domingo, 15 de janeiro de 2012

A escuta

onde a voz aponta
e o dedo alcança
sangro esta palavra
em riste, como peito
em lança sem escudo
como água em pedra cristalina
como o rugido do fogo
silêncio de horizonte sem auroras
bocejo de luas amanhecidas
solares sorrisos de criança

nos lábios, as digitais
olhos viajam repletos de sonhos e sílabas
nas falanges distais, o início

e quando o grito rompe
o eco das estrelas
calo
contemplativo
a escutar o ruflar do universo
pulsando infinitos

(Celso Mendes)

18 comentários:

Parole disse...

Há palavras que nos doem tanto que é preciso expurgá-las até que não reste mais nada delas.Só assim abrimos espaço para que outras melhores nos habitem.

Belíssimo poema, belíssimas palavras querido, como sempre.

Beijinhos e uma semana linda.

Acqua disse...

a voz nos aponta as direções
os dedos executam os sentidos


competente e sóbria lança, celso!como não atingiria o alvo?!

Assis Freitas disse...

"Escutar o ruflar do universo pulsando infinitos", exige um incoercível silencio,

abraço

Jorge Pimenta disse...

as palavras são a expressão mínima de todos os silêncios que dizem. e é nesta linguagem quase cósmica que tocamos os mistérios finitos de cada um dos nossos infinitos.
abraço, amigo celso!

Arroba disse...

Amigo Celso Mendes,
Cá venho eu atrás das suas palavras que romperam o silêncio e pousaram suaves aqui.
Gostei muitíssimo deste poema!! Os meus parabéns!
Beijinho para si.

Cecília Romeu disse...

Querido amigo e poeta, Celso,

Maravilhoso!

O pulsar de infinitos que começam nas palavras que se escondem dentro de nós, como latitudes e longitudes de um mapa inteiro que não nos cabe mais nas entranhas,
de tão imenso,
de tão sentimento,
de tão...

Celso, tenho uma admiração especial por seus poemas, que sempre os estou acompanhando a mãos dadas.

Parabéns pelas suas letras!

Grande beijo!

Luiza Maciel Nogueira disse...

que continue a pulsar infinidades de versos, belo! beijos

Larissa Marques disse...

inspirou-me um poema! beijíssimos!

Anônimo disse...

http://fimdotediorick.blogspot.com/

Cara nesse blog tem uma história muito daora, eu que não curto muito ler quero continuar lendo esse livro. Vale a pena pessoal dá uma olhadinha.

Ricardo Mainieri disse...

Um poema intenso, imagético. O universo pode estar contido, poeticamente, dentro de nós com toda sua pléiade de luzes & sons.

Abs.


Ricardo Mainieri

Wania disse...

Celso,

O Poeta perscrutando o Universo, a poesia ecoando no infinito!




Lindo,

Bj grande.

CARLA STOPA disse...

Nem os silêncios são mudos...

Lídia Borges disse...

O pulsar infinito do universo, escuta-se no desfiar lento dos seus versos.

Um beijo

MIRZE disse...

Belíssimo, Celso!

Calo-me e contemplo, mesmo sem ouvir o grito que rompe o eco das estrelas.
Assim descrevo este poema!

Beijos

Mirze

Anônimo disse...

http://web-escritores.blogspot.com/ gente pra quem gosta de uma boa leitora esse blog é daora, tem uns textos bem bacana tudo escrito por autores da WEB.

Tiago do Valle disse...

Como sempre, a poesia ficou fantástica. Tem um jeito único de escrever, e eu adoro essas marcas bem pessoais de um poeta.

Cris de Souza disse...

toda ouvidos pro universo dos sentidos!

Carlucio Bicudo disse...

Sua poesia é rica em detalhes.
A força de tuas palavras ecoa, como a água em pedra cristalina.
Parabéns!

http://oliveirabicudo.blogspot.com/