quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Temporão


Num beijo que nem chegou a ser de amor
é onde estou agora

Era terra infértil de novo
e eu ali me semeando

Não sei que problema há nos meus olhos
e nos meus sentidos

Era superficial e fogo
e eu ali me semeando

Trovões e relâmpagos
alertavam da chuva
que não veio

Por que se injetou na dança, nos planos, nas ancas
se não era para durar?

Tudo o que é demais não cabe
e em silêncio recolhi as minhas sobras

Morri semente sonhando com podas

4 comentários:

Joéliton dos Santos disse...

Olá...Tudo bem??

Estou passando para lhe sedejar um lindo dia.

Que seu blog seja um blog de muito sucesso e sirva para alegrar cada seguidor e visitante...

Um forte abraço!!!

FláPerez (BláBlá) disse...

lindo.triste.
acontece demais.

RAUL POUGH disse...

Vais me desculpar... estou roubando isto para postar no meu blog, queiras ou não. Depois disso, ainda achas que eu seria capaz de escrever aqui um elogio? Bj

RAUL POUGH disse...

Pois sou capaz, sim. "Morri semente sonhando com podas". 2012, apocalipse? Não sei... só sei que enquanto existir um único poeta sobre a face do planeta, já terá valido a pena! Bj