domingo, 15 de abril de 2007

De poste em poste

Matheus Costa
Uma sombra deitada
Acordada e dinâmica

Refletindo no asfalto

Tudo que não conheço.

Passo a mais, passo a mais
A luz descorando o sem-cor.
Passo a mais, passo a mais
Rumo a morte da escuridão.
Quando se dá por plena
A luz deste meu passo,
Uma sombra que se extingue
É um novo curso que começa.
Passo a mais, passo a mais
O negro borrando o clarão.
Passo a mais, passo a mais
Rumo a morte da plenitude.
Quando se toma forma
A sombra berrante que me guia,
Recorro-me a uma luz
Para livrar-me desta cegueira.
E passo a mais, passo a mais
Luz sanando sombra.

Passo a mais, passo a mais

Luz gerando sombra.

4 comentários:

Thin White Duke disse...

é interessante esse tipo de poema... pela forma, de longe, a pessoa julga que é todo cheio de rimas, no entanto, não tem nenhuma e a leitura corre tranquila...

o destaque vai pra última estrofe... ficou ótima...

flew!

emanuel disse...

pé no saco.

txt chato.

MUITO chato.

Anaconda de Deus disse...

acho que é a primeira vez que concordo com o emmanuel. não viajei

Mão Branca disse...

sim, chato e bobo. acho que os escrevinhadores deveriam fazer uma prévia no bar antes de postar aqui. este, por exemplo, jamais passaria no controle de qualidade.
mas cada um tem seu espaço e nele faz a besteira que quiser. hehehe.