quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Múltiplo



Tenho um caso clássico
de múltiplas personalidades;
já fui Caravaggio
Tasso, Ariosto,
já me senti santo
já fui encosto
(encostado no canto)
chorando alegrias
e sorrindo prantos
encontrei toda a lucidez
quando perdi a razão:
tornei-me Sócrates
Iscariotes
e Platão,
um dia era Garrincha
no outro era o “joão”

Várias vida de um salto
experimentando de tudo um pouco
nesse mundo-hospício-palco


Publicado no livro "Balada do Homem sem nome", parte da coleção Goiânia em Prosa e Verso 2013. 

5 comentários:

Giovani Iemini disse...

ótimo!

Sissym Mascarenhas disse...

Eu tambem sou multipla de meus pensamentos, meus sonhos e de todas as lembranças que posso transformar !

Beijos

Lia Noronha disse...

Várias faces..num poeta maravilhoso!! Adorei td por aqui!!!
Abraços

Glauber Vieira disse...

Mandou bem, velho, o texto ficou muito rico.

Marcio Takenaka disse...

Além de um grande escritor de contos ainda é poeta! Gostei!