sábado, 30 de julho de 2011
Convidada Simone Pedersen
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Fotos do Brasil
sexta-feira, 22 de julho de 2011
A cadeira
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Convidado Edson Rossatto
---
Edson Rossatto
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Bar do Escritor na FLIP 2011
O escritor Wilson R, da Academia Joeense de Letras, preparou o jornal abaixo, com as principais atividades do BdE em Paraty. Clique para ver em tamanho grande.
Abaixo, clipping da Folha de São Paulo, com a foto do Cristiano Deveras como "ativista cultural de grupo alternativo".
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Revisando conceitos
e hoje eu não estou para limonadas.
Pouco me importa esse seu olhar enviesado
a atravessar meu semblante interditado;
tudo não passa de um espetáculo improvisado
onde citronelas se defumam lentamente
espantando mosquitos, besouros sensíveis e transeuntes anônimos.
Repare nas minhas mãos esburacadas:
elas estão vazando e não consigo mais
segurar suas mentiras nem meus delírios.
Perceba, minha fome está voltando
e meu desejo de devorar feitiços se manifesta
em cada serpentina
lançada de antigos carnavais.
Hoje eu posso digerir o fogo dos dragões sem queimar minha armadura.
Estou jogando as cartas para o ar a espera da mágica;
não se iluda, que a inocência já se foi há muito.
Agora eu vou morder a mesma víbora que me picou e sorver o seu veneno.
E o deleite é nosso, meu amor.
Então vamos, que o inferno ainda não chegou e temos muito o que morrer.
(Celso Mendes)
domingo, 10 de julho de 2011
Convidado Alexandre Brito
ouvi do Quintana
num dia que ía e vinha
poeta é quem se adivinha
ouvi do Mario no meio da mata
Pirata é leão com espinho na pata
---
Alexandre Brito é poeta.
sábado, 9 de julho de 2011
MARIA
Eu
Lia
José
O lugar
Bar Hipódromo
Baixo Gávea
Conversávamos bobagens
Bebíamos muito
Cheirávamos cocaína
Na mesa em frente
Sentado o tal do Fábio
Namorado da Maria
Não falo com Maria desde o fim de nossa história
Contei ao Fabio as barbaridades que fiz com Maria durante o romance dos dois
Deve ter três meses que não falo com Maria
Cheguei a vê-la uma vez
Ignorei
A vi tremendo de raiva
Querendo matar-me
Voltemos ao Hipódromo
Percebi Fábio observando-me algumas vezes
O fato dele não levantar e vir tirar satisfações comigo
Deixou-me tranquilo em relação a minha infantilidade
Ele ficou com ela depois de eu ter dito tais sevícias
Certamente, ela o convenceu que era mentira.
Homens acreditam em qualquer coisa, quando estão embucetados.
Sabemos só a verdade existencial da mulher dos outros
As nossas mentem sua essência
Não contei a ninguém o observar-me dele
Foda-se
Uma morena deliciosa entrou no bar
Cabelo negro liso
Costas nuas
Um rabo muito tesudo
Deliciosamente, caminhando em direção ao toalete.
Passou por mim
Olhou-me os olhos
Sorriu
Piscou
Nunca foi tão fácil
Mentira
Mulheres são fáceis
Levando-se em conta a maioria numérica das fêmeas no mundo
Fica óbvio o desespero delas por homens
Os homens estão virando viados
Elas descontroladas
Levantei da mesa
Fui atrás do rabo tesudo
Sempre vou atrás de rabos tesudos
Uma coisa mais gostosa na mulher que a própria mulher
É o rabo
Já namorei vários rabos
Levei os rabos pra jantar
Levei os rabos à praia
Levei os rabos ao cinema
Sempre gostei de levar minha vida de mãos dadas aos rabos deliciosos das fêmeas
Na porta do banheiro
Eu espero a saída da morena rabuda
Ao sair
Vendo-me esperando
Foi suficiente
Beijamos loucamente
Entre um beijo e outro
Sugeri a minha casa
Ela aceitou
Chegando lá, trepamos.
Seis vezes
Todas sem camisinha
É ilógico
Deve ser
Assim tem sido minha ativa vida sexual
Mulheres não estão nem aí para preservativos
Querem sentir a porra jorrando dentro
Mulheres são reservatórios de porra
Não sou eu que digo
Quem afirma isso em autobiografia publicada
É a francesa e crítica de artes
Catherine Millet
Bagatela à parte
Acordarmos pela manhã
Eu e a deliciosa morena
O rabo e eu
Trepamos
De novo
Duas vezes
Ela tomou banho
Foi embora sem eu saber nada
Nem mesmo precisei levá-la à porta
Adoro mulheres independentes
...
Dois dias passaram
Eu em casa sozinho à noite
Toca o telefone
Atendo
EU - Alô
ELA - Alô
EU - Quem tá falando?
ELA - Sou eu Maria, posso falar com você?
EU - Tá maluca, tá me ligando depois de tudo que falei pro corno do seu namorado.
ELA - Tudo bem com você?
EU - Você é barata mesmo
ELA - O Fábio falou que viu você no Baixo Gávea
EU - Pois é eu o vi e daí
ELA - Por que você não falou comigo outro dia?
EU - Depois do que eu fiz?
ELA - E daí, tô morrendo de saudades de você, te adoro.
EU - Porra, eu te vi tremendo naquele dia, achei que você queria me matar.
ELA - Eu te amo
EU - E o Fábio?
ELA - Esquece o Fábio, ninguém é homem como você.
EU - O que você quer?
ELA - Quero você, me fode hoje.
EU - Claro que não, já tivemos cinco anos de doença sentimental juntos, não quero.
ELA - Eu faço o que você quiser, pode-me sodomizar.
EU - Não quero
ELA - Por favor, eu pago o motel, preciso da sua pica.
EU – Nem vem
ELA - Me come amanhã, amanhã é meu aniversário, eu dou perdido no Fábio, olha a moral que tô te dando.
EU - Tá bom, só vou te comer e você paga o motel.
ELA - Obrigada, não vai se arrepender, te amo.
Dia seguinte
Encontramos um ao outro
Abraçamos
Dei os parabéns
Fomos ao motel
Transamos como condenados
Três longas vezes
Depois conversamos
Nossas vidas sem o outro
Maria disse amar-me
Eu diria
Amarrar-me
And...
... End...
Pediu pra voltar
Esvaindo em lágrimas falou ter que confessar coisa horrível
ELA - O Fábio falou que você tava com uma morena no Baixo Gávea
EU - Quem?
ELA - Uma morena
EU - Sou solteiro, você tem namorado, tá me cobrando o quê.
ELA - Eu mandei a morena pra você
EU - Você é maluca, sabia que era roubada te encontrar. Sempre da merda.
ELA - Eu estava com raiva de você, você me ignorou.
EU - Eu já disse, achei que você queria me matar.
ELA - Eu te amo
EU - Ama porra nenhuma, por que mandou uma mulher ficar comigo, você é louca...
ELA - Ela tem aids
EU - Você é doente...
ELA - Eu estava com muita raiva de você
EU - Não acredito
ELA - Por isso te liguei, por isso estou aqui, por isso transei com você sem camisinha, agora eu também tenho aids, estamos ligados pra sempre, quero sofrer com você, eu te amo.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
sinas e tentáculos
Finalmente desentendi
Não me pergunte quando
Deslembro, apago e afago
O dia, a semana, o mês
Você estava lá e basta
Desmonto todos os fatos
Desencaminho sinas e tentáculos
Teu sorriso assassina regras e atos
Ando farta de fatos
Dessas dúvidas órfãs
Numa tarde vazia
Recito orações tecidas em desvario
quinta-feira, 7 de julho de 2011
a música
renega tua face cotidiana
e te sacode na esquina, no ponto de ônibus
ou em frente à loja de conveniências
move o ar à sua volta e negocia vácuos na retidão
não importa quem você
seja
ou
seja
a música
a música é um deus secreto e sacana
a música dói, machuca e fede
a música ri, masturba e gargalha.
a música ilude, ilumina e inaugura.
a música ruge, range e reza
a música lounge
a música love
a música leve
a música naife
a música
a sua música.
aquela música
“lembra?”
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Idiossincrasias

Tinham gostos semelhantes, opiniões semelhantes, temperamentos semelhantes, ideologias semelhantes, genitálias semelhantes. Duas mulheres lindas, exuberantes, inteligentes, bem-sucedidas, perfeitas! Amavam-se com um amor de fêmea: intenso, sutil, oral. Certa noite, surgiu um falo. Não um falo qualquer, mas um falo grande, volumoso, de avantajado diâmetro e envergadura. Duro, vibrante, pujante. Meteu-se no meio das amantes, separando-as. Foi o racha, a divisão das rachas. Tempos depois, surgiu outro falo, tão grande, volumoso, de avantajado diâmetro e envergadura, duro, vibrante e pujante quanto o primeiro. Meteu-se no orifício que fica atrás do saco. Após o encontro dos falos, as rachas uniram-se novamente, as fêmeas reconciliaram-se. Os quatro concupiscentes promoveram bacanais, muitos. Falo e falo. Vulva e vulva. Vulva e falo. Falo e ânus. Falo e vulva e falo e ânus. Gozaram e viveram felizes para sempre.
Carlos Cruz - 06/11/2007
segunda-feira, 4 de julho de 2011
domingo, 3 de julho de 2011
Antologia III do BdE - escritores sem orkut
por conta da nossa centralização no orkut, vários escritores interessados em participar da nossa antologia não puderam acessar as informações de participação. por conta disso, abrimos novamente a inscrição, deixando aqui as regras e as datas.
o sucesso das edições anteriores (Anarquia Brasileira de Letras e Brand) incentiva a produção literária nacional e aumenta o intercâmbio entre os autores, sem contar a expressiva mídia espôntânea em tvs e jornais (veja no blog).
- meia cota - 290 reais - 5 páginas - 40 exemplares;
- 1/4 cota - 160 reais - 2 páginas - 20 exemplares.
agência 1419-2
conta 6389-4
nome: giovani g iemini de rezende
----
e---------e@gmail.com (o e-mail será encaminhado após conferência)
sob as instruções abaixo.
textos
dessa forma, a página fica recheada de texto, mas não caberia uma poesia em que cada três palavras formam uma linha, por exemplo. tenham essa perspectiva em mente.
a página de apresentação, a primeira, poderá ter no máximo a metade dos valores acima, pois nela constarão a foto e a biografia ocupando espaço.
lembre-se que no papel a informação é eterna. busque sua melhor obra para publicar na antologia.
- ENVIE MAIS MATERIAL que o previsto, para facilitar a diagramação.
foto
qualidade mínima de tamanho 480x640mm, colorida ou PB, mas de preferência em cor, para que o tratamento em preto e branco seja feito pelo nosso diagramador, utilizando as mesmas tonalidades de cinza para todas as fotos.
e o mais importante: o fundo na foto, atrás da imagem do escritor, deverá ser uniforme e sem detalhes, como uma parede, mas de cor diferente do branco, pois ele se confunde com a cor do papel e dá um efeito estranhíssimo. ou seja, foto com fundo liso e não branco.
- não serão permitidas fotos em que não apareçam a cara do escritor. se não quer mostrar a fuça, não pode participar.
biografia
lembre-se que a soberba na auto descrição é desinteressante, mas não esqueça de citar as conquistas e os prazeres.
para divulgar algum site ou blog, escreva o link a partir do WWW. esqueça o https.
só poderá ser divulgado UM link, o principal. não relacione os 27 blogs em que participa.
os links do site do bde, do blog e das comunidades relacionadas já serão divulgados em outra parte da antologia.
- ex:
giovani iemini, de brasília, não entende joça nenhuma de literatura mas fica nesse nhenhenhém. acha que é dono do bar do escritor. nunca ganhou concursos literários mas publicou uns livrinhos.
www.giovaniiemini.blogspot.com
ah, lembre-se: quanto maior a biografia, menor o texto da página de apresentação do autor.
sábado, 2 de julho de 2011
Semi deus
começando pelos ombros
e descendo,
vai desafiando meus demônios
e vencendo todos,
até a curva das minhas costas
- estrada tão macia
para o que há tempos fantasias
receber em troca de toda essa luta -
e pontua tatuando a tua boca
no teu prêmio
e dele, desfruta.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
citações bíblicas
"Citações bíblicas usadas como verdade universal me matam de rir! São pensamentos arcáicos, parvos e apedeutas, mas dizem às pessoas vazias o que fazer. Sempre que os escuto, sei que tem alguém perdido por perto"
---
o textículo acima é uma citação. isso o torna real e absoluto? hehehequinta-feira, 30 de junho de 2011
Convidado Rubén Vedovaldi (Ar)
en medio del patio
soplaba la flauta
los parches latían
al ardor del canto
y amor era algo
que soltaba dulce
silencio de pájaro
la arena se amaba
con manos de niños
que alzaban cohetes
puentes y castillos
y vos derramaste
tu efímero sueño
de vino encendido
en medio del patio
la luna apoyaba
sus pies delicados
en alada danza
y yo deshojaba
las alas del sueño
por mis ojos de agua.
---
Rubén Vedovaldi
* Grabado en el Disco Compacto: CUANDO LA PALABRA CANTA, con el músico Carlos Medrano, en ARGENTINA, otoño de 1999.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Poesia visual
PRECONCEITO

SOBERBA

Quer conferir outras poesias visuais? Acesse o link http://prosaseviagens.blogspot.com/search/label/Poesia%20visual
domingo, 26 de junho de 2011
Tempo
pelo presente
como quem sente
o passado
passando
apresso
a ânsia
da vivência
atraso
a incerteza
do porvir
deixo
no eixo
da memória
a lágrima
do que se foi
cair
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Pó
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Convidado Robson Batt
---
Robson Batt é cineasta e empresário.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Círculos
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Jogo Enfadonho
flertando à distância pela parede de vidro
que nos une e separa,
então rabiscamos em nossas cabeças
um enigma sobre quem realmente
somos e o que viveremos.
Movemos peças num xadrez
interpretando personagens
como numa peça teatral,
trajando máscaras e capas
num baile onde os outros
são apenas bonecos.
Entrei em seu jogo enfadonho
então você embaralha as cartas,
eu as corto, aposto minhas fichas
e até blefo para quebrar sua banca.
Não temo o que a vida nos reserva
mas resta saber se você tem coragem
de se despir dessa armadura
para me encarar.
- Mensageiro Obscuro.
Maio/2011.
Foto: "The Wish" de Theodor Von Holst, 1841.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Convidada Raissa Diniz
Sol cheio
Quando amiudava o dia
Bem depois de clareada a tarde
O céu azul não estava
Mas eu lhe respirava em poesia
Raios penetrantes
Solares, anuviantes
Sabia descrever o que visível o horizonte permitia
Conceber em prosa, quiçá uma melodia
Daquelas que não se pensa nunca que sabia
De relance olhei a janela
Por ela, transpassando o vidro dela
Podia ver telhas, arbustros, flores, folhas
Mais janelas
Não às casas
As janelas eu via
Vênus como raras vezes a vi
Estava sim nitidamente bela
E aquele satélite deveras funcinante
Cadê?
Quero ver sim a Marte
Melhor que bola presa no volante
Gás inoxidante
Caneta, pernas, alou, papel
Verde, laranja
Jerimum, xilito a granel
Queria em Tupi-guarani
Escrever pr'alguéns entender
O qunato eu amo alguém
sem realmente lhe tocar, lhe ver
Decisões contrárias entre si
Coberto, nuvens de véus
Sinônimas, não uma da outra
Noreante
Incompleto?
CineCryDin a todo instante
quinta-feira, 9 de junho de 2011
O escafandro e a borboleta
era bem tarde quando bateu na escotilha
o mar era profundo e vasto
eu vestia meu traje e fugia
hermeticamente refugiado
nas lembranças suaves
pessoas ,sentimentos,coisas,olhares
distantes e extintos
perdido nesse mar
meus olhos de escafandrista vagueiam
enquanto as asas dela se debatem
trazendo sopros ávaros
desejo de tornar a ver ou possuir
o passado que não volta
borboleteava na janela
hermética
mas não existe mais
MINHOCAS GERERENCES

Imagine
BR – 116
Rodovia Presidente Dutra
A Via Dutra
Plantão de vinte e quatro horas
Três guaritas com sete pessoas cada
As guaritas são como os pedágios
Cabines de Fiscalização
Substituição Tributária
ICMS
Verificar Nota Fiscal de carga de caminhão
Conferir o destinatário
Ver se paga o devido imposto
Simplificando
CARIMBAR NOTA!
Das sete pessoas de cada cabine, quatro mulheres.
Três cabines
Doze mulheres por plantão
A cidade
Itatiaia
Em frente ao Parque Nacional
Às Agulhas Negras
Nesse misto de analfabetos existenciais em caminhões de fumaça enfileirados esperando a vez de passar com seus barulhentos infernais pelas cabines de Fiscalização, a vista do Parque Nacional é a salvação.
Visconde de Mauá
warum nicht
Depois de trabalhar no estilo Modern Times, de Charlie Chaplin, vinte quatro horas seguidas carimbando notas e respirando monóxido de carbono...
Vem...
O Paraíso!
Setenta e duas horas pra curtir o bem querer
Sim
Entre um plantão e outro
Tínhamos merecido três dias de descanso
Muitas vezes fui gozá-los em Visconde de Mauá
Dia
Maconha
Poção
Escorrega
Santa Clara
Noite
Maromba
Cerveja
Sinuca
Buceta
Eu e Marcelo éramos os únicos de fora da região
Dos vinte um plantonistas nas guaritas
Éramos os dois cariocas
Todo grau pejorativo
Cariocas Clássicos!
Rapidamente conheci Gererê
Gererê é uma cidade que margeia a Via Dutra
Cidade da região
Pra mim, Gererê é região!
Bem como
Resende
Volta Redonda
Penedo
Itatiaia
É óbvio!
Pra Sra. Geografia, solenemente, Gererê é corretamente e tão somente uma cidade da região.
Respeito a Sra. Geografia!
Enfim
Gererê! Uma praça! Duas ruas!
Em Gererê conheci Alessandra
Nesta vez, estávamos eu, Marcelo, Oiran e Henrique.
Bebíamos, jogando sinuca na birosca de uma das duas únicas ruas da cidade.
Marcelo e Oiran já eram habitués com Gererê e suas minhocas dadeiras
Falavam-me farras vívidas com promíscuas minhocas Gererences
Chegaram Carol e Lúcia
Minhocas peguetes de Marcelo e Oiran
Henrique e eu dávamos nossas tacadas
Eu acreditando em ter ido pra Mauá
Nossa Amesterdan das montanhas
Ideia muito melhor
Sobre Gererê pensava oposto
Cidade o mais provinciana possível
Moralismo exacerbado
Castu
Beatas e crentes
Mulheres com cabelos esticados para trás
Vestidas de longos rendados
Bíblias de ternos beges
Fui fumar um baseado na praça
Ao voltar à birosca, deparei com uma morena de vestido marrom.
Deliciosa!
Bunda de marquinha ínfima, desenhada no pano do vestido.
Um generoso par de seios servido à meia-taça
Passei a frente dela e disse: - Você não vai a lugar nenhum!
Minha sorte
Carol e Lúcia vieram na cobertura
Carol convidou sua conhecida morena a se apresentar
Alessandra!
Nome de linda morena
Pensei
O nome da bunda
Alessandra vinha do colégio, disse não poder ficar por causa do horário, chegando a casa depois das dez da noite, apanhava do pai.
Era melhor ter ido pra Mauá!
Alessandra olhando-me os olhos com cara de crente lasciva e voz tremulamente nervosa, diz de supetão: - Vou esperar todos dormirem lá em casa, pulo a janela, e venho te encontrar.
Pensei
Trêmula, mente!
Essa não volta mais
Entre beijos e sagradas sarradas em Carol, Marcelo dava suas tacadas.
Lúcia com Oiran não eram diferentes
Henrique, o mais bêbado.
Mesmo eu, sabendo não ser provável a volta de bela morena, não tirava meu olhar do relógio.
Vai saber...
Era uma e trinta da madrugada, em Gererê, quando Alessandra surgiu na porta da birosca com o mesmo vestido marrom. Muito gostosa!
Não quis entrar, com certeza conhecia o dono da birosca, o Seu Manel.
A essa altura, eu já conhecia o Seu Manel.
Ele, o meu dinheiro.
Alessandra falou-me: - Vamos embora daqui, eu tenho de voltar logo pra casa.
Pedi o carro pro Henrique, atônito jogou as chaves pra mim.
Entramos no carro e partimos
Seguimos por uma estrada de terra, na qual ela me direcionava por entre os bem abastados pastos burgueses.
Bendita Sra. Geografia!
Parei o carro no meio do nada
Saímos
Nada mais
Iluminados pela lua cheia
Beijamos
Ela foi botando meu pau pra fora
Chupou ávida por minha porra
Rapidamente gozei em sua boca sedenta
Ela engoliu e levantou
Meu pau não abaixou
Passei a mão em seu rabo
Ela perguntou-me: - E no cu não vai?
A virei contra o carro
Levantei a parte de baixo do vestido
Cheguei a calcinha pro lado
Meti em seu cu
Ela gritava
Rebolava
Obscena
Com poucas estocadas enchi-lhe o cu de porra
Ela se ajeitou dizendo: - Me leve daqui.
No carro, ela apontava o caminho a seguir.
Perto do nada mandou parar
Parei!
Ela me deu um beijo na boca e me disse: - Daqui eu vou andando, não quero que meu pai acorde.
Saiu do carro e andando em direção a lugar nenhum, sumiu.
Voltei pra birosca feliz da vida por ter comido tão maravilhoso cu
Chegando lá, Marcelo, Carol, Oiran, Lúcia e Henrique me esperavam sentados na calçada.
Birosca fechada
Dormimos na casa do tio da Carol, ele estava viajando e ela nos alojou lá.
Lúcia e Carol foram andando pra casa depois de misturarem suas libidos com as de Oiran e Marcelo, no mesmo quarto.
Será que fizeram um troca-troca?
Não importa
Henrique quis saber da minha aventura: - Caralho, a mulher que você pegou era sensacional!
Marcelo e Oiran berravam do quarto
Oiran: - Vai se foder seu sortudo filho de uma puta!
Marcelo: - A mulher mais gostosa da região com certeza!
Conta aí, eles pediam.
Falei: - Comi o cu, só digo isso, gozei no cuzinho dela. Delícia de rabo.
Um a um eles me invejaram
Fomos dormir, eu com ar de Deus, eles imaginando minha Deusa anal.
Dia seguinte
Dia de Plantão Fiscal
Acordei com os três me olhando
Marcelo dizia: - Cara, deu merda, o pai dela descobriu e enfiou a porrada nela.
Virei pro lado tentando voltar a dormir
Henrique falou: - Cara, é serio, fui comprar pão e a encontrei toda roxa, ela tava chorando.
Sentei na cama rindo: - Vocês acham que vou acreditar nessa historia tola, fala sério, vocês a ouviram falando ontem sobre a fuga e ficam querendo me assustar. Inveja é uma merda! Vou tomar banho pra irmos trabalhar.
Tocou a campainha
Oiran foi abrir a porta
Entra a Carol, olhando pra mim e bufando: - O pai da Alessandra bateu nela, ele tá vindo pra cá com uma peixeira, tá dizendo que vai matar o loirinho que deflorou a filha dele.
Depois de ouvir essas palavras da boca de Carol, acreditei!
Toca a campainha
De novo
Incessantemente
Oiran vai ver quem é
Volta cuspindo palavras: - É ele, só pode ser ele, um negro com uma peixeira na porta. É claro que é o pai da Alessandra.
Acreditando piamente no circo armado, peço ajuda: - E agora o que eu faço?
Oiran - Eu vou lá dizer que você já foi embora.
Marcelo - Cara, entra na mala do carro e vamos embora daqui.
Henrique - Eu vou encostar o carro perto da porta da cozinha e você entra na mala.
Pensei: “Na mala, não entro de jeito nenhum!”
Entrei!!!
Dentro da mala vejo, a tampa descendo em minha direção, ocultando toda luz.
Escuridão!
Escuto as vozes sem saber ao certo de quem são
Escuto as portas do carro batendo
Escuto o motor
O carro começa a andar
Fico sacudindo na mala
Pânico!
Começo a gritar
Claustrofobia!
Começo a bater na tampa da mala
Grito: - Eu encaro o cara, eu encaro. Tirem-me daqui, por favor, agora!
Nada!
O carro continua sacolejando
Começo a suar frio
O tempo passa
Muito tempo
Começo a chutar o fundo do carro, o banco de traz.
Meus amigos não param
Fico fora de mim
Apavorado!
O carro para
O motor desliga
Escuto risadas
A tampa abre
Um flash
Vejo Henrique com uma máquina fotográfica na mão
Eu, dentro da mala.
Muitas pessoas me olhando
Rindo
Pessoas do meu Plantão Fiscal
Meu trabalho!
Marcelo e Oiran riem adoidados
Entendo
Saio da mala
Puto!
Mando todos tomarem no cu
Saio andando pra bem longe
Continuo ouvindo gargalhada
É!
Pegaram-me direitinho
Caí como um patinho
Tudo bem
Tudo bem porra nenhuma!
Hoje... Tudo bem... Pode ser...
No dia, demorei a digerir.
Agora beleza
São todos meus amigos
Grandes amigos
Afinal de contas
Se você sobreviver aos seus amigos, sobreviverá a tudo.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Avant Stéreo
algumas cidades já estarão incendiadas
algumas calçadas haverão acolhido em seu colo de concreto
cadáveres dos filhos de alguém
vários jornais estamparão fotos de ilustres desconhecidos
flanando em belo e rebelde desfile
crianças aprenderão o que o gesto;
o grito silencioso, o urro,
de um punho erguido
significa
enquanto do outro lado da praça
o balé improvisado de se esquivar da morte
no dorso fúnebre
de uma avenida em marcha
e
ao seu redor,
os seus
ao redor do seus,
nós
em volta de nós;
juntos
cada
um
um
universo
venho pensando _ “pessoas são estrelas”
ultimamente
sempre que olho pro céu
acredito num certo tipo de
novo e estranho
Deus
que suspira ao redor e move o ar à sua volta
#
segunda-feira, 6 de junho de 2011
mamãezinha

sexta-feira, 3 de junho de 2011
quando diz que já
percebe que algo nosso
se perdeu pra sempre
e já não posso mais
resgatar as pedras
do caminho sem volta
ergo-me farta desse
sentimento moribundo
que insiste em ruminar
e ruminar como se tivesse
eu dez estômagos
e não tenho
jaz como era
jaz como eu era
matei meus olhos
com lágrimas e poeira
que deixou quando me
ultrapassou pela estrada de chão
se não te olho como antes
é porque não te vejo mais.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Perseguição
que foge pela floresta as vésperas do cadafalso.
Ando fazendo versos enlameados,
arranhados das quedas desesperadas por chegar.
E chegam esbaforidos, descompassados
pra descobrir, no fim de tudo
que serão expostos
e postos,
inúteis, numa espécie de altar.
Quem sabe assim esgote o poço
onde me alimento de mim,
e então me sobre um pouco.
Vou talvez roer as patas,
escapar da armadilha, transbordar o copo
pra que me deixem de vez em paz
as Musas e os poetas mortos.
*Catopeblas é um animal que se alimenta dele mesmo.
Borges o descreve em seu livro" Livro dos Seres Imaginários"
Lhosa compara o escritor ao Catopeblas.
(poema de 23/07/09, agora com vídeo da Casa das Rosas)
(antes porém, declamo o poema Alegoria, já postado em meu blog)










