quarta-feira, 12 de setembro de 2007

A poesia e a cidade

a poesia,
como as cidades,
sofre (trans)mutação
de c(d)ores e c(v)alores
com o decorrer do tempo.

são (re)desenhadas
suas (de)formações,
(a)os mur(r)os e
fronteiras
(solavancos),
em tropeços.

criam imagens
(des)pretensiosas
que objetivam
(cor)romper
os costumes e leis
ingovernáveis.

e trazem em si
pessoas concretas
re(di)solutas,
cheias de t(h)umores,
quase sempre
(hum)ilhadas.

2 comentários:

Me Morte disse...

Léo, vc sempre me surpreendendo. Eu adoro seu estilo de poetar, sempre diferente, mas com o talento impar, moderno e belo, vc me encanta sempre. Beijos

Fernando disse...

Faço das palavras da Me as minhas, meu caro!

Essa poesia está genial!

Só basta corrigir algo: acrescentar um "s" no parêntese (di): re(dis)solutas.

Parabéns, Leo, orgulho tê-lo como companheiro neste bar.