quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Livros, filmes e músicas.


Quisera eu ter a funcionalidade do cérebro de uma mulher. De fazer várias coisas ao mesmo tempo. A bem da verdade, duas coisas ao mesmo tempo já estaria de bom tamanho.
Pensei nisto no momento em que levantei a cabeça para ver meus livros na estante de casa, e vi três obras a meio caminho do fim – incompletas, que não acabei de ler, que simplesmente estacionei para iniciar outras que tiveram o mesmo destino: o de ficar pelo meio do caminho.
Mas calma. Nada está perdido. Sem muito drama. Posso continuar do ponto que parei. Ou melhor, preciso entrar na história de novo. Talvez recomece a leitura de um deles do início. Ou talvez de dois dos três livros. Ou de todos. Ou de nenhum. Ah, que se dane, vou ver um filme.
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Quando o assunto é filme, as opções são ainda maiores. No meu acervo particular gozo de uns 300, quase 400 filmes não vistos. Eles estão ali, guardados em gavetas. Por quê? Bem, não há muito espaço no apartamento para expô-los, e como filmes tem tamanho padrão, diferentemente de livros, decidi por deixa-los momentaneamente escondidos em gavetas, onde já sei exatamente quantos filmes posso guardar (exemplo, trinta por gaveta no criado-mudo ao lado da cama, setenta e três por gaveta na penteadeira que foi de vovó, etc...).
Pena que o mesmo problema que acontece com os livros, se repete com os filmes: alguns ficam pela metade, na maioria das vezes culpa do sono, ou daquela visita inesperada que bate à sua porta num domingo à noite, por exemplo. Menos mal. Com os filmes, tudo fica mais fácil, uma vez que em sua maioria consumem duas horas. Recoloco o filme no aparelho, se estiver boiando, recomeço (bom não precisar “rebobinar”, né?) e assisto-o por inteiro então.
Filmes não demandam tanto tempo quanto livros. Exceções feitas, claro, para o caso de você estar assistindo a, por exemplo, Berlin Alexanderplatz; ou para o caso dos que são adeptos à leitura dinâmica e aplicam a técnica para cada livro lido – como ficar pela meio do caminho nesta situação?
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Bem, enquanto busco respostas, vou ouvindo um pouco de boa música, para repousar a mente em solo criativo... coloco no fone de ouvido a oitava sinfonia de Beethoven e começo a... ops, acho que ainda não acabei de ouvir a sétima por inteiro.
Mas que droga!




4 comentários:

Edgard Sosa disse...

Adicionado ao Kobo para ler na tranquilidade! Sucesso amigo!

Raquel Moritz disse...

Hehehehehe, quem nunca, né, meu caro? A situação com os livros é mais difícil pq, como você bem observou, demandam mais tempo e, a bem da verdade, mais concentração. Mas é uma aventura diferente. :)

Já a respeito dos filmes, é difícil eu deixar algum pela metade, embora existam vários que eu já tenha cogitado fazer isso (não curto musicais, eles me cansam...).

Ótima reflexão, Andre. :)

Abraço!

Tina Bau Couto disse...

Deixar pela metade não é muito comigo pois escolho bem a meu gosto e quando erro vai gula abaixo que bem comida ruim qd estamos com fome...rsrs
Qd a escolha é alheia não me pesa deixar sem terminar de ver, ler, ouvir

Vim retribuir sua visita e dizer que seu link estava indo para o spam, abri a gaiola e lá está
Boa sorte e sigamos poetando :)

André Bortolon disse...

Obrigado pelos comentários, Raquel! Valeu Edgard, quero adquirir o mais breve este Kobo ou o Kindle, whatever;
Valeu o comentário Tina, não sei como evitar o spam...mas obrigadão do mesmo jeito!