segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

VILANCETE:TRANSBORDANDO

[Fonte Foto]


No seu âmago permaneço
Bebo deste vinho tinto
Quando transbordas, eu sinto!

O teu vapor se condensa
Ligeiro...voltas ao sóbrio,
Banhas com sangue notório
A cama da inconsciência,
Sem saber da conseqüência,
Mergulhas no meu recinto
Quando transbordas, eu sinto!

Caímos no denso desejo...
Lembra do sonho insensato?
Gosto do estilo arriscado
Deste futuro imperfeito.
Viajo nesse seu jeito,
Com o pavio tão distinto,
Quando transbordas, eu sinto!
.
Recitado no Sarau do dia 16/12/2007 de Flavia Valente e Jairo Alt

5 comentários:

Muryel De Zoppa disse...

Sensualíssimo.

Anônimo disse...

olhai, feríssimo.
fico todo satisfeito com o sarau.

Glauber Vieira disse...

Gostei, é uma declaração de amor muito rica.

Fernando disse...

É um poema erótico tão alto, que nunca vi igual.

MaicknucleaR del los Santos Angeles disse...

muito belo.

"a poesia toma-te sem conta...
e nem imagina teu leito."

abraxx