quinta-feira, 13 de setembro de 2007

A última vez

abrem-se os poros
às frontes suadas,
aos lábios com gosto
e às carnes coladas:

- rubro
amor
carmim,

sentidos em motim
clamam a que no fim
a dor doa bem pouco...

4 comentários:

Mão Branca disse...

hum... me lembrou uma chupada numa boceta.
sei lá por que. hehehe

Thin White Duke disse...

porra, bem foda, o último verso então!

Deveras disse...

É... Tá punk mesmo. Mas punk de bom.

ficanapaz

Fernando disse...

Muito bonito!

Parabéns, Anderson. Pintou o quadro sem entregar ao expectador todas as formas. Olhamos pra sua poesia e nos perdemos no abstrato dela, entendendo, porém, todos os sentidos.

Saudações, poeta!