quarta-feira, 6 de julho de 2011

Idiossincrasias


Tinham gostos semelhantes, opiniões semelhantes, temperamentos semelhantes, ideologias semelhantes, genitálias semelhantes. Duas mulheres lindas, exuberantes, inteligentes, bem-sucedidas, perfeitas! Amavam-se com um amor de fêmea: intenso, sutil, oral. Certa noite, surgiu um falo. Não um falo qualquer, mas um falo grande, volumoso, de avantajado diâmetro e envergadura. Duro, vibrante, pujante. Meteu-se no meio das amantes, separando-as. Foi o racha, a divisão das rachas. Tempos depois, surgiu outro falo, tão grande, volumoso, de avantajado diâmetro e envergadura, duro, vibrante e pujante quanto o primeiro. Meteu-se no orifício que fica atrás do saco. Após o encontro dos falos, as rachas uniram-se novamente, as fêmeas reconciliaram-se. Os quatro concupiscentes promoveram bacanais, muitos. Falo e falo. Vulva e vulva. Vulva e falo. Falo e ânus. Falo e vulva e falo e ânus. Gozaram e viveram felizes para sempre.

Carlos Cruz - 06/11/2007


3 comentários:

Heitor Di Sant´Amarillo disse...

visite o novo Caffè Cínico

caffecinico.blogspot.com

Rosa Cris Perônico disse...

Carlos desabrochado, gostei.

silvioafonso disse...

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Pouco espaço, poucas linhas
e um mundo de sabedoria.

Muito bom, para não dizer;
e n c a n t a d o r.

Palhaço Poeta








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