segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

DEDALISMO MANIFESTO


DEDALISMO MANIFESTO

O âmago aponta o dedo,

tenho medo

do que virá.

Pelas madeixas

me deixas

a impressãode que devo parar.

A agulha enferrujada

do palheirode minha tia-avó,

me dá um nó

tremendo.

Acho que é o Dedalismo

nascendo

nas barbas do profeta.

São letras distorcidas

numa lógica incerta

que certamente

fará o corpo doente

preferir a poesia

ao último

suspiro.

3 comentários:

Klotz disse...

Isso é apavorante. O dedalismo transbordou noutras plagas vindo melar estas alvas e puras páginas.

Fernando disse...

Nua e crua a arte pode ser entendida de infinitas formas, tanto quanto sem fim seja o número de gente.

Que entender desse manifesto?

- Proposta? Se sim, infelizmente não a compreendi... De todo modo, esse dedo não me tocou. :-P

- Crítica? Se sim, à arte dada (à arte dada)?

Ou teremos apenas uma simples poesia com seu recado? Ou ainda uma poesia complexa?

Tirando todas essas conclusões inconclusas, já te li com mais técnica, Perrone... O poema tem momentos bacanas, mas cada conjunto de verso traz brincadeiras de um mesmo tipo, o que deixa o poema pouco diverso, meio simples. Tem rimas que só sendo muito corajoso pra usar (rimar -á com -ar).

Eu entendi um recardo, o poema brincou com diversas correntes modernistas (surreal, cubo, dada), até foi interessante nisso, mas acho que ainda falta algo...

A conclusão final do poema, uma ode à poesia, exige mais desse texto.

Vamos nessa!

liz disse...

*r
uma figura, o Alex!

"Pelas madeixas

me deixas

a impressãode que devo parar."

adorei... *r