terça-feira, 24 de julho de 2007

PEITO MATERNO

(À minha mãe)

Prisão forte, confortável,
Meu desejo é sair de lá,
Feita com o saciável
Vão me ouvir chorar.

A luz do dia demora,
Pessoas adoram acariciar,
Ai!Não vejo a hora...
De esse dia chegar.

De um lado para o outro,
Proteger-me, vale o cansaço.
Arruma o berço com gosto,
Logo, ter-me-á em seus braços.

Sem prazo de validade,
Esse instinto é eterno.
Está na hora da verdade:
Ir para o peito materno.

Lena casas novas

10 comentários:

Me Morte disse...

Poema de mãe sempre emociona, ainda mais quando feito com tamanha maestria. Parabéns.

Anônimo disse...

belíssima homenagem mater
bjss
André

Deveras disse...

Assino embaixo as duas afirmações acima.

Valeus, Lena.

Anderson H. disse...

Deve ser esse o meu mal.
Gostei do poema, Lena.

seu nome é um aneL ao contrário. rsrsrs

elaine disse...

De uma singeleza que me emocionou...

Fernando disse...

Muito bonito, Lena! O poema e seu nome (já que comentaram dele :-)).

Um verso, porém, destoa da estrutura geral do poema. Isso tem algum propósito oculto ou vc deixou assim porque foi como o verso lhe veio?

Com um pouco mais de lapidar, vc com certeza conseguiria um verso que se encaixasse ali. :-)

(Sugestão: algo como "De um lado ao oposto". Eu tb poria cansaço no plural - fica até mais amplo. :-) Pitacos!)

Marco Ermida Martire disse...

Boa construção. Escolha de palavras e assunto interessantes. Legal.

Anaconda de Deus disse...

muito bonito esse texto, gostei

Angela Gomes disse...

Muito bonito, Lena.

Mão Branca disse...

falar sobre maternidade é uma coisa delicada.
interessante.