sábado, 17 de junho de 2017

Poema relativo

A noite só fica triste
quando é, de fato, preciso.

Há noites em que toda a luz
vem pousar aqui comigo
em um silêncio cheio de canções.
Há noites que nem os clarões
cortam a telha de vidro.
E nada, nada, nada
faz qualquer alarido.
A noite só se enche de escuro,
de cacos cortantes no muro,
quando chorar é preciso.

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