quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Contos de Fodas: Suei

Joguei futebol a tarde inteira. O tempo estava úmido e o suor não evaporou. O rêgo da minha bunda ficou tão suado que achei que tivesse soltado um peido acompanhado - se é que você me entende.

Despedi-me da galera e fui para casa aprontar-me para o encontro com a Patrícia, uma deliciosa amiga. Eu a conheci no cursinho e quando vi que ela tomou um fora do namorado, a convidei para fazer algo mais relaxado - como um uísque na minha casa. Ela estava vulnerável.

- Oi. - Ela sorriu, apoiada na minha porta. - Cheguei mais cedo.

Entrei em casa com ela, pensando em correr para o banheiro e me lavar. Além do cheiro de suor com chulé, comum após as peladas, eu sentia também o leve odor da "freada de bicicleta". Ou de trator.

- O que você tem para beber? - Ela perguntou. Adorei a pergunta.

- Uísque. - Respondi. - Doze anos. - Completei.

Peguei uma garrafa da prateleira. No rótulo dizia que o uísque era importado e de doze anos. Eu a enchera na noite anterior com uma porcaria de um uísque nacional. Era só colocar bastante gelo que ela nem iria notar.

Bebericamos uns goles e ela logo acariciou meu rosto. Meu corpo reagiu e lembrei que fedia como um porco. O suor seco ardia debaixo dos braços e minha bunda arranhava como se estivesse com areia na sunga.

- Ao menos nossas bundas estão nas nossas costas, longe de nós. - Disse em voz alta.

- O que?

- Nada. - Retruquei. - Espere um minuto que vou tomar banho.

- Não! - Ela botou a mão na parede, trancando minha passagem. - Eu gosto do seu cheiro de homem!

Eu não gosto de cheiro de homem, pensei. - Quero tomar banho. - Consegui dizer.

Patrícia segurou as golas da minha camisa de futebol e me tascou um beijo. Senti sua língua percorrendo minha boca seca. Ela pareceu gostar e eu adorei. Ela se virou para soltar as alças do vestido e eu dei um gole no uísque. Era ruim mesmo.

Quando vi os espetaculares seios da minha amiga, decidi desesperadamente lavar minha partes. Eu fedia muito.

Ela me beijou e brinquei levemente com seus seios. Não queria me empolgar. Ofereci mais um pouco de uísque, tentando embebeda-la para conseguir fugir e me lavar, mas ela não me soltou. Eu também fiquei meio alegre de tanto uísque.

- Mais. - Ela falou, olhando-me nos olhos. Sua boca tinha sabor de bebida, estava ótima. Rolamos do sofá da sala para o chão. Ao menos livrei-me de minhas roupas fedorentas. Tirei a calcinha de Patrícia sem a empolgação de sempre, pois estava preocupado com minha própria cueca. Consegui enrolá-la para fora dos joelhos rapidamente e a joguei o mais longe possível.

A transa ritmada logo me fez esquecer meu cheiro azedo e minha bunda com restos indecifráveis.

- Ao menos nossas bundas estão nas nossas costas...

- Longe de nós. - Completou a garota. - Você já disse isso.

Assustei-me. Ela se lembrava do que eu falei ou estava também sentindo o cheiro de bosta podre que eu exalava?

Acabei me desconcentrando no sexo. Continuei me mexendo mas tentava afastar minha bunda o máximo possível. Acho que a nova movimentação ajudou a menina a chegar ao orgasmo ou ela fingiu uma gozada para acabar com aquilo, mas logo o ato estava encerrado e ela sorria para mim. Sua pele brilhava.

Ela foi ao banheiro se lavar. Porque mulher pode se lavar a hora que quer? Corri para a pia da área de serviço e joguei água no cu. Ele estava limpinho. Havia um pedaço linha de algodão do short enrolado entre os pêlos da região. Ele havia friccionado a pele do ânus e feito uma pequena assadura. Eu a estava confundindo com uma cagadinha na cueca.

Patrícia voltou do banheiro com o copo na mão. Abraçou-me e me ofereceu bebida e depois os lábios. Ela havia gozado, senão estaria menos carinhosa.

- O que você quer dizer com aquela história da bunda? - Perguntou. Ela estava satisfeita com o sexo, mas eu só havia começado a relaxar.

- Ainda bem que elas estão atrás de nós, pois se estivessem na nossa frente estaríamos andando atrás das bundas. - Girei a mão como se enroscasse uma lâmpada. - Entendeu? Atrás das bundas?

7 comentários:

Me Morte disse...

Eu já conhecia esse e sou suspeita pra falar, adoro, acho um dos mais hilários. Essa freiada brusca, essa realidade que vc passa nas tuas fodas literárias, exelente. Mas eu sou tua fã de carteirinha cara! Beijos

Deveras disse...

Histriônico, rsrsrsrsrs

Cara, eu é que tive que me segurar para não cagar de rir.

Ducaráleo...Aquela frase da bunda então, huahuahua

Ficanapaz!

Mão Branca disse...

valeu, amigos.
este conto é das antigas. de 94, 95...tô sem tempo de fazer coisas novas.
[]s

Marco Ermida Martire disse...

Não sou fã dessas realidades escatológicas mas esse me fez lembrar de um lance bem parecido que aconteceu comigo! Só não foi esse final... Show.

Larissa Marques disse...

Já comentei esse no Manufatura, mas comento aqui, nojentinho, mas tem seu valor. Muito bom!

liz disse...

divertido. Legal fazer um conto levinho com tema tosqueira.

bjks!

Giovani Iemini disse...

esse é um dos contos que os leitores mais gostam.
engraçado.