quarta-feira, 10 de outubro de 2007

convidado: Nicolas Behr

conPicles

fez a curva
sem tirar o
cu da reta

ficou cego
num piscar
de olhos

diga-me teu nome
e te direi quem és

é expressamente proibida
a entrada de carros
na garagem

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ninguém me ama


ninguém me quer


ninguém me chama


5 comentários:

Mão Branca disse...

o nicolas é um dos meus poetas-ícones.

sua rapidez e expressividade fazem de sua poesia algo único, mesmo representando toda uma geração.

viva nicolas behr!

Me Morte disse...

Muito engraçado essa jogada dos contrários, eu achei diferente e inteligente. Não tinha lido nada parecido, gostei.

Deveras disse...

Ninguém me ama
Ninguém me quer
Todo mundo tá sacando
Que o cara é o
Nicolas Behr

Maneirísissimo...

Tenho o maior respeito pela construção poética do cara

ficanapaz

Paulão Fardadão disse...

É sobre dar a bunda? Tipo, enfiaram um pepino à força no rabo de alguém?

Fernando disse...

É sobre nada. É sobre trocas, trocadilhos e contradições. Acho que não é possível captar tudo o que poeta quis dizer, a não ser que ele, como nós, revele-se tb leitor de sua própria obra.

Assim como o Mão, a Larisa e o Klotz, o Nicholas engoliu Brasília. E sua poesia traz toda a genialidade complexamente simples e confusamente lógica da nossa bela capital.

L2 é bom.
W3 é demais!