sábado, 19 de março de 2016

Sem Eira nem Beira

Certa vez, fiz aqui uma rima
Sem nenhuma métrica
Apenas para levantar a estima
Em meio a uma situação tétrica

Por vezes, caótica
Para muitos, despótica
Que, independentemente de ótica
Segue sendo completamente idiótica

O assunto mais uma vez
É a tal da política
Que, mês após mês
Se tornou paralítica

Difícil de entender como uma mula
No caso, o ex-presidente Lula
E depois dele, uma jumenta
Conseguiu tornar-se presidenta

É tanto, mas tanto o cinismo
Dos que estão no poder
Que vão enfiando o país num abismo
Só mandando o povo se foder

É impressionante
E enervante
Em pleno século vinte e um
Enganar a todos, um por um

O refrão “Ordem e progresso”
Virou “Desordem e retrocesso”
Não há mais um pingo de respeito
E os calhordas ainda enchem o peito

Buscando sempre uma escapatória
Para essa situação vexatória
Se apoiam na ideia da democracia
Enquanto o país vive uma hemorragia

É, é foda mas é verdade
Toda essa insanidade
Essa máscara de falsidade
Já virou simples banalidade

Apenas para eu finalizar,
Até porque isso já está a me embrulhar
Essa é para você, político de terno,
Quero que você apodreça no inferno!!!

4 comentários:

Cleide Martins Machado disse...

Parabéns André seu texto está ótimo todos deveriam ler. Nosso país é uma vergonha! Bj querido!

Cleide Martins Machado disse...

Parabéns André seu texto está ótimo todos deveriam ler. Nosso país é uma vergonha! Bj querido!

André Bortolon disse...

Obrigado pelo comentário é pela presença aqui!! Um beijo!

Luiz disse...

Além do rico uso da métrica, rimas e vocabulário na construção da poesia colocas, de uma forma tenue, a triste e desoladora situação deste país. André, parabéns, tens o dom da escrita já te falei outras vezes, mas tenho de reforçar... Beijos tua m~es e teu pai!