sábado, 7 de fevereiro de 2009

Enxame





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Deus deve gostar muito de mim.
Mas muito mesmo.
Amigos à beça. Pessoas loucas em volta.
Alegria e tristeza na exata medida. Às vezes invertida e do avesso.
Vai saber o que bebeu o velho Deuzinho na noite anterior.

Meus demônios agora já eram, exorcizados em sessão de descarrego depois dum
Domingo Maior que exibia um qualquer filme do Chuck Norris.
Coisa boba, e eu achando que era problema demais.
Simplicidade agora é lei em meu reino. Instituída em forma de decreto, redigida na palma da mão dos mendigos. Meus amigos mais sinceros. Me pedem e oferecem cigarros sempre que tem.

Amor, eu não quero mais te abandonar.
Mas o amor não existe.
Você o tem ou o procura.
Eu fui achado.

Amor.

O resto são fezes.
Merda. Excremento.
Tolice, mundinho pequeno abarrotado de fichários verdes
amarrados com cordinhas em processos e mais processos

me acusa
eu nego sempre ... sou mesmo inocente

Singelo desejo, enorme entrega.
Tolice
Me sinto o melhor homem do lado de cá dessa rua.
Nada de especial, e ao mesmo tempo poderia morrer agora. Feliz.

Me abraça filho da puta.
Não quer !!!
Vai a merda.

Me beija na boca.
Não quer !!!
Vai a puta que pariu.

Isso, digo desde já, não é poema, é outra coisa. É o que quiser, é o que for.
Isso não é poesia. Poesia fala sobre pôr do sol, coisinhas bonitas.
Todas vírgulas bem postas.
Isso não é nada. Erros de português e horríveis parágrafos
Pára logo de ler. Vai se foder.
Tô mandando você, leitorzinho de merda, se foder.
E pouco me importa.

Não quero afagos, quero murros e socos no estômago.
Chega de frescura e bom caratismo falso, bla bla bla, conversa de buteco

Ou é pra ser ou já era

Pra mim é
de coração aberto, peito inflado, cabelo cortado e morte adiada

Nunca mais morrer em vida
Isso é expurgo. Mandar tomar no cu.
Vontade de brigar sacou. E não é por grilo. É por vontade, força.
É porque sei que te arrebento de porrada. Te encho a cara de soco
E daí ...

Acha que é pouco ?
Você não sabe de nada. Acha que você é mal ?
Você não sabe o que é ser mal.
Vai que nem eu né.
Que se dane. Quer brigar, quer fazer roleta russa no sinaleiro ?
Vai a puta que pariu.

Você sabe do que eu to falando. Nunca mais. Mais nunca mais mesmo. Sacou ?
Vai à merda, vai dar o cu. Lamber sabão.

Mundinho pequeno
pena nos encontrarmos

Eu sempre perdido
mas de você não quero mais saber...
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de Robisson Sete

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