sexta-feira, 30 de abril de 2010

Convidada Mariana Pinto

RELÓGIO
 
Cada segundo, um instante.
Bem perto ou muito distante.
Tanto faz. Algo vago.
Estou aqui, não existo.
Permaneço, não sinto.
Há desapego, não minto.

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NUNCA

E você me disse nunca.

Bem adequado para a minha pergunta

Resposta curta, mensagem convincente

Olho no olho, sinceridade latente.

Palavra, no entanto, um pouco vaga.

Sentido perigoso, significado passível de interpretação.

Antítese latente, pode significar sempre, como pode também pode dizer não mais.

3 comentários:

Glauber Vieira disse...

Gostei dos dois textos, simples e marcantes.

Contudo, no último verso do "Nunca", existe um "pode" a mais.

Richard Mathenhauer disse...

O nunca pode ser antítese, ou mesmo, não mais... porém, o relógio continua, tanto faz. O nunca (de um jeito ou outro) é indiferente frente ao desapego.

Abraços,

susannah disse...

Gostei muito do "Relógio". Ritmo e imagem precisos.
Algo a ver com o meu "Lance de facas" em www.meupapelderiscos.blogspot.com

Bjs!