quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Convidado Wandesson Marques



COISA DE ALMA

Minh'ama anseia por algo de alma.
Um'alma gêmea, talvez - se isso for coisa de alma.
De corpo e alma, almejo manjar de teus seios.
Mas não posso - não é cousa de alma.


O MUNDO GIRA


Quando giro em excesso, logo fico tonto.
Quando bebo, logo desmaio pela pouca capacidade que tenho de digerir álcool...
Se eu beber e ficar tonto, posso ou não desmaiar, dependendo de quantas doses eu tomei.
Mas, uma cousa é certa: o mundo gira, mas nem por isso ficamos tontos ou paramos de beber por desmaiar.



REPETIDAMENTE


Eu canto quando eu canto.
Como quando eu como.
Bebo quando eu bebo.
Acuso quando eu a-cuso.
E faço tudo isso de novo quando eu bebo.

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3 comentários:

Luria Corrêa disse...

Todos os três: reflexos de nossos anseios e daquilo que somos. Rs Não é necessário beber para que fiquemos tontos e o mundo assim nos faz correr em círculos: grandes comédias sobre a vida em versos.
Bom fim de semana a todos vocês!

S disse...

Os três poemas mostram muito sobre como a bebida nos (des)orienta, e nós causa essa ilusão e nada mais que verdadeiro enjoou do mundo. Quando era criança achava incrível o mundo girar e eu não sentir enjoou, na verdade o enjoou só se da quando a gente para ou na ressaca.
Adorei aqui, Beijos

Wandesson Marques disse...

Procurei expressar, de modo sublime e sutil, as peripécias advindas do paradigma sobre os giros da alma no tocante à bebida.
obrigado, amigas.