sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Caiçara

teus olhos vêem peixes
saltando das águas
no bordado das luzes onduladas
feixes de cardumes
entre as réstias de ouro e prata
marulhada obsessão
lançando-se contra as rochas.

meus passos, na condução fluídica
de barco onírico
preso em bancos de areia
não deixam trilha, apenas marcas
de partículas salinas
confundindo-se com lágrimas.

2 comentários:

Fernando disse...

Bonito! A falta de rimas é contemporânea, mas o conteúdo, romântico.

O ritmo está agradável; as imagens sugeridas são realmente oníricas. Boas metáforas, que dão margens a diversas interpretações simples e gostosas, mesmo quando melancólicas e tristes.

É porque é um poema leve; um poema bem-vindo aos dias de hoje.

Beijos! :-)

Angela Gomes disse...

Bjks, Fernando!
Grata por sua leitura e crítica, um presente.