quinta-feira, 10 de maio de 2007

Convidada: Maria Alzira Brum Lemos

O GATO NA CAIXA

Um de nós foi embora. O domingo é eterno, todas as palavras já foram ditas e eu grito. Procuro dentro um objeto perdido. Maldito objeto. Desde um ponto de vista estou morta. O domingo é eterno, todas as palavras estão por dizer e eu estou muda. Procuro dentro um sujeito perdido. Maldito sujeito. De repente o acaso de uma canção fala em mim a alegria de uma dor normal. O outro nome de um de nós é sentido. Maldito sentido. Desde um ponto de vista estou viva neste domingo eterno e banal.
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A autora escreve no blog La Outra.

"O texto faz referência à Mecânica Quântica, ao chamado "Gato de Schroedinger". O gato está meio vivo e meio morto."

7 comentários:

Me Morte disse...

Uma honra tê-la aqui.Texto desfilando talento, abrilhantou nosso blog. Beijão

Anderson Henrique disse...

Realmente, um texto de muita qualidade. Parabéns.

[barba] Uonderias disse...

é...
acho que o link explicando ajudou muito!

Claudia Menezes disse...

Gostei muito !!! Adoro esse estilo de escrita ..
Beijins e parabéns !

Anônimo disse...

meio vivo e meio morto?


não é bem assim...

Lameque Hyde disse...

Já desisti há muito de tentar entender a física quântica e este maldito gato, mas não posso deixar de dizer "bravo" a este belo e singelo texto que a nossa convidada nos brindou.

Mão Branca disse...

hehehe, o gato não tá só meio vivo e meio morto, mas tb tá e não está no mesmo lugar. dependendo da sua densidade no espaço quântico vc vê e sente ou não o tal gato.
yeah.
estudei isso para escrever Sobre física quântica, força e quarquer deus.