segunda-feira, 9 de março de 2015

O ASSASSINO DO BAR DO ESCRITOR – Todos querem as vadias do Bar


Sentados no Bar do Escritor conversávamos bebendo muito:

– Pede outra Glauber.
– Porra Zulmar, o Intragável adestrou mais uma, ela tava se exibindo igual uma foca aqui ontem, dizendo pra todo mundo que é a nova puta dele.
– Quem?
– Uma tal de Bauh de Bouquet.
– Mas ele não tava comendo a Rare Mouth Garbuio?
– Pois é! Uma tem foto de boca, a outra tem nome, fato é que o Treuffar tá passando a pica em geral, essas Marias Teclados fazem tudo pra serem as queridinhas do Bar.
– Relaxa Glauber, esse merda me liga todo dia de manhã, se não me engano tinha me dito que essa tal de Bauh de Bouquet é o Benitez ou o Wandyko.
– Quem é Wandyko?
– O Wandyr, porra!
– Não é! O Wandyr é um cara maneiro, parceiro total e o Benitez é fake, mas é do bem, agora o Intragável não passa de um oportunista se aproveitando da ausência do Iemini pra comer geral com esse papinho de Moderador, de Deus do Bar, e convenhamos, ele escreve mal pra caralho!
– Hahaha… E ainda tem a Denise que fica babando o ovo dele em comentários do tipo “o Sr. Treuffar Dominador é o máximo” e tal e coisa, e cosa e tal, fora a gostosa da Pat e uma Sonia que aparece de vez em quando por aqui.
– Porra… Elas ficam se bajulando entre si, sem ciúmes ou concorrência, esse puto é um agregador de bucetas, parece que elas ficam todas se pegando com ele, apareceu outra agora, tal de Jéssica, chegou postando uma comparação entre ele e o Rubem Fonseca, vê se pode uma porra dessa!?
– Aí é demais…
– Temos que dar um fim nisso.
– E seu eu falar com ele, o Pablo é liberal, podemos fazer uma suruba com essas putas todas, a Rare Mouth é uma gostosa, escreve um monte de sacanagens, se bem que ela sempre mata no final, não importa, ela foi eleita a musa do Bar, junto com a Jane, é bom lembrar… Ahhh… A Jane… E essa tal de Bauh de Bouquet é gostosa?
– Ele comeu a Jane também?
– Não, a Jane não, porra! Pelo menos ela não fica aqui no Bar se mostrando pra ele, quase não aparece por aqui.
– Não quero saber! Eu quero acabar com essa porra!
– Acho que essas mulheres são fakes de autopromoção, por isso ele fica me ligando de manhã, pra me confundir.
– Porra Zuza, conhecemos a Jane.
– Será que somos todos fakes? O Pablo veio com um papo de Walyse de True Faux, disse que é o fake detetive dele.
– Para de Beber Zuza! Que merda é essa? Quem é Walyse de True Faux?
– Ahhh… Você não sabe!? O fake do Pablo!
– E fake bebe?
– O meu bebia tanto que o matei! Por quê?
– Olha aquela mesa ali.
– Qual?
– Porra, Zuza, lá no canto.
– Caralho, não tô acreditando, são a Rare Mouth, a Denise, a Pat, a Sonia e a Jéssica, figurinhas carimbadas aqui do Bar, só maravilhosa! Mas quem é aquela no colo dele?
– Deve ser a tal de Bauh… Como é que é mesmo?
– Bauh de Bouquet… Cara, a Rare Mouth tá beijando a Pat e a Denise, vamos sentar lá com elas, essa Bauh também é uma gata, vamos lá, falamos um pouco de literatura e depois piroca nelas.
– De jeito nenhum, o Intragável é insuportável, tá se achando o caçador, mas tem que tomar cuidado pra não virar caça.
– Mas ele tá chamando a gente, tá acenando pra cá.
– Não!!!
– Mas elas são bárbaras, tem jeito de devoradoras de homens e tão todas se querendo pra gente.
– Zuza, presta atenção, a casa caiu, sua mulher tá querendo invadir o Bar, já mandei a Jane abrir o olho.
– O que tem a Jane?
– Porra limão, todo mundo sabe que você come a Jane desde os tempos do Orkut, então fica de boa e me ouve.
– Hein!?!?
– Sua mulher, mané! Ela tá sentindo o cheiro das cadelas do Bar, ou você acha que ela não desconfia do por que você passa mais tempo aqui do que em casa com ela.
– Tá foda hein… Quer me foder me beija… Enquanto isso o Intragável tá ali se esfregando com essas putas todas, bem na nossa frente, preciso beber mais pra te aturar.
– É verdade, o filho da puta tá bem ali no bem bom. Porque você não o mata?
– Eu?
– É, manda bala, ai sobra umas buças pra gente.
– Mas ele compartilha, o intragável é suingueiro, pra que matar, eu não quero me foder, eu quero foder.
– Paga outra cerveja e vamos finalizar esse oportunista.
– Porra Glauber, paga uma.
– Continua me ouvindo…
– Não tô te entendendo…
– Esses seus olhos de ressaca são sua maldição, devia te dar um tiro.
– Sai de mim, guarda sua raiva, mais amor no coração irmão.
– Fica na tua… Se eu visse um olhar desmaquiado, troncho, esquisito, assim, tipo o seu, por aí, e o corpo fosse material consumível, saberia ali estar a minha próxima refeição.
– Tu não tá falando coisa com coisa parceiro, para de beber, acho que tu tá comprando crack dos seus detentos.
– Tu é fraco Zulmar, não tem filosofia no seu ser.
– Guarda a filosofia pra você, me finjo de intelectual só pra comer o cu das almas bêbadas.
– Já volto Zuza.

****************

- “Deveras, a parada é essa, ele levantou e disparou três tiros, o Treuffar caiu morto, Glauber foi preso, quem diria, de carcereiro a encarcerado, enfim, eu continuo comendo a Jane no sapatinho e frequentando o Bar na surdina das madrugadas com minha cara de limão, mas a novidade é que o Iemini voltou ao Bar e tá comendo todas de novo.”
- “Zulmar, bora matar o Iemini também!”

FIM


Pablo Treuffar
Licença Creative Commons
O ASSASSINO DO BAR DO ESCRITOR de Pablo Treuffar é licenciado sob uma Licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Unported.
Based on a work at www.pablotreuffar.com
A VERDADE É QUE EU MINTO

A VERDADE É QUE EU MINTO

Um comentário:

MARIÂNGELA PADILHA e Me Morte Poesias disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Amei!!!!
É verdade, um bando de putaiada! Eu sou a puta mor, mas a idade chegou, ninguém me come mais....bom, é isso, ninguénzinho mesmo
...