terça-feira, 3 de julho de 2007

Cancioneiro do meu vôo (por Cristiano Deveras)






Ela puxô meu coração pela goela
pegô nas mão e bejô
ele triste, mirrado e sozinho
desenganado de gostá
se esperançô
.
Ela ergueu ele pro ar
e assim lhe ordenô:
Volta agora, a voar!
criando asas com presteza
para o céu ele avuô
.
É tão bão voar de novo
depois de ter quedado do alto
se partido e morrido
de tê tanto sofrido
por amô...
.
Mais vale a esperança de um amô perdido
que a certeza de num sê querido
e por medo de tê o orguio ferido
fazê cara te ofendido
quando lhe perguntam se tá mal...
.
Bate asa e voa
que cair faz parte da vida...


.
Cristiano

8 comentários:

Ruy disse...

Bonito e gostoso de ler. Muito bom.

Ruy disse...

bonito e gostoso de ler. Muito bom

Me Morte disse...

Muito bom Cris, pisque mais vezes,rss.
obs.Cris disse que fez esse poema num pisco.

Anônimo disse...

vi um Cris diferente nesse texto, experimentando novos estilos? mas tá bom, tá bom sim!
flew!

André

Eliane Alcântara. disse...

Cristiano traz a delícia de proporcionar uma leitura que resgata um pouco de um modo de falar já desaparecido e fixa isso muito bem quando usa como título ‘Cancioneiro do meu vôo’. A própria palavra ‘Cancioneiro’ fica responsável pela continuidade da obra.
Parabéns pela jogada com as palavras e pelo forte conteúdo. Gostei por demais! Beijo!

Betomenezes disse...

ME, muito bom o teu texto.

Mas essas borboletas, pelamor de deus.

Deveras disse...

Valeu galera... Tô em recuperação da Flip, retornarei com mais assiduidade ao BDE.

Ô beto, o texto é meu caraio... (mas essas borboletazinhas não,rs)

fiquemnapaz

Marco Ermida Martire disse...

Bem humano, Deveras... gostei do trabalho com a linguagem, que faltou no finalzinho. Foi proposital?