quinta-feira, 3 de março de 2011

o redemoinho e a flor

(inspirado no poema “Flor de tempestade” de Celso Mendes)

meu perfume se acha
dentro de suas nuvens
num intento
danço como flores
de tempestade
essas que se agitam
com sopro seu
e se despedaçam
com a força das gotas
e o carmim das pétalas
se derrama na correnteza

é invisível e pouco delicado
move-me senhor dos ventos
e faz-se rubro e gigante
aqui dentro
mas saiba
que nunca estou repleta
de uma coisa só

Um comentário:

Valdecy Alves disse...

Nietzsche dizia que o mundo é um imenso pântano e que a arte é a orquídea colorida e bela que nasce no alto da árvore podre.
Digo então que BLOGS DE POESIA SÃO ORQUÍDEAS NO PÂNTANO DA WEB.
Convido a ler poesia da minha autoria, escrita ontem 05/03/2011. Se gostar comente e divulgue:
http://valdecyalves.blogspot.com/2011/03/canto-vida-peregrina.html