cara do doutor Edgar toda vermelha com o sangue quente recém-saído da jugular de Oscar – que convulsionou por poucos segundos, até morrer ainda sendo seguro por Ágata.
Pacientemente, o doutor Edgar tirou um lenço de seu bolso, e começou a limpar o sangue de Oscar do rosto, que era sentido já em seus lábios.
- Ótimo trabalho, Ágata. Você é ótima no que faz. Estou orgulhoso de você!
- Ah doutor, estava com muita vontade de passar essa navalha na garganta de alguém... saudade disso, sabe? Mas... a única coisa é o sangue, sempre dá um trabalho extra pra gente, né... isso não é tão prático, não é doutor?
O doutor levantou-se para auxiliar a “sua Ágata”, que era muito mais do que uma secretária para ele; Ágata era a razão de tudo para Edgar. Que falou:
- Pode soltá-lo, Ágata. Só forra o chão ali que eu mesmo boto o corpo desse Firmino ali em cima. Você já fez demais por hoje, deixa aqui comigo – e nesse momento, enquanto segurava a cabeça do homem para que seu corpo não caísse no chão, é que o doutor beijou Ágata na boca, sentindo um prazer difícil de pôr em palavras.
Quando suas bocas se desencostaram, Ágata, agindo como uma gata de estimação, lambeu do rosto do doutor os últimos vestígios de sangue do empresário.
- Ah, assim você me acaba... vamos terminar nosso trabalho primeiro Ágata, depois a gente pode fazer amor aqui, com o cadáver nos olhando...
- Hum...perfeito!! – respondeu Ágata empolgada, ansiosa para cair nos braços de seu amado.