terça-feira, 30 de março de 2010

Convidado Paulo José Cunha

dá-me o prazer?
 
a mim não importa a janela
nem a vida
muito menos a porta
da entrada
ou da saída
 
sou mais é participar da miragem
e bailar entre os espelhos 



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Agora

   
Preservativos sob os bancos
pelos becos, pelos cantos.

   Alegrias urgentes.

           Amor?
Não. Algo mais forte:
           na hora.

O amor quer ser eterno.
O prazer quer ser agora.

3 comentários:

Glauber Vieira disse...

Muito bom, gosto desse jogo de palavras.

João Brás Zileiro disse...

Muito bom o poema, realmente é incrível onde encontramos preservativos, acho que mais inusitados que os lugares são as pessoas e a pressa do prazer nesse mundo de pseudo alegrias... Quero nem saber o que Freud diria - não sei porque lembrei dele, me cheira a sexo. Na verdade acho que ele diria para espalhar preservativos onde achasse conveniente, amor é coisa do careta do superego e em qualquer que seja o seu complexo use camisinha.

Lulu disse...

lindas postagens, adorei o blog.
uma linda noite um lindo dia
lulu