sexta-feira, 19 de junho de 2009

Inquietação.



Inquietação.

A viagem na sentença olhar esconde a lágrima – lição de não chorar.
E nas muitas tramas de um caminho sem voltas prossigo e retorno,
deve existir no fundo de mim uma manhã que ainda não nasceu.
O mistério de mundos não descobertos. A saudade não sentida.
Qualquer palavra para expressar a rima contente do extravasar.

Um passeio de volta, encontro definitivo, beijos e abraços
no solitário monólogo, diálogo nosso de cada dia, pão e cama.
Divino sustento de quem de frente encara vontade e coragem
só para sorrir nos olhos outros o belo do corpo, o bom do gozo,
vidas e retinas diluídas em um só desejo com nome paixão.

É que eu espero o sol da alma dele e caminho a chuva do querer,
loba em aprendizado, felina gata no cio, puta de nome proibido,
Eva moderna de pernas soltas, úmida abertura, convite ao pecado língua.
E em outra estrada que não há, eu respiro dele o começo sem fim,
afinal, é ele quem constrói em mim, o simples poema amar.

Eliane Alcântara.

5 comentários:

ana da cruz disse...

Singular.

Ivan disse...

embasbacado, eu estou.

JMJC disse...

Mt bonito grande poeta, admiro-te demais..........! beijossssssssss

Theresa Russo disse...

Eline, sempre singular, bala na agulha, sensual e avalassadora poeta do amor...lindo..

Anônimo disse...

Eliane...Embora pareça estar longe, estou sempre perto! lindo poetar...