quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Rapina

Pelos cantos rasgados

Pedaços de cetim.

Nem tanto ao céu,

Nem tanto à terra,

Vou pairando na estratosfera,

Refazendo o que restou de mim.

Corpo amorfo, decomposto.

Decantado em substância sutil.

Eletro magnética mente pueril

Atravessada na garganta

Do decaptado.

Um comentário:

LEIA SILAS Literatura Contemporânea disse...

Parabéns (Cantata de 22 de Agosto de 2008)

Para Luiz Antonio SOLDA


“Cada um sabe a dor e a
Delicia/De ser o que é...”

(Caetano Veloso)


Parabéns, a gente não dá todo santo dia
Pra não ter festa o tempo todo e a gente comer tanto e engordar
Mas que é bom e se fosse possível a gente diria
Porque a companhia é a própria alegria de ser e de estar.

Parabéns, a gente dá com prazer e harmonia
E até canta, bate palmas, faz palhaçada e ri tanto para mostrar
Que a amizade é de quem ama, respeita, confia
E o prazer se anuncia na bela alegria de tanto abraçar

Parabéns, é como música, benzimento ou poesia
Risca fósforo, apaga vela, faz piada e todo mundo quer levitar

Pra dizer pro aniversariante que a gente o aprecia
E ser amigo é serventia de poder todo dia comemorar

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Silas Correa Leite
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